segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Webdocumentário “Camará Cantará” retrata cena musical da cidade de Camaragibe

A música de Camaragibe, município situado na Região Metropolitana do Recife, entra em evidência no webdocumentário “Camará Cantará: música enquanto elemento de articulação e brincadeira ancestral”, que estreia no Portal Embrazado, na próxima segunda-feira (30). O trabalho é resultado da convocatória Correspondentes Embrazado, que elegeu a jornalista e artista Kalor como representante pernambucana. Ela convidou o arteducador e músico Bicicastelo e o editor Gabriel Araújo (Gibxlv) para fazer uma verdadeira viagem pelas sonoridades do território onde os três vivem. O curta-metragem reúne entrevistas de mais de dez trabalhadores da música, entre grupos e artistas solo, intérpretes, compositores e instrumentistas: Lia de Camaragibe, Brenda Guimarães, Mestre Ligeirinho e o Boi dos Dendê, formado junto à sua família: a mãe Cícera, seu irmão Sandro, seu filho Dimas e o sobrinho, Pedro. Há também depoimentos de Maicão, poeta Malunguinho, Cidra, Jack, Rick e PL, além de contemplar registros disponíveis na internet de Mestre Zé Negão, Mestre Dudé, Urso Mimoso de Camaragibe, Alex Monte, Z Alterado e MC Reino. Perspectivas diversas em gênero, faixa etária e cenas musicais dialogam entre si, a partir das perguntas elaboradas por Kalor e Bicicastelo sobre a relação da música com ancestralidade, território, brincadeiras e articulações. Ficou a cargo de Gibxlv dar a liga na montagem do vídeo, que conta também com imagens de arquivo encontradas nas redes sociais dos artistas e produzidas pela cena audiovisual agregada às produções musicais. Todo o processo foi acompanhado por Rodrigo Édipo, editor do portal Embrazado, e Igor Marques, um dos fundadores do projeto e também responsável pela finalização do vídeo. “A gente está próximo de fechar o ciclo do projeto do Portal Embrazado com a Petrobras como patrocinadora. Com esse filme, sinto que o projeto está se encerrando em expansão”, destaca Édipo, que foi responsável por coordenar editorialmente os conteúdos trabalhos em quatro capitais do Brasil, sendo Camaragibe a única cidade suburbana contemplada na convocatória. “É valioso perceber que a periferia é o novo centro, a partir do momento que nos colocamos como eixo e passamos a valorizar a trajetória de artistas que transformam com a música suas próprias realidades e consequentemente a realidade da nossa cidade”, finaliza Kalor, que mora em Camará desde que nasceu. Para conferir o vídeo, acesse: www.portalembrazado.com.br. Serviço Lançamento do filme “Camará Cantará: música enquanto elemento de articulação e brincadeira ancestral” Quando: 30 de agosto de 2021 (segunda-feira) às 18h

