quarta-feira, 5 de abril de 2017

FOGO DA SERRA GRANDE – 91 ANOS DE UMA CHAMA QUE CONTINUA ACESA NOS SERTÕES.

LAMPIÃO EM 1926
No dia 26 de novembro de 1926 o Grupo de Lampião impôs uma verdadeira derrota a Policia Militar de Pernambuco, quando mediram forças no confronto sangrento, em plena caatinga. 90 anos após o chamado FOGO DA SERRA GRANDE, ainda ecoa os estampidos das armas  na Literatura de Cordel, nos versos dos violeiros.

FOGO DA SERRA GRANDE – O bando de Lampião já percorrera palmo a palmo os sertões de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, contudo não se afastava por muito tempo de sua terra natal, Villa Bella.
Estava Lampião arranchado na fazenda Carrapicho, quando foi informado de toda movimentação da policia, que indicava tratar-se de uma grande ação contígua que iriam perpetrar, seguramente, contra ele. Era a oportunidade aguardada para acabar com seus inimigos de uma única tacada, inclusive fazer seu grande espetáculo em técnicas de guerrilha, humilhando todo poderio bélico das forças do governo.
Para ter certeza que atrairia a policia, Lampião seqüestrou dois representantes comerciais que desciam a serra de Triunfo num Ford 1924, em direção a Villa Bella: um da Companhia Souza Cruz e o outro da Stand Oil. Liberou o primeiro, José Benício de Souza, para ir a cidade buscar o resgate do segundo, Pedro Paulo Magalhães Dias, porém conhecido nos locais que trabalhava, por Mineiro Dias, por ser de origem do estado de Minas Gerais, e seu sotaque que chamava a atenção de todos.

