sábado, 21 de outubro de 2017

sexta-feira, 20 de outubro de 2017


Lenda da praia do Olho d’ Água

Lendas do Pará

Lenda da praia do Olho d’ Água
Conta a lenda que, inicialmente, houve ali uma aldeia indígena cujo chefe era Itaporama. Sua filha apaixonou-se por um jovem da tribo, mas este, por ser muito bonito, provocou paixão de mãe d’água que, através de seus poderes, conquistou-o e levou-o para seu palácio encantado nas profundezas do mar. Perdendo para sempre seu grande amor, a filha de Itaporama caiu em grande desolação, deixando de se alimentar e indo para a beira do mar chorando até morrer. De suas lágrimas surgiram duas nascentes que até hoje correm para o mar e que deram origem à denominação da praia.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Cinco escritores do Estado vencem o V Prêmio Pernambuco de Literatura

Todos os vencedores terão seus livros editados pela Cepe Editora. A edição de 2018 ampliará número de contemplados e valor dos prêmios.

Cinco escritores pernambucanos foram agraciados, na noite desta terça-feira (17), com o Prêmio Pernambuco de Literatura. A cerimônia, que aconteceu no Palácio do Campo das Princesas, foi conduzida pelo governador de Pernambuco Paulo Câmara, que assinou decreto ampliando o prêmio a partir da edição de 2018 e renomeando-o de Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura. Ao lado do secretário de Cultura Marcelino Granja, da presidente da Fundarpe Márcia Souto e do presidente da Cepe Editora Ricardo Leitão, ele anunciou os vencedores.
Ezter Liu representa o Agreste e recebeu o Grande Prêmio, com o livro de contos Das Tripas Coração. Walter Cavalcanti Costa, da Mata Norte, venceu com o romance O Velocista.  Fred Caju, do Recife, foi contemplado pelo livro de poemas Nada Consta. De Nazaré da Mata, o prêmio revela Enoo Miranda, com o livro de poemas Fogo, fato. Amâncio Siqueira, de Garanhuns, venceu com o romance AbsintoOs autores terão suas obras inéditas editadas pela Cepe, e também receberão prêmio em dinheiro. São cinco prêmios – no valor de R$ 5 mil  – para cada vencedor, e mais R$ 15 mil destinado para a melhor obra entre as cinco finalistas.
Na cerimônia, o governador Paulo Câmara assinou decreto institucionalizando o prêmio e lançando a sexta versão do edital. Em 2018, o valor total do Prêmio passa a ser de R$ 90 mil reais), a ser concedido em premiações de R$ 20 mil para o grande vencedor, e cinco prêmios de R$ 10 mil para os primeiros colocados nas quatro macrorregiões do estado. Também haverá quatro prêmios de R$ 5 mil para os segundos colocados nas quatro Macrorregiões do Estado. O edital, a ser publicado pela Secretaria de Cultura e Fundarpe, também prevê aumento da tiragem de exemplares que são editados pela Cepe.
“É uma iniciativa mais do que justa com a memória do mestre Hermilo, um intelectual pernambucano de referência universal. Uma maneira também de fazer com que as novas gerações conheçam o seu trabalho e sua contribuição para a cultura de Pernambuco e do Brasil”, afirmou o governador Paulo Câmara, acrescentando que é motivo de “grande orgulho” fazer essa mudança na sua gestão. “Hermilo pregava a fraternidade e a valorização das artes para o bem estar da população. Esse encontro especial com pessoas que representam segmento tão importante da cultura é uma alegria, por estarmos anunciando vencedores e um bom presságio por estarmos anunciando aumento. Não podemos esquecer que  a literatura apresenta ligação estreita com a educação e tenho certeza que bons frutos virão disso”, continuou o governador.
Marcelino ressaltou o gesto do governador em, mesmo num momento de crise, ter aumentado o Prêmio Pernambuco de Literatura. Agora denominado Prêmio Hermilo Borba Filho, passa de 40 para 90 mil. Aumentando o número de vencedores, com mais um premiado na RMR e o segundo lugar em cada uma das macrorregiões. “Há de fato um robustecimento do prêmio, uma deferência a Hermilo, um grande escritor que marca a história das artes e da cultura pernambucanas. Parabéns a todos e a todos da cultura e ao governador Paulo Câmara, que deixa essa marca indelével no segmento da literatura pernambucana”.
Carlos Carvalho, gestor do Centro Cultural Apolo Hermilo, lembrou frase de um conto de Hermilo: “ homem é um gesto”. “ O gesto do governador neste centenário de Hermilo marca a história. Um homem como Hermilo que dedicou sua vida inteira à literatura, como homem e pesquisador da cultura popular, esse homem chamado Hermilo fez pesquisa profunda. Foi o primeiro encenador que trouxe para cena do teatro a cultura popular. Trouxe o maracatu, O bumba meu boi, criou o Teatro Popular do Nordeste e lá fez um reduto de resistência, criou uma estética nordestina é universal. A cultura de Pernambuco agradece ao seu governo e a esse gesto”.
Ainda sobre a nova denominação do Prêmio, Paulo destacou que “fazemos essa mudança com entusiasmo, pois considero homenagem mais que justa a este intelectual pernambucano de referência universal. Sinto-me sortudo em homenagear figura tão talentosa e influente, esse gesto aparentemente simples poderá contribuir em grande medida para a literatura e educação em nosso estado. Mais uma vez parabenizo os grandes vencedores”.
O PRÊMIO
O objetivo do prêmio é fomentar a produção literária em todas as macrorregiões de Pernambuco por meio de uma política editorial que visa democratizar o acesso ao livro e à leitura, e apresentar-se como uma estratégia de promover a distribuição e circulação da literatura contemporânea pernambucana, aliando-se a outras atividades de fruição e formação de público leitor desenvolvidas pelo sistema Secult-PE/Fundarpe. Os vencedores de cada edição também firmam compromisso com a gestão cultural do estado de participarem de atividades que tenham como meta a formação do público leitor.
A ação que mais tem tido a contribuição dos escritores lançados pelo prêmio é a atividade “Outras Palavras”, que já visitou centenas de escolas no estado, distribuindo milhares de livros. “Este prêmio converge com diversas ações na área da literatura, como a própria elaboração do Plano do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca (PLLLB), o projeto A gente de Palavra e Outras Palavras, contribuindo enfim para a estruturação da politica pública deste segmento, na medida em que é uma ação de política de estado, garantida agora por meio de um decreto assinado pelo governador do estado”, ressalta o secretário de Cultura Marcelino Granja.
OS VENCEDORES:
Ezter é autora do livro de contos Das tripas coração, vencedor do Grande Prêmio
Ezter é autora do livro de contos Das tripas coração, vencedor do Grande Prêmio
Ezter Liu é poetisa e escritora, natural da cidade de Carpina, Pernambuco. É autora do livro de poemas Vermelho Alcalino, publicado pela editora Porta Aberta, que reúne alguns dos mais representativos poemas da autora, que também assina livros coletivos como a Coletânea Novos Poetas Carpinenses (2005), Floresta dos Poetas – Uni Versos(2006), Vozes – A Crônica Feminina Contemporânea em Pernambuco (2007), Cem poetas Sem livros (2009), entre outros. Parte dos seus trabalhos podem ser conferidos através do blog:  http://pancadadevento.blogspot.com.br/. O livro “Das tripas Coração”, livro que recebe o Grande Prêmio Pernambuco de Literatura é um livro de contos que reúne histórias inquietantes protagonizadas por mulheres.                                                                                                                                                                                                                    
                              
