sábado, 9 de março de 2013


Tiago Araripe e Zeca Baleiro_28 Crédito Augusto Pessoa
Depois de 31 anos, Tiago Araripe lança o sucessor de Cabelos de Sansãoclique aqui


Zeca Baleiro era um estudante no fim dos anos 1980 quando se deparou com um disco que lhe pareceu incomum. Em meio a dezenas de títulos, Cabelos de Sansão lhe chamou a atenção pela imagem de um sujeito magrelo, de cabelos longos, sentado nu sobre um leão. A curiosidade do maranhense foi maior ainda por saber qual a ligação daquela imagem com a Via-Láctea e o sorriso do rapaz que assinava como Tiago Araripe. Sabendo que se tratava de um cearense do Crato, em meados da década de 1990, Baleiro quis conhece-lo. Pediu, então, sua produção localizasse o responsável pelas canções que tanto o haviam impressionado, como Cine cassino, Fios da light e Redemoinho. O encontro aconteceu e, em seguida, uma amizade e algumas parcerias. Esse é o começo da história do recém-lançadoBaião de Nós, disco de Tiago que sucede, 31 anos depois, o primogênito Cabelos de Sansão.clique aqui Voltando algumas décadas nessa história, era final da década de 1960, quando Tiago Arariperesolveu sair do Crato em busca de horizontes maiores. Seu destino foi Recife, onde começou a estudar Arquitetura. Não tardou para que ele conhecesse a cena musical pernambucana e fundasse a banda Nuvem 33. Bastou o primeiro show para que ele largasse de vez a faculdade. “Era uma banda com um clima de experimentação muito grande. Nós buscávamos algo novo, uma nova linguagem e fazíamos muitas performances”, lembra o artista por telefone. Depois, Tiago partiria para São Paulo, em busca de conhecer uma escola de música cuidada por Tom Zé. Embora a escola já tivesse fechada quando ele chegou, o baiano gostou da conversa do cearense e topou fazer alguns trabalhos juntos. Depois ele formaria a banda Papa Poluição, um sexteto de nordestinos que, embora tenha acabado, ainda hoje mantém uma carteira fiel de admiradores. Como eles realizavam muitas apresentações no teatro Lira Paulistana, Tiago acabou conhecendo a geração conhecida como Vanguarda Paulistana, que tinha como principais representantes Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção (1949 – 2003). E foi justamente Itamar quem sugeriu que o segundo disco do selo Lira Paulistana fosse o deTiago Araripe. Foram mais de 300 horas de estúdio ao longo de um ano de gravação até queCabelos de Sansão ficasse pronto. Fazendo fusões de rock e música nordestina, com direito a uma versão de Jimi Hendrix (Little wing que virou Asa linda) feita por Augusto de Campos e uma participação sampleada dos Beatles (em Cine cassino), o disco usou o trabalho de 33 músicos, todos pagos somente com amizade. “Uma coisa boa do Lira era permitir essas colaborações. Era um disco arrojado pra época. Dificilmente alguém bancaria um negócio desses”, comenta o músico que teve seu disco relançado em 2008 pelo selo Saravá Discos, de Zeca Baleiro.Diante das dificuldades para levar a carreira pra frente, Tiago Araripe foi se afastando da música aos poucos. Atualmente morando em Recife, onde trabalha com publicidade, o convite para uma nova gravação só veio há dois anos, pela Candeeiro Records. Ele então convidou Zeca Baleiro para co-produzir o disco. Convite aceito, o maranhense ainda trouxe os músicos Tuco Marcondes e Fernando Nunes para botarem mais tempero nesse Baião de Nós. Apesar do título, as 12 faixas passeiam pelo reggae, rock, blues e outras sonoridades. “Sempre fui marcado pelo pop, desde Luiz Gonzaga até os Beatles. Isso me fez buscar uma universalidade, que eu achei nessa fusão dos músicos pernambucanos com os do Zeca”, defineTiago, que dessa vez precisou de apenas dois meses para finalizar o trabalho. “Gostei do resultado por que me passou uma sensação de renovação. A vida vai absorvendo a gente, a batalha da sobrevivência, e, pra mim, foi se criando esse hiato. De repente, quando surgiu essa oportunidade, eu disse ‘por que não?’”, acrescenta o músico que diz ter “destampado” sua veia criativa. “Agora tenho coisa para outros discos”.clique aquiclique aqui

