segunda-feira, 1 de outubro de 2012

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                                      LENDA DA VITÓRIA-RÉGIA


Em uma tribo indígena da Amazônia vivia uma bela índia chamada Naiá. Ela acreditava que a lua escolhia as moças mais bonitas e as transformava em estrelas que brilhariam para sempre no firmamento. A índia Naiá também desejava ser escolhida pela lua para ser transformada em uma estrela.
Todas as noites ela saía de sua oca a fim de ser vista pela lua mas, para sua tristeza, a lua não a chamava para junto de si.
Naiá já não dormia mais. Passava as noites andando na beira do lago, tentando despertar a atenção da lua .
Em uma noite, a índia viu, nas águas límpidas de um lago, a figura da lua. A pobre moça, imaginando que a lua havia chegado para buscá-la, se atirou nas águas profundas do lago e morreu afogada.
A lua, comovida diante do sacrifício da bela jovem, resolveu transformá-la em uma estrela diferente, daquelas que brilham no céu. E ainda resolveu imortalizá-la na terra, transformando-a em uma delicada flor: a VITÓRIA-RÉGIA (estrela das águas).
Curiosamente as flores desta planta só abrem durante a noite. É uma flor de perfume ativo e, suas pétalas, que ao desabrocharem são brancas, tornam-se rosadas quando os primeiros raios do sol aparecem

domingo, 30 de setembro de 2012

                                                   



                    PINGO DE FORTALEZA


Cantor ,compositor,instrumentista,produtor,pesquisador e gestor cultural.João Wanderley Roberto Militão,conhecido como Pingo,este é o apelido que acompanha desde a infância,pelo fato do artista ter nascido prematuramente(pingo de gente). O complemento " de Fortaleza" apareceu pela primeira vez no cartaz da 3ª Missa dos Mártires de Canudos,em 1986,evento ao qual o artista foi  participar.

Pingo iniciou a carreira cantando nas manifestações do movimento secundarista e universitário do Ceará,no inicio da década de 80.Seu primeiro show individual, "Que Espetáculo é Esse " foi em dezembro de 1982, trabalhou também neste período,com teatro de bonecos e,durante algum tempo,foi professor de Educação Artística de 1º e 2º graus.
Ainda em 1986,fez a direção musical e trilha sonora da peça " O Conselheiro e Canudos",dirigida por B de  Paiva,com o ator José Dumont no papel principal. Esta peça excursionou por várias  capitais brasileiras,e Pingo de Fortaleza participou das temporadas executando a trilha sonora ao vivo. Em 1988,com arranjos e acompanhamento do grupo baiano Bendegó,gravou o LP Lendas e Contendas, trabalho inspirado no imaginário popular de Nordeste. Neste disco recitou várias lendas da região,como o Mourão,que fala da moça que virou  cobra porque assumiu um amor proibido e a do Guajara da Mata,uma assombração presente numa região do Ceará. Aborda também a Sedição de Juazeiro 1914 e a questão indígena cearense.Assim como o LP anterior,Lendas e Contendas traz um belíssimo encarte com ilustrações e textos.
Em 1991,Pingo realizou um trabalho de projeção estética do maracatu cearense,e lançou o LP Maculelê-Loas Catu Ibyá. A música tema do disco reproduz de forma fiel a pulsação e o acompanhamento de rua desta manifestação do carnaval do Ceará, e aborda Palmares em analogia com a realidade atual do Brasil.
Após o lançamento de Maculelê,Pingo realizou um trabalho de assessoria cultural no município de Icapuí,cidade que se destaca internacionalmente por sua política nas áreas de saúde e educação,tendo inclusive ,ganhou o prêmio  Criança e Paz,da Unicef. Lá,Pingo fez um mapeamento cultural no município e elaborou,em conjunto com a comunidade,um plano de ação cultural.Como fruto deste trabalho,Pingo Produziu e dirigiu o LP Icapuí por Todos os Cantos,com os compositores desta cidade,na sua grande maioria,pescadores.
No mês de maio de 1997 Pingo de Fortaleza partiu para uma turnê internacional,com início na cidade alemã de Colonia,onde fez show exclusivo no Seminário Internacional 100 anos de Canudos produzido pelo Lusófono,agregado à Universidade de Colonia e depois seguiu por outros países da Europa. Compositor com mais de 150 músicas gravadas por mais de uma dezena  de intérpretes e 18 discos autorais lançados entre 1986 a 2008.