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

SOCIEDADE DOS BACAMARTEIROS DO CABO REABRE O MUSEU OLIMPIO BONALD

Após uma pausa nas atividades, por conta das restrições impostas pela pandemia da Covid-19, o único museu de bacamarteiros do mundo reabre suas portas para visitação. Trata-se do Museu Olímpio Bonald de Bacamarte (MOBBAC), localizado no centro do Cabo de Santo Agostinho, administrado pela Sociedade dos Bacamarteiros do Cabo (SOBAC), Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco. Aberto em 2016, o MOBBAC foi reconhecido em sua iniciativa, por meio de uma Menção Honrosa por Preservação da Memória Cultural de Pernambuco, no Prêmio Ayrton Almeida de Carvalho, em 2017, realizado pela Secult-PE/Fundarpe. O museu detém um acervo iconográfico que remonta os primeiros anos do bacamartismo no século passado, além de objetos relacionados ao movimento, como bacamartes de várias épocas, pilão de pólvora e ronqueira, e conta com a mediação dos próprios bacamarteiros e bacamarteiras, afirmando seus objetivos de museu comunitário. ATIVIDADES - Além da reabertura do Museu Olímpio Bonald de Bacamarte, estão abertas as oficinas de pífanos, que já formou mais de trinta pifeiros no município, bem como a de Canto Coral Regional, que alimenta o Coral Boca de Bacamarte da SOBAC. Os interessados em participar podem se inscrever pelo número: (81) 99750-3564.
“Queremos que o visitante tenha contato direto com nossa expressão, podendo captar não só o visível aos olhos, mas o que permeia nossa paixão po
este folguedo sesquicentenário”, conta Ivan Marinho, que coordenas as atividades da SOBAC. O MOBBAC reabre com incentivo, através de Termo de Fomento, da Secretaria de Cultura do Cabo de Santo Agostinho. Serviço Reabertura do Museu Olímpio Bonald (MOBBAC) Funcionamento: de quarta-feira a sábado, das 09h às 16h, com intervalo de 12h às 13h para almoço; e domingo, de 8h às 12h. Endereço: R. Vigário Batista, 157, Centro – Cabo-PE (em frente ao antigo Mercado de Farinha). Contato pelos números: (81) 9.9451-9085 ou (81) 9.9750-3564

AULA-ESPETÁCULO SALVE OS CABOCLOS DE LANÇA ! CIRCULA POR SEIS CIDADADES PERNAMBUCANAS

Para comemorar 50 anos de sua resistência cultural, o Maracatu de Baque Solto Leão de Ouro, fundado em 10 de dezembro de 1970, no município de Condado, na zona da Mata Norte, irá realizar uma circulação por seis cidades com o projeto Aula-Espetáculo Salve os Caboclos de Lança!. Durante a Semana do Folclore, as comunidades escolares da Rede Estadual de Ensino das quatro macrorregiões (Metropolitana, Mata, Agreste e Sertão) receberão apresentações gratuitas que possibilitará o contato direto com a riqueza da diversidade cultural do Estado. O projeto conta com incentivo do Governo de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura.
A aula-espetáculo contará com uma apresentação de terreiro, interação com o público presente e explanação dos elementos que compõem a manifestação cultural: personagens principais, trajes, manobras e musicalidade. As figuras representativas do Maracatu de Baque Solto, o Caboclo de Lança, personagem central nas apresentações; o Mestre entoando loas em marcha, sambas e galope acompanhado do Terno (orquestra de sopro e percussão); e com os caboclos, dama do paço, rei/rainha, baianas e arreiamás exibirão suas manobras numa apresentação emocionante e cheia de surpresas
O projeto, na perspectiva de promover um intercâmbio artístico, irá em cada município visitado contar com a participação de um grupo cultural local, além de garantir a acessibilidade às pessoas com deficiências a participarem efetivamente da atividade. Em tempo de pandemia da Covid-19, é importante salientar que as escolas e instituição que irão receber a circulação estarão respeitando todos os protocolos de segurança sanitárias, inclusive, os integrantes do Maracatu assim como a equipe de produção, estão todos vacinados. Programação da Aula-Espetáculo Salve os Caboclos de Lança!, com o Maracatu de Baque Solto Leão de Ouro Escola Santa Cristina / Assentamento Luiza Ferreira Condado – Zona Rural / Mata Norte Interação artística: Repentistas / Andrade Pessoa e Manoel Miguel 23/08/2021 – segunda-feira / 16h EREM Santos Cosme e Damião Igarassu / Metropolitana Norte Interação artística: Boi de Carnaval / Grupo Ariano Suassuna 23/08/2021 – segunda-feira / 19h EREM Pedro Tavares Camutanga / Mata Norte Interação artística: La Ursa / Grupo Recreart 24/08/2021 – terça-feira / 10h Apresentação Especial: Contrapartida Social Instituto Padre Luis Cecchin Limoeiro / Agreste Setentrional 24/08/2021 – terça-feira / 15h ETE Maria José Vasconcelos Bezerros / Agreste Central Interação artística: Papangu / Grupo de Dança Folcpopular 25/08/2021 – quarta-feira / 10h EREM Alfredo de Carvalho Triunfo / Sertão do Pajeú Interação artística: Caretas / Treca Alto Astral 26/08/2021 – quinta-feira / 10h

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

SITE REÚNE ACERVO DE ARTESÃOS DE GOIANA.

