quinta-feira, 21 de setembro de 2017

                                                       
Maria José da Silva, conhecida com Zeza do Côco,  começou a dançar o coco roda de raízes aos cinco anos de idade, quando acompanhava seus pais nas tapagens das casas de taipa, em fazendas Zona da Mata Alagoana. Nora da saudosa Mestra Hilda, em 1975 participou da fundação do grupo de pagode “Comigo Ninguém Pode” como brincante até aperfeiçoar seus conhecimentos na arte.



Aprendeu muito ao lado da mestra Hilda Maria,  durante anos que dividiu o palco nas participações e apresentações em festivais culturais em Alagoas, Ceará, Paraíba e Pernambuco. Para as pessoas de talento a cultura popular oferece condições de dias melhores e reconhecimento. O Pagode “Comigo ninguém pode”, do bairro de Bebedouro é mais uma tradição de Alagoas que nasceu nos bairros da capital.



Mestra Zeza do Côco, nasceu em 10.07.1955, em Cajueiro,município situado na Zona da Mata,Mesorregião Leste,do estado de Alagoas, a terra que tem orgulho de oferecer a cultura popular mestres do guerreiro, do côco e embolada, além da beleza do seu artesanato. Como reconhecimento de seu valor foi contemplada como Patrimonio Vivo de Alagoas e teve seu registro no Livro de Tombo nº 05, à folha 26 frente, a partir de 01 de outubro de 2015, conforme a Lei nº 6.513, de 22 de setembro de 2004, alterada pela Lei nº 7.172, de 30 de junho de 2012

quarta-feira, 20 de setembro de 2017


Curta-metragem revela paisagens sonoras criadas por Erasto Vasconcelos

Produzido com incentivo do Funcultura, filme foi realizado pela Produções Ordinária através da técnica de stop motion.


Reprodução/Filme
Fazenda Rosa se debruça sobre a paisagem sonora composta pelo poeta olindense e pouco conhecida pelo público em geral
A obra do músico Erasto Vasconcelos ainda é desconhecida pra muita gente, e é consenso entre o meio artístico que há ainda muito a ser explorado. Neste sentido, o curta-metragem Fazenda Rosa, realizado pela Produções Ordinária, com incentivo do Funcutura, coloca a obra do poeta olindense em evidência ao fazer um recorte da paisagem musical do artista através da técnica do stop motion. O filme segue inscrito em diversos festivais de animação do país, e em breve terá sua data de lançamento anunciada.
Fazenda Rosa se debruça sobre a paisagem sonora composta pelo poeta na primeira das fases da música Pio tagarela. “Na primeira, o poeta evoca a fauna e a flora de um lugar chamado Fazenda Rosa, os bichos do dia e da noite, os peixes do rio, os pássaros e bichos do mangue”, afirma a sinopse do filme. A música originalmente é dividida em três partes (Pio tagarela, Cantigas de roda e Nau catarineta) e tem duração de 49 minutos.
A diretora do filme, Chia Beloto, conta que a produtora nasceu a partir de um grupo que se conheceu na Faculdade AESO quando ainda existia por lá o curso de Animação, em 2011. “A gente tinha um professor que nos apresentou o Erasto Vasconcelos e na ocasião foi feito um convite pra que fizéssemos um clipe de alguma música dele. A princípio, ele queria outra, mas contamos que éramos apaixonadas pelo Baile Betinha e ele topou fazer na hora”, explica a diretora do curta.
Depois desse projeto, a equipe foi se envolvendo com Erasto, que abriu sua vida e, numa das conversas, apresentou um livro que havia feito nos anos 70, o Cantigas de Roda. “Ele mostrou um exemplar que tinha produzido artesanalmente, acompanhado de um disco, e ficamos impressionadas com todo esse enredo que ele tinha na cabeça dele. Daí tivemos a ideia de fazer esse trabalho audiovisual e ele participou de toda a fase inicial, da inscrição do projeto até a idealização do roteiro. Mas quando a ideia foi aprovada no Funcultura ele já estava abatido e sua participação ficou mais limitada, mas sempre dávamos feedbacks pra ele”, detalha Chia Beloto.
Reprodução/Filme
Na primeira, o poeta evoca a fauna e a flora de um lugar chamado Fazenda Rosa, os bichos do dia e da noite, os peixes do rio, os pássaros e bichos do mangue”, afirma a sinopse do filme
Para a diretora do curta, Fazenda Rosa é uma obra muito extensa, um pouco deixada de lado. “Este trabalho é apenas um pequeníssimo recorte da larga trajetória artística de Erasto. Meu sonho é que um dia outros fazedores de artes peguem esse trabalho e o transformem em outras coisas, como musicais e peças de teatro”, opina.
Confira a ficha técnica do curta-metragem Fazenda Rosa:
Animador, Pesquisa e fotografia: Mateus Simon
Arte: Chia Beloto
Produção: Rui Mendonça
Voz, Flauta e trilha original: Erasto Vasconcelos
Edição e Correção de cor: Zé Diniz
Desenho de som e mixagem: Johann Brehmer
Desenho Gráfico: Simone Mendes
Assessoria de mídia: Olivia Souza
Direção: Chia Beloto
Legendagem Descritiva: Acessibilidade.com
Produtora Associada: Carnaval Filmes
Laboratório de Correção de Cor e Mixagem Som 5.1: Porto Digital