Professor de português, é autor do romance O Velocista
Professor de português, é autor do romance O Velocista
Walter Cavalcanti Costa  é doutorando em Teoria da Literatura, pelo PPGL/UFPE (2017-), além de mestre em Educação, pelo Mestrado Profissional em Educação, pelo PPGE/UPE Mata Norte (2016). Possui especialização em Literatura Brasileira, pela UPE/Mata Norte (2013) e graduação em Licenciatura em Letras – Português, Inglês e suas Literaturas, pela UPE/Mata Norte (2010). Atualmente é professor de Língua Portuguesa do ensino fundamental, da rede pública estadual, na Escola Creusa Barreto Dornelas Câmara, em Recife/PE.  O livro vencedor do Prêmio Pernambuco é seu primeiro romance, intitulado O Velocista.
Poeta e artesão do livro, Fred Cajú é editor do selo Castanha Mecânica
Poeta e artesão do livro, Fred Cajú é editor do selo Castanha Mecânica
 Fred Caju – Considerado um dos nomes mais importantes da nova geração de poetas em Pernambuco, Fred Cajú já lançou sete livros. Além de poeta, também se diz um “artesão do livro”. É editor do selo Castanha Mecânica, por onde já lançou sete livros, sendo Estilhaços (com capa de cascas de ovos) foi lançado início deste ano. Ele vencei o Prêmio Pernambuco de Literatura com o livro de poemas Nada consta. Assista aqui a um vídeo do pasárgada.doc onde ele conta um pouco sobre seu processo criativo.
Professor do ensino médio, defende uma educação mais holística, atrelada à cultura
Professor do ensino médio, defende uma educação mais holística, atrelada à cultura
Enoo Miranda - Poeta e professor na cidade de Nazaré da Mata, Enoo é figurinha carimbada em intervenções poéticas e manifestações culturais da região.  Defende a leitura como transformadora das pessoas, e um sistema de ensino público mais integrado à cultura de forma geral, que seja mais estimulante para os jovens. Participou do projeto Recita Mata Norte, que realizou encontros entre poetas de coletivos literários com estudantes de escolas de referência de ensino médio em municípios da Mata Norte. É vencedor do prêmio Pernambuco de Literatura com a obra de poemas Fogo, Fato.
Natural de Afogados da Ingazeira, é autor do romance Absinto
Natural de Afogados da Ingazeira, é autor do romance Absinto
Amâncio Siqueira – Autor do romance Absinto, Amâncio é escritor, nascido em Afogados da Ingazeira, e que atualmente mora em Garanhuns.
JURADOS:
Marcelino Freire
Sidney Rocha
Cristhiano Aguiar
Conselho Editorial da Cepe