Está no ar o site Homens de Barro que, por meio dos recursos do Funcultura, reúne o acervo de artistas da cidade de Goiana, localizada na Zona da Mata Pernambucana: Adilson Vitorino, Edvaldo Manoel, Gersino Santos, Luiz Carlos e Tog.
A página é fruto de uma pesquisa desenvolvida pela produtora 9 Oitavos que ao longo de três anos realizou um recorte do universo de ceramistas do município e selecionou cinco artistas e suas obras. ”A proposta inicial era realizar residências observacionais nos ateliês dos artistas e através disso traçar um relato sobre a vivência próxima aos processos de produção dos artistas, mas com a pandemia, foi necessário diminuir o tempo de presença e estabelecer o diálogo e aproximação por outros meios”, afirma Saulo Ferreira, coordenador da pesquisa. ” A ideia é que em uma próxima edição da pesquisa possamos adicionar mais informações de outros artistas da cerâmica figurativa de Goiana ao site, o universo é muito amplo e com artistas de várias gerações, nosso objetivo é ampliar o máximo espectro”, diz Caio Dornelas, produtor do projeto.

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

PAULO RAFAEL

Lamentamos a morte do músico Paulo Rafael, de 66 anos. Sua passagem ocorreu na madrugada desta segunda-feira, dia 23 de agosto, por complicações no fígado causadas pelo câncer. Paulo Rafael foi um dos maiores representantes da geração udigrudi do Estado. Instrumentista inquieto e extremamente técnico, ele fez parte da formação original da banda Ave Sangria, referência do rock psicodélico brasileiro, e acompanhou por décadas o cantor Alceu Valença, além de participar de inúmeros projetos artísticos em quase 50 anos de carreira.

CAIS DO SERTÃO INTEGRA - SE À PROGRAMAÇÃO DA 14ª SEMANA DE PATRIMÔNIO CULTURAL DE PERNAMBUCO

Chico Andrade/Setur/EmpeturChico Andrade/Setur/Empetur O Centro Cultural Cais do Sertão celebra nesta semana o afeto e a memória, tema da 14ª Semana de Patrimônio Cultural de Pernambuco, organizada pela Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE) e Fundarpe. As ações continuam, por enquanto, centradas nas plataformas digitais do Cais. O museu oferta, para a vivência do tema, o lançamento da websérie “Afetos do Cais”, que contará com depoimentos de artistas e acadêmicos, além dos webinários, lives temáticas e homenagens aos patrimônios vivos do Estado. A nova websérie “Afetos do Cais” abordará a importância da arte e dos equipamentos culturais para a manutenção afetiva da sociedade. “Afetos” contará com três episódios e participações especiais. No primeiro episódio, o pesquisador da obra e vida de Luiz Gonzaga, Paulo Vanderley, analisa a importância do Rei do Baião para a cultura nordestina. A série segue explorando os afetos e memórias com depoimentos da produtora cultural Karina Hoover sobre Cafi e do cineasta Marcelo Gomes sobre o cinema e o filme produzido para o Cais, “Um dia no Sertão”. Os vídeos podem ser assistidos no perfil do Instagram @caisdosertao.
Já a série “Patrimônios Vivos de Pernambuco” homenageia o trabalho afetivo do fotógrafo e artista plástico pernambucano, Cafi. O artista, entre as décadas de 1970 e 1990, colaborou com inúmeros músicos nacionais (Alceu Valença, Milton Nascimento, Nana Caymmi entre outros) na criação de capas de discos – ao todo, Cafi clicou mais de 260 álbuns. Para o Cais, o trabalho de Cafi pode ser contemplado na exposição fixa “O Sorriso do Sertão”. O especial pode ser conferido no perfil do Instagram do museu @caisdosertao. “O afeto e as memórias nos guiaram durante toda a vida. Neste período de pandemia, foi crucial reviver todos os sentimentos e trazer as lembranças para o presente. A cada debate virtual, playlists e vídeos especiais sobre o acervo do Cais do Sertão, reacendeu em nós a necessidade de discutir o poder da arte, da cultura, da memória e dos afetos, além de promover ao turista que visita o museu, acolhimento, reconhecimento e esperança”, pontua a gestora do Cais, Maria Rosa Maia. faixa semanal Papo de Museu, que recebe museólogos e gestores museais, dá continuidade à missão de refletir e analisar sobre a importância dos espaços culturais na contemporaneidade. Sob o tema “O afeto na concepção do Museu Luiz Gonzaga de Dom Quirino”, o quadro recebe o idealizador do espaço dedicado ao Rei, Pedro Lucas Feitosa. O bate-papo terá mediação do educador do Cais Sandro Santos e será transmitido via Instagram, a partir das 17h. O debate sobre os afetos e as memórias para a produção artística se estende para webinário transmitido no canal do YouTube do Cais. A repórter fotográfica Priscilla Buhr, a mestra em design e diretora do Proa Cultural, Maria Chaves, e a jornalista Roberta Guimarães analisam os encontros entre a fotografia, a memória e o afeto em debate promovido pelo museU.
Para adentrar à narrativa proposta pelo Cais nas plataformas digitais, o museu estende os conceitos de afetividade cultural em visitação ao acervo, que remonta a música de Luiz Gonzaga e a vida no Sertão de Pernambuco. O centro cultural segue aberto ao público nas quintas e sextas-feiras, das 10h às 16h, e sábados e domingos, 11h às 17h. Os ingressos custam R$10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada). O Cais do Sertão é um equipamento turístico-cultural gerido pelo Governo do Estado de Pernambuco, Secretaria de Turismo e Lazer e Empetur. Fonte:Portalcultura PE