Irmã do cangaceiro Jararaca vive em Sertânia, Pernambuco 


Irmã do célebre cangaceiro Jararaca , do bando de Lampião, Quitéria Sá, ou Quitéria Zuza como é mais conhecida no Povoado Moderna, município de Sertânia, Sertão do Moxotó completou cem anos de idade no dia 27 de Outubro. Na celebração do seu centenário de existência houve uma grande festa no Povoado, com música, poesia , entrevistas, conversas, além de muita comida e bebida, é claro.

Antônio Amaral , Cantor e compositor sertaniense, acompanhado da Banda Acordes fez um show de Música e poesia, com participação especial do Poeta Josessandro Andrade. Antônio trouxe músicas como “Cangaceiro”, vencedora do Festival de Música de Afogados da Ingazeira, No final dos anos 1980, na voz de Chico Arruda , acompanhado do Sexteto Tamba, cujo versos musicais certamente lembrarão à aniversariante o seu irmão famoso: 

“ Não tenho a conta dos perigos que passei/Não faço média das vezes que já morri/ um cangaceiro mouro e bárbaro sem lei/ nos altiplanos condoreiros do Sertão/ A cor do sangue é a cor do guerrilheiro/ corpo ligeiro, olhar de corvo fatal/ Bandoleiro de batalhas nas volantes/ aço malhado ,estilhaços de um tiro/ se refez retiro no silêncio da prisão/ (...) Corisco doido, Jararaca Aluvião..”. 



Dona Quitéria Santana é filha de Manuel Leite de Santana, (Mané Zuza) e Maria Luiza de Santana, pais adotivos de Jararaca, que o criaram , Já que o mesmo era filho de um irmão de Mané Zuza. Lúcida, forte, Dona Quite´ria é descrita pelos familares, amigos e conhecidos no povoado pertencente ao Município de Sertânia como uma pessoa espirituosa, bem-humorada.

“Ela Ainda dança e bebe. Aliás sempre bebeu, mas tem uma saúde de ferro”, atesta o Agrônomo Cicero Paulo Sampaio, sobrinho-neto de Quitéria Zuza. “As farras que participei nas festas com ela eram atrativas não pela bebida, mas pela inteligência e sabedoria de Tia Quitéria ”, garante Sampaio.
Há outra irmã do cangaceiro Jararaca, Germana Sá, com cerca de 80 anos. Ela e Quitéria Zuza são as que ainda restam vivas. Haviam ainda José de Sá , Tatái, falecido em 1997 e Félix Sá, que se foi há alguns anos, ambos na casa dos 90 anos, sendo que o último faleceu em um acidente de moto. Todos eles iam anualmente no dia de finados, 02 de novembro, em caravana com outros parentes visitar o túmulo do Irmão em Mosoró-RN. Os irmãos daquele que foi um dos cabras mais valentes do bando de Lampião mantém este costume até hoje.



Além da família, a localidade faz questão de manter o vínculo com o histórico filho do lugar. No Parque aquático Oásis Nordestino, entre suas piscinas há uma estátua do famoso cangaceiro, que jorra água, espécie de bica criativa e o lugar já é ponto turístico da região.

De acordo com O Professor João Lúcio, Secretário de Cultura e Juventude do Município de Sertânia, Jararaca é filho natural da Moderna, povoado pertencente ao município sertaniense, mas foi registrado em Buíque, pelo fato de ser mais próximo o cartório daquela localidade. Mas a vida de Jararaca foi em solo sertaniense, a sua casa ainda está lá, conservada. “Temos todo interesse que o Município de Sertânia estreite esta relação com a Memória de Moderna e a trajetória de Jararaca. Todo isto é História”, afirma João.