Lampião agora tinha um trunfo atrativo que chamaria a polícia para o terreno que achasse melhor: um representante de uma empresa importante, nada mais precioso neste momento. Em marcha avançada, três filas indiana, distante quinze braças uma da outra, a do centro ia Lampião e Mineiro Dias, na vanguarda da tropa, da direção da fazenda Varzinha. Ao chegarem à localidade Poço Redondo prenderam Silvino Liberalino e na mesma pisada, já dentro de Varzinha, foi preso José Toinho, na condição de mostrar onde ficava a residência de José Esperidião, o inspetor da localidade. Este, por ter se envolvido em uma surra numa pessoa em Floresta, havia se mudado para Varzinha. Ele já vivia prevenido, por saber que um filho do dito da surra, jurava-o e havia entrado no grupo de Lampião, com o intuito de pegá-lo.
O inspetor e mais dois civis, um deles chamado Tiburtino Estevão, protegidos no parapeito da sua casa, abriram fogo contra os cangaceiros que se aproximavam do seu terreiro, estes reagindo rapidamente sem serem atingidos, dominaram a situação e mataram o inspetor e um dos acompanhantes. Tiburtino escapuliu pelos fundos da casa, embrenhando-se na caatinga, enquanto os cangaceiros incendiavam as casas e os paióis de algodão das vítimas. Deixando pra trás o céu escuro de fumaça, seguiu pra Sítio dos Nunes, depois voltaram pra Tamboril e Sítio Morada, onde proveram com água as cabaças e cantis, numa bodega compraram bolachas e rapadura, cortaram o caminho em diagonal, adentraram na Serra Grande e chegaram a fazenda Barreira, onde passaram a noite fazendo recapitulação de tudo que haviam combinado.
Assim que os cangaceiros se retiraram de Varzinha, os moradores foram procurar o corpo do inspetor José Esperidião e do seu filho, que tinha apenas sete anos de idade, chamado José Pereira de Lima, nos escombros que restou de sua residência. Pra surpresa de todos, o menino estava vivo e não encontraram orifícios de balas no corpo do seu pai, concluindo que ele morreu asfixiado pela intensa fumaça.
O coronel Cornélio Soares estava terminando de cear quando recebeu o mensageiro avisando do rapto do agente da Stand Oil e da exigência de Lampião em pagarem vinte contos de resgate pra terem o refém vivo.
Villa Bella estava um motim. Poucas pessoas nas ruas, só a movimentação da polícia, que parecia estar pronta pra entrar em guerra contra o restante do mundo.  Os bares e as bodegas não abriram e quase nenhuma família quis ficar sentada nas calçadas ouvindo ou contando os fuxicos de vizinhança.
A estas alturas outras volantes foram comunicadas e se juntaram para, agora ou nunca, dar cabo ao Comandante das Caatingas. Manoel Neto estava com sua volante no meio da caatinga procurando alguma vereda de cangaceiros, próximo a Vila São Francisco, quando foi alcançado por um vaqueiro levando um recado do Major Teófanes ordenando que voltasse urgente pra Villa Bella. Tava dando meio dia quando aponta dentro da cidade Manoel Neto e sua Força, onde encontrou a praça e a calçada da Igreja formigando de soldados, e dentro da sala de chefia, em frente a Intendência,  os comandantes mais afamados do sertão:  Sólon Jardim, que tinha, inclusive, duas metralhadoras, Domingos Gomes de Souza, conhecido por Domingos Cururu, os tenentes Arlindo Rocha e Higino Belarmino (Nego Gino), José Olinda de Siqueira Ramos, o Anspeçada Euclídes de Souza Ferraz, totalizando aproximadamente quatrocentos soldados e civis cedidos por fazendeiros.
Os comandantes ficaram até altas horas da madrugada bolando os detalhes do plano que mataria Lampião e seus sequazes. Quando foram tirar algum cochilo os galos estavam miudando.
O coronel Cornélio Soares, o juiz de direito e o padre ainda conseguiram juntar cinco contos de réis e mandaram o vaqueiro Manoel Macário levar o dinheiro pra Lampião. Mas Manoel Neto interceptou o mesmo e disse que no lugar do resgate em espécie, deveria ir a policia, que pra isso estavam prontos. O Major Teófanes Torres – Comandante do Policiamento – concordou, dando as resoluções – “o governador acredita que cada um da gente cumpra a sua obrigação livrando a sociedade desses bandidos, não temos o que temer, nosso contingente é volumoso e imbatível, vamos honrar as fardas que vestimos”.
Para Lampião, morderam a isca!
Ainda estava escuro quando duas filas indianas formada por quatrocentos homens deixavam a cidade. Quando o dia vinha amanhecendo tinham marchado mais de duas léguas.
Força Pública – Boletím Oficial: “Villa Bella, 26 de novembro de 1926. (grafia original) Communico v. exc. Que sahiu hontem desta cidade sem meu conhecimento importancia cinco contos para ser entregue bandido Lampeão, certamente convencionado em troca liberdade caixeiro viajante da empreza Standart Oil C°. Ao chegar portador á tardinha Iogar Varzinha, distante seis léguas desta cidade, foi ahi aprisionado pelo Cabo Manoel Netto que ia com uma força na trilha do grupo já quase em contacto com o mesmo. O referido cabo prosseguiu encalço scelerados, conduzindo alludida importância afim de não interromper marcha. Consulto como devo proceder sobre alludidos cinco contos. Saudações. Major Theophanes Tôrres.”
  A força do governo comemorava o massacre iminente. Quando a volante soube que Lampião já estava dentro da Serra Grande, resolveram se reunir todos os comandantes e comandados, num gigantesco lajedo a uns dois quilômetros de Varzinha. Era a hora do tudo ou nada.        Lampião, como grande estrategista, sabia do tamanho do perigo, que tinha poucos homens, apenas sessenta. Comparando com a batelada numérica dos inimigos, era um suicídio enfrentar. Só que ele conhecia cada pedra daqueles serrotes e montes, sabia de cada árvore existente naquele bocado de terra, tinha ciência de tudo sobre o sertão.  Além do mais, era o tão esperado momento de acertar contas com todos aqueles comandantes de volantes, juntos, de uma só vez.
Nego Gino queria antes de tudo fazer um reconhecimento da área para depois atacar desalojando o inimigo
Os Nazarenos queriam investir cegamente pra dentro da serra, dizendo que homem briga de peito a peito.
Conforme comentou o pesquisador Luis Lorena, a policia era volumosa e estava bem municiada, mas não tinha comando. Se reuniam, planejavam, mas na prática, cada um queria ser independente. Ninguém se entendia. Arremessaram-se nessa expedição numa bagunça absoluta. E logo pra cima de Lampião, que estava planejando meticulosamente pra desforrar todos eles.  O resultado era esperado.
Em meio a tanta confusão marcharam pra cima. Alguém ainda chegou a sugerir almoçarem primeiro. Arlindo Rocha respondeu com a cara fechada:
“- Hoje vamos almoçar bala!”
O rastejador Anjo Cabôco vasculhava cada centímetro do chão, procurando algum rastro, um trisquinha de nada que pudesse indicar o caminho. Qualquer sinal invisível aos olhos das pessoas comuns, ele enxergava: por onde uma lagartixa ou um calango atravessava, um pássaro que voa, um inseto que se mexa.
A regra geral é que cangaceiro não deixa rastro. E nesse caso, Lampião, precisava ser seguido, mas um indício qualquer também passaria a impressão de querer atrair a policia para uma emboscada. Todo rastejador de cangaceiro sabia distinguir um rastro verdadeiro de um falso. O Rei do Cangaço conhecia essa potencialidade de Anjo e isso era bom, fazia parte da trama.
Em dado momento, quando todos os soldados estavam tensos, vendo de um instante pro outro começar o tiroteio, o rastejador, ciscando, farejando a mínima pista que não encontra, agachado, depara um seixo fora do lugar.
Ficou pálido.
Lampião não deixaria uma marca de passagem dessas, a não ser como se anunciasse um “xeque-mate!”
E era isso mesmo!
Anjo Cabôco levantou-se com a pedrinha na mão, olhou pra o soldado Raimundo Barbosa Nogueira (este era cunhado de Zé Saturnino), que estava ao seu lado, sentenciou:
“-Tô morto!”
Nesse momento Lampião estava com o joelho direito escorado numa pedra, de modo ajoelhado, benzeu-se, beijou a medalha de Nossa Senhora das Dores, e disparou o primeiro tiro, que matou o famoso rastejador. Os próximos disparos foram fatias:
Arlindo Rocha levou um tiro no maxilar pra justificar o“almoçar bala”. Escapou por pouco. Depois foi submetido a tratamentos, recebeu uma série de intervenções cirúrgicas para consertar os ossos com fios metálicos. Ficou conhecido como “Queixo de Prata”.
Manoel Neto levou três tiros nas pernas e ficou fora de combate.
Luiz Careta, de Triunfo, recebeu uma bala na cabeça.
O soldado Luiz José recebeu ferimento na coxa, mas rolou pra detrás duma pedra e ali ficou durante todo o fogo.