sexta-feira, 8 de março de 2013

                                          ATENÇÃO POETAS E POETISAS DA REGIÃO DO CARIRI; MAIS UMA VEZ ESTAMOS COM AS INSCRIÇÕES ABERTAS PARA A 2° MOSTRA DE POESIAS ABRIAL PARA A LEITURA 2013. EDIÇÃO POETA PEDRO BANDEIRA.

2° Mostra de Poesias Abril para a Leitura 2013
Edição Pedro Bandeira

REGULAMENTO

O Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri convida todos os poetas e poetisas da Região do Cariri a participarem do processo seletivo de poemas para a 2° Mostra de Poesia Abril para a Leitura - Edição Pedro Bandeira.

O tema do concurso é livre, sendo aceitos todos os estilos poéticos. Poderão participar poetas residentes na Região do Cariri. Cada participante poderá enviar até dois poemas inéditos, em língua portuguesa, digitados, com fonte “Time New Roman”, tamanho nº 11, de no máximo 02 laudas, para o e-mail: abrilparaleitura2013@gmail.com até 10 de abril 2013. O trabalho deverá ser enviado, constando nome completo do autor; e título do poema, endereço completo, CEP; telefone para contato - indicar DDD; e-mail e um breve currículo do autor.

Os poemas (selecionados) serão publicados em um livro depois dos critérios de seleção, os poemas serão julgados por literatos reconhecidos da comunidade poética Caririense, cuja decisão será irrevogável e irrecorrível. Serão considerados na decisão: a correção da linguagem, a beleza das imagens poéticas e a originalidade com que o tema for tratado.

Serão selecionados os 30 melhores poemas, para publicação de 1000 livros. Esta edição não prevê pro labore para autores, porem todos os selecionados receberão 10 exemplares da publicação, os demais serão distribuídos gratuitamente para a sociedade, bibliotecas e estudantes; No dia 26 de Abril as 18h, haverá evento publico no Teatro do CCBNB, para lançamento do livro e recital dos contemplados.

Esse ano de 2013 a 2° Edição faz uma homenagem ao príncipe dos poetas Pedro Bandeira e sua indiscutível obra poética, atual e vibrante ate hoje, dono de um estilo regional e elegante, é considerado um dos mestres da poesia popular universal.

Pedimos a todos os participantes que ao enviarem poesias, que indiquem a disponibilidade de comparecer ao lançamento do livro no dia 26 de abril de 2013 as 18h00 no CCBNB Cariri ou o nome de um poeta que possa representá-lo. Outras informações pelo telefone (88) 35122855 com Ricardo Campos coordenador do programa literatura em revista e (88) 88016642 com André de Andrade, produtor do evento.
                                           Poeta Pedro Bandeira