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

A RESISTÊNCIA FISICA DOS HOMENS DO CANGAÇO

Artigo de Luiz Luna, publicado no Diário de Notícias (RJ) em 09/07/1961 O que impressiona nesses homens (tanto soldados como cangaceiros) é a extraordinária resistência física. Levando vida de nômade, vencendo quilômetros e quilômetros na caatinga adusta, subindo e descendo serras e tabuleiros, enfrentando e dominando a hostilidade violenta dos carrascais agressivos, resistiam a tudo. Não consta (procuramos, inclusive, investigar o caso, através de depoimentos de participantes e contemporâneos) que um só cangaceiro ou soldado das “volantes” houvesse morrido de outra enfermidade, a não ser em consequência de bala. Muitos, porém, entre eles o próprio Lampião, diversas vezes alvejado, sobreviveram aos ferimentos, alguns graves, sem contudo receberem assistência médica adequada.
Os meios de tratamento e as condições de higiene eram, como se pode imaginar, os mais precários e rudimentares. Na época, desconhecia-se o poder das sulfas e dos antibióticos e os cangaceiros, por sua vez, não se davam ao luxo de procurar médicos ou mesmo farmacêuticos para curar as suas feridas. O tratamento fazia-se entre eles, com o conhecimento que tinham de medicina caseira e outros que as necessidades ensinavam. Para estancar o sangue, usavam pó de café, mofo e até excrementos de gado empregavam para fazer sarar os ferimentos. Ervas ditas medicinais, que brotam espontaneamente nos baixios e vazantes, eram largamente usadas. Havia também as rezas, invocadas profusamente para curar todos os males do corpo e da alma. Os curandeiros proliferavam por toda a zona sertaneja, como de resto acontecia em todo o Nordeste, sempre desprovido de assistência médica. Curiosos, dotados de extraordinário dom de improvisação e imitação do homem nordestino, encontram-se com facilidade em todos os recantos da região. Lampião mesmo era um deles. Servia de parteiro às mulheres do bando, como já assinalamos neste trabalho, e também encanava braços e pernas, fazia pequena cirurgia e tratava dos ferimentos dele e dos companheiros.
Eram, pois, fisicamente fortes os homens envolvidos nas lutas do cangaço e isso está comprovado pela resistência orgânica que demonstraram em tantos anos de campanha cruenta. Tanto os cangaceiros como os soldados das “volantes” eram, em geral, tipos longilíneos, magros, mas de compleição atlética. Os tipos brevilíneos do litoral e da zona da mata, quando alistados na Polícia Militar, nunca eram destacados para as forças “volantes”, integradas de preferência por homens da área sertaneja, mesmo porque muitos deles se tornavam soldados com o fim deliberado de perseguir cangaceiros, por motivos de vingança, decorrentes, da maioria das vezes, de brigas entre famílias. Muitos desses soldados, homens bravos e decididos, atingiram o oficialato, como é o caso do coronel Manuel Neto, major Manuel Flor, capitão Guedes e tantos outros, cujas promoções se deram sempre por atos de bravura. Naturalmente que a alimentação sóbria e mais sadia do que a dos nordestinos das demais zonas, influiu de modo considerável na resistência orgânica do homem do sertão. Talvez repouse nisso o segredo da resistência física do cangaceiro e do soldado das “volantes” ao enfrentarem condições tão adversas em suas constantes lutas e andanças.
Não nos consta que houvesse um cangaceiro ou um soldado (pelo menos nunca os vimos nem os soubemos assim) que apresentasse o tipo adiposo que geralmente encontramos na área do açúcar ou que apresentasse, como é comum na faixa verde dos canaviais, sintomas de certas doenças, que costumam deixar as marcas da sua destruição nas pernas inchadas, no ventre empanzinado (a chamada “barriga” d’água) ou nas feridas, como “boba” e “boqueira”, enfermidades facilmente encontradas na população do Nordeste açucareiro. No sertão, não se vê o tradicional homem pequeno e amarelo do litoral e da zona da mata, de pernas bambas e barriga grande, que o folclore glosou na faixa rural do município de Goiana, em Pernambuco: “Amarelo de Goiana Come sapo com banana.”