        Vicente Grande, ou seu nome verdadeiro, Vicente Ferreira, foi atingindo no umbigo, ficando sua barriga estraçalhada, despejando as vísceras pra fora do corpo. Euclides Flor, que estava ao seu lado, recolocou com as mãos todas pra dentro, amarrou com sua farda o abdome do companheiro e, acreditem, este sobreviveu, falecendo muito tempo depois, contando essa história e mostrando as cicatrizes.
Os cangaceiros cantavam, aboiavam, imitavam animais, xingavam. Inclusive diziam pilherias com a mãe e a esposa do Nego Gino, ao ponto que Lampião repreendeu, dizendo:
“-Pessoal, vamos brigar sem botar a mãe de Nego Gino no meio!”
Genésio Aboiador, cangaceiro e poeta, vez por outra soltava uns aboios melancólicos que deixavam os soldados com mais medo ainda, pois era como se eles fossem uma boiada indo pro curral pra serem abatidos.
Um rapaz da redondeza durante todo o tiroteio carregava água de uma fonte e abastecia as cabaças dos cangaceiros que estavam em combate.
Os cangaceiros estavam divididos em quatro grupos: um, comandado pelo próprio Lampião, ocupando o lado esquerdo da garganta da serra; o segundo, sob o comando de Luiz Pedro, no lado direito; o terceiro, chefiado por Corisco, fechando a frente da linha de fogo; e o quarto, era móvel, chefiado por Antônio Ferreira, que circulava pela retaguarda de todos e deveria completar o cerco. Mas não conseguiu por causa das metralhadoras e os que ficaram na retaguarda atrasaram a marcha, ficando, portanto, como um corredor de fuga e retirada dos feridos da volante.
Nos contou seu Benedito, filho do cangaceiro Zabelê, que estava no fogo da Serra Grande, que por muitas vezes ouviu seu pai contar que via tanto soldado morrer, muitos correndo e pulando feito macacos, sem conseguir atirar, apenas procurando um meio de se proteger  dos tiros que vinham de todos os lados.
A pipoqueira era escutada de longe. Toda população da região estava com suas expectativas voltadas pra Serra Grande.
Era três horas da tarde quando começou a chegar em Villa Bella – distante sete léguas do local do tiroteio –  alguns soldados correndo  da briga. Foi aí que juiz de direito, o coronel Cornélio Soares e o major Teófanes foram  no fordeco do inspetor da Stand Oil para o local do confronto, seguido por outros três automóveis cedidos por comerciantes – representantes comerciais e caixeiros viajantes –   levando alguns soldados e um caminhão carregando mais armas e munição, mas ficaram assistindo tudo de longe, da fazenda Tamboril, distante nove quilômetros de Varzinha, por que a partir dali não havia estradas para se transitar em  carro, era veredas pra se andar a pé.
Ao final da tarde foi cessando o fogo, os tiros ficando esparsos e a maioria da soldadesca se retirando desordenadamente, sem a preocupação em recolher suas armas e equipamento que soltavam no decorrer da luta, os feridos se arrastando sozinho ou com ajuda de colegas, os rugidos das armas se distanciando até silenciar por completo.  Restou um quadro aterrorizante com muitos soldados mortos.
A noite havia chegado quando voltaram para sepultar os mortos em duas valas, uma no lajedo grande onde estava o comando da operação e outra próximo a Varzinha, no Rancho de Pedro Rodrigues. Os feridos foram atendidos na casa do comando da policia e na sede da prefeitura.
Os cangaceiros foram pra uma fazenda no outro lado da serra onde já haviam matado dois bois para festa, preparado por Afonso do São João do Barro Vermelho.
Foi Xaxado a noite toda.
De manhã cedo, libertou o prisioneiro e orientou que fosse até Betânia e procurasse o coronel José Miguel que este o levaria a Rio Branco, pra de lá seguir viagem pra Recife.
Aquele 26 de novembro foi um dia fatídico e desmoralizante para a policia pernambucana.
Nos dois e três dias depois deste combate ainda apareceram soldados em trapos, correndo assustados com a bagaceira que viveram, chegando em Triunfo, em Vila Bella, Custódia, Afogados da Ingazeira, Lagoa de Baixo (Sertânia), Rio Branco (Arcoverde) e Floresta,
O combate que começara às oito horas e quarenta e cinco minutos cessou às dezesseis horas e quarenta e cinco minutos, resultando na morte de 26 soldados e 38 saíram feridos.  Vários civis contratados também foram mortos ou feridos.  Do lado dos cangaceiros não houve baixa, nem ferido.
Essa foi a maior e mais violenta peleja acontecida na longa e sangrenta história do cangaço, uma aula de técnica de guerrilha ministrada por Virgolino para deixar qualquer estrategista militar de quartel com queixo caído. Tomaram parte na batalha os seguintes cangaceiros: Luiz Pedro, Maquinista, Jurema, Bom Devera, Zabelê, Colchete, Vinte e Dois, Lua Branca, Relâmpago, Pinga Fogo, Sabiá, Bentevi, Chumbinho, Ás de Ouro, Candeeiro, e seu irmão Vareda, Barra Nova, Serra do Mar, Rio Preto, Moreno, Euclides, Pai Velho, Mergulhão, Coqueiro, Quixadá, Cajueiro, Cocada, Beija-Flor e seu irmão Cacheado, Jatobá, Pinhão, Mormaço, Ezequiel e seu irmão Sabino, Jararaca, Gato, Ventania, Romeiro, Tenente, Manuel Velho, Serra Nova, Marreca, Pássaro Preto, Cícero Nogueira, Três Coco, Gaza, Emiliano, Acuana, Frutuoso, Felão, Biu, Cordão de Ouro, Genésio, Ferreirinha, Antônio Ferreira, Lampião e outros.