 DISCOGRAFIA

Centauros e Canudos - 1986
Lendas e Contendas  - 1988
Maculelê-Loas Catu Ibyá - 1991
Pingo de Fortaleza  - 1993
Cantares - 1996
Pingo de Fortaleza.Instrumental (1999) CD
Lógica (1999) CD
Cancioneiro de Canudos - CD 2001
Solo Feminino CD (2002)
Mágico Entre Nós com José Mapuranga (2003)
Zoeira (2004)
21 Anos 
O Gato malhado e a Andorinha Sinhá com José Mapuranga - CD replicação inédita (2005)
Solo Feminino 2 (2006)
Maracatuará (2007)
Prata 950 (2009)
Ressonância Instrumental (2010 )

 LIVROS

Maracatu Az de Ouro - 70 anos de Memórias,Loas e Batuques (2008)





 Pingo de Fortaleza e o Maracatu Solar 









Baião de cordas por Pingo de Fortaleza e Orquestra do SESI-CE.

sábado, 29 de setembro de 2012

                                                            joao_moco




                                                  MESTRE JOÃO MOCÓ


João Evangelista dos Santos,nasceu no dia 27 de dezembro de 1931,na cidade de Granja,município situado no noroeste do estado do Ceará. Mestre João Mocó,iniciou aos 14 anos sua participação em grupo de dança de bumba-meu-boi.  Desde 1970,é o primeiro mestre do grupo reconhecido pela sua dedicação e zelo,sendo responsável,inclusive,pelo repasse e preservação desta manifestação artística  em sua região. O Bumba-meu-boi é um folguedo popular,que em algumas regiões do estado do Ceará faz parte do ciclo junino,encontrado com variantes em todo Brasil,tendo por episódio central a morte e ressurreição do Boi.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

                                                                                      

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

                                                                             





                  MANÉ DO ROSÁRIO






Mané do Rosário é um folguedo popular e tradição da Vila do Poxim,um dos lugares mais antigos de Alagoas e do Brasil,antigamente chamada de Vila Real do Poxim. Surgiu no meio do século XVI. São José é o padroeiro da Vila do Poxim e ha muito tempo atrás durante o festejo de São José  surgiu um mascarado que animava a festa e ia embora,assim contam os livros,depois de seu desaparecimento a população cria Mané do Rosário,para lembrar do mascarado. O Mané do Rosário  sai tradicionalmente na festa de São José da Vila do Poxim,distrito de Coruripe,município situado no leste do estado de Alagoas e, é lá que  se apresentam,na mesma igreja do santo que data do século XVII. O folguedo tem 40 componentes,em que homens (hoje também é dançado por mulheres) dançam com longas saias,toalhas nos braços,luvas de meias,chapéus de palha e panos multicolores enrolados na cabeça, a fim de que se tornem uma especie de véu que lhes cubram a face para mão serem reconhecidos,cintos com chocalhos ao som de uma banda de pífano, fazendo acrobacias pelo trajeto que passam em homenagem ao seu padroeiro São José de  Poxim.


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

                                     Os diretores Marcelo Gomes, do filme Era uma vez eu, Verônica e Marcelo Lordello, do filme Eles voltaram, vencedores do 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, na categoria melhor filme


                PERNAMBUCO FAZ A FESTA NO FESTIVAL DE BRASILIA DO CINEMA


Dois filmes pernambucanos sairam como grandes vencedores do Festival de Brasilia do Cinema Brasileiro. A trama Era Uma Vez Eu,Verônica,de Marcelo Gomes,e Eles voltam de Marcelo Lordello, dividiram o prêmio Candango de Melhor longa-metragem de ficção e receberam R$ 250 mil. Para Marcelo Gomes, o empate na disputa pelo melhor longa-metragem reforça a força do cinema pernambucano e os ingredientes que têm possibilitado os destaques que essas produções conquistaram. Era Uma Vez Eu,Veônica levou ainda o prêmio de júri popular,como melhor longa-metragem de ficção,e recebeu as premiações oficiais de melhor roteiro,melhor fotografia,melhor trilha sonora e melhor ator coadjuvante pela atuação de W.J.Solha. Era Uma Vez,Verônica também foi vencedor do Prêmio Vagalume,de cinema para cegos.
O Candango de melhor direção foi para o também pernambucano Daniel Aragão por "Boa Sorte,meu amor". Já o prêmio de melhor ator ficou com Enrique Diaz pelo filme "Noites de Reis". Outro destaque da noite de premiação foi o curta A Mão que Afaga,da paulista Gabriela Amaral Almeida.Gabriela subiu ao palco da  Sala Villa-Lobos por seis vezes.Gabriela é estreante ,mo Festival de Brasilia do Cinema Brasileiro.

