segunda-feira, 24 de julho de 2017

Canto da Despedida - Quinteto Violado


Sertão rezou na Santa Missa 
Rezas de Sol 
pra terra ser bem servida 
Sertão falou com Jesus Cristo 
e a fala se fez mensagem 
nas marcas da estiagem 
e a imagem tão repetida 
plantaram sem chuva o vazio 
a terra, eu vou regar de oração. 

A garrancheira, a poeira 
a morte no chão, 
o fim que chega na seca 
fecunda a fé que domina 
enquanto a missa termina 
de longe em longe um chocalho 
pede um cuidado um trabalho 
num mundo cinza a tocar. 

Toca por vaqueiro 
toca o mundo inteiro 
afinado num aboio sem vem suavizar 
este meu parceiro 
mundo companheiro 
irmão de esperança e de pelejar.

sábado, 22 de julho de 2017



CREDO REZAS DE SOL PARA MISSA DO VAQUEIRO

Creio em Deus pai 
Pai tão generoso 
Pai tão amoroso 
Caridoso pai 

Creio na minha gente 
Na terra e na semente 
No amor que a gente sente 
No amor que a gente dá 

Creio na esperança 
Nas minhas lembranças 
Vaqueiro e criança 
O tempo a passar 

Creio na paisagem 
Pobre pastagem 
Que ensina coragem 
E como esperar 

Creio, creio 
Na luz da madrugada 
Na chuvas, trovoadas 
No céu bonito a prometer 

Creio, creio 
No passo da boiada 
Que em meio a caminhada 
Descanso o meu viver 

Creio na partida 
amanhecido dos campos da vida 
A terra a chamar 

Creio nas enchentes 
Nos rios valentes 
Que faz do presente 
Sertão se alegrar 

Creio, creio 
Na luz da madrugada 
Na chuvas, trovoadas 
No céu bonito a prometer 

Creio, creio 
No passo da boiada 
Que em meio a caminhada 
Descanso o meu viver 

sexta-feira, 21 de julho de 2017


Conselho de Preservação elege seis novos Patrimônios Vivos do Estado

Maria dos Prazeres, Mestre Chocho, André Madureira, José Pimentel, Reisado Inhanhum e Sociedade dos Bacamarteiros do Cabo foram reconhecidos