O Capitão Virgolino Ferreira, Lampião, premiou-se por esta vitória, autodenominando-se de Governador do Sertão e mandou uma carta para Júlio de Melo, que havia assumido interinamente o governo de Pernambuco. O portador foi o próprio Mineiro Dias. Segue o teor da carta:
“Senhor Governador de Pernambuco
Suas Saudações com os seus:
        Faço-lhe esta devido a uma proposta que desejo fazer ao senhor para evitar guerra no sertão e acabar de vez com as brigas… se o senhor estiver de acordo devemos dividir os nossos territórios. Eu que sou o Capitão Virgolino Ferreira (Lampião), Governador do Sertão, fico governando esta zona de cá, por inteiro, até as pontas dos trilhos em Rio Branco. E o senhor, do seu lado, governa do Rio Branco até a pancada da água do mar. Isso mesmo, fica cada um no que é seu. Pois então é o que convém. Assim ficamos os dois em paz, nem o senhor manda os seus macacos me emboscar, nem eu com os meninos atravessamos a extrema, cada um governando o que é seu sem haver questões. Faço esta por amor a paz que eu tenho e para que não diga que sou bandido, que não mereço.
Aguardo sua resposta e confio sempre.
Capitão Virgolino Ferreira (Lampião)
Governador do Sertão.”

Força Pública – Boletim Geral  n° 260, dia 29 de novembro – Serviço para 30. Telegrama (grafia original): “Villa Bella, 28. Levo vosso conhecimento Forças Sargento Arlindo Rocha, Cabos Domingos Gomes e Manoel Netto, sob o commando Tenente Hygino pelas 9 horas dia 26 tiveram encontro grupo bandido Lampião na Serra Grande distante duas léguas Tamboril. Grupo occupava garganta Serra perto sua chã e todos os cabeços e cimos. Ali feriu-se combate que findou 17 e ½ horas aquelle dia visto reducto representar fortaleza inespugnavel não tendo dita Serra outra subida que não fosse pelo outro lado com arrodeios 6 leguas pelas caatingas. Tivemos 10 mortos e 14 feridos inclusive Sargentos José Olinda, Arlindo Rocha e Cabo Manoel Netto afora soldados extraviados. Força luctou com verdadeiro heroísmo sem querer recuar diante inqualificável abysmo impossível ser transposto até que teve sua munição quase totalmente esgotada. Bandidos dispondo olho d’agua em cima da Serra todas as posições em quanto nossos soldados apanhavam água com quase duas léguas durante todo dia combate. Amanhã darei o resultado completo nome mortos, feridos, extraviados. Saudações. Major Theophanes Tôrres. Commandante Geral Forças Interior.”
Do livro LAMPIÃO E O SERTÃO DO PAJEÚ, de Anildomá Willans de Souza, com lançamento previsto para 2017.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Clube de Boneco Seu Malaquias é destaque em seminário sobre fortificações brasileiras

Agremiação estará demonstrando a pulsante diversidade cultural predominante no cenário pernambucano.