Segundo ele está sendo mantido entendimento com o agrônomo Cicero Paulo Sampaio, que é Secretário de Agricultura do município para estudar a possibilidade de instalação de um ponto de memória, na Casa de Jararaca, um espécie de Museu do cangaceiro e suas origens, que se confundem com as raízes de Moderna. Cícero Paulo é proprietário do espólio de Jararaca, casa e terra. Cicero Paulo, que é um entusiasta do turismo rural, acrescenta que já estiveram no local, pesquisadores do Rio Grande do Norte, que fotografaram a casa, filmaram o local e entrevistaram dona Quitéria Sá e outros parentes.


                                                          Cangaceiro Jararaca

Créditos para Danilo David Carvalho

terça-feira, 19 de setembro de 2017


Equipamentos culturais do Estado integram-se à programação da 11ª Primavera dos Museus

O evento, que acontece em 932 instituições museológicas de todo o Brasil, começa na segunda-feira (18) e contará com uma série de atividades em nosso Estado.


Divulgação
Os museus carregam muitas memórias que necessitam ser preservadas e reveladas à população. É com essa ideia, que o Governo do Estado, através da Secult-PE/Fundarpe, integra-se à programação da 11ª Primavera de Museus. Promovido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), o evento, que começa na segunda-feira (18) e segue até o dia 24/9 (domingo), propõe-se a debater neste ano o tema: Museus e suas Memórias.
De acordo com a presidente da Fundarpe, Márcia Souto, um dos objetivos da ação é fazer com que os museus possam refletir, junto com os grupos sociais presentes nos territórios nos quais estão inseridos, sobre os processos e resultados de sua própria constituição e produção. “Precisamos valorizar cada vez mais a memória institucional dos museus e entender que seus patrimônios não se constituem apenas de edifícios e acervos, mas também de memórias e histórias que resultam através do trabalho museológico, como as exposições e as interações com o público”, destaca a gestora.
Em Pernambuco, quatro instituições vão participar da ação: Museu do Trem/Estação Central CapibaMuseu de Arte Sacra de PernambucoMuseu Regional de Olinda (Mureo)Museu do Estado de Pernambuco (MEPE). Na programação, estão previstas exposições, oficinas, mesas redondas e visitas monitoradas. Confira as atividades:
MUREO
O Museu Regional de Olinda (Mureo) participa da programação da 11ª Primavera dos Museus, com a realização da palestra “Evolução Urbana da cidade de Olinda”, que acontece na terça-feira (19), às 19h. Os professores Alexandre Alves Dias e Flávio Dionísio comandarão a atividade, que tem acesso gratuito. Além disso, o público poderá conferir a exposição permanente do acervo do equipamento cultural, que é composto por mobiliários, pinturas, louças, pratarias e peças de grande valor histórico para a vida social, religiosa e política da cidade. Ainda, possui um conjunto raro de peças de arte sacra do século 17 e 18 em terra-cota e madeira. A visitação à mostra pode ser feita de terça a sexta-feira, das 9h às 17h.
MEPE
O Museu do Estado de Pernambuco (MEPE) se integra ao evento com as exposições: “Pernambuco: Territórios e Patrimônio de um Povo”, que, com curadoria de Raul Loudy e Renato Athias, conta toda a história do Estado, a partir do acervo do MEPE; “Precisão e Acaso”, que reúne obras produzidas durante uma década do artista plástico José Patrício. Na quarta-feira (20), das 14h às 15h, haverá um debate interativo da mostra “Pernambuco: Territórios e Patrimônio de um Povo”, com os idealizadores da mostra.
MASPE
O Museu de Arte Sacra de Pernambuco está com uma série de atividades programadas para a 11ª Primavera dos Museus. Dentre elas, a inauguração da exposição “Olinda Judaica”, do artista plástico Onildo Moreno, na terça-feira (19), às 15h; a oficina de relaxamento “Shiatsu e Do-In”, com Gustavo Cauás, na sexta-feira (29), das 10h às 12h. As vagas são limitadas e os interessados em participar podem se increver pessoalmente no equipamento cultural ou através do e-mail: educativomaspe@hotmail.com. Cada participante deverá contribuir com um quilo de alimento perecível ou uma colônia de bebê ou um desodorante spray, que será destinado a uma entidade beneficente. O público também pode visitar a exposição permanente da instituição, que, composta por obras do século 17 ao século 20, narram arte, história e a tradicional e peculiar fé, presente na nossa cultura.
MUSEU DO TREM/ESTAÇÃO CENTRAL CAPIBA
Na segunda-feira (18), às 14h, haverá uma oficina gratuita de Teatro e Oficina de Mamulengo. Na terça-feira (19), às 10h, está programado o “Jogo da Memória”, voltado para estudantes da rede estadual de ensino. Na quarta-feira (20), a programação será marcada pela mesa-redonda “Museologia, Sustentabilidade e Economia Criativa”, que começa às 14h. O projeto Cinema em Película exibirá na quinta-feira (21), às 15h, o curta-metragem “Visão Apocalíptica do Radinho de Pilha”, dirigido pelo cineasta Fernando Monteiro. Já na sexta-feira (22), haverá visitas guiadas, às 10h e às 15h, à exposição permanente da instituição “Chegadas e Partidas: a Memória do Trem de Ferro em Pernambuco”. As atividades são gratuitas. Para participar da mesa-redonda, basta passar uma mensagem para o e-mail programacaomt@gmail.com. Já para as atividades da segunda e terça-feira, os interessados devem demonstrar interesse pelo endereço eletrônico: educativomt@gmail.com.
Sobre o evento 
A 11ª Primavera dos Museus terá a participação de 932 instituições museológicas brasileiras, o maior número desde a criação da temporada nacional de eventos em 2007. Para esta edição, estão cadastradas mais de 2,5 mil atividades culturais em 417 cidades de 25 Estados e Distrito Federal. A programação completa está disponível aqui.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Fábio Smith