Pernambuco conta com seis novos Patrimônios Vivos: Maria dos Prazeres (parteira tradicional/Jaboatão dos Guararapes), Mestre Chocho (música, choro/Jaboatão dos Guararapes), André Madureira (dança, música, teatro/Recife), José Pimentel (artes cênicas/Recife), Reisado Inhanhum (reisado/Santa Maria da Boa Vista) e Sociedade dos Bacamarteiros do Cabo (bacamarte, cultura popular/Cabo de Santo Agostinho). O pleito foi realizado nesta quinta-feira (13), na sede do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC), e, com os novos eleitos, o Estado totaliza 51 titulados.
“Concluímos, hoje, o processo de eleição dos novos Patrimônios, que foi fruto devárias audiências públicas realizadas desde o começo do mês de julho. Uma experiência muito rica, participativa e democrática, na qual nós, membros do Conselho, pudemos conhecer de perto os candidatos que se inscreveram nessa edição. Esse resultado reflete a diversidade da cultura pernambucana, que é múltipla e pujante”, disse Márcia Souto, presidente do CEPPC.
A eleição dos Patrimônios Vivos é composta por várias etapas. Após o período de inscrição, os candidatos passam pela fase de análise documental, gerida pela Unidade de Patrimônio Imaterial da Fundarpe. Uma vez habilitados, os nome dos inscritos seguem para a Comissão de Análise, que averigua se as candidaturas cumprem os critérios estabelecidos na Lei 12.196/2002 (Registro do Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco), como relevância cultural e transmissão de saberes. Nesse ano, 61 mestres e mestras da cultura pernambucana puderam defender suas candidaturas nas audiências públicas promovidas pelo CEPPC (órgão responsável pela outorga do título), no Centro de Artesanato de Pernambuco (Cape).
A titulação será entregue no próximo dia 17/8 (Dia Nacional do Patrimônio Histórico), durante a 10ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco. A cerimônia acontecerá no Teatro de Santa Isabel e marcará também a entrega do 2º Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho.
Confira um breve histórico dos eleitos:
Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe
Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe
José Pimentel - Diretor, ator e autor. Como encenador e autor, notabiliza-se pelos grandes espetáculos históricos que monta ao ar livre. Como ator, ganha notoriedade por viver o papel de Jesus, por mais de três décadas, em encenações da Paixão de Cristo, que ele próprio dirige.
Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe
Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe
André Madureira - André Madureira é fundador, diretor e coreógrafo do Balé Popular do Recife, grupo que dá origem ao segmento de dança popular cênica em Pernambuco. A iniciativa de André em criar um método de dança, chamado “brasílica”, e um banco de passos permite a grande divulgação dos folguedos nordestinos na sociedade, quebrando preconceitos, e dando surgimento a diferentes escolas e grupos de dança popular. Com uma trajetória de mais de vinte e cinco anos, sob a direção de André Madureira, o Balé Popular do Recife é responsável por consolidar um cenário de atuação profissional para a dança no Estado.
Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe
Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe
Reisado Inhanhum - Tradição do sertão do São Francisco, as primeiras atividades do Reisado do Inhanhum estão associadas às festas de Santos Reis que acontecem desde o século XVIII na comunidade Quilombola de Inhanhum, município sertanejo de Santa Maria da Boa Vista. As pessoas que atualmente fazem parte do Reisado do Inhanhum procuram manter viva esta tradição secular que foi transmitida por diversas gerações. Nos últimos dez anos, participa ativamente de festivais de cultura, promoveu festas de Santos Reis entre 2011 e 2013, contribuindo para valorização e divulgação do Reisado.
Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe
Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe
Maria dos Prazeres - responsável por mais de cinco mil partos, Dona Prazeres, como costuma ser chamada, foi a primeira presidente da Associação das Parteiras Tradicionais e Hospitalares de Jaboatão dos Guararapes, fundada em 1994. Seu trabalho à frente da organização ajudou a formar um inventário das práticas tradicionais de obstetrícia e seu reconhecimento oficial.
Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe
Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe
Sociedade dos Bacamarteiros do Cabo - Com mais de cinquenta anos de existência, ela faz parte da Federação dos Bacamarteiros de Pernambuco. É um Ponto de Cultura conveniado à Fundarpe, que realiza oficinas de inclusão digital, canto coral e aulas de pífanos. A Sociedade dos Bacamarteiros também gere o Museu Olimpio Bonald de Bacamarte, no Cabo de Santo Agostinho, organiza a Missa dos bacamarteiros e, em 2017, organizou V Encontro de Bacamarteiros Zé da Banha.
Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe
Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe
Mestre Chocho - Com mais de 70 anos de carreira e 93 anos de idade, Otaviano do Monte ou Mestre Chocho, é um dos maiores representantes do choro em Pernambuco. Violão, cavaquinho e bandolim, toca tudo com maestria e desenvoltura, além de ser um exímio compositor.

quinta-feira, 20 de julho de 2017




  MISSA DO VAQUEIRO


        A Missa do Vaqueiro,teve sua primeira celebração,em 1971. Idealizada por Luiz Gonzaga(Rei do Baião),que era primo legitimo de Raimundo Jacó,pelo Padre-Vaqueiro João Cancio e pelo repentista Pedro Bandeira. O local da celebração foi exatamente onde encontraram o corpo do vaqueiro assassinado(em 8 de Julho de 1954),no meio da caatinga, no sitio Lajes,a 32 kms da sede do municipio  de Serrita,no sertão de Pernambuco. A missa inicialmente era um grito ,um protesto pelo assassinato impune do  humilde  vaqueiro Raimundo Jacó. E com o passar dos anos ganhou grandes proporções pelo Norte/Nordeste. A liturgia da missa ganhou uma bela versão,adaptada para "Rezas de Sol," pelo poeta e médico Caruaruense,Janduhy Finizola e Interpretada durante a missa pelo grupo de  música regional "Quinteto Violado," Que em 1976, lançou em  registro fonográfico,através do LP Missa do Vaqueiro,pela gravadora Phillips/Poligran.A Missa do Vaqueiro é celebrada todo ano,durante o terceiro domingo de julho e tem como cenário o Parque Estadual do Vaqueiro.Um espaço à feição de um anfiteatro em forma de ferradura,onde se postam os vaqueiros,vestidos de gibão e montados em seus cavalos,num semicirculo. De um altar de pedra,o celebrante utiliza o linguajar sertanejo em toda liturgia. O evento tornou-se um encontro sócio-cultural com aspectos originais dos mais interessantes da cultura pernambucana,onde predominam o folclore,o artesanato do couro,os festejos e a fé do homem sertanejo.