Jaqueline Maia
Jaqueline Maia
Clube de Boneco Seu Malaquias, Patrimônio Vivo de Pernambuco
Reconhecido em dezembro do ano passado com o título de Patrimônio Vivo, pelo Governo de Pernambuco, o Clube Carnavalesco Mixto Seu Malaquias, atualmente com 75 anos de tradição, fará apresentação especial na próxima sexta-feira (7), durante o Seminário Internacional Fortificações Brasileiras – Patrimônio Mundial. A programação do evento acontece entre os dias 4 e 7 de abril, no Museu da Cidade do Recife, sendo restrita a convidados do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Atração artístico-cultural do seminário, a agremiação vai interpretar frevos e apresentar os passos do ritmo. “Estaremos nesta oportunidade única, que contará com a presença de representantes culturais de todo o Brasil e também do exterior, expondo o que há de melhor na nossa tradição, interpretando clássicos do frevo e comemorando mais uma vez nossa vitória no Grupo Especial do Carnaval deste ano do Recife”, destacou o produtor e militante cultural Cláudio Brandão de Oliveira (Xôxo Malaquias), presidente da agremiação.
Foto: Danilo Borges/divulgação
Foto: Danilo Borges/divulgação
O Forte das Cinco Pontas, que abriga o Museu da Cidade do Recife, é uma das fortificações que serão abordas durante a programação do seminário.
No seminário, os fortes das Cinco Pontas, do Brum e Orange, candidatos ao título patrimônio cultural mundial, estarão entre as 19 fortificações brasileiras que serão abordadas. Os debates da programação vão abranger modelos de gestão, além da dinamização da atividade turística, sempre visando à possibilidade de aprimoramento constante dessas questões. “A maioria das fortificações encontra-se com usos que demandam uma avaliação de funcionamento e aproveitamento e vamos trazer experiências concretas para avançarmos na discussão sobre a gestão desses monumentos. Para tanto, esse processo exige uma importante parceria entre os Ministérios da Cultura, do Turismo, e da Defesa, além dos gestores públicos e da iniciativa privada”, destaca Kátia Bogéa, presidente do IPHAN.
Serviço:
Apresentação do
 Clube de Boneco Seu Malaquias no Seminário Internacional Fortificações Brasileiras – Patrimônio MundialQuando: sexta-feira , 7 de abril
Horário: 
a partir das 11h30
Local: 
Museu da Cidade do Recife (Praça das Cinco Pontas, s/nº – São José, Recife)
Evento restrito a convidados do IPHAN 

Escola pública do Recife acolhe programação cultural do projeto ‘Outras Palavras’

Cultura popular, cinema e literatura modificam o cotidiano escolar nesta terça-feira (4/4/17)

Divulgação
Divulgação
O Maracatu Leão Coroado, Patrimônio Vivo de Pernambuco, é uma das atrações convidadas
Proporcionar vivências com artistas e grupos culturais do estado, além de estimular a leitura entre os estudantes são diretrizes do projeto Outras Palavras, uma realização da Secretaria Estadual de Cultura e da Fundarpe. Nesta terça-feira (4), o projeto chega à EREM Diário de Pernambuco, no Engenho do Meio, com uma programação que integra cultura, educação e cidadania.
Além da entrega de kits com livros de escritores pernambucanos para a biblioteca da escola, haverá ainda uma apresentação de um Patrimônio Vivo do Estado, o Maracatu Leão Coroado. Os estudantes terão a oportunidade de dialogar com o escritor Luiz Coutinho, vencedor do 3º Prêmio Pernambuco de Literatura com o livro “Nós, os bichos”.  Completando a programação, o projeto vai exibir o filme ‘ A hora da saída’, realizado por alunos da Escola Santa Paula Frassinete, do Recife, resultante das oficinas promovidas pelo projeto Cine Cabeça.
De acordo com a idealizadora do projeto e vice-presidente da Fundarpe, Antonieta Trindade, a importância do Outras Palavras “é de ampliar o conhecimento aos estudantes de escolas públicas, com repertório artístico e cultural, para estimular a leitura e ter contato com o escritor e sua obra literária”.
Serviço
3ª edição de 2017 do Projeto ‘Outras Palavras’
Quando: terça-feira, 4 de abril
Horário: das 8h às 11h
Local: EREM Diário de Pernambuco ( Rua: Costa Sepúlveda, s/n – Cidade Universitária, Recife – PE)

segunda-feira, 3 de abril de 2017


OLIVEIRA DE PANELAS

              No ano da graça de 1971,ele pegou a viola e um ita no norte e  desembarcou na terra da garôa,sobre um céu de chumbo,donde não raiava a liberdade no horizonte daquele "Brasil Grande". Mas no entanto era preciso cantar,e o poeta não se fez de rogado, lá em sampa cantou com vários poetas, e assim ficou pelas terras do sudeste até 1975  e nesse ano gravou o primeiro LP,chamado "Coletânea de Repentistas" na série Brasil Caboclo,cantando em vinte e quatro gêneros de repente e com vários cantadores. Em 1976, foi para João Pessoa ,Capital Paraíbana,lá fez dupla com o poeta Otacilio Batista durante vinte e três anos. Até agora gravou 11 LPs e 15 CDs,participo de aproximadamente 400 congressos classificando-se várias vezes em primeiro lugar,publicou vários livros de poesia e tem nove projetos que serão publicados em breve. Oliveira Francisco de Melo,Pernambucano,nasceu no municipio de Panelas ,em 1946,no sitio Barroca,no agreste central do estado. Filho de um amante da poesia e do repente,seu pai,Antonio Francisco de Melo foi o maior incentivador da carreira de Oliveira. E assim, foi no sitio Barroca,na casa onde nasceu que fez sua primeira cantoria com o poeta repentista Josué Rufino. Aos 14 anos  tornou-se um profissional da viola e do repente. João Vicente,poeta que também morava em Panelas ,foi o primeiro a formar dupla com o garoto Oliveira. Depois arrumou outro parceiro de cantoria,o poeta  Manoel Herminio e oito meses depois estava tocando com o repentista Voador da Paraíba. Na trajetória de sucesso de Oliveira de Panelas,ele já cantou para Mário Soares(ex-Primeiro ministro de Portugal),para o comandante Fidel Castro e vários Presidentes Brasileiros além de várias personalidades do mundo artistico,politicos e  personalidades da sociedade. Caantou para o Papa João Paulo ll,e cantou diversas vezes para o cantor Roberto Carlos. A poesia esta no sangue de Oliveira,sua irmã Izaura Melo,é Cordelista,radicada a muitos anos em São Paulo,como Antonio Francisco(seu pai),é uma amante da poesia,e da cultura popular.