2° Mostra de Poesias Abril para  a Leitura 2013 Edição Pedro Bandeira

REGULAMENTO O Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri convida todos os poetas e poetisas da Região do Cariri a participarem do processo seletivo de poemas para a 2° Mostra de Poesia Abril para a Leitura - Edição Pedro Bandeira. O tema do concurso é livre, sendo aceitos todos os estilos poéticos. Poderão participar poetas residentes na Região do Cariri. Cada participante poderá enviar até dois poemas inéditos, em língua portuguesa, digitados, com fonte “Time New Roman”, tamanho nº 11, de no máximo 02 laudas, para o e-mail: abrilparaleitura2013@gmail.com até 10 de abril 2013. O trabalho deverá ser enviado, constando nome completo do autor; e título do poema, endereço completo, CEP; telefone para contato - indicar DDD; e-mail e um breve currículo do autor. Os poemas (selecionados) serão publicados em um livro depois dos critérios de seleção, os poemas serão julgados por literatos reconhecidos da comunidade poética Caririense, cuja decisão será irrevogável e irrecorrível. Serão considerados na decisão: a correção da linguagem, a beleza das imagens poéticas e a originalidade com que o tema for tratado. O Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri convida todos os poetas e poetisas da Região do Cariri a participarem do processo seletivo de poemas para a 2° Mostra de Poesia Abril para a Leitura - Edição Pedro Bandeira. O tema do concurso é livre, sendo aceitos todos os estilos poéticos. Poderão participar poetas residentes na Região do Cariri. Cada participante poderá enviar até dois poemas inéditos, em língua portuguesa, digitados, com fonte “Time New Roman”, tamanho nº 11, de no máximo 02 laudas, para emagrecer com sucos o e-mail: abrilparaleitura2013@gmail.com até 10 de abril 2013. O trabalho deverá ser enviado, constando nome completo do autor; e título do poema, endereço completo, CEP; telefone para contato - indicar DDD; e-mail e um breve currículo do autor. Os poemas (selecionados) serão publicados em um livro depois dos critérios de seleção, os poemas serão julgados por literatos reconhecidos da comunidade poética Caririense, cuja decisão será irrevogável e irrecorrível. Serão considerados na decisão: a correção da linguagem, a beleza das imagens poéticas e a originalidade com que o tema for tratado. Serão selecionados os 30 melhores poemas, para publicação de 1000 livros. Esta edição não prevê pro labore para autores, porem todos os selecionados receberão 10 exemplares da publicação, os demais serão distribuídos gratuitamente para a sociedade, bibliotecas e estudantes; No dia 26 de Abril as 18h, haverá evento publico no Teatro do CCBNB, para lançamento do livro e recital dos contemplados. Esse ano de 2013 a 2° Edição faz uma homenagem ao príncipe dos poetas Pedro Bandeira e sua indiscutível obra poética, atual e vibrante ate hoje, dono de um estilo regional e elegante, é considerado um dos mestres da poesia popular universal. Pedimos a todos os participantes que ao enviarem poesias, que indiquem a disponibilidade de comparecer ao lançamento do livro no dia 26 de abril de 2013 as 18h00 no CCBNB Cariri ou o nome de um poeta que possa representá-lo. Outras informações pelo telefone (88) 35122855 com Ricardo Campos coordenador do programa literatura em revista e (88) 88016642 com André de Andrade, produtor do evento.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Foto: Cultura.PE | Capacitação do Funcultura
 
Produtores culturais, fiquem ligados! Atendendo a pedidos do segmento, a linguagem Fotografia ganhará mais um dia de capacitação voltada aos interessados em inscrever projetos no edital Funcultura Independente 2012/2013. O encontro acontece nesta sexta (8/3), no Auditório da Polícia Civil de Pernambuco (Rua da Aurora, 405, Boa Vista), das 8h às 18h, e será conduzido pela facilitadora Fernanda Souza. A atividade é aberta a todos.


Capacitação do Funcultura

Produtores culturais, fiquem ligados! Atendendo a pedidos do segmento, a linguagem Fotografia ganhará mais um dia de capacitação voltada aos interessados em inscrever projetos no edital Funcultura Independente 2012/2013. O encontro acontece nesta sexta (8/3), no Auditório da Polícia Civil de Pernambuco (Rua da Aurora, 405, Boa Vista), das 8h às 18h, e será conduzido pela facilitadora Fernanda Souza. A atividade é aberta a todos.
Foto: A PRIMEIRA ORQUESTRA QUILOMBOLA DO BRASIL MERECE NOSSO VOTO...TEMOS ATÉ O DIA 20 DE FEVEREIRO, CURTAM, COMPARTILHEM, VOTEM...