quarta-feira, 19 de julho de 2017


Secult-PE e Fundarpe anunciam projetos habilitados no 1º Edital Funcultura da Música


Por meio da Secult-PE e da Fundarpe, o Governo do Estado de Pernambuco divulga a lista de habilitados no 1º Edital Funcultura da Música. São 371 inscritos que seguem para a etapa de análise do mérito. Para o resultado desta fase, foi analisado o atendimento às exigências de documentação estabelecidas no edital.
O Governo do Estado de Pernambuco, neste 1º Edital Funcultura da Música, praticamente duplicou os recursos para a linguagem cultural. O incentivo estadual passou de cerca de 2,3 milhões para R$ 4,55 milhões. Os 464 projetos representaram acréscimo de 36,87% comparativamente às inscrições anteriores. Produtores culturais de todas as regiões do estado enviaram propostas.
Das 36 linhas de ação com projetos inscritos, a maior demanda continuou na linha 10 (Gravação, mixagem, masterização e prensagem de CD e/ou Vinil/LP/EP, com tiragem mínima de mil cópias e evento de lançamento).
Também merece destaque a incorporação da linha 29 neste 1º Edital da Música ( Gravação, mixagem, masterização e prensagem de CD e/ou Vinil (LP/EP), com tiragem mínima de 1.000 (mil) cópias e evento de lançamento para proponentes residentes nas macrorregiões da Zona da Mata, Agreste ou Sertão ), que beneficiará projetos fora da região metropolitana, atuando na regionalização do Funcultura.
Com relação as ações de acessibilidade, 74,78% dos projetos inscritos previram estratégias de promoção da acessibilidade, tais como: tradução em LIBRAS, impressão em Braile, sessões com audiodescrição, legendas, adequações de espaços de apresentação, entre outras.
RECURSOS – Com o intuito de garantir a transparência no processo e evitar os mesmos erros na elaboração dos projetos nos próximos editais, todos os proponentes receberão os motivos de não habilitação dos seus respectivos projetos. A comunicação será feita por correio eletrônico para o endereço de e-mail que consta no Cadastro de Produtor Cultural até o dia 10 de julho. Aqueles que porventura não tenham recebido o comunicado neste período devem entrar em contato pelo e-mail funculturaeditais@fundarpe.pe.gov.br ou pelos telefones (81) 3184-3023/3184-3026 até o último dia de recurso.
Os proponentes de propostas não habilitadas que considerem que cumpriram com todos os pré-requisitos, podem apresentar recurso até o quinto dia útil contado a partir da data de recebimento da comunicação de inabilitação. O recurso pode ser entregue pessoalmente, das 8h às 12h, no setor de Atendimento do Funcultura, localizado na sede da Fundarpe (Rua da Aurora 463/469, Boa Vista, Recife), ou enviado para o e-mail funculturaeditais@fundarpe.pe.gov.br.
Confira AQUI os habilitados.
Baixe AQUI o Formulário de Recurso
Confira AQUI todos os documentos relacionados ao processo
Ao longo deste mês de julho ocorrerá o Edital Nacional de Seleção dos Pareceristas e a previsão para a fase de análise de mérito dos projetos habilitados é que ocorra no final do próximo mês de agosto.
Informações Setor de Atendimento do Funcultura Endereço:
Rua da Aurora 463/469, Boa Vista, Recife – Pernambuco; CEP: 50.050-000. Atendimento presencial: De segunda a sexta-feira, das 8h às 12h Telefones: (81) 3184-3023 / 3184-3026.

segunda-feira, 17 de julho de 2017


              GUARIGUAZI

Guariguazi de Lima Tavares é considerado o escultor das cores. Ele nasceu em Natal-RN, mas mora em João Pessoa-PB há mais de vinte anos; se diz “naturalizado paraibano”. Antes de trabalhar como artista – digo antes de trabalhar, porque certamente ele já nasceu artista – Guariguazi trabalhou limpando mato, pintando casa, varrendo ônibus e até descarregando caminhão, ou seja, fez de tudo um pouco. Segundo ele, “vivia de bico". Certo dia, quando estava indo jogar futebol com os amigos, encontrou um tronco de madeira, levou-o para casa e começou a esculpi-lo. Deste tronco fez surgiu sua primeira peça e daí nunca mais parou de produzir. Até hoje, seus trabalhos são feitos em madeira, da qual faz surgir retratos coloridos e representativos deste nosso Brasil. São criaturas humanas, situações cotidianas ou manifestações da cultura nordestina. São peças tanto em miniaturas como em tamanho grande que chegam a atingir até um metro de altura.