Fábio Antônio de Albuquerque Smith nasceu na Paraíba em 1952, onde vive até hoje. Durante 22 anos de sua vida trabalhou como bancário e atualmente está aposentado desta função. Sua trajetória artística teve início no ano de 2003. Fábio Smith é um ceramista muito respeitado pelo seu trabalho artístico, o qual é pautado, sobretudo pela cultura nordestina.

 Fábio Smith. Foto autoria desconhecida

Fábio Smith. Foto autoria desconhecida

A obra de Fábio Smith é ao mesmo tempo popular e contemporânea (definição do próprio artista). Suas peças retratam cenas, personagens, usos e costumes do povo nordestino, como as danças típicas do Nordeste: o côco de roda, o reisado, o bumba-meu-boi, o forró, o xaxado, a ciranda, entre outros. Além disso, algumas de suas peças representam personagens da obra de escritores brasileiros, como Graciliano Ramos, Manuel Bandeira e Monteiro Lobato. Outra serie de bastante sucesso foi a “série namorados”, onde o artista retrata um casal de namorados em cenas muitas vezes “picantes”.

 Fábio Smith, Folia de Reis, cerâmica. Reproduçao fotográfica do site do artista.

Fábio Smith, Xaxado, cerâmica. Foto autoria desconhecida.

 Fábio Smith, Trio de forró, cerâmica. Foto autoria desconhecida.

 
Fábio SmithRoda de coco, cerâmica. Reproduçao fotográfica CODATA - Governo da Paraíba.


Fábio Smith, Série Namorados, cerâmica. Reproduçao fotográfica Artes do Imaginário Popular, 

O artista utiliza a técnica de placas para produzir suas peças. A queima do barro é feita em forno a gás, o qual é extraído no distrito de Alhandra, litoral sul da Paraíba. Para a pintura das peças, Fábio Smith desenvolveu uma técnica para as cores que utiliza engobe com variados barros coloridos, uma técnica semelhante à utilizada por alguns artesãos do Vale do Jequitinhonha-MG.

As peças de Fábio Smith fazem parte de acervo de colecionadores particulares no Brasil e no exterior e de alguns museus brasileiros, como: a Casa do Artista Popular (João Pessoa-PB) e o Museu de Arte Popular do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro-RJ).

O artista já recebeu várias menções honrosas em feiras e exposições pelo Brasil, dentre elas o Salão Nacional de Cerâmica, realizado pelo Museu Alfredo Andersen de Curitiba-PR, onde em 2008, Fabio Smith recebeu menção honrosa pela peça “Poeta de Feira” e em 2010 pela peça “Os amores de Jackson” (referência a Jackson do Pandeiro). Fabio realizou sua primeira exposição individual “Celebrações e ofícios do popular” em 2008 no Espaço de Arte da Justiça Federal em João Pessoa-PB. No currículo também guarda várias exposições coletivas pelo Brasil.

 Fábio Smith, Poeta de feira, cerâmica. Foto Marcelo Pereto, Reproduçao fotográfica Vila do Artesão  PB (www.viladoartesao.com.br).

 Fábio Smith, Amores de Jackson, cerâmica. Reproduçao fotográfica do site Babel das Artes (http://www.babeldaartes.com.br ).

Fábio Smith dirige um ateliê coletivo, onde ensina sua arte para jovens e idosos da comunidade da Praia do Poço, Cabedelo-PB.