A primeira orquestra quilombola do Brasil, Orquestra Quilombola do Curiaú no estado do Amapá, está concorrendo ao Prêmio Anu 2013, O Prêmio Anu tem como principal objetivo destacar ações de toda natureza desenvolvidas dentro de Favelas em todo território nacional que contribuam para o desenvolvimento humano e social desses espaços. Identificando ações que tragam um novo significado para esses territórios e novas formas de convivências, o Prêmio Anu volta o olhar para essas iniciativas que colaboram diretamente para a melhoria de vida dos moradores, desconstruindo assim o estigma imposto a esses espaços e suas populações buscando a consolidação de uma sociedade mais justa.
Quem decide os ganhadores desse prêmio somos nós, a população de todo o Brasil, vamos votar neles?! Eles são merecedores pelo pioneirismo e pelo incentivo!!
É só acessar o link: http://www.premioanu.com.br/projeto_voto.php?est=AP

Nome do projeto:
Orquestra Quilombola do Curiaú

Instituição:
Associação Educacional e Cultural Essência 

Resumo do projeto
Associação Educacional e Cultural Essência - AECE é uma organização não governamental sem fins lucrativos sediada em Macapá há mais de oito anos, tem por objetivo maior, a inclusão social de crianças e adolescentes e, principalmente em situação de risco social. 

A Associação Educacional e Cultural Essência realiza o projeto Sistema de Bandas e Orquestras do Estado do Amapá que desenvolve o ensino da música como inclusão social de jovens em vários polos na cidade de Macapá, sendo que o primeiro polo deu início à primeira orquestra quilombola do Brasil que é a Orquestra Quilombola do Curiaú com o patrocínio da empresa de telefonia Oi e apoio da fundação Oi Futuro e Governo do Estado do Amapá.

O projeto Sistema de Bandas e Orquestras do Estado: Escola Livre de Música– Orquestra Quilombola do Curiaúestá sediado nas dependências da Escola Estadual José Bonifácio que fica localizado dentro do Quilombo do Curiaú, possibilitando o acesso das crianças, adolescentes, jovens e de toda comunidade local. 

A Orquestra Quilombola do Curiaú possui 70 integrantes, dentre alunos de 5ª a 8ª série, professores da escola e outros jovens da comunidade quilombola, além de monitores. A Orquestra é composta por instrumentos de cordas friccionadas, bem como violinos, violas, violoncelos e contrabaixo acústico, instrumentos de sopros e percussão erudita. 

Os alunos do projeto adquirem aulas de musicalização e flauta doce, sendo duas aulas de instrumentos, tendo também aulas de teoria musical que de forma intrínseca trás a transformação de crianças, jovens e adolescentes, possibilitando-os um futuro promissor no âmbito musical, consequentemente, trazendo-os para a inclusão social.

O Projeto AECE está crescendo cada vez mais, e quanto mais crianças e jovens do nosso Estado estiver nesse caminho musical melhor para a formação dele, pois a música trás resultados que se destacam no aprimoramento de outras áreas, emocional, cognitivo e inclusive no aprendizado escolar.Por meio do contato com a música a criança aprende a conviver melhor com outras crianças, estabelecendo um diálogo mais harmonioso, o que contribui para relação interpessoal e o convívio em sociedade, promovendo ainda o desenvolvimento do senso de colaboração e respeito mútuo, já que ela proporciona mais segurança emocional.


PRIMEIRA ORQUESTRA QUILOMBOLA DO BRASIL


A primeira orquestra quilombola do Brasil, Orquestra Quilombola do Curiaú no estado do Amapá, está concorrendo ao Prêmio Anu 2013, O Prêmio Anu tem como principal objetivo destacar ações de toda natureza desenvolvidas dentro de Favelas em todo território nacional que contribuam para o desenvolvimento humano e social desses espaços. Identificando ações que tragam um novo significado para esses territórios e novas formas de convivências, o Prêmio Anu volta o olhar para essas iniciativas que colaboram diretamente para a melhoria de vida dos moradores, desconstruindo assim o estigma imposto a esses espaços e suas populações buscando a consolidação de uma sociedade mais justa.
Quem decide os ganhadores desse prêmio somos nós, a população de todo o Brasil, vamos votar neles?! Eles são merecedores pelo pioneirismo e pelo incentivo!!