Secult-PE

terça-feira, 17 de outubro de 2017


Exposição sobre Frida Kahlo e Diego Rivera ocupa o Museu do Estado

A mostra inédita será inaugurada no próximo dia 19 (quinta-feira), às 19h


Divulgação
Divulgação
As 96 imagens da mostra serão reunidas pela primeira vez em uma exposição
O Museu do Estado de Pernambuco (MEPE) sedia, a partir do próximo dia 19 de outubro, a exposição Frida e Diego: um sorriso no final do caminho. Inédita no Brasil, a mostra retrata a controversa e notável história do casal de artistas mexicanos Frida Kahlo e Diego Rivera.
Unidos por quase 25 anos – desde o casamento em 1929, até a morte de Frida em 1954- a relação dos dois foi marcada por encontros e desencontros, por amor e ódio, compartilhamento de experiências e competições ao mesmo tempo. A união dos artistas abriu um caminho diferente nas relações pessoais da primeira metade do século 20 no México: a personalidade extrovertida e fantasiosa do Diego, ligada à personalidade introvertida e também fantasiosa de Frida, inauguraram um enredo e uma intriga quase explosiva.
É justamente essa intimidade que as 96 imagens da exposição buscam capturar: o trabalho nos ateliês; as viagens e vida nos Estados Unidos; os encontros com personalidades do mundo político e artístico, incluindo Leon Trotsky e André Breton; a relação com artistas do México; assim como suas uniões conjugais, a dor e comprometimento físico da Frida, além de sua proximidade com a morte e a última foto do casal.
As imagens, em sua grande maioria, foram registrada pelos amigos do casal, como Manuel Álvarez Bravo, Nicholas Muray, Edward Weston, Guillermo Kahlo, Peter Jules, Guillermo Zamora e Juan Guzmán, compiladas pela primeira vez em uma mostra  única criada pela Secretaria de Cultura do México, o Instituto Nacional de Bellas Artes e o Museo Casa Estúdio Diego Rivera e Frida Kahlo.
Frida e Diego: um sorriso no final do caminho, que fica em cartaz até o dia 19 de novembro, é o resultado de uma parceria entre o Governo do México, através doConsulado-Geral do México no Rio de Janeiro, e o Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secult-PE/Fundarpe. “Graças a essa parceria com o Consulado do México, conseguimos trazer para nosso Estado essa exposição que será um marco para todos admiradores desses dois grandes artistas, pois ela mostra Frida e Diego como um casal, no seu dia a dia, na sua intimidade. Isso é uma novidade porque geralmente as pessoas só conhecem a obra deles. Frida e Diego representam a nova visão do México na arte moderna”, diz o coordenador de Artes Visuais da Secult-PE/Fundarpe, Márcio Almeida. 
Já a gestora do MEPE, Margot Monteiro, destaca que a inauguração da mostra será um momento bem expressivo tanto para a instituição quanto para o público pernambucano. “O amor e arte uniram Frida e Diego, que, além de exímios artistas, eram personalidades ligadas à política. Ver/conhecer isso mais de perto, especialmente a partir de imagens registradas por pessoas do convívio íntimo do casal, nos dará uma dimensão mais ampliada da arte que eles produziam e das causas que travavam”, conta Monteiro.
Serviço
Abertura da Exposição Frida e Diego: um sorriso no final do caminho
Quando: 19 de outubro (quinta-feira), às 19h
Onde: Museu do Estado de Pernambuco – MEPE (Av. Rui Barbosa, 960 – Graças, Recife, Pernambuco)
Visitação: Até o dia 19 de novembro, de terça a sexta-feira: das 10h às 17h; sábado e domingo: das 14h às 17h