Confira a lista completa dos vencedores

Longa metragem de ficção:
Melhor filme: "Eles voltam" e "Era uma vez eu, Verônica"
Melhor direção: Daniel Aragão pelo filme "Boa sorte, meu amor"
Melhor ator: Henrique Diaz pelo filme "Noites de Reis"
Melhor atriz: Maria Luiza Tavares pelo filme "Eles voltam"
Melhor ator coadjuvante: W. J. Solha pelo filme "Era uma vez eu, Verônica"
Melhor atriz coadjuvante: Elayne Moura pelo filme "Eles voltam"
Melhor roteiro: Marcelo Gomes pelo filme "Era uma vez eu, Verônica"
Melhor fotografia: "Era uma vez eu, Verônica"
Melhor direção de arte: "Esse amor que nos consome"
Melhor trilha sonora: "Era uma vez eu, Verônica"
Melhor som: "Boa sorte, meu amor"
Melhor montagem: "Esse amor que nos consome"
Melhor filme eleito pelo júri popular: "Era uma vez eu, Verônica"
Prêmio da crítica para melhor longa-metragem: "Eles voltam"


Curta metragem de ficção:
Melhor filme: "Vestido de Laerte" de Claudia Priscilla e Pedro Marques
Melhor direção: Eduardo Morotó, Marcelo Martins Santiago e Renan Brandão pelo filme "Eu nunca deveria ter voltado"
Melhor ator: Everaldo Pontes pelo filme "Eu nunca deveria ter voltado"
Melhor atriz: Luciana Paes pelo filme "A mão que afaga"
Melhor roteiro: " A mão que afaga"
Melhor fotografia: "Canção para minha irmã"
Melhor direção de arte: "Vestido de Laerte"
Melhor trilha sonora: "Eu nunca deveria ter voltado"
Melhor som: "Eu nunca deveria ter voltado"
Melhor montagem: "A mão que afaga"
Melhor curta eleito pelo júri popular: "A mão que afaga"
Prêmio da crítica para melhor curta-metragem: "A mão que afaga"


Melhor filme de curta metragem de animação: "Valquíria" de Luiz Henrique Marques
Melhor curta de animação eleito pelo júri popular: "O gigante" de Luís da Matta Almeida



terça-feira, 25 de setembro de 2012

                                   





                  BANDA DE CONGO MIRIM DA ILHA



Por volta do ano de 1855,segundo relato de Pe. Antunes Siqueira,surgiram as primeiras bandas de congo.Banda de Congos é um conjunto musical típico das regiões litorâneas do estado do Espirito Santo,a Banda de Congo toca e canta principalmente em festas religiosas,como as de Nossa Senhora da Penha,São Pedro,São Benedito e São Sebastião.
 São grupos compostos por pessoas simples,que utilizam instrumentos rudes confeccionados por eles mesmo com pau oco,taquaras,barricas,peles de animais,folhas de flandres,peles de animais e  ferro torcido.Tambores,chocalhos ,caixas ,cuícas,pandeiros,casacas e triângulos. Ao som desses instrumentos,homens cantam velhas e tradicionais toadas,em que há referências à escravidão,à guerra do Paraguai,aos santos de devoção popular,ao amor,à morte e ao mar.
São toadas marcadas pelo alongamento das vogais finais no fecho dos versos,o que confere um certo ar melancólico entre as batidas de percussão.
 Grupo do tradicional do folclore capixaba,as bandas de congo  aparecem registradas em documentos antigos.


                                                                                       

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

                                  


    ERIVALDO  FERREIRA,XILOGRAVURADOR


Ele Nasceu em Cascadura,na cidade do Rio de Janeiro,em 17 de maio de 1965.Filho do poeta popular Expedito Ferreira da Silva e Maria Bernadete da Silva,Começou a fazer xilogravura aos 13 anos de idade,por incentivo do pai,que muito insistiu.Dois anos depois,conheceu Marcelo Soares,que deu as primeiras instruções. A seguir,começou a frequentar a feira de São Cristovão,reduto de nordestinos,ao lado do pai,e conheceu Ciro Fernandes,que o instruiu  e ajudou muito.Um ano depois,através de Ciro Fernandes,ganhou uma bolsa de estudo e fez o curso de artes plásticas do Museu de Artes Moderna(MAM), e aprimorou com a professora Sandra Santos. Uma das figuras mais representativas da xilogravura brasileira,Erivaldo Ferreira da Silva já ilustrou mais de uma centena de livros e folhetos de cordel.