Guariguazi, título desconhecido, madeira. Reproduçao fotográfica Vila do Artesao, Paraíba(www.viladoartesao.com.br).

Seus trabalhos são admirados em todo Brasil e também no exterior. Os turistas estrangeiros ficam encantados com a arte de Guariguazi, a qual ele classifica como “um dom de Deus”. Quando começou a esculpir, as pessoas próximas a ele comentavam: “Guari está ficando bonito”... “Isso me empolgou e me fez seguir adiante", revela o artista. Depois disso, cabos de vassoura, pés de tamborete, tábuas de passar roupa, tudo virava arte nas mãos de Guariguazi. Antes de se profissionalizar, Guariguazi garimpava madeira descartada. Hoje suas peças são feitas com madeira de qualidade, a imburana. "A madeira pode ser dura como for. Geralmente eu tiro o que já está dentro da madeira. Eu não faço o que quero. Eu tenho encomendas de peixes e outros animais, mas nunca consegui terminar essas encomendas. Meus trabalhos vêm de dentro da madeira. Às vezes eu começo fazendo uma coisa e termino fazendo outra", revelou o artista em uma entrevista ao jornal A União, João Pessoa-PB.

 Guariguazi, título desconhecido, madeira. Reproduçao fotográfica Casa do Artista Popular, Joao Pessoa-PB.

 Guariguazi, título desconhecido, madeira. Reproduçao fotográfica Casa do Artista Popular, Joao Pessoa-PB.

 Guariguazi, título desconhecido, madeira. Reproduçao fotográfica Casa do Artista Popular, Joao Pessoa-PB.

 Guariguazi. Reproduçao fotográfica Vila do Artesao, Paraíba (www.viladoartesao.com.br).

 Guariguazi, Santa ceia, madeira. Reproduçao fotográfica Casa do Artista Popular, Joao Pessoa-PB.

A arte de Guariguazi quase sempre é destaque nas feiras e exposições em que participa. Seu trabalho “A Santa Ceia“ foi destaque no III Salão de Artesanato realizado em 2006 na Paraíba. Na FENEARTE de 2008 em Recife foi selecionado para disputar o prêmio de júri popular e teve lugar de honra no evento. Em uma feira realizada em 2009 em São Paulo foi um sucesso de vendas, voltou para casa sem nenhuma peça. Quase sempre é assim. Ele conta que cataloga suas principais obras em fotografia e em cada foto está escrito no verso o nome, telefone e endereço do comprador da peça. "Isso serve para saber por onde andam meus trabalhos", diz. Suas obras podem ser adquiridas em lojas especializadas, principalmente em João Pessoa-PB, e em feiras e exposições pelo Brasil.

Contato com Guariguazi:
Rua José Real, 56, José Américo
58051-680, João Pessoa-PB
Tel: (83) 3264-7772.

 Guariguazi, Trio de forró, madeira. Reproduçao fotográfica Casa do Artista Popular, Joao Pessoa-PB.

 Guariguazi, título desconhecido, madeira. Reproduçao fotográfica Casa do Artista Popular, Joao Pessoa-PB.

 Guariguazi, Lenhadores, madeira. Reproduçao fotográfica Casa do Artista Popular, Joao Pessoa-PB.

 Guariguazi, título desconhecido, madeira. Reproduçao fotográfica Babel das Artes.

 Guariguazi, título desconhecido, madeira. Reproduçao fotográfica Vila do Artesao, Paraíba(www.viladoartesao.com.br).

sábado, 15 de julho de 2017


Todas as artes se encontram no 27º Festival de Inverno de Garanhuns

De 20 a 29 de julho, o FIG mais uma vez carimba com qualidade a agenda cultural de Pernambuco, com atrações para todos os públicos.


O Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), em sua 27ª edição, ocupará mais uma vez diversos espaços da cidade, com uma rica e diversa programação de música, teatro, dança, circo, cinema, artes visuais, literatura, artesanato, cultura popular e muitas outras formas de expressões artísticas. Tendo como homenageado deste ano o cantor e compositor Belchior – cuja poética ilustrará toda parte visual e decorativa do FIG  - o evento também entrará nas celebrações pelo centenário de Hermilo Borba Filho, cujas homenagens marcarão o conceito da Praça da Palavra. O FIG também fortalece a memória de Ariano Suassuna, levando seu nome ao Palco de Cultura Popular Ariano Suassuna, como passará a ser chamado daqui por diante, e que receberá, durante oito dias, um recorte das mais diversas expressões da cultura popular de Pernambuco.
Realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundarpe, o FIG conta com a parceria da Prefeitura de Garanhuns e apoio da CEPE Editora, Sesc e Sebrae, além do Virtuosi e do Conservatório Pernambucano de Música. “O Festival de Inverno de Garanhuns é um momento onde todas as expressões da arte se encontram para uma festa de celebrações e trocas. É um festival que dialoga com a nossa política de fortalecimento de todos os segmentos da cultura, chamando atenção para artistas e grupos que estão produzindo coisas novas, fazendo deste evento sempre um momento não só de entretenimento para o grande público, mas também um espaço para que as pessoas possam conhecer novas tendências e ter experiências de fruição não apenas na música, como também nas artes plásticas, teatro, dança, literatura, fotografias e todas as outras linguagens que estarão representadas”, coloca Marcelino Granja, secretário de Cultura de Pernambuco.
Praticamente 100% da grade de atrações do FIG foi composta pelas propostas artísticas selecionadas da Convocatória lançada pela Secretaria de Cultura e Fundarpe. A presidente da Fundarpe, Márcia Souto, destaca a ampliação do projeto Som na Rural, do Outras Palavras, a mostra de Teatro na Galeria Galpão, as ações na área de gastronomia, que tem crescido muito em Pernambuco. Acontecerão oficinas e debates nesta área. Também ressalta o encontro de produtores de grandes festivais que se encontrarão em Garanhuns durante o FIG, a presença do hip hop na grade do evento e, mais uma vez, a valorização da Cultura Popular, com a participação expressiva dos Nossos Patrimônios Vivos na programação. “A programação deste ano está maravilhosa, com um recorte não só do que está acontecendo na cena nacional, mas comprovando a força e a riqueza da produção dos artistas pernambucanos. Quem for ao FIG comprovará essa cena, que na nossa visão é reflexo do próprio processo de construção do festival, feito de forma coletiva, com a participação dos conselhos de cultura e das comissões”, ressaltou Márcia.
A abertura do festival, na quinta (20), será no Teatro Luiz Souto Dourado, com a cantora pernambucana Isadora Melo, e participação especial dos músicos Maurício Tizumba (MG), Lui Coimbra (RJ) e Mona Gadelha (CE). O Reisado de Garanhuns também emprestará mais brilho à noite de abertura do FIG.
MESTRE DOMINGUINHOS - Na sexta-feira, primeiro dia do palco Mestre Dominguinhos, acontece o Tributo a Belchior, o grande homenageado do FIG 2017. O concerto contará com a participação de Ednardo (CE), Vanusa (SP), Lira (PE), Cida Moreira (SP), Tulipa Ruiz (SP), Isaar (PE), Fernando Catatau (CE), Juvenil Silva (PE),  Renata Arruda (PB), Gabi da Pele Preta (PE). Antes deles, o palco receberá a cantora Amanda Back, às 20h, e também show com Geraldo Azevedo, às 22h30. O VJ Gabriel Furtado garantirá as imagens que ilustrarão todos os shows que acontecerão no palco Dominguinhos.
No sábado, o palco Mestre Dominguinhos receberá uma das artistas mais importantes da música brasileira. Baby do Brasil chega com o eletrizante show Baby do Brasil Experience, que traz grandes sucessos da sua carreira, tais como Sem Pecado e Sem JuízoCósmicaTelúricaMenino do Rio e Todo Dia Era Dia de Índio. Antes de Baby, o palco será de artistas que representam a música de tradição pernambucana: Maciel Salu (filho do saudoso Mestre Salu) e Adiel Luna e Mestre Bule Bule, que vem encantando plateia com show de poesia popular e viola.