Secult -PE.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017


    
   



                                                                                DONA IRINÉIA


Irinéia Rosa Nunes da Silva é uma das mais reconhecidas artistas da cerâmica popular brasileira. Ela faz parte de um grupo de remanescentes quilombolas do povoado do Muquém, município de União dos Palmares, zona da mata Alagoana, onde nasceu no dia 7 de janeiro de 1949. É um lugar bastante simbólico; está próximo à Serra da Barriga, terra do Quilombo dos Palmares, do Quilombo de Zumbi. 

Como muitos outros ceramistas, Dona Irinéia começou fazendo peças utilitárias junto com sua mãe para ajudar na renda familiar. Casou-se, separou-se. Depois dessa separação conheceu Antonio Nunes, Seu Toinho. Essa união trouxe folego novo para o trabalho de Dona Irinéia; pouco a pouco a cerâmica utilitária foi dando lugar às esculturas com as quais Dona Irinéia ganhou fama e reconhecimento. “Ele também mexia com barro quando era jovem. O pai de Toinho fazia telha e ele ajudava no acabamento. Depois que a gente se casou ele começou a ir buscar barro ali no barreiro e a gente começou a fazer algumas coisas além de panela e jarro. É que o povo encomendava mão de barro, cabeça e outras partes do corpo pra poder pagar promessa. E a gente fazia tudo”, diz Dona Irinéia. Assim já se vão mais de 35 anos de trabalho amassando e modelando o barro.

Dona Irinéia, cabeças, cerâmica. FOTO: autoria desconhecida

Dona Irinéia, mulher com flores, cerâmica. FOTO: autoria desconhecida

Dona Irinéia conta que foram as encomendas das pessoas que iam pagar promessa em Juazeiro do Norte-CE que despertaram sua imaginação. “Eu não tinha noção de fazer nada com o barro usando a minha mente, aí foi que Deus me mostrou a minha arte e graças a ele deu certo. Quando estou longe do barro não estou feliz. É ele que faz a minha imaginação acontecer, ele é a minha vida”, diz a artista. Suas criações resultam das memórias de sua própria vida e da realidade que cerca a comunidade quilombola. Dona Irinéia retrata animais, presépios e desde 2010, retrata uma jaqueira que serviu de abrigo para parte da sua comunidade que foi desabrigada após uma grande enchente.

Dona Irinéia modelando uma de suas peças. FOTO: autoria desconhecida

Dona Irinéia e sua jaqueira. FOTO: autoria desconhecida

Aos quase 70 anos de idade, Dona Irinéia é mãe de 11 filhos continua na lida diária com barro. Ela mora no seu povoado de Muquém, onde recebe visitas de gente do Brasil e do exterior interessada pelo seu trabalho. Em 2004, Dona Irinéia ficou entre as dez finalistas do Prêmio Unesco de Artesanato da América Latina. Em 2005, foi reconhecida pelo governo do estado de Alagoas como Patrimônio Vivo de Alagoas. Ao longos do anos suas peças se tornaram cada vez mais conhecidas pelo Brasil. É comum encontrá-las em exposições em galerias em cidades como Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Em 2015 esculturas de Dona Irinéia artesã foram levadas para Itália, a convite da Expo Milão, uma feira que reúne obras de arte de 140 países.