                                             


                                      EXPEDITO  SELEIRO


Tudo começou por causa de uma tradição, um costume, como se diz no sertão. Seu bisavô, seu avô e seu pai eram todos seleiros, além de vaqueiros. Quando terminava o dia no campo atrás do gado, seu avô acendia uma lamparina e naquela luz leve fazia uma sela para ele próprio ou para alguém que encomendava. Espedito Seleiro lembra que isso era motivo de orgulho. “Ele gostava muito quando saía numa sela nova para pegar o gado”, afirma.Esse costume foi passando e chegou ao jovem Espedito. Mas aconteceu um contratempo. No início da jornada de seleiro achou que seria melhor comerciante. Montou uma bodega que faliu em um ano. Resultado: voltou para a profissão de seus ancestrais.Como seleiro manteve sua vida, sustentou a família e ajudou a criar os irmãos todos mais novos. O pai faleceu em 1971. Hoje produz mais sandálias e bolsas, que tem maior apelo comercial, mas sua tradição ainda é forte. Faz muitas selas e roupas para vaqueiros, mantendo a mesma qualidade do corte e no trabalho.Ele tem na professora Violeta Arraes, já falecida, ex-reitora da Universidade Regional do Cariri (Urca) uma grande amiga. “Foi ela que me deixou muito conhecido, pois ela trouxe muita gente importante, muitos artistas aqui, comprava e ainda brigava comigo dizendo que eu tinha que me organizar mais”.Por causa dessa divulgação, Espedito Seleiro se tornou conhecido. Esteve na São Paulo Fashion Week e participa hoje de feiras no Ceará e em outros estados.Para produzir um segredo: o silêncio que seu avô tinha com a lamparina acessa, ele acha melhor para trabalhar. “Quando eu trabalho aqui de noite num tem ninguém me aperreando, pedindo água, ninguém para me entrevistar, ninguém perturbando”, diz sorrindo.No silêncio da noite produz mais. ”E muito bom porque a gente trabalha sossegado, produzimos várias peças e entregamos tudo como combinado, pois aqui temos muito trabalho”.Seu Espedito tem sua oficina e ao lado uma lojinha arrumada dentro do possível. Com vários produtos, como bolsas, sandálias, selas, baús, cadeiras e outras peças em couro.A loja é movimentada e acolhe todos os dias pessoas de várias cidades do Cariri e de outros estados. Como Nova Olinda é uma cidade sempre com muito movimento, seu Espedito é endereço certo para quem quer comprar uma boa sandália, uma bolsa de couro, para si próprio ou para presentear.O menino que aprendeu cedo a arte de fazer sela, encanta agora o Cariri, o Ceará e o mundo com uma arte que poucos sabem fazer.


sábado, 22 de setembro de 2012

Som Brasil - Fábio Paes

                                                                     


                                                                   


                          FÁBIO PAES


José Fábio Paes Cardoso,este é o nome de pia do cantador ,poeta popular,historiador  e professor da Universidade Federal da Bahia.Fábio Paes nasceu no dia 9 de dezembro de 1951, na cidade de Serrinha,município encravado no nordeste da Bahia.Fábio é pesquisador da música tradicional da cantoria sertaneja.Foi parceiro do saudoso cantor Raimundo Monte Santo,tem parceria em composição com o conterrâneo Vicente Barreto.Um dos grandes sucessos de Fábio Paes a nível nacional ,é o " ABC do Preguiçoso",interpretada pelo cantador Eugênio Avelino(Xangai).Nos  anos 80 participou ativamente de um movimento regional de cultura,quase uma confraría de violeiros que integravam os "Cantadores da temática de Canudos",o conselheirismo foi contado e cantado pelo historiador e cantador de Serrinha; ao lado de Roze,Wilson Aragão,Dercio Marques,Pingo de Fortaleza,Dinho Oliveira,Gildemar Senna,Marcos Canudos,Claúdio Barris de Uauá,Gereba entre outros guerreiros e guerreiras do Bom Jesus Sertanejo, Fábio Paes tem 3 LPs: Pensando na Alegria(1984),Corisco da meia Lua(1986) e  América Neblina(1992)  e 2 CDs: A música de Fábio Paes(1991) e Canudos Canto do Sertão(1992).