O sertanejo é um tipo delgado e enxuto e assim foram os homens que se envolveram nas campanhas do cangaço. Soldados e cangaceiros comiam a mesma comida do sertão, na base do milho e da carne, do leite e da rapadura. Fruta quase não entra na dieta dos sertanejos e muito menos verdura, que ele mesmos costumam dizer que “homem não é coelho para comer folhas”. Os cangaceiros, mais do que os soldados, em vista da ilegalidade da vida que levavam, lutavam com maior dificuldade no setor da alimentação. Como verdadeiros nômades, hoje aqui, amanhã acolá, carregavam o alforje de alimentos, juntamente com o rifle e o bornal de balas. No alforje, levavam carne de sol, geralmente de bode, carne de charque, farinha de mandioca e rapadura; café, bolachas, milho pilado e requeijão, que comiam cru ou assado. Associando o milho ao leite, faziam o cuscuz e o angu e, ao fruto do umbuzeiro, a “umbuzada”, alimento muito apreciado no sertão nordestino.
Nos armazéns e nas feiras, das vilas por onde passavam, nas casas-grandes das fazendas e nos “coitos”, que os acolhiam, faziam a provisão para a boca e para o rifle. Nos bons “coitos”, regalavam-se.
Parte da histórica milícia Nazarena: Gervásio de Souza Ferraz, Raul Ferraz, Manoel Concordio, Manoel Ferraz, Antonio de Belo, Olegario Pereira na Fazenda Curral Novo, Floresta-PE. Comiam carne fresca de boi, de cabrito ou de carneiro e secavam ao sol o restante para o sustento nas caminhadas incertas. Das vísceras do cabrito ou do carneiro, preparavam as deliciosas “buchadas”, que comiam acompanhadas de alguns tragos de aguardente, vinho e cerveja quando encontravam. Mas, com moderação, pois cangaceiro não podia se exceder em bebidas, diante dos perigos a que estavam expostos e que exigiam de sua parte toda atenção e precaução. Lampião, que era infenso ao álcool, mantinha os cangaceiros no regime de pouca bebida e punia severamente os que se excediam.
Com carne e leite frescos, queijo e coalhada, comidos nas fazendas amigas, durante os dias de descanso, os cangaceiros restauravam as energias para novas caminhadas e novos combates. Curioso é que muitos preferiam o leite de cabra ao de vaca e alguns até o de ovelha, que diziam “dar mais sustança e disposição ao corpo”. Acontece que com uma alimentação, aparentemente sem substância, cangaceiros e soldados das “volantes” conseguiram sobreviver às enfermidades que a carência alimentar provoca. Nas fases de maior perseguição, quando não conseguiam se locomover com a relativa facilidade rotineira completavam a dieta com raízes e frutos silvestres, especialmente o piqui e o umbu, sendo que a raiz do umbuzeiro ainda lhes mitigava a sede, dada a grande porcentagem de água, que contém. Não comiam tanto açúcar nem se empanturravam de gordura como os homens do Nordeste açucareiro. Com alimentação enxuta, pobre dos molhos que dão sabor especial à cozinha das casas-grandes dos engenhos, mas capaz de equilibrar, relativamente, o metabolismo basal, o cangaceiro, como acontece com todos os sertanejos, conservava o organismo em condições de resistir às constantes perdas de energias, que as suas ingentes atividades provocavam.
Ao pressentirem a época das grandes estiagens, procuravam locais mais favorecidos, principalmente na região sanfranciscana de Sergipe, onde a seca custa a chegar e, assim, nos “coitos”, que consideravam seguros, aguardavam melhores dias para novas investidas no coração sertanejo. Foi depois de um descanso desses, que Lampião e seus cabras entraram em Queimadas, no sertão da Bahia. Transcritopor Antonio Correia Sobrinho Fonte:Kiko Monteiro-Lampiaoaceso.