Resumo do projeto
Associação Educacional e Cultural Essência - AECE é uma organização não governamental sem fins lucrativos sediada em Macapá há mais de oito anos, tem por objetivo maior, a inclusão social de crianças e adolescentes e, principalmente em situação de risco social.

A Associação Educacional e Cultural Essência realiza o projeto Sistema de Bandas e Orquestras do Estado do Amapá que desenvolve o ensino da música como inclusão social de jovens em vários polos na cidade de Macapá, sendo que o primeiro polo deu início à primeira orquestra quilombola do Brasil que é a Orquestra Quilombola do Curiaú com o patrocínio da empresa de telefonia Oi e apoio da fundação Oi Futuro e Governo do Estado do Amapá.

O projeto Sistema de Bandas e Orquestras do Estado: Escola Livre de Música– Orquestra Quilombola do Curiaúestá sediado nas dependências da Escola Estadual José Bonifácio que fica localizado dentro do Quilombo do Curiaú, possibilitando o acesso das crianças, adolescentes, jovens e de toda comunidade local. 

A Orquestra Quilombola do Curiaú possui 70 integrantes, dentre alunos de 5ª a 8ª série, professores da escola e outros jovens da comunidade quilombola, além de monitores. A Orquestra é composta por instrumentos de cordas friccionadas, bem como violinos, violas, violoncelos e contrabaixo acústico, instrumentos de sopros e percussão erudita.

Os alunos do projeto adquirem aulas de musicalização e flauta doce, sendo duas aulas de instrumentos, tendo também aulas de teoria musical que de forma intrínseca trás a transformação de crianças, jovens e adolescentes, possibilitando-os um futuro promissor no âmbito musical, consequentemente, trazendo-os para a inclusão social.

O Projeto AECE está crescendo cada vez mais, e quanto mais crianças e jovens do nosso Estado estiver nesse caminho musical melhor para a formação dele, pois a música trás resultados que se destacam no aprimoramento de outras áreas, emocional, cognitivo e inclusive no aprendizado escolar.Por meio do contato com a música a criança aprende a conviver melhor com outras crianças, estabelecendo um diálogo mais harmonioso, o que contribui para relação interpessoal e o convívio em sociedade, promovendo ainda o desenvolvimento do senso de colaboração e respeito mútuo, já que ela proporciona mais segurança emocional.

quarta-feira, 6 de março de 2013





 MUSEU CASA DA XILOGRAVURA

 Inaugurado em 1987,em Campos do Jordão,no estado de São Paulo a casa da Xilogravura é um museu particular instalado em prédio construído em 1928 que,anteriormente,abrigou o Mosteiro de São João,de freiras Beneditinas e,hoje,é também a sede da Editora Mantiqueira. O Museu coleciona e preserva xilogravuras,isto é,gravuras feitas por meio de impressão sobre o papel(ou outro suporte) de outra matriz entalhada em madeira. Parte do seu acervo que,hoje conta com milhares de obras de mais de 400 xilógrafos,é exposta permanentemente ao público.A Casa da Xilogravura promove também palestras,encontros,cursos e outros eventos culturais,e oferece atelier xilográfico,oficina tipográfica e biblioteca especializada.
Por disposição testamentária do fundador,o imóvel e o acervo do museu serão legados à USP -Universidade de São Paulo,da qual a Casa da Xilogravura já vem recebendo alguma orientação técnica.

terça-feira, 5 de março de 2013





                      PATATIVA DO ASSARÉ


Se vivo fosse,hoje Antonio Gonçalves da Silva,o poeta Patativa do assaré,completaria 104 anos. Patativa foi o maior poeta popular do Brasil. O Poeta Cantador foi nomeado Doutor Honoris Causa por cinco vezes.Mesmo tendo frequentado a escola por apenas alguns meses.  Salve Patativa ! Viva a Cultura popular. 
Foto: Cultura.PE | Cultura Livre nas Feiras 

O projeto itinerante Cultura Livre nas Feiras promove atividades em seis cidades, a partir deste sábado (2/2) até a próxima sexta-feira (8/3). Limoeiro, Gravatá, São Caitano, Caruaru, Granito e Moreilândia recebem vários artistas populares.