As peças de Fábio Smith podem ser adquiridas no seu ateliê, na Vila do Artesão (praia de Jacumã, Conde-PB), na Babel das Artes (João Pessoa-PB) e na feira de artesanato de Cabedelo-PB (Paria do Jacaré). Em Pernambuco, há peças do artista na loja Artes do Imaginário Brasileiro, Alto da Sé em Olinda.

Contato com Fábio Smith:
Rua Vitorino Cardoso 366- Praia do Poço
58310-000, Cabedelo-PB
Tel: (83) 3250-2047 / 8780-5925
Site: www.fabiosmith.com

Fábio Smith, Burrinha Calú, cerâmica. Coleçao pessoal.

 Fábio Smith, Nome da peça desconhecido, cerâmica. Coleçao pessoal.

 Fábio Smith, Guardiao, cerâmica. Coleçao pessoal.

Fábio Smith, Boi de Reis, cerâmica. Reproduçao fotográfica do site do artista.

Fábio Smith, O beijo da Sebastiana, cerâmica. Foto autoria desconhecida.

Fábio Smith, Casal retirante, cerâmica. Reproduçao fotográfica CODATA - Governo da Paraíba.

Fábio Smith, Casal coco-de-roda, cerâmica. Foto autoria desconhecida.

domingo, 17 de setembro de 2017

Chico Amaral e banda - Especial Sesc Palladium - Noturno - Parte 1


                   CHICO AMARAL

Mais conhecido como letrista do Skank, Chico Amaral começou sua carreira em 1979, no conjunto de choro Naquele Tempo, quando tocou com Altamiro Carrilho e Cartola.

Além do Skank, participou do trabalho de vários artistas, em shows ou discos. Tocou guitarra com Marcus Viana em seu grupo Sagrado Coração da Terra; gravou com Lulu Santos no disco “Assim Caminha a Humanidade”; tocou em show com Jorge Benjor. Participou, como convidado, de apresentações de Nivaldo Ornelas.


Como compositor foi gravado por diversos nomes da MPB, como Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Cidade Negra. Vários artistas mineiros também gravaram suas músicas – Alda Resende, Angela Evans, Amaranto, Anthonio, Kadu Viana, Marina Machado, Maurício Tizumba, Regina Sousa entre outros.

Chico Amaral compôs com muitos artistas, além de Samuel Rosa. Entre seus parceiros estão Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Ed Motta, Totonho Villeroy, Affonsinho, Flávio Henrique, Leo Minax e Juarez Moreira.


Em 2002 gravou um CD instrumental, intitulado "Livramento", em parceria com Flávio Henrique com a participação de Milton Nascimento, Ed Motta e Marina Machado em faixas cantadas. Ainda em parceria com Flávio, co-produziu o CD “Baile das Pulgas” da cantora Marina Machado.

Uma de suas parcerias com Milton Nascimento, "Pietá", foi indicada para concorrer como melhor canção no Grammy latino de 2003. Ganhou o prêmio Multishow para a melhor canção de 2004, com a música “Vou Deixar”, em parceria com Samuel Rosa. Em 2005 compôs a trilha e o CD “Identidades” para o Grupo Corpo, no projeto Corpo Cidadão e produziu o CD “Aquele verbo agora” do artista Vander Lee com participações especiais nos shows de lançamento, CD que concorreu à indicação de melhor do ano, pelo Prêmio Tim de Música.


Em 2006 compôs, com Milton Nascimento, a canção “Balé da Utopia”, para filme de Marcelo Santiago. Compôs também, com o Skank, o último CD da banda, intitulado “Estandarte”. Foi um dos entrevistados no livro “Palavras Musicais” de Paulo Vilara, juntamente com os letristas Fernando Brant, Márcio Borges e Murilo Antunes.


Ganhou como saxofonista o prêmio de melhor instrumentista do concurso BDMG para compositores de música instrumental, edição 2007.

Sua parceria com Leo Minax na música “Tempo de Samba” entrou para a trilha do filme “Pudor”, produção espanhola de Tristán Ulloa e David Ulloa, com a letra original em português. No CD Singular esta música foi regravada com versão em espanhol.


Participou como integrante e solista da Big Band de Maria Scheneider na apresentação do Festival de Jazz de Ouro Preto "Tudo é Jazz", em setembro de 2007. Em dezembro de 2007 lançou o DVD “Hotel Maravilhoso” em parceria com Marina Machado e Flávio Henrique, uma produção de Ivan Caiafa.

Atualmente segue realizando shows do cd Singular e tocando em outros trabalhos instrumentais.