Outros importantes nomes da cena autoral pernambucana e brasileira passarão pelo palco maior do FIG, ao longo da semana. Muitos deles comporão mostras que darão conta de cenas específicas que acontecem no país. Tocarão no Dominguinhos: Tom Zé (BA), Baiana System (BA), Fafá de Belém (SP), MPB4 (RJ), Chico César (PB), Marienne de Castro (BA), Mart’nália (RJ), Fernanda Abreu (RJ), Lucas Santana (BA), Banda Eddie (PE), Mundo Livre (PE), Spok Frevo Orquestra (PE), Lia Shopia e Pinduca (PA), Lucy Alves (PB), entre outros.
SOM NA RURAL - Mas não é só de Palco Dominguinhos que vive o FIG. Um dos espaços que vem reunindo um público cada vez maior, visto a relevância de sua programação é o Som na Rural, que este ano está muito interessante com sua mistura de gêneros. Passarão por lá: Ylanna Queiroga, Mamelungos, Edmilson do Pífano, a banda paulista Francisco, El Hombre, entre outras.
PALCO POP - No Palco Pop, o público terá mais uma amostra da música contemporânea, autoral, e mais experimental que acontece hoje em Pernambuco e no Brasil. Destaque para os shows de Barro (PE), Curumim (SP), e Zé da Flauta e Banda Psicoativo (PE), que abrem o palco na terça (25); Ava Rocha (BA) e Não Recomendados (SO), atrações da quarta, também são imperdíveis. A quinta-feira contempla o público que gosta das vertentes do rock mais pesado, trazendo a lendária banda Devotos para encerrar a noitada. Na sexta-feira, mais da nova safra da MPB, com Marsa (PE), Tibério Azul (PE), e Mariana Aydar (SP). No sábado, o Pop fecha com show de Marina Lima (RJ).
FORRÓ - Assim como nos anos anteriores, o Palco Pop dá vez ao Forró, a partir das 22h. Forrozeiros tradicionais de Pernambuco garantem o arrasta-pé para os que ainda tiverem fôlego para mais dança. Passam por lá os músicos Assisão (PE), Agostinho do Acordeom, Terezinha do Acordeon, Forró Pesado de Garanhuns, Flávio Leandro, Azulinho, Banda Coruja e Seus Tangarás, entre outras.
INSTRUMENTAL – Diversos gêneros da música instrumental terão espaço no Palco Instrumental. O chorinho contará com importantes representantes, tais como Danda e seu Regional de Ouro (PE) e Betto do Bandolim (PE), com participação do Mestre Chocho. Também tem espaço para a música mais erudita, com Aglaia Costa (PE), Nikolas Krassik; e mais experimental, com o Noise Viola. O Palco Instrumental encerra com um dos maiores instrumentistas do país, de sólida carreira internacional: Renato Borghetti (RS). Acompanhado por um quarteto, fará um show que é um apanhado de diversas músicas de sua trajetória.  A programação de música instrumental no FIG se completa pelos programas do XIII Virtuosi na Serra e do Conservatório Pernambucano de Música, ambos acontecendo na Catedral de Santo Antônio.
MÚSICA NA CATEDRAL – A música instrumental terá a Igreja de Santo Antônio, mais uma vez, como palco de uma excelente programação. É lá que acontecem os projetos parceiros do FIG, do Conservatório Pernambucano de Música (CPM), cujo programa homenageia os 130 anos de Villa-Lobos e os 90 anos de Tom Jobim) e o XIII Virtuosi na Serra. Na sexta (21), sábado (22), domingo (23), terça (25) e quarta (26), passarão pelo programa do CPM concertos com Cida Moreira, Francis Hime e Olivia Hime, Ellyana Caldas, Toninho Orta, Toninho Ferragutti, SaGRAMA, Yamandu Costa, entre outros. O programa do Virtuosi ocupa a igreja na segunda (24), quinta (27) e sexta (28), com apresentações de músicos de excelência tais como a russa Kristina Miller (com recital e piano), o pianista Victor Assuncion, o Grupo Instrumental Brasil, a Orquestra Jovem de Pernambuco e o contratenor Edson Cordeiro.
CULTURA POPULAR – É no centro da cidade de Garanhuns que acontecerá, durante todos os dias do FIG, a maior mostra da cultura popular de todo festival. O Palco da Cultura Popular Ariano Suassuna, chamado assim a partir deste ano, receberá grupos de coco, maracatu, caboclinho, ciranda, afoxé, bois, tribo indígena, orquestra de frevo, urso, caboclinho e samba. As apresentações começam sempre às 10h e segue até o comecinho da noite.