Criado para promover elementos da cultura pernambucana e divulgar o trabalho de artistas locais em feiras ao ar livre de todo o estado, o projeto é realizado pela Secretaria de Cultura do Estado e Fundarpe, desde o fim de 2011. 


Limoeiro 
Feira Livre - Pátio de Eventos Toinho de Limoeiro
Sábado (2/3)
8h - Orquestra Os Caceteiros do Frevo
9h20 - Boi Teimoso
10h40 - Passistas Danado de Bom

Gravatá
Mercado Gastronômico
Sábado (2/3)
9h - Cordelista Capitão Tenório
11h - Banda Fogo e Forró
13h - Léo do Acordeon

São Caitano
Feira Livre – Próximo ao Mercado da Carne
Sábado, (2/3)
8h - Marinalva
10h - Kinho Ramalho Raízes e emoção

Caruaru
Feira  do Salgado
Domingo (3/3)
9h - Poeta Professor Urbano
11h - Banda de Pífanos Dois Irmãos
12h - Boi Tirateima

Granito
Feira Livre
Quinta (7/3)
8h - Sérgio Santos
8h - Maíza Comedoria
9h - Poeta Alberto
9h30 - Dança do Coco de Granito
10h - Epitácio Pessoa

Moreilândia
Feira Livre
Sexta (8/3)
8h - Artesã Patricia Silva
8h - Amocap
8h - Artes Dina
9h - As Marias sem Lampião
10h - Forró Cheiro no Cangote


 Cultura Livre nas Feiras 


O projeto itinerante Cultura Livre nas Feiras promove atividades em seis cidades, a partir deste sábado (2/2) até a próxima sexta-feira (8/3). Limoeiro, Gravatá, São Caitano, Caruaru, Granito e Moreilândia recebem vários artistas populares.

Criado para promover elementos da cultura pernambucana e divulgar o trabalho de artistas locais em feiras ao ar livre de todo o estado, o projeto é realizado pela Secretaria de Cultura do Estado e Fundarpe, desde o fim de 2011.


Limoeiro
Feira Livre - Pátio de Eventos Toinho de Limoeiro
Sábado (2/3)
8h - Orquestra Os Caceteiros do Frevo
9h20 - Boi Teimoso
10h40 - Passistas Danado de Bom

Gravatá
Mercado Gastronômico
Sábado (2/3)
9h - Cordelista Capitão Tenório
11h - Banda Fogo e Forró
13h - Léo do Acordeon

São Caetano
Feira Livre – Próximo ao Mercado da Carne
Sábado, (2/3)
8h - Marinalva
10h - Kinho Ramalho Raízes e emoção

Caruaru
Feira do Salgado
Domingo (3/3)
9h - Poeta Professor Urbano
11h - Banda de Pífanos Dois Irmãos
12h - Boi Tirateima

Granito
Feira Livre
Quinta (7/3)
8h - Sérgio Santos
8h - Maíza Comedoria
9h - Poeta Alberto
9h30 - Dança do Coco de Granito
10h - Epitácio Pessoa

Moreilândia
Feira Livre
Sexta (8/3)
8h - Artesã Patricia Silva
8h - Amocap
8h - Artes Dina
9h - As Marias sem Lampião
10h - Forró Cheiro no Cangote



Encanto do Em Canto...



Nesta próxima sexta, dia 08 de Março, a partir das 20h,
 teremos no Pátio de São Pedro, o aguardado
 lançamento do CD do grupo Em Canto e Poesia, da nova 
geração de irmãos Batista.
 Se a anterior era composta por Dimas, Otacílio e Louro,
 esta vem com Greg, Antônio e Miguel, dando continuidade, não
 propriamente no repente, mas na genialidade poética e musical 
desta família privilegiada pelo dom da arte.