sábado, 21 de agosto de 2021

DAÚDE

Maria Waldelurdes Costa de Santana Dutilleux (Salvador, 23 de setembro de 1961), artisticamente conhecida como Daúde, é uma cantora, atriz e modelo brasileira. Filha do tenente do Exército Waldemiro Guilherme Santana (Seu Vavá) e de Maria de Lurdes Costa de Santana. Até aos 11 anos de idade residiu em Salvador, mudando-se então para o Rio de Janeiro com os pais e os três irmãos mais novos. Aos 18 anos, começou a estudar canto no Instituto Villa-Lobos e teatro na Escola Martins Pena.
Formou-se, mais tarde, em Letras - Português e Literatura, pela Universidade Santa Úrsula, do Rio de Janeiro. Atuou em diversos musicais teatrais. Participou do programa "Viva o gordo", na TV Globo. Com seu disco homônimo de estréia (1995) recebeu três prêmios como cantora revelação: "Prêmio Sharp", "Prêmio APCA" e o "Prêmio dos Leitores do Jornal do Brasil". Em 1996 apresentou-se no "Summer Stage Festival", em Nova York. Lançou seu trabalho também no Japão e realizou sua primeira turnê internacional na Europa. Neste mesmo ano, participou do CD do duo 2Toiévsky (Chico Costa e Alexandre Santim) "2Toiévsky canta Caetano", pelo Selo Visom Digital. No ano de 1997 lançou "Daúde "2". Percorreu, com este trabalho, 25 cidades brasileiras e importantes festivais de música da Europa. Em 1999, lançou o CD "Simbora", remix feito a partir das canções de seus dois discos anteriores.
No decorrer de sua carreira, lançou quatro videoclipes e teve 10 músicas executadas em emissoras de rádio de todo o Brasil. Realizou várias turnês pelo Brasil e exterior. Em 2001 foi convidada pelo grupo paulista Funk Como Le Gusta para participar do projeto "Humaitá Pra Peixe", do Espaço Cultural Sérgio Porto, no Rio de Janeiro. No ano de 2002 finalizou em Londres seu novo CD. O disco, produzido por Will Mowatt, traz em seu repertório clássicos da MPB, tais como "Canto de Ossanha" (Baden Powell e Vinicius de Moraes) e "Crioula" (Jorge Benjor). FONTE: http://www.dicionariompb.com.br/daude

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

CURTA- METRAGEM RETRATA TRAJETÓRIA DO BRINCANTE MARTELO

Está disponível no YouTube o curta-metragem “Martelo”. Dirigido por Tiago Delácio, o filme foi contemplado pelos recursos da Lei Aldir Blanc em Perambuco e retrata trajetória de Martelo, um dos brincantes mais antigos do Cavalo Marinho do Estado, que mora na cidade de Condado (Zona da Mata). Aperte o play e confira.