William Veras de Queiroz -2010 D.C - Santo Antonio do Salgueiro-PE.

domingo, 2 de abril de 2017

Pétala por Geraldo Maia


                                                                 GERALDO MAIA

Com influências extremamente diversificadas, como as de Maria Bethânia, Ney Matogrosso, Orlando Silva, Elizete Cardoso, Sílvio Caldas, Alceu Valença, Quinteto Violado, Ednardo, Pixinguinha, Cartola, Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro; lançou primeiro disco solo em 1999, "Verd´Água", produzido por ele mesmo. Como havia morado 10 anos em Portugal, algumas das músicas foram gravadas no país Lusitano. Nesse disco, regravou sucessos de Pixinguinha e Cartola, sendo eles "Rosa" e o choro-canção "Sejam Benvindos", respectivamente.



O segundo CD, "Astrolábio", lançado em 2001, contou com uma diversidade de gêneros, que foram desde o maracatu zen (como o próprio intitula), coco de rabeca e fado eletrônico até o samba hip hop. O álbum contou com a direção musical de Marcelo Soares, Geraldo Maia e Igor Medeiros. Em 2003, ganhou notoriedade ao interpretar, ao lado do violonista Yamandu Costa, a música "A deusa da minha rua" para a trilha sonora do filme "Lisbela e o Prisioneiro", dirigido por Guel Arraes.


No ano seguinte, lançou o CD "O fio da meada", que trouxe releituras de músicas de Luiz Gonzaga, como "Tenho onde morar" (c/ Dario de Souza) e "Feijão com couve" (c/ J. Portela); e de Jackson do Pandeiro, "A ordem é samba" (c/ Severino Ramos). Em 2007, no lançamento do álbum "Samba de São João", resgatou obras de compositores pernambucanos célebres como Capiba, João Pernambuco, Luperce Miranda, Manezinho Araújo e Irmãos Valença; além de outros menos consagrados, como Artur de Castro, Aldo Taranto, Luiz Peixoto, Heckel Tavares, Jaime Florence, mais conhecido como Meira, Stefana de Macedo, Marcial Mota, Eustórgio Wanderley e Osvaldo Santiago, abrangendo uma época que vai de 1928 a 1955.

No ano seguinte, lançou o disco "Peso leve", que marcou a sua estreia como compositor. Das 12 faixas do disco, todas têm a assinatura de Geraldo, sendo algumas em parceria com compositores como Sérgio Cassiano, João Falcão, Carlos Mascarenhas e Adriana Falcão.


Em 2009, lançou seu sexto disco, "Lundum", que assim com o anterior, contou com composições próprias, que foram as seguintes: "Navenida / Chamada" e "Deixa soar", com Juliano Holanda; Helioiticando, com Marco Polo; "Pega o peixe", "Samba" e "Tristeza", com Paulo Marcondes; "Broto de semear"; e "Que doam-se os brios!".


DISCOGRAFIA:
  • (2009) O fio da meada Lundum - CD
  • (2008) Peso leve - CD
  • (2007) Samba de São João - CD
  • (2004) Samba do mar quebrado - CD
  • (2001) Astrolábio - CD
  • (1999) Verd´Água - CD

A Deusa da Minha Rua - Geraldo Maia e Yamandu Costa

sábado, 1 de abril de 2017

Coco de Toré Pandeiro do Mestre volta aos palcos neste sábado (1º), em Olinda

Apresentação acontece a partir das 20h, no espaço cultural Odara Comedoria

*Com informações da assessoria
Após um longo hiato, o Coco de Toré Pandeiro do Mestre realiza show no Sítio Histórico de Olinda, neste sábado (1°), no espaço cultural Odara Comedoria, localizado no Sítio Histórico da cidade. Apesar de longe dos palcos, o grupo, capitaneado por Nilton Jr., está finalizando as gravações do segundo álbum, ‘Água da Flor da Corrente’. Nesta sambada, que começa às 20h, o público já confere parte do novo repertório do coco, além das músicas do primeiro disco. O ingresso custa R$ 10.
O Coco de Toré Pandeiro do Mestre tem mais de 20 anos de existência, atuando com muita expressividade nesse gênero musical e forte empatia junto ao público que aprecia essa tradição poético-musical. A Música do Pandeiro do Mestre é influenciada pela musicalidade dos mestiços do sertão, do agreste e da zona da mata, cumprindo a importante função de redimensionar essa feição musical e coreográfica de um antigo e complexo sistema de crenças conhecido como Toré. O secreto ritual da Jurema Sagrada dos índios do nordeste brasileiro.
A música do Toré é a essência do Coco praticado por Índios Potiguara da Baía da Traição, no Estado da Paraíba, mantido por seus descendentes até hoje. O Pandeiro do Mestre também canta cirandas autorais e outras loas consagradas de grandes mestres do passado. Mantendo essa forte ligação com sua ancestralidade, o grupo já se apresentou em vários eventos e festivais pelo Brasil, como Empório Brasil (Goiânia-GO); Festival de Inverno de Garanhuns; Encontro de Culturas da Chapada dos Veadeiros (GO); Projeto Calaf (Brasília-DF); Tipoia Festival, além de participar dos ciclos festivos promovidos pelos governos municipais de Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes.
Toda a produção para Água da Flor da Corrente está sendo realizada pelo Coco de Toré Pandeiro do Mestre, em parceria com o produtor musical Buguinha Dub. O grupo também buscou financiamento coletivo e voluntário através das redes sociais, conseguindo levantar recurso para parte desses custos. Para a finalização e lançamento o disco, o grupo planeja realizar uma temporada de sambadas de coco em Olinda e Recife neste próximo período que antecede ao São João.
ServiçoCoco de Toré Pandeiro do Mestre em OlindaQuando: sábado, 1º de abril
Horário: a partir das 20h
Local: Odara Comedoria (Rua de São de Bento, 247, Sítio Histórico de Olinda)
Ingressos: R$ 10