O CD, que hora se lança, é apenas a estréia deste grupo que há
 de prover ainda muitos e muitos frutos desta mesma arvore
 de fronde inestimável. O próprio nome já nos remete ao belo,
 e factível em se tratando de Em Canto e Poesia. O canto e a poesia 
destes jovens, mas veteranos talentos, nos encanta a todos, e com 
certeza, hão de encantar o mundo.

Carregado de hereditariedade, mas com o gás e a energia 
dos herdeiros, este primeiro trabalho traz canções e poemas 
que já se confundem com o Pajeú e sua gente. 
Poetas contemporâneos e antepassados estão presentes.
 De Louro do Pajeú, Job Patriota, Manoel Filó a Bia Marinho,
 Zeto, Lamartine Passos, passando por suas próprias criações.
 É um registro magnífico e seu lançamento é imperdível... Eu vou!!

segunda-feira, 4 de março de 2013

Foto:divulgação

Inscrições abertas para o Prêmio Funarte de Apoio a Bandas de Música 2013

Cerca de 150 projetos serão contemplados com instrumentos de sopro


Até 21 de março estão abertas as inscrições para o Prêmio Funarte de Apoio a Bandas de Música 2013. A portaria que institui o edital foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 4 de fevereiro, pela Fundação Nacional de Artes – Funarte.  Cerca de 150 projetos serão contemplados com a distribuição gratuita de instrumentos de sopro. Podem participar conjuntos denominados “Banda de música”, “Banda municipal”, “Banda sinfônica”, “Banda de concerto”, “Banda Filarmônica” e “Sociedade Musical”. O objetivo é reconhecer e propiciar a melhoria da qualidade técnica e artística desses conjuntos musicais.
Cada proponente poderá escolher até cinco instrumentos entre:  bombardino em sib; bombardão tuba ¾ em sib; clarineta 17 chaves em sib; saxofone alto em mib; saxofone tenor em sib; trompete em sib; trombone de Vara em sib; flauta transversa em dó; trompa cromática em Fá/sib. A seleção é voltada somente para bandas de música constituídas sob a forma de instituição pública ou privada sem fins lucrativos, cadastradas na Receita Federal (CNPJ – Pessoa Jurídica) há pelo menos seis meses, e que sem encontrem em efetivo funcionamento. Cada proponente só pode inscrever um projeto.
Mais informações:
Coodenação de Bandas
coordenacaobandas@funarte.gov.br
Tel. 2279-8106


