quarta-feira, 22 de novembro de 2017





A Prefeitura Municipal de Salgueiro através da Secretaria de Educação, em parceria com a Associação do Nordeste das Distribuidoras e Editoras de Livros (Andelivros), realizará entre os dias 22 e 26 de novembro, a II Bienal do Livro do Sertão.
Programe-se para participar:
Dia 22 (quarta)
Carol Barcellos – Lançamento do livro/Palestra
Dia 23 (quinta)
Toinha do Assaré – Lançamento do livro/Palestra
Dia 24 (sexta)Padre João Carlos – Show e lançamento do livro
Dia 25 (sábado)Maciel Melo – Show e lançamento do livro
Dia 26 (domingo)Bráulio Tavares – Lançamento do livro/Palestra
O prefeito do município, Clebel Cordeiro, falou da satisfação em poder sediar um evento tão importante como este ‘’Estamos muito felizes de participar mais uma vez de uma grande festa da cultura e da educação. A Prefeitura do Salgueiro sempre irá apoiar eventos como este que engrandecem a nossa cidade, enriquecendo a toda população e, desta forma, estimulando ainda mais o incentivo ao mundo da leitura”, pontuou.
Além de lançamento de livros, palestras e shows, acontecerão no Caminhão Palco narrações de histórias e apresentações culturais.
A Bienal do Livro acontecerá na Escola Dom Malan, e durante os dias do evento a programação começa às 9h e vai até às 22h, com entrada gratuita.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017



 BIGODE, O MESTRE DO MANEIRO-PAU


Quando iniciou brincando Maneiro-Pau em Juazeiro do Norte no Cariri Cearense nos idos de 1932, com um grupo formado por doze homens, onde interpretava músicas em reverencia ao Cangaço,a Coluna Prestes,Luiz Gonzaga,dentre outras "celebridades" nordestinas. É o Maneiro-Pau de Bigode,uma dança coletiva  animada por um improvisador de repentes ao som de um pandeiro,que mimetiza um combate travado entre caboclos,utilizando cacetes confeccionados com madeira de jucá.




O Maneiro-Pau foi um coco dançado inicialmente por negros escravos que aproveitavam os raros momentos de folgas/descanso para ensaiarem uma dança guerreira de ataque e defesa,para o caso de uma fuga. O Grupo do Mestre Bigode  sempre animava as festas de padroeira e o imaginário popular daquela região dos verdes vales. Manoel Antonio da Silva,o Mestre Bigode,não se deu por satisfeito como brincante,e já na década de 70 criou um grupo de Bacamarteiros. Bacamarte é uma arma de fogo de cano curto e largo,também conhecido como granadeira,reúna ou riúna, no nordeste brasileiro.





As granadeiras ou bacamartes que serviram na guerra do Paraguai,em 1865, foram modificadas para que as armas se adaptassem ao uso dos bacamarteiros nas festividades do interior. De um modo geral, o folguedo se constitui  de homens portando bacamarte,que são disparados com cargas de pólvora seca. Em homenagens aos santos padroeiros e cerimônias cívicas e politicas. Com sede em Juazeiro do Norte,o grupo de bacamarteito do Mestre Bigode alegra as aberturas de festas  populares com grande salvas de tiros.