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

JORGE CALHEIROS, POETA MATUTO DE ALAGOAS

Nascido no município de Pilar (a 34 km de Maceió), o cordelista e poeta Jorge Calheiros é patrimônio vivo de Alagoas desde 2011. São 68 anos escrevendo. O interesse pela poesia veio da alma e das coisas que a vida jogava em si. Aos 7, conta Jorge Calheiros, sonhava em conhecer uma escola. Poderia ser qualquer escola. Como estudante, nunca entrou em uma. Aprendia em casa, junto a seis irmãos, quando a irmã Zilda chegava das aulas. Tornou-se alfabetizado assim."Eu chorava e pedia ao meu pai para me deixar entrar na escola. Só que ele dizia que, se eu entrasse, eu teria outro motivo para chorar. Eu nunca poderia entrar na escola de novo, não tínhamos dinheiro para pagar. Meu pai juntou a família e tentamos ver qual dos filhos teria mais sucesso se fosse para a escola. Escolhemos a Zilda. Sete irmãos trabalhavam para que essa minha irmã estudasse e nos ensinasse depois", revelou.À época, Jorge trabalhava ajudando o pai, catando madeira no meio da mata para fazer carvão. Na vida, teve experiências como marceneiro, pedreiro, dono de casa de cópias -foi andarilho no Nordeste para achar emprego.Começou a escrever os cordéis aos 12, ao ouvir as histórias que alguns homens liam à beira de uma fogueira, tarde da noite, após um dia de trabalho. Não sabia que era bom naquilo.
Só descobriu aos 18, numa viagem a Sergipe, quando um homem leu os textos e pagou por eles. Se ganhava dinheiro, tinha talento e precisava investir nele. Naquele tempo, ainda chamavam os cordéis de "livros de histórias". "A poesia, a lenda, era história", definiu Jorge. "Nunca estudei em escolas, mas sempre li muito. Fazer cordel é entender a história do Brasil, do nosso Nordeste, saber contá-la com estética e métrica. Falo sempre que é importante saber contar a desgraça com graça. Por isso, pessoas com mais estudo e condições do que eu vêm e compram minhas obras", disse. É essa vontade e inveja de não ter ido à escola que faz Jorge ajudar estudantes carentes de Alagoas. Ele custeia o material das crianças, "para formar mais pessoas que produzam cultura", para que tenham uma chance como ele teve. Pai de oito filhos e viúvo, Jorge deve à esposa o cordel que mais vendeu. Em uma discussão dentro de casa, a esposa o chamou de feio e ele a chamou de feia. Daí, nasceu "Mulhé Feia". "Preciso só de uma palavra para escrever um cordel. Minha mulher era a mais bonita do mundo, foi meu amor, mãe dos meus filhos, minha companheira", parou, meio emocionado e emendou: "Quando comecei a escrever, ela rasgou o livro três vezes. Fui, escrevi escondido, ganhei três mil reais e dei dois mil a ela, nunca mais reclamou", finalizou Jorge, rindo."Preciso só de uma palavra para escrever um cordel. Minha mulher era a mais bonita do mundo, foi meu amor, mãe dos meus filhos, minha companheira", parou, meio emocionado e emendou: "Quando comecei a escrever, ela rasgou o livro três vezes. Fui, escrevi escondido, ganhei três mil reais e dei dois mil a ela, nunca mais reclamou", finalizou Jorge, rindo.
Calheiros já se apresentou em vários estados do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco. Nas palestras, as pessoas sempre se surpreendem quando ele entra. "Quando veem meu currículo, as pessoas pensam que vou chegar todo bem vestido, de terno e gravata. Aí eu entro, bem simples, converso com todo mundo, roupas confortáveis. É o jeito que gosto." Aos 80 anos, o alagoano Jorge Calheiros recita seus textos com facilidade. Consegue explicá-los fazendo alusão aos ritmos de Luiz Gonzaga, Cara Véia, Caju & Castanha, Teixerinha, por exemplo. Elegante, é ele mesmo quem produz os próprios cordéis. Imprime, recorta, cola e, de vez em quando, até desenha as caricaturas que os acompanham. Sentado em uma cadeira antiga, feita de madeira, e com uma luz fazendo as vezes de luminária, Jorge pega a caneta e tece mais algumas palavras para o próximo cordel. Feito teia de aranha, diz ele, uma palavra puxa a outra e a sustenta. É assim que vive. É por isso que não esquece os textos com o tempo.

