terça-feira, 30 de novembro de 2021

Fundarpe entrega diploma de Patrimônio Vivo ao Grupo de São Gonçalo de Itacuruba

O Grupo Cultural e Religioso Guardiões(ãs) de São Gonçalo de Itacuruba recebeu, no último final de semana, o diploma de Patrimônio Vivo de Pernambuco dentro da programação de atividades em comemoração ao Dia da Consciência Negra, realizado pela Confraria do Rosário de Floresta, na última sexta-feira (26) e sábado (27). A solenidade contou com a participação de representantes da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco (CEPPC/PE). O Grupo Cultural e Religioso Guardiões(às) de São Gonçalo de Itacuruba foi um dos selecionados da XV edição do edital Registro de Patrimônio Vivo de Pernambuco. “Em 2020, a Confraria do Rosário, irmanada com o São Gonçalo de Itacuruba, resolveu indicar e ajudar o grupo a concorrer no Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco, até porque este é um grupo que conserva a cultura e a parte religiosa da dança de São Gonçalo. Organizamos toda a documentação e pleiteamos o reconhecimento, que foi agraciado”, explica João Luiz, rei perpétuo e representante legal da Confraria do Rosário de Floresta.
“O reconhecimento do Grupo Cultural e Religioso de São Gonçalo de Itacuruba como Patrimônio Cultural Vivo do Estado é motivo de orgulho para Pernambuco, pois este título é uma forma de valorização e incentivo a cultura de um povo que a mantém viva por gerações. Por essa razão, fizemos questão de realizar a entrega do diploma de Patrimônio Vivo diretamente nas mãos dessa importante manifestação cultural pernambucana. Parabenizo todos que fazem o grupo, uma inspiração de fé e resistência”, destaca Marcelo Canuto, presidente da Fundarpe. A programação contou com apresentações culturais, inauguração dos novos espaços da sede e visitação ao Museu da Confraria do Rosário da Floresta, além de outras atividades. No sábado (27), por exemplo, aconteceu uma reunião entre representantes da Fundarpe e do CEPPC/PE com fazedores de cultura e diretores municipais de Cultura da região. O objetivo foi realizar uma escuta sobre os problemas e necessidades de quem atua na cultura na microrregião de Itaparica. Também no sábado (27), houve a apresentação de alguns seminários e palestras, como o “O papel dos Patrimônios Vivos na preservação do patrimônio cultural de matrizes afro-brasileira em Pernambuco”, ministrado por Marcelo Renan, coordenador de Patrimônio Imaterial/Fundarpe.
São Gonçalo – O grupo representa para a microrregião de ltacuruba uma manifestação de fé, cultura e resistência as maiores adversidades que um município e seu povo passaram através dos tempos. A existência desta manifestação remota a mais de cem anos, quando a atual ltacuruba era no distrito do município de Floresta e posteriormente de Belém do São Francisco. Por isso a forte ligação entre os dançadores(as) e tocadores(as) nas rodas de São Gonçalo, pois estes tinham e tem laços de família e até moradia nestes municípios.
Patrimônio Vivo - O número de bolsas anuais concedidas aos mestres, mestras e grupos da cultura popular pernambucana, por meio do edital do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco (RPV-PE), ampliará de seis para dez em 2022. A mudança faz parte da Lei 17.489/2021, de autoria do Governo de Pernambuco, e aprovada pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), com publicação no Diário Oficial na última sexta-feira (26). O anúncio do Projeto de Lei 17.489/2021 foi feito este ano pelo governador Paulo Câmara no Dia Nacional do Patrimônio, celebrado no dia 17 de agosto, durante a programação da 14ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco, com o anúncio e titulação dos seis novos Patrimônios Vivos anunciados este ano: Mestre Luiz Antônio (Barro – Caruaru), Maria Jacinta Sampaio da Silva (Mestra de Reisado – Santa Maria da Boa Vista), Marliete Rodrigues (Barro – Caruaru), Velho Xaveco (Pastoril – Recife), Mãe Beth de Oxum (Coco – Olinda), Caboclinho União 7 Flexas (Goiana).

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Jornal o Globo, 5 deoutubro de 1975 O último dos cangaceiros do nordeste vai ser solto Depoimento de Marcos Alexandre da Costa, vulgo Curió transcrito por Antonio Correa Sobrinho Preso desde 1945, Curió está na Penitenciária Agrícola de Itamaracá, trabalhando no viveiro e recebendo Cr$ 30,00 por semana, mas, antes disso passou 27 anos na antiga Casa de Detenção de Recife. Embora ele conte uma história diferente, os registros da Penitenciária mostram que Curió foi condenado por quatro crimes – e não por sua atuação no bando de Virgulino Ferreira – pois todos os crimes foram praticados após a morte de Lampião e a dispersão do bando. Dos quatro processos que envolvem o nome do ex-cangaceiro, dois são por assassinatos praticados em Alagoas e no Maranhão e os outros dois por furto e latrocínio nos municípios, pernambucanos de Canhotinho e Nazaré da Mata. Mas Curió declara que antes de 1945 esteve preso em Alagoas porque se entregou: - Foi no mesmo ano em que a Polícia matou Lampião – explica Marcos Alexandre da Costa – eu e mais 19 jagunços resolvemos nos entregar ao comandante do II Batalhão de Polícia de Alagoas, porque o bando tinha ficado sem chefe e nós queríamos acabar com as perseguições. Fiquei preso dois anos, até 1940, e depois o Presidente da República mandou soltar todo mundo. Aí viajei para São Paulo e foi entre as visitas que vinha fazer aqui no Nordeste que pratiquei os quatro crimes, porque faziam pilhérias comigo. Curió acha que somente com emprego certo poderá terminar a vida tranquilo e parado num lugar porque desde menino sempre gostou de andar pelo mundo.
Curió aos 34 anos, quando entrou pra cadeia... GANHAS O MATO Ele entrou para o bando de Lampião em 1934, com 27 anos, mas antes morava em Recife e negociava com cereais no Mercado de São José. O desejo de viver andando pelo mundo e o fato de ter matado duas pessoas durante uma briga levaram-no a sair da capital pernambucana e “ganhar o mato”. Em Alagoas encontrou o bando de Lampião e, através de Velocidade, Pinga Fogo e Santa Cruz todos seus amigos e cangaceiros, foi logo aceito no bando para trabalhar como cargueiro, “a pessoa que ia fazer as compras quando o bando parava em alguma cidade”.
O cabra Velocidade após as entregas - Com o grupo eu fiquei até o dia em que mataram o chefe. Ganhei o nome de Curió porque gostava muito de subir em árvores, feito passarinho. Curió conta que no dia da morte de Lampião estava dormindo juntamente com 21 cangaceiros a uma distância de um quilômetro do local onde se encontrava o chefe, Maria Bonita e mais nove jagunços. - A Polícia matou todos eles e nós, quando ouvimos os tiros e corremos para lá só tinha gente morta, as cabeças de Lampião e Maria Bonita cortadas; mas tudo foi traição do tenente João Bezerra, que se dizia amigo do chefe e tinha jogado dados com ele no mesmo dia em que cometeu o crime. ... E após 30 anos de prisão, esperando a sonhada liberdade. ATAQUES DO GRUPO Com o bando de Lampião, o ex-cangaceiro viajou por quase todo o Nordeste, “desde a Paraíba até São Luiz do Maranhão e tudo feito a pé ou a cavalo”. Mas sobre os ataques do grupo às cidades em que chegava. Curió nada explica. Diz apenas: - Lampião só matou para se defender e era amigo de todo mundo, dos policiais e dos fazendeiros, andando livre por todo canto. Para Curió, Lampião é um ídolo; honesto, corajoso “e também não gostava muito que a gente andasse com mulheres porque tinha medo que começasse a falta de respeito”. - Dinheiro – afirma Curió – foi coisa que nunca faltou. Lampião sempre dividia tudo com os jagunços, mas nada era roubado. Sempre ganhava o dinheiro e eu acho que os fazendeiros era os que davam, sem precisar brigar. Ele não se arrepende do tempo do cangaço, somente dos crimes que cometeu depois. Acha que a vida de lutas no sertão era uma aventura onde “se matava para não morrer”. Postado por Kiko Monteiro às 00:14 Nenhum comentário: Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar com o Pinterest Marcadores: 1934, A vida após o cangaço, cangaceiros, Cangaço, Curió, Lampião, Velocidade segunda-feira, 6 de abril de 2020 A mulher no cangaço

Advogado e romancista pernambucano, José Paulo Cavalcanti é eleito para ABL

A Academia Brasileira de Letras (ABL) elegeu, nesta quinta-feira (25), seu mais novo membro: o advogado e romancista pernambucano José Paulo Cavalcanti, 73 anos. Eleito com 21 votos, o escritor passa a ocupar a cadeira 39, vaga desde o falecimento do acadêmico e vice-presidente Marco Maciel, em junho deste ano. A cadeira já pertenceu aos membros: Oliveira Lima (fundador) – que escolheu como patrono Francisco Adolfo de Varnhagen –, Alberto de Faria, Rocha Pombo, Rodolfo Garcia, Elmano Cardim, Otto Lara Resende e Roberto Marinho. “José Paulo Cavalcanti é um renomado estudioso de Fernando Pessoa, tão íntimo e intenso, como se fosse parente espiritual do poeta. Ensaísta e pesquisador refinado, a biografia que ele redigiu sobre Pessoa circula nos quatro cantos da Terra. José Paulo entra para a ABL com o passaporte da literatura. Ou talvez com mais de um documento, se considerarmos os heterônimos de pessoa, que assombram e iluminam o novo Acadêmico eleito”, declarou o presidente da ABL, Marco Lucchesi. PERNAMBUCO NA ABL - Além de José Paulo Cavalcanti, a ABL conta atualmente com a participação de quatro acadêmicos pernambucanos: Geraldo Holanda Cavalcanti, Evaldo de Cabral de Mello, Evanildo Becharra e Marcos Vinicios Rodrigues Vilaça. ACADÊMICO ELEITO - José Paulo Cavalcanti Filho nasceu no Recife no dia 21 de maio de 1948. É advogado formado pela Faculdade de Direito do Recife (1971). Foi secretário-geral do Ministério da Justiça e Ministro (interino) da Justiça no governo do ex-presidente José Sarney e também Presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), da EBN (depois Empresa Brasil de Comunicação- EBC), e do Conselho de Comunicação Social (órgão do Congresso Nacional). Consultor da Unesco e do Banco Mundial, ocupa atualmente a cadeira 27 da Academia Pernambucana de Letras. É membro da Ordem dos Advogados do Brasil, Diretor do Escritório de Advocacia José Paulo Cavalcanti, do Instituto dos Advogados de Pernambuco, e do Instituto dos Advogados Brasileiros. É também membro do Instituto de Direito Comparado Luso Brasileiro, Advogado do Instituto Brasileiro de Estudos do Direito, Ministério da Justiça e do Conselho Pernambuco Pacto 21. É consultor da Secretaria da Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, da Secretaria de Ciência e Tecnologia de Pernambuco e do Congresso Nacional. José Paulo Cavalcanti ainda é romancista e possui mais de 18 títulos escritos, alguns já publicados no exterior. Também é um conhecedor profundo da obra do escritor português Fernando Pessoa. Em 2012, conquistou o prêmio José Ermírio de Moraes, pelo livro “Fernando Pessoa – uma quase autobiografia”. Também conquistou o primeiro lugar na Bienal do Livro e no Prêmio Jabuti. É vencedor do Prêmio II Molinello, na Itália. Recebeu, ainda, premiações na Romênia, Israel, Espanha, França, Holanda, Alemanha, Rússia, Inglaterra e Estados Unidos.

terça-feira, 23 de novembro de 2021

Cavalo Marinho Estrela de Ouro circula por várias escolas públicas do Estado

Iniciando as comemorações do ciclo natalino, o Cavalo Marinho Estrela de Ouro, de Condado, promoverá, entre os dias 23 e 26 de novembro, uma grande circulação por escolas da Rede Estadual de Ensino das quatro macrorregiões pernambucanas (Metropolitana, Mata, Agreste e Sertão). Intitulado de “Aula-Espetáculo No Passo e No Compasso do Cavalo Marinho”, o projeto, que conta com incentivo do Governo do Estado, por meio dos recursos do Funcultura, objetiva promover aos espectadores um contato direto com uma das riquezas da diversidade cultural de Pernambuco. A iniciativa, além de promover a salvaguarda da manifestação cultural, irá realizar um intercâmbio artístico em cada município contemplado, contando com a participação de um grupo cultural. Nesta circulação, o público irá presenciar a participação de três Patrimônios Vivos: Gonzaga de Garanhuns, do Reisado de Garanhuns; Assis Calisto, do Samba de Coco Raizes de Arcoverde; e o Cavalo Marinho Estrela de Ouro, de Condado. Dentro de cada aula-espetáculo acontecerá explanações dos elementos que compõem a manifestação cultural, a exemplo dos principais personagens, trajes, dança e musicalidade e ainda interações com o público. Uma apresentação também será realizada, ao som do banco, orquestra composta por rabeca, ganzá, pandeiro, bage de taboca e zabumbas. Serviço Aula-Espetáculo No Passo e no Compasso do Cavalo Marinho Cavalo Marinho Estrela de Ouro EREFEM Polivalente de Abreu e Lima Abreu e Lima / Metropolitana Norte Interação artística: Ciranda / Grupo Nova Maricota 23/11/2021 – terça-feira / 15h EREM Monsenhor Abílio Américo Galvão – EMAAG Palmares / Mata Sul Interação artística: Maracatu / Nação Erê do Una 24/11/2021 – quarta-feira / 10h ETE Ariano Vilar Suassuna Garanhuns / Agreste Meridional Interação artística: Reisado / Gonzaga de Garanhuns 25/11/2021 – quinta-feira / 10h Escola João Rodrigues Cardoso Águas Belas / Agreste Meridional Interação artística: Tribo de Índio / Tlaka Fulni-ô 25/11/2021 – quinta-feira / 15h EREM Carlos Rios Arcoverde / Sertão do Moxotó Interação artística: Coco Raízes / Samba de Coco Raízes de Arcoverde

Site reúne acervo audiovisual de comunidades quilombolas pernambucanas

O site Tankalé – Acervo Audiovisual Quilombola de Pernambuco será lançado no próximo dia 27/11 (sábado), às 15h, em celebração ao mês da Consciência Negra. O novo endereço (www.tankale.com.br) foi desenvolvido com o incentivo do Governo do Estado, por meio dos recursos do Funcultura, e disponibilizará vídeos produzidos ao longo dos últimos 15 anos pelas comunidades quilombolas pernambucanas. Para estreia do projeto, está programada uma com uma roda de conversa virtual que juntará quilombolas e parceiros, e será transmitida na página do Tankalé no Facebook (facebook.com/paginatankale). A maior parte desse conteúdo histórico estava guardado em cerca de 200 fitas de filmadoras Mini-DV, com diversos registros e entrevistas da equipe do Crioulas Vídeo, de Conceição das Crioulas (Salgueiro-PE). Também integram o acervo gravações realizadas em oficinas de vídeo do projeto Tankalé, no percurso por algumas comunidades do estado de Pernambuco. Tankalé, em iorubá nagô, significa “contar pra todo mundo”. Esse foi o nome dado ao projeto de formação para o autorregistro audiovisual quilombola, que desde 2006 promoveu oficinas para jovens de quilombos pernambucanos. Articulando debates sobre história oral, memória coletiva, patrimônio cultural e direitos, em oficinas de produção audiovisual, o Tankalé buscou aprimorar as possibilidades de construção autônoma dos discursos quilombolas em vídeo. Para Felipe Peres Calheiros, coordenador do projeto, “a oportunidade de se comunicar também com o vídeo e de preservar suas memórias audiovisuais é estratégica para o povo quilombola, pois o acesso a esses conteúdos pelas atuais e futuras gerações pode colaborar com a continuidade de lutas ancestrais pelos direitos à terra, à vida, à saúde, à educação e à liberdade, entre tantos outros negados ainda hoje aos quilombos brasileiros”. De forma coerente com os princípios do Tankalé, de busca pela autonomia e de valorização da perspectiva quilombola, a digitalização das fitas com o material audiovisual, que agora estará disponível no site, foi realizada no próprio quilombo de Conceição das Crioulas, pela equipe do Crioulas Vídeo. Kêka Oliveira, integrante do Crioulas Vídeo, educadora em diversas oficinas de vídeo do Tankalé e pesquisadora na equipe de criação do site, afirma que “com o projeto tivemos a oportunidade de resgatar e não perder as nossas vivências, a memória do nosso povo, e foi um desafio ver pessoas naquelas fitas que estiveram na luta conosco por direitos e que agora não estão mais entre nós”. Mas, fora o desafio emocional, o projeto, iniciado em 2017, também enfrentou dificuldades em relação ao acesso aos equipamentos de digitalização, cada vez mais raros no mercado, ao estado de conservação de fitas e à própria situação da pandemia e de isolamento pelo qual passaram as comunidades quilombolas em defesa da saúde de seus integrantes.
Além do Facebook, o site conta com um perfil no Instagram (projetotankale) e um canal no Youtube (www.youtube.com/channel/UCwt8Ov8aHpkgxbB-40CjCcQ), e oferecerá a possibilidade de envio de novos vídeos a fim de seguir atualizando e ampliando o acervo que fica disponível para acesso irrestrito pela Internet. Serviço Lançamento do site Tankalé – Acervo Audiovisual Quilombola de Pernambuco Quando: 27 de novembro de 2021 (sábado), às 15h Transmissão pela fan page: facebook.com/paginatankale

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Espetáculo “No Rastro do Encantado” estreia em Belo Jardim

A Escola Antenor Vieira, em Belo Jardim, foi palco para a pré-estreia do espetáculo “No Rastro do Encantado”, que foi encenado sexta-feira (19), 19h30. Já nos dias 24, 25 e 26, a peça, graças ao incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura, chega à zona rural do município com seis apresentações, contemplando escolas de Água Fria, Vila Raiz, Serra dos Ventos, Taboquinha, Xucuru e Sítio Palha. Realizada pelo Coletivo Poeira, a peça conta a história de Encantado, o boi preferido do Capitão, que foge dos cuidados de Bastião e Matheo. Com o objetivo de trazer o boi de volta, os dois amigos seguem em uma jornada enfrentando os perigos da noite, malassombros e a própria morte. Para enriquecer a narrativa, o grupo de teatro conta com elementos da cultura popular nordestina e nacional, dando ênfase às heranças criativas de europeus, africanos e indígenas. Trata-se de um espetáculo para a rua e espaços públicos, composto por intervenções musicais, bonecos e máscaras. Buscando descentralizar o teatro na cidade, o Coletivo Poeira direcionou a programação para a zona rural. “A gente quer levar teatro onde ele não consegue chegar efetivamente. Ele precisa ser democrático e acessível. Esse é o nosso maior desafio, mas a gente está chegando lá”, relata a atriz e produtora executiva do espetáculo, Cíntia Souza. Entre os dias 24 e 26 de novembro, as escolas municipais beneficiadas serão: Joaquim Medeiros, Tenente João Cordeiro, Manoel Teodoro, Escola do Campo de Taboquinha, Luiza Leopoldina e Luiz Pereira. “O teatro é uma atividade bastante rica para crianças. Assistir teatro auxilia a desenvolver atenção focada, imaginação, ferramentas de observação, espontaneidade e favorece a criatividade”, explica a professora de teatro e também atriz do espetáculo, Marília Azevedo. Programação completa 19/11 – Sexta-feira Pré-estreia Escola Antenor Vieira – 19h30 20/11 – Sábado Estreia restrita para convidados Sesc LER Belo Jardim – 16h30 24/11 – Quarta-feira Escola Joaquim Medeiros (Distrito de Água Fria) – 10h Escola Tenente João Cordeiro (Vila Raiz) – 15h 25/11 – Quinta-feira Escola Manoel Teodoro (Distrito de Serra dos Ventos) – 10h Escola do Campo de Taboquinha (Distrito de Taboquinha) – 15h 26/11 – Sexta-feira Escola Luiza Leopoldina (Distrito de Xucuru) – 10h Escola Luiz Pereira (Sítio Palha) – 15h TAGS:BELO JARDIM

sábado, 20 de novembro de 2021

Helena Meirelles - Helena Meirelles (1994) (Full Album)

HELENA MEIRELES, FOI A DAMA DA VIOLA

Helena Meirelles,nasceu no dia 13 de agosto de 1924, em Bataguassu,no estado do Mato Grosso. Foi uma violeira, cantora e compositora brasileira, reconhecida mundialmente por seu talento como tocadora da denominada viola caipira (às vezes denominada simplesmente viola). Helena Pereira Meirelles cresceu rodeada de peões, comitivas e violeiros. Fascinada pelas violas caipiras, a família não permitia que aprendesse a tocar, o que acabou fazendo por conta própria, às escondidas. Aos poucos ficou conhecida entre os boiadeiros da região. Casou-se por imposição dos pais aos 17 anos, abandonando o marido pouco tempo depois para juntar-se a um paraguaio que tocava violão e violino. Separou-se novamente e, resolvida a tocar viola em bares e farras, deixou os filhos dos dois casamentos com pais adotivos e ganhou a estrada até encontrar o terceiro marido, com quem viveu por mais de 35 anos.
Depois de desaparecer por mais de 30 anos, foi encontrada bastante doente por uma irmã, que a levou para São Paulo, onde foi "descoberta pela mídia" a partir de uma matéria elogiosa na revista norte-americana "Guitar Player". Apresentou-se em um teatro pela primeira vez aos 67 anos, e gravou discos em seguida. Foi escolhida em 1993 pela Guitar Player como uma das "100 mais" por sua atuação nas violas de 6, 8, 10 e 12 cordas.Sua música é reconhecida pelas pessoas nativas do Mato Grosso do Sul, como expressão das raízes e da cultura da região.
Faleceu no dia 28 de setembro de 2005, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, vítima de parada cardiorrespiratória aos 81 anos. Prêmios e honrarias · Em 1993, foi eleita pela revista americana Guitar Player (com voto de Eric Clapton), como uma das 100 melhores instrumentistas do mundo, por sua atuação nas violas de seis, oito, dez e doze cordas. · Em 2012, foi incluído na lista 30 maiores ícones brasileiros da guitarra e do violão (Categoria: Raízes Brasileiras) da revista Rolling Stone Brasil. FONTE: https://pt.wikipedia.org/wiki/Helena_Meirelles

Helena Meirelles - Helena Meirelles (1994) (Full Album)

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Torre Malakoff exibe exposição Orixás, Mestres e Folhas a partir deste sábado (20)

A Torre Malakoff, no Bairro do Recife, equipamento cultural gerenciado pela Secult-PE/Fundarpe, recebe a exposição Orixás, Mestres e Folhas, de Hermes Costa Neto, integrando as atividades em celebração ao mês da Consciência Negra. A cerimônia de abertura acontecerá neste sábado (20), às 19h, com as presenças do Pai Iguaracy de Oxum e os Ogans do Ylê Axé Oxóssi Guangoubira. A exposição ficará disponível de 21 de novembro deste ano até 5 de janeiro de 2022, com visitação aberta ao público. O projeto conta com patrocínio do Governo do Estado de Pernambuco, por meio do Funcultura. O material é composto por 82 fotografias impressas em gabardine, através de técnica de sublimação e apresenta uma visão muito particular dos ritos de matriz africana, com objetivo de desmistificar a visão preconceituosa sobre essas celebrações. As imagens são obtidas através de câmera fotográfica analógica e em preto e branco, do acervo do fotógrafo que se dedica ao tema há mais de 20 anos. Além das fotos, é possível conhecer a sala dos orixás, com exposição das vestimentas das festas de santo e, ainda, uma sala de projeção em vídeo, onde serão exibidos mini documentários que falam alguns segredos dos orixás. “Esse projeto é dedicado aos povos de terreiro, praticantes da religião do candomblé. Nossos agradecimentos vão para todos os terreiros e zeladores de santo, que perpetuam as tradições religiosas africanas no estado”, agradece Costa Neto, fotógrafo e idealizador do projeto. Serviço: Exposição Orixás, Mestres e Folhas, de Hermes Costa Neto, na Torre Malakoff Endereço: Praça do Arsenal, S/N, Bairro do Recife – Recife Quando: 21 de novembro de 2021 até 5 de janeiro de 2022 Visitação: Terça a sexta, das 11h às 17h | Sábados e domingos, das 14h às 17h Telefone: (81) 3184.3180 E-mail: torre.malakoff@gmail.com Entrada gratuita

Água Preta sedia o 7º Festival Arte na Usina

A Usina Santa Terezinha, sediada na cidade de Água Preta (Mata Sul), vai promover a sétima edição do do Festival Arte na Usina, que acontece entre 17 e 21 de novembro, com oficinas, apresentações musicais, e feiras de artesanato e gastronomia. A programação ocupará Pátio de Eventos da Usina Santa Terezinha, na Usina de Arte e nas Escolas João Vicente de Queiroz e Terezinha Pessoa de Queiroz. Os shows acontecem de quarta-feira (17) a sábado (21), sempre a partir das 20h, reunindo nomes que movimentam a cena musical do entorno da Usina Santa Terezinha. “Cerca de 90% da programação musical será comandada pelos artistas locais em um propósito que dialoga com o tema do Festival deste ano, ‘A arte reage’. Essa reação se dá a partir de estímulos para que a cultura e tradições presentes no nosso entorno tenham espaço e oportunidades de seguirem adiante”, pontua Bruna Pessoa de Queiroz, presidente da Usina de Arte. Sobem ao palco, Violeiro do Brega, JJ e Banda, Luana Flor e Marcos de Araújo, Kelly Rosa, Rafael Menezes, Desdobrado trio, Banda Fim de Feira, Zé Linaldo e Banda, DJ Neto e Carrapatos de Xexéu. No segmento de oficinas, o artista visual Raoni Assis comandará uma Aplicação Prática de Grafite com alunos das escolas, buscando tornar o ambiente escolar mais acolhedor a partir de intervenções realizadas pelos estudantes ao tempo que estimula a relação de pertencimento. Já o estrelado pesquisador e doutor em Artes Visuais Nei Vargas conduzirá uma formação com professores das escolas da região com foco em abordagens transdisciplinares que os docentes podem realizar em aulas-passeio no Parque Artístico Botânico da Usina de Arte. Junto do local onde acontecerão os shows, o Espaço Colaborativo Armazém Sebrae reunirá os artesãos e empreendedores gastronômicos locais para comercializarem seus produtos a partir de consultoria e treinamentos realizados previamente pelo Sebrae-PE. O evento será finalizado com a tradicional cultura da Cavalgada na Mata Sul do Estado, no domingo (21). A Safra 2021 do Festival Arte na Usina conta com o apoio da Prefeitura de Água Preta, Consulado da Áustria e Sebrae-PE. Sobre a Usina de Arte - Instalado onde funcionou a Usina Santa Terezinha (maior produtora de álcool e açúcar do Brasil nos anos 1950), na cidade de Água Preta, Mata Sul de Pernambuco, projeto Usina de Arte conecta arte, cultura e meio ambiente, criando um museu de arte contemporânea ao ar livre, dentro de um Parque Artístico Botânico. Nele, estão instaladas mais de 35 obras de nomes como Geórgia Kyriakakis, Saint Clair Cemin, José Spaniol, Juliana Notari, José Rufino, Flávio Cerqueira, Bené Fonteles, Hugo França, Paulo Bruscky, Marcelo Silveira, Liliane Dardot, Marcio Almeida, Frida Baranek, Artur Lescher, Carlos Vergara, Júlio Villani, Iole de Freitas e Vanderley Lopes. Em meio a um trabalho de reflorestamento com cerca de 10 mil plantas de mais de 600 espécies, em uma área de mais de 33 hectares, o Parque Artístico Botânico é eixo central da iniciativa que irriga outras ações de desenvolvimento para a criação de estruturas para geração de renda e valor para a comunidade de 6 mil moradores no entono do projeto. São exemplos a escola de música, biblioteca e centro de conhecimento público com mais de 5 mil títulos, FabLab com terminais de computadores conectados à internet, impressoras em 3D e cortadora a laser para projetos da comunidade, além de parceria com as unidades escolares no apoio de novas práticas pedagógicas. O objetivo é estimular o turismo, e a consequente atividade econômica na região da Mata Sul de Pernambuco por meio do estímulo ao empreendedorismo na localidade, que viu nascer em seu entorno um total de dez restaurantes, pousada, pesque-e-pague, centro de artesanato, guias para passeios ecoturísticos, camping e a cultura de hospedagens domiciliares. Recentemente, o parque recebeu as obras “Banquete da Terra” da artista paulista Denise Milan, e “Nadir quase uma ilha” e “Athar”, do brasiliense Tulio Pinto. Nos próximos meses, a Usina de Arte terá como novidade as instalações “Paisagem”, de Regina Silveira, “Jardim Frágil”, do cubano Carlos Garaicoa, “Campo da Fome” de Matheus Rocha Pitta e “Obelisco” de Bruno Faria. Shows Quarta-feira (17/11) Violeiro do Brega JJ e Banda Quinta-feira (18/11) Luana Flor e Marcos de Araújo – voz e violão Kelly Rosa – A Rosa e o Violão Rafael Menezes e sua sanfona Sexta-feira (19/11) Desdobrado trio Banda Fim de feira Sábado (20) Zé Linaldo e Banda DJ Neto Carrapatos de Xexéu TAGS:

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Curta-metragem “Chico e Flor – A lenda do Rio Opará” estreia em Petrolina

O Rio São Francisco é cenário da história protagonizada pelos personagens Chico (Rafael Moraes) e Flor (Camila Rodrigues). Gravado e produzido em Petrolina, no sertão de Pernambuco, com incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura, “Chico e Flor – A Lenda do Rio Opará” será exibido gratuitamente nos dias 19, 28 e 29 de novembro em Petrolina-PE, respectivamente nas comunidades da Ilha do Massangano, Rio Corrente e José e Maria e soma-se à produção audiovisual da região tendo a infância como público-alvo principal. “Chico e Flor – A Lenda do Rio Opará” conta a história de Chico, um barqueiro que vive sozinho em seu barco ancorado na margem de um rio e sonha um dia poder navegá-lo para realizar sua grande missão: enfrentar os monstros e as lendas para reencontrar seus pais. Chico tem como amiga a jovem Flor, uma garota corajosa que adora ouvir as histórias e as fantasias desse barqueiro. A dupla passa a tarde a imaginar aventuras cheias de encantos e mistérios em hipotéticas viagens rio acima e rio abaixo. Em um desses encontros, Chico decide contar para Flor a história da origem do Rio Opará, também conhecido como Rio São Francisco, utilizando uma máquina do tempo deixada por gerações passadas de sua família. A história do Rio Opará vai aquecer o desejo de Chico em encarar sua missão, e a corajosa Flor incentivará o início dessa aventura. O curta, que é uma adaptação do espetáculo teatral “Chico e Flor contra os monstros na Ilha do Fogo” para as telas do cinema, é produzido pela Abajur Soluções Artísticas e pela Cia Biruta de Teatro, com direção de Antonio Veronaldo, direção de fotografia de Fernando Pereira, direção de arte de Cristiane Crispim e Leticia Rodrigues, trilha sonora original de Moesio Belfort, sendo todos/as artistas e trabalhadores/as da cultura que atuam no sertão pernambucano e fortalecem a cena cultural dessa região.
O projeto visa proporcionar ao público, sobretudo às crianças, o acesso à diversidade e pluralidade cultural do estado de Pernambuco, atendendo a uma demanda, inclusive, da sua formação, que versa sobre o respeito e reconhecimento da diversidade cultural do país, pois sabemos que na maioria das vezes esse público é apresentado somente a produções audiovisuais que narram culturas hegemônicas eleitas como globais e pouco acessam as narrativas do imaginário local pela falta de investimentos no conhecimento plural. É também pensando na ampliação da democratização desse acesso que as exibições do curta se darão em bairros periféricos e na Ilha do Massangano, comunidade ribeirinha de Petrolina. E para ampliar ainda mais o acesso, o projeto se propõe a oferecer a tradução em Libras, reafirmando a importância de que pessoas com deficiência auditiva sejam incluídas nos processos de democratização cultural. Serviço Exibição do curta-metragem “Chico e Flor – A lenda do Rio Opará” Dias: 19/11/21 (sexta-feira), às 18h30 – Ilha do Massangano (Petrolina-PE) 28/11/21 (domingo), às 16h – Cine Teatro CEU das Águas (bairro Rio Corrente – Petrolina-PE) 29/11/21 (segunda-feira), às 19h – Associação das Mulheres Rendeiras (Bairro José e Maria – Petrolina-PE) Entrada Gratuita

domingo, 14 de novembro de 2021

Repente é registrado pelo Iphan como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil

Uma das referências da identidade nordestina, o Repente foi reconhecido, nesta quinta-feira (11), como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil durante a 98ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, vinculado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Durante a reunião, os 22 conselheiros aprovaram por unanimidade o registro da manifestação cultural. Também conhecida como Cantoria, a manifestação reúne verso, rima e oração, consideradas como os fundamentos do Repente. Os cantadores e cantadoras distribuem-se nas capitais e no interior dos Estados do Nordeste e, também, nas regiões para onde houve migrações da população nordestina. Com o reconhecimento do Conselho Consultivo do Iphan, o Repente foi inscrito no Livro de Registro das Formas de Expressão, e se soma a outros 12 bens imateriais de Pernambuco registrados: Baianas de Acarajé, Feira de Caruaru, Frevo, Roda de Capoeira, Mestres de Capoeira, Maracatu Nação, Maracatu de Baque Solto, Cavalo Marinho, Teatro de Bonecos Popular do Nordeste – Mamulengos, Caboclinho, Literatura de Cordel e Ciranda do Nordeste. “Em Pernambuco, temos como uma das representantes do Repente nossa Patrimônio Vivo Mocinha de Passira. Vale destacar também que, em dezembro deste ano, o Conselho Consultivo do Iphan avaliará o pedido de registro das Matrizes do Forró, o que significa que Pernambuco pode encerrar o ano com 14 bens registrados, mostrando a força da cultura do nosso Estado”, ressaltou Marcelo Canuto, presidente da Fundarpe. “A poesia, o canto, a musicalidade, a profissão dos cantadores compõem o Repente, agora salvaguardados pelo Iphan, que terá o apoio da Secult-PE e Fundarpe na preservação deste bem cultural”, destacou Gilberto Freyre Neto, secretário Estadual de Cultura. REGISTRO - O pedido de registro do Repente foi formalizado no ano de 2013 pela Associação dos Cantadores Repentistas e Escritores Populares do DF e Entorno. Desde então, o Iphan, autarquia federal vinculada à Secretaria Especial da Cultura e ao Ministério do Turismo, iniciou o processo de registro, que culminou no dossiê de registro, produzido em parceria com o Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UNB). “Repente é poesia. Cantada e improvisada. Em linhas gerais, é um diálogo poético em que dois repentistas se alternam cantando estrofes criadas naquele instante ao passo em que se acompanham com toques de violas”, destaca o dossiê de registro do bem, que listou mais de 200 contatos entre repentistas, associações e apologistas, público com grande familiaridade junto ao Repente. O dossiê elaborado também documenta mais de 50 modalidades de repente, dentre as quais estão os versos heptassílabos, cuja acentuação tônica obrigatória está na sétima sílaba, e decassílabos, em que o acento obrigatório está na terceira, sexta e décima sílabas de cada verso.
“É motivo de grande alegria ter as rimas e os versos do Repente adentrando o rol do Patrimônio Cultural do Brasil, tanto por sua importância histórica quanto pela beleza da poesia e da música da manifestação”, comemorou a presidente do Iphan, Larissa Peixoto, que também preside o Conselho Consultivo. HISTÓRIA - Há registros da prática do Repente desde meados do século XIX nos Estados de Pernambuco e Paraíba, conforme fontes históricas. As ocorrências mais antigas têm origem na Serra do Teixeira, na Paraíba. No início do século passado, a manifestação teve importante papel na difusão do rádio na região. Até então, a maior parte dos repentistas tinha origem rural, vivendo no interior e cantando para plateias camponesas. Uma realidade que se transformou na década de 1950, com os cantadores se fixando nas cidades à procura de ferramentas que auxiliassem a atuação do repentista, especialmente o rádio e o correio. Aos programas radiofônicos, no decorrer das décadas de 1980 e 1990, se somaram a gravação de discos e a realização de festivais – mantendo a origem rural dos poetas. Mais recentemente, a internet se tornou mais uma ferramenta para a divulgação de cantorias e festivais. por portaculturape