GALERIA GALPÃO
 – O espaço das artes visuais do FIG está garantido. Na Galeria Galpão, cinco destaques estão na pauta. Traços de um Rio, de Artur Sgambatti, é uma exposição que nasce de uma série de viagens realizadas em 2015 e 2016 pelo Rio Doce, da foz à cidade de Mariana, para realizar levantamento dos impactos sociais sentidas pelas comunidades ribeirinhas atingidas pela avalanche de lama, ocasionada pelo rompimento de barragens. Construção da Desconstrução, de Daaniel Araújo, traz oito obras inéditas, pintadas em óleo e acrílica sobre madeira e pedaços de concreto. Descamada é uma performance de Carol Azevedo, “uma investigação do que se revela e do que se esconde nas camadas entre o público e o privado”. #Tecnologiaaservicodaorgia, de Kalor Pacheco, é uma série de performances compostas por quatro obras distintas, que conversam entre si e tratam da temática da hipersexualização do corpo feminino, em especial o de mulheres negras. Distopia, do Coletivo Espectro, é performance em três atos que procura abordar os problemas da metrópole através da criação conjunta audiovisual produzida em tempo real.
LITERATURA - A Praça da Palavra, numa parceria com a Cepe Editora, ganha o nome do escritor e dramaturgo Hermilo Borba Filho, cujo centenário é celebrado em 2017. Haverá uma mesa na programação da Praça, sobre sua vida e obra, com a participação de Leda Alves. Outro destaque da programação é o lançamento do Livro O Rei do Baião, com Bené Fonteles e Paulo Vanderley, que faz parte da itinerância da 32º Bienal de São Paulo, que traz o tema Incerteza Viva.
Boa parte da programação do SESC na Praça da Palavra se debruça sobre a relevante obra e trajetória do escritor Luís Jardim (nascido em Garanhuns), que completa 30 anos de morte em 2017. Em parceria com o FILIG (Festival Internacional de Literatura Infantil de Garanhuns), a Praça da Palavra recebe a escritora e ilustradora premiada Rosinha. A autora fará uma vivência de ilustração para crianças, além de realizar um bate-papo sobre a sua obra. Haverá também uma atividade de mediação de leitura dos seus livros.
ARTES CÊNICAS – As mostras de teatro e dança no 27º FIG acontecerão no Teatro Luiz Souto Dourado. Sucesso no ano passado, também está garantido este ano a II Mostra de Teatro na Galeria Galpão, cujos espetáculos começam sempre às 22h, após o término das atividades das artes visuais. A descentralização das artes cênicas do FIG chega este ano ao projeto Som na Rural, que recebe o espetáculo As Bodas de Umbigolina Goiabenta, da Cia. Buffa de Teatro (BA).
Na lona do circo, os espetáculos também estão garantidos. A abertura, no primeiro sábado do festival, será com a Mostra de Números Circenses, da qual participarã oÍndia Morena – Patrimônio Vivo de Pernambuco, a Intervenção de Palhaço e Mala Moscovita: Cia Brincantes de Circo (PE), o Duo Palhabat: Jonathan Marinho e Alison Santos (PE), o Duo de Malabares: Jonathan Marinho e Eduardo Silva (PE), Os Vaudevillianos em Mambo Acrobático e Bicicleta Cômica: Trupe Vaudeville (SP), Trapézio Triplo e Lira: Escola Pernambucana de Circo (PE) e Aganjú: Coletivo Bartira (PE).
OUTRAS PALAVRAS – Projeto da Secretaria de Cultura e Fundarpe que vem promovendo e estreitando o diálogo da Cultura com a Educação também terá uma edição especial no FIG 2017. O projeto levará para algumas escolas de referência do município e também para a Praça da Palavra, escritores (alguns vencedores do Prêmio Pernambuco de Literatura) e artistas pernambucanos (alguns deles Patrimônios Vivos de Pernambuco), que falarão aos estudantes sobre suas vidas e obras. As escolas participantes também recebem kit de livros publicados pelo Prêmio Pernambuco de Literatura para desenvolverem atividades literárias com seus alunos, ao longo do ano.