“Severinos, Virgulinos e Vitalinos” e “A Fuzarca” abrem temporada do Teatro Arraial

Fernanda Acioly/Divulgação
Fernanda Acioly/Divulgação
Severinos, Virgulinos e Vitalinos será encenado nesta sexta-feira (17), às 20h
O Teatro Arraial Ariano Suassuna inicia, nesta sexta-feira (17), a nova temporada de 2017, com dois espetáculos: Severinos, Virgulinos e Vitalinos e A Fuzarca.  O primeiro é um musical, montado pela Dispersos Cia. de Teatro, que traz em seu enredo a saga de dois filhos de artistas. Um é filho de palhaço e outro é filho de uma atriz mambembe. Os dois partem para os confins do sertão na busca dos seus pais e acabam deparando-se com a morte (Severina), a violência (Virgulino) e por fim o sonho (Vitalino) tecido diante da loucura e da desrazão de dois artistas forjados na prima arte.
Com texto inédito e direção geral assinados por Samuel Santos, e direção musical de Leila Chaves e Victor Chitunda, o espetáculo reúne circo, teatro e música no mesmo picadeiro. “Simbolicamente, a montagem aborda a realidade do homem e sua arte nos caminhos e nas veredas do tempo e da vida”, conta Lívia Lins, atriz e diretora da Dispersos Cia. de Teatro. Segundo ela, após uma longa pesquisa em direção à novas linguagens, Severinos, Virgulinos e Vitalinos“representa a imersão do grupo no universo circense e suas formas de representação popular”. Sobre sua participação na convocatória de ocupação de pautas do Teatro Arraial, a artista destacou que “ficou bastante honrada em participar da seleção” e ressaltou que “o edital permite que os grupos pernambucanos levem ao público o que sabem fazer de melhor: teatro”.
Além dela, o musical conta em seu elenco com a participação e Madson de Paula (Cordel do Amor sem Fim), Victor Chitunda (Vento Forte Para Água e Sabão; Abraço), Leila Chaves (Abraço), Danielle Sena (Abraço) e Tiago Nunes (A Terra dos Meninos Pelados) executando a trilha sonora ao vivo.
Esse é o segundo espetáculo da Dispersos com dramaturgia inédita e repertório autoral. O grupo busca estimular a produção de novos textos e soluções musicais para o teatro. O primeiro foi Abraço – Nunca estaremos sós, com direção de Duda Martins e Lívia Lins, que foi indicado a seis Prêmios APACEPE de Teatro e Dança, incluindo melhor trilha sonora. No Teatro Arraial, Severinos, Virgulinos e Vitalinos fica em cartaz até o dia 22/4, nas sextas-feiras e nos sábados, às 20h.
Divulgação
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A Fuzarca – Uma Brincadeira de Rua entra em cartaz no domingo (19), às 16h
Já no domingo (19), às 16h, o equipamento cultural abre espaço para a montagem A Fuzarca – Uma Brincadeira de Rua. O espetáculo é uma folia cômica e poética que conta a história de três mendigos – palhaços que vivem de pedir esmolas, atividade essa que já não lhes dá condições de sobrevivência. Porém, tudo muda quando um dia o mendigo – palhaço – chefe resolve formar uma trupe circense e encenar um espetáculo de circo. Assim está armada a fuzarca, que convida a plateia a uma divertida e poética reflexão sobre os moradores de rua.
Numa mescla de circo e teatro, a encenação propõe um espetáculo onde o grande foco é o ator-palhaço. Repleto de gags e brincadeiras de palhaços tradicionais a montagem usa poesia e comicidade para refletir sobre as condições de vida dos moradores de rua. Com música executada ao vivo, com violão, bateria e instrumentos de brinquedo a sonoridade é um elemento que conduz o espetáculo.
“O público nesse experimento compõe a cena não apenas como plateia, mas como parte do jogo cênico. A dramaturgia é construída a partir de um processo colaborativo, a fuzarca leva aos palcos poesia e comicidade através desse grande poeta cômico que é o palhaço. Os figurinos foram pensados dentro do perfil de cada ator-palhaço, tendo como fonte de pesquisa os palhaços de circos tradicionais do Brasil. A iluminação é apenas um complemento da cena sem descaracterizar o ambiente circense. O plano de maquiagem segue a concepção de cada ator-palhaço priorizando a sutileza e o uso de cores bases (vermelho, branco e preto)”, conta o ator Geraldo Cosmo, um dos integrantes da montagem que está circulando por várias cidades pernambucanas desde 2013. O espetáculo segue em cartaz até o dia 30/4, sempre aos domingos, às 16h.
Convocatória de ocupação