domingo, 3 de março de 2013

                               Chico Ludermir
                  O CABOCLO ZÉ DE CARRO


E o sentido dessa “brincadeira” chamada maracatu
Quando Zé de Carro começou a sambar maracatu, tinha só 15 anos. Mas já era um sonho antigo, que tinha sido diversas vezes tolhido pelo pai. Nascido e criado no Engenho Gambá, em Tracunhaém, na Zona da Mata, Zé via todos os homens da família brincando com uma ansiedade sem tamanho.
Caboclo de lança experiente, o feitor do mato Mané de Carro sabia que a brincadeira era violenta demais para uma criança e segurou a vontade do filho até que ele virasse homem. “Logo mais chega a sua oportunidade”, dizia.
Meses antes do Carnaval de 1969, Zé começou a observar que seu pai estava criando alguns animais para vender. Com o dinheiro, pouco a pouco, ia comprando os acessórios de duas fantasias. Num certo dia, quando o menino já não segurava mais de curiosidade para saber se a segunda fantasia era dele ou do irmão mais velho, o pai disse: “Este ano tu vai brincar comigo”.
O menino não se aguentou. Depois de ter colhido as rações dos animais, ficou tão contente que deu um abraço e um beijo no pai, bem durão. Era o que ele mais queria, brincar maracatu. Até chegar o Carnaval, Zé não largava o pé de Mané.
Quando chegou a sexta-feira, o pai preparou o banho pro filho e pediu para que, depois da água limpa, se molhasse com a água “preparada” e não se enxugasse. Zé fez tudo precisamente como o pai mandou. Tomou banho e não se enxugou, colocou o “celorão” (meião que fica por baixo da roupa), a fofa (bermuda colorida com franja) e a camisa, que foi cuidadosamente abotoada pelo pai. Colocou também o surrão nas costas (os sinos) e depois, com a tinta vermelha da semente seca de azacão, teve o rosto pintado por Mané. O cravo, “preparado” por um pai de santo, foi trazido embrulhado em um lenço branco para que ficasse macio e verde até o fim da brincadeira. “Ele mandou que eu saísse primeiro. Disse pra eu colocar o pé direito na frente. Depois ele saiu, fez a exibição na frente de casa. Nos juntamos e ganhamos o mundo”.
Zé lembra como se fosse hoje, mesmo depois dos 44 anos que se passaram. Naquele ano, assim como em vários outros que se sucederam, foi com o pai se apresentar nos engenhos vizinhos até a hora que chegava o transporte do Maracatu Cambindinha. Três dias de brincadeira, como manda a tradição. Domingo, segunda, terça e voltar pra casa ainda batendo sino.
Andou por muitos sítios respondendo as loas tiradas pelo mestre. O dinheiro o povo botava na bandeira. Cinco mil réis, dez mil réis, que eram contados na frente de todos. De comida, uns peixinhos miúdos chamados cambindas, que eram comidos misturados com farinha e sal. “A gente comia e brincava satisfeito. Brincava por amor. E hoje, esse tempo todo depois, continuo brincando maracatu, com orgulho”, conta Zé.
O tempo em que Zé virou caboclo de lança foi o mesmo em que o pai começou a mandá-lo pra palha da cana. Como o trabalho era muito pesado, arrumou suas malas silenciosamente e fugiu pra Olinda. “Quando pai foi trabalhar, eu recolhi a ração, peguei uma bolsa e fui embora. Nem avisei. Naquela época era 'couro', mesmo. Aí eu saí escondido. Quando ele chegou em casa, teve uma grande surpresa. Porque eu só ia voltar pra fazer visita”, lembra.
Em Olinda, Zé trabalhou como pedreiro no começo, depois em empresa de ônibus e, em seguida, numa firma de revestimentos, durante 17 anos. Mas não tinha um ano sequer que não ia pra Nazaré da Mata brincar Carnaval.
Aos 59 anos, Zé se prepara para o seu 44º ano de surrão nas costas. Muita coisa mudou desde que o menino brincou pela primeira vez. O maracatu ganhou a cidade, ficou mais enfeitado. As mulheres passaram a participar e a tradição de violência deu lugar ao maracatu como expressão artística.
Ele já é aposentado por motivo de saúde. Tem gastrite, úlcera, fez uma cirurgia de retirado do baço, tem diabetes e problema de fígado. “Eu sou impedido de fazer esforço. Mas o maracatu não é trabalho...”. Hoje ele também não precisa mais fugir da firma para brincar Carnaval, como fazia...
Nesse cenário, Zé de Carro herdou de João de Padre, em 1991, o mais antigo maracatu de baque solto. “Fiz um trato com o dono de que levaria o maracatu até a morte. Antes de ele morrer, ele me confiou essa responsabilidade”. Fundado em 5 de janeiro de 1918, o Cambinda Brasileira é a maior paixão de Zé.
Desde então, se esforça para manter o bloco erguido. Ao lado da mulher, Lúcia, administra as fantasias, a banda e os brincantes, para que tudo corra perfeitamente. Já está quase tudo pronto para a abertura do Carnaval do Cambinda Brasileira, que há quase cem anos acontece, no domingo, no Engenho Cumbe, zona rural de Nazaré da Mata. É lá onde seu Zé espera todos os componentes chegarem.
De lá, os 180 integrantes do grupo vão, em três ônibus e dois caminhões, se apresentar no Marco Zero, no Recife. E será mais um chance para Zé realizar seu maior sonho: ter seu maracatu como campeão do grupo especial do Carnaval. “Eu queria parar de brincar maracatu com esse prazer”, confessa. “Sentiria ainda mais orgulho por ser frenteiro da Cambinda.”

Chico Ludermir-Texto e foto

sábado, 2 de março de 2013