terça-feira, 17 de agosto de 2021

VELHO XAVECO

Antônio Coutinho completou 86 anos e é considerado o Velho do Pastoril mais antigo de Pernambuco. Nascido em Bezerros,na terra ds papangus, no Agreste Pernambucano, ele interpreta o Velho Xaveco desde 1978. Foi pupilo de outros velhos que marcaram sua época, com destaque para o Velho Faceta, que gravou o famoso “Papai, eu quero me casar”. Velho Xaveco já foi homenageado do Natal do Recife e é hoje o maior expoente do Pastoril Profano, manifestação cultural que ele conheceu aos 10 anos de idade, quando morava no bairro de Tejipió, no Recife.

sábado, 14 de agosto de 2021

Carlos Moura - Minha Sereia (Maceió, minha sereia)

CARLOA PITA

Começou a carreira em Maceió, nos anos 1970, tocando em matinês com o grupo "Os bárbaros". Mais tarde, integrou o grupo "Vento", no qual passou a compor e cantar suas próprias canções. Em 1980, mudou- se para o Rio de Janeiro e iniciou carreira solo, com forte influência regional, gravando o LP "Reviravolta", do qual se destacou a canção "Minha Sereia". Em 1983, lançou, pelo selo Lança, o LP "Água de Cheiro", no qual gravou as músicas "Cometa Mambembe", "Embolada", "Rota", "Estelar", "Rubi na luz quente", "O trio elétrico e a multidão", "Asa delta", "Água de cheiro", "Brilho e Grandeza", "Mal" e "Choro Matuto". Em 1987, gravou, pelo selo Recarey, seu quarto disco de carreira, "Uma Noite No Café Nice", no qual constaram as músicas "Autumn leaves", "My away
New York, New York", "My melancholic baby", "Chá com torradas", "Adios", "Besame Mucho","Esta tarde vi llover", "Olha", "Pede a ela", "Nada mais", "Meu bem querer", "Vitoriosa" e "Chora coração". Durante a carreira, realizou apresentações em programas de televisão como Som Brasil e Fantástico (TV Globo); Empório Brasileiro (BAND); e Jô Soares Onze e Meia (SBT). Também apresentou-se ao lado de figuras como Dominguinhos, Genival Lacerda, Zé Ramalho e Geraldo Azevedo. Nos anos 1990, fez uma série de shows pelo Canadá.

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

CURTA-METRAGEM RETRATA A TRAJETÓRIA DE MARTELO

Está disponível no YouTube o curta-metragem “Martelo”. Dirigido por Tiago Delácio, o filme foi contemplado pelos recursos da Lei Aldir Blanc em Perambuco e retrata trajetória de Martelo, um dos brincantes mais antigos do Cavalo Marinho do Estado, que mora na cidade de Condado (Zona da Mata Norte). Aperte o play e confira.

PROJETO LANÇA CADERNO DE ERVAS PLANTAS MEDICINAIS DAS ZONA DA MATA NORTE

Entre os meses de fevereiro e abril deste ano, o CHÃ