O projeto “Convocatória de Ocupação de Pautas de Equipamento Cultural para Espetáculos de Circo, Dança e Teatro”, desenvolvido pelo Teatro Arraial Ariano Suassuna, tem feito a diferença para a difusão das produções pernambucanas. Com duas edições anuais, a iniciativa acontece desde 2012 e prevê a concessão de um incentivo financeiro, com base no quantitativo de público obtido através do somatório das sessões.
A partir do cumprimento das temporadas, o projeto, além de atingir os objetivos de difusão das produções do Estado e de formação de plateias, permite o acesso democrático e transparente para sua ocupação. Nesta primeira edição de 2017, foram disponibilizados seis tipos de pauta, incluindo-se duas longas temporadas, uma de Teatro Adulto e uma de Dança, com 10 apresentações cada, o que permite às produções um maior número de apresentações e ao público mais oportunidades de prestigiar os espetáculos.
Segundo a gestora do Teatro Arraial, Ana Cláudia Wanguestel, “a convocatória já se tornou uma ferramenta importantíssima na difusão da produção cênica do Estado e é um mecanismo que preza cada vez mais pela transparência em seu processo suas seletivo”.
Grade
Confira a programação completa dos espetáculos selecionados:
Fernanda Acioly/Divulgação
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Severinos, Virgulinos e Vitalinos
Período: de 17/3 a 22/4
Sinopse: “São dois na estrada, na caminhada, um é o circo, o outro é o rito”. `Severinos, Virgulinos e Vitalinos` conta a saga de dois filhos de artistas. Um é filho de palhaço e o outro de uma atriz mambembe que fugiram com o Circo e a Carroça da Divina Inspiração. Os dois partem para os confins do sertão na busca dos seus pais e acabam deparando-se com a morte (Severina), a violência (Virgulino) e com o sonho (Vitalino). O texto traça simbolicamente a realidade do homem e sua arte nos caminhos e veredas do tempo e da vida. No espetáculo, circo, teatro e música se apresentam juntos no picadeiro.
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A Fuzarca – Uma Brincadeira de Rua
Período: de 19/3 a 30/4
Sinopse: Um abrigo e três mendigos. O que manda e os que obedecem. Povo e poder, um farsesco retrato da sociedade contemporânea numa história sobre poder e liberdade. Esse espetáculo conta a historia de Gegê e Pixuruca, dois mendigos que vivem sobre o comando de outro mendigo. Pimenta, aquele que manda, faz os seus subalternos acreditarem que é impossível viver sem o comando de um patrão. Mas um dia dois cantadores de rua aparecem na praça em que eles vivem e tudo pode mudar. Um espetáculo sobre a descoberta da liberdade através das brincadeiras do povo. É nesse contexto que o Grupo Teatral Risadinha comemora os seus 24 anos de muito trabalho, voltando ao seu espaço que tanto fez uso, a rua.
Fernando Figueroa/Divulgação
Fernando Figueroa/Divulgação
Retomada
Período: de 28/4 a 27/5
Sinopse: A performance “Retomada” nos fala das vozes que fortemente persistem ecoando sobre a terra arrasada. Nela o Totem corporifica a sacralidade das terras indígenas, sentida no ato ritual e na reverência de espírito aguerrido que tem seu povo pela sua terra. O espaço sagrado pelo qual se luta, é o mote desse trabalho, uma ode à mãe geradora e mantenedora de tudo. A cena ritual criado pelo grupo, não representa ou reproduz rituais vividos nas aldeias, através do teatro performático característico de sua poética, o Totem manifesta sua identificação com o sentimento de resistência. Sendo este um ato ritual único, onde os corpos entoam a força coletiva e invocam as vozes silenciadas nas páginas do tempo.
André Ramos/Divulgação
André Ramos/Divulgação
DORalice
Período: de 7/5 a 11/6
Sinopse: Brincadeira de casinha e comidinha com Cidinha, a boneca preferida de Alice. A menina também brinca com um amiguinho de pique esconde, pega-pega, amarelinha. Alice e as histórias do Pai e os cuidados da Mainha. Tudo é brincadeira na vida da menina, até que um dia uma mão malvada invade a casinha de Cidinha e tudo muda na vida de Alice. O espetáculo não usa palavras para contar esta história…
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Em nome do Pai
Período: de 2/6 a 17/6
Sinopse: “Em nome do Pai” reacende o debate sobre a valorização do texto, resgatando a importância do literário no teatro. No palco, pai e filho se enfrentam num embate psíquico desgastado pelo conhecimento vulgarizado de que as relações afetivas se estabelecem, logo após a morte do principal elo entre os dois: a mulher – esposa e mãe. Os sentimentos de amor, raiva, solidariedade e repulsa estão misturados sob a dor dessa perda avassaladora.