Dona Irinéia, título desconhecido, cerâmica. FOTO: autoria desconhecida

Contato com Dona Irinéia
Endereço: Povoado do Muquém, s/n, União dos Palmares – Alagoas, CEP 57800-000
Contato: (82) 99624-5923 / 99696-8885 / 99948-5213 / 99663-0563

Dona Irinéia rodeada por muitas das sua peças. FOTO: autoria desconhecida

Dona Irinéia, mulher com crianças nos braços, cerâmica. FOTO: autoria desconhecida

Dona Irinéia, homem nu fazendo xixi, cerâmica. FOTO: autoria desconhecida

Dona Irinéia, Padre Cícero, cerâmica. FOTO: autoria desconhecida

Conjunto de cabeças de Dona Irinéia. FOTO: autoria desconhecida.


domingo, 15 de outubro de 2017

Miriam batucada - O que vier eu traço

                                             

                                          MIRIAM BATUCADA

 Míriam Batucada, nome artístico de Miriam Angela Lavecchia (São Paulo, 1 de janeiro de 1947 — São Paulo, 2 de julho de 1994), foi uma cantora brasileira, principalmente de samba.

Primórdios

Miriam era neta de italianos, tanto por parte de mãe, quanto por parte de pai. Nasceu aos 28 de dezembro de 1946, mas foi registrada no primeiro dia de 1947, assim ganhando "um ano", como se dizia antigamente. Miriam fez um curso técnico de digitadora pela IBM e chegou a trabalhar na Arno, sendo despedida por batucar no teclado.

Quando pequena, conheceu uma menina que tinha o apelido de chacareira e lhe ensinou a batucar com as mãos durante três meses. No começo, despontava um samba devagar, o que dias de prática fez se tornar um ritmo frenético e no compasso de qualquer samba.



Carreira

Em 1967 recebeu convite para participar do programa de Blota Jr. Sua apresentação durou duas horas e maravilhou todo público e o apresentador, e de quebra, Miriam ainda tocou todos os instrumentos que se encontravam no palco da TV Record naquele dia: piano, bateria, harmônica, violão, cuíca, além de batucar na mesa do apresentador e mostrar também a sua batucada nas mãos.

No dia seguinte já era representada pelo famoso empresário Marcos Lázaro, sendo contratada pela TV Record; participou do Programa da Sônia Ribeiro e em seguida ganhou um programa com Ronie Von nas tardes de sábado. E foi durante sua apresentação num programa de televisão que Cidinha Campos a intitulou de Miriam da Batucada. Como o "da" na época não estava na moda, o extraiu e ficou só com o codinome de Miriam Batucada.

Em 1968 gravou o compacto pela Rozemblit "Batucando nas mãos (de Renato Teixeira)/ Plác-tic-plác-plác (de Walter Peteléco)", produzido por Côrte Real. Já apresentava sua famosa batucada nas mãos nessas músicas. Começou, nessa época a ser muito requisitada para espetáculos, e chegou a até fazer apresentações no exterior.

Apesar de seu samba ser relativamente tradicional, Miriam era pessoalmente muito criativa e aberta. Não teve problemas para gravar um disco relativamente inovador com Raul Seixas, Sérgio Sampaio e Edy Star em 1971, chamado Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10.

Em 1973 gravou um compacto pela CBS com produção de Raul Seixas.

Morte

Morreu precocemente, sendo encontrada morta em seu apartamento onde morava só no bairro de Pinheiros, por sua irmã Mirna, que residia em Maringá, 21 dias após ter sofrido um infarto fulminante.

Pontos marcantes na personalidade de Miriam eram sua extrema simpatia e simplicidade. Como intérprete, tinha uma noção de ritmo muito boa. Um de seus sucessos era Teco Teco, de Pereira da Costa e Milton Vilella. A canção hoje não é mais associada a ela, depois que Gal Costa também a gravou.

Com fortes raízes italianas, Miriam era muito ligada a um bairro tradicional de São Paulo, a Mooca.

Apesar de seu samba ser relativamente tradicional, Miriam era pessoalmente muito criativa e aberta. Não teve problemas para gravar um disco relativamente inovador com Raul Seixas, Sérgio Sampaio e Edy Star em 1971, chamado Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10.

Alma da Festa tornou-se no seu disco mais conhecido, e também o mais encontrado na Internet.

Juntamente com Marcix (compositora, vocalista e produtora cultural) compôs a música "Salve Rainha", homenagem a Chico Mendes.