domingo, 19 de novembro de 2017

ADIEL LUNA


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Adiel Luna,nasceu em Tiúma,bairro da cidade de São Lourenço da Mata,caminho entre a Zona da Mata Norte e Região Metropolitana do Recife. No Nordeste, mesmo nos dias atuais, ainda é muito natural a tradição popular passar de pai para filho. Crescer junto com uma cultura viva dentro de casa e não incorporar isso à vida e ao trabalho artístico é praticamente impossível, pois está no DNA. O poeta, violeiro, cantador, cordelista e mestre de maracatu de baque solto, Adiel Luna, herdou o gosto pela cantoria de viola do seu pai, Arnaldo Ferreira. A paixão por outros folguedos como o coco, o maracatu, o aboio, entre outros, veio da convivência com mestres que frequentavam sua casa.
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Considerado um dos mais importantes artistas de sua geração que insiste em valorizar as tradições nordestinas em seu trabalho autoral, Adiel se prepara para lançar, ainda este ano, seu primeiro CD solo, com 12 faixas autorais dedicadas aos ritmos coco, maracatu de baque solto, cantoria de viola, aboio, forró e samba de matuto, além de um DVD com outros mestres coquistas do Estado. Os dois projetos foram aprovados no edital do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura – Funcultura.
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Segundo o artista, Baionada, título do álbum, será um disco “que passeia por contextos nordestinos com elementos singulares da nossa identidade: paisagens, religiosidade, cotidiano, histórias e sonoridades”. Com produção musical do próprio Adiel e direção de Juliano Holanda, terá algumas participações especiais já confirmadas: Arnaldo Ferreira, seu pai; Damião Calixto, do Coco Raízes de Arcoverde; Herbert Lucena, coquista de Caruaru e Bule Bule, sambador e compositor baiano.
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Vários outros músicos vão participar das gravações, mas a banda base será formada por Thiago Martins (rabeca), Ju Valença e Uana Mahin (vocal), Rodrigo Félix (percussão), Eduardo Buarque (viola) e Bruno Nascimento (violão de 7 cordas). “A viola sertaneja vai conduzir as linhas melódicas das músicas em diálogo com a rabeca, ressignificando um dueto antigo da musicalidade nordestina e principalmente do Sertão. A liga harmônica fica a cargo do violão de 7 cordas. Cocos, baiões e sambas dão a base rítmica do projeto”, revela Adiel Luna.
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Baionada – que significa festa, comemoração, brincadeira de improviso, onde cantadores e público se reúnem no Sertão para uma noite de baião de viola – será gravado, mixado e masterizado no Estúdio Muzak e terá show de lançamento no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu, com a participação de alguns convidados e banda.
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TRAJETÓRIA – Adiel Luna é um dos protagonistas do documentário Coco de Improviso e a Poesia Solta no Vento (2011), de Natália Lopes. Já participou de eventos musicais importantes em diversas partes do Brasil como o Festival Pré Amp, onde recebeu o prêmio de melhor grupo do evento, ganhando a gravação de um disco ao lado do grupo Coco Camará.
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Tem passagens, como mestre de baque solto, pelos maracatus Piaba de Ouro, Leãozinho de Aliança, Estrela da Tarde e Leão do Norte. Como poeta,  participou de festivais e recitais ao lado de importantes nomes como Chico Pedrosa, Jessier Quirino e Sinésio Pereira, além de ter publicado mais de 50 títulos de cordéis.
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Como coquista, especializado em coco de São João, criou o espetáculo A Matinada, onde se apresenta ao lado de Zé de Teté, Galo Preto, Bio Caboclo, Ciço Gomes e do Coco Raízes de Arcoverde, promovendo um encontro singular entre variedades do coco: trupé, embolada, coco de engenho e coco de obrigação. Também desenvolve um encontro do repente com o rap, onde versou com Clécio Rimas, DJ Big e MC Mago.
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Um artista múltiplo, como bem define o maestro Benjamim Taubkin: “Adiel parece habitar duas épocas ao mesmo tempo – o passado e presente – que são constantes em sua criação. A ligação com a tradição mais profunda, mas ao mesmo tempo em diálogo constante com o mundo hoje”.

Adiel Luna - A Baionada

sábado, 18 de novembro de 2017



     BIU ROQUE, E O SOM DOS CANAVIAIS

       Se eu fosse a sua/e não mais uma/as quatros luas eu lhe daría/prá me tornar sua Maria/uma canção eu cantaría/minha resposta ao que ouvi/a mais bela melodia/fui roubar pra minha história/sua poesia de outrora/não por jura ou promessa/nem perdão ou vaidade/debaixo da condesseira / sua Maria de verdade .

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Letra da música,Valsa para Biu Roque,da Cantora Paulista Céu. Mas a vida nem sempre foi esse céu para esse canavieiro de 72 anos,que quando menino,viu o sol nascer mais cedo nas terras dos engenhos de cana de açúcar em Condado sua     cidade,na zona da mata norte de Pernambuco, o trabalho na palha da cana e a música  andaram pelos mesmo caminhos, desde os 8 anos de idade na vida de João Soares da Silva.hoje residente em Aliança, Biu Roque,tornou-se  ou dos mestres da cultura popular mais respeitados da zona da mata por seu domínio de gêneros musicais tradicionais como o Coco de Roda,Ciranda,Maracatú Rural e as toadas de Cavalo Marinho,além de conhecedor de muitos sambas característico da região.

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Atualmente lidera o Cavalo Marinho Boi Brasileiro,participa do Maracatú de baque solto Estrela Brilhante de Nazaré da Mata, e integra o grupo Fuloresta, que acompanha  Siba,com o qual já gravou dois CDs independentes e participou de turnês pelo Brasil e Europa,além de exercer fortes influências em diversos grupos e artistas da cena musical de Pernambuco e do Brasil,e de contribuir para diversas pesquisas acadêmicas na área de antropologia,sociologia,etnomusicologia e artes cênicas. Na dissertação "Viva Pareia ! A arte da brincadeira ou a beleza da safadeza:uma abordagem antropológica da estética do Cavalo Marinho",defendida em 2020 no IFCS/UFRJ,pela antropóloga Maria Acselrad, ele é citado diversas vezes dada a relevância de suas informações como homem profundamente conhecedor da brincadeira do Cavalo Marinho.

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  Principal herdeiro da tradição do Cavalo Marinho do Mestre Batista,o grupo Cavalo Marinho Boi Brasileiro,liderado por Biu Roque,ainda conta com sua participação como músico. Sua atuação,sempre muito significativa,contribuiu para o bom relacionamento entre os brincantes.Estimula a participação dos mais jovens,muitos deles,seus filhos,netos e bisnetos. Respeitam o compromisso com a tradição da brincadeira,brincando por cerca de oito horas,sem distanciar da roda,com um vigor de Menino. E assim ele vive seus dias neste  universo dos verdes

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canaviais da zona da mata pernambucana sobre  a trilha  do banco de Cavalo Marinho,consolidando a história do seu povo e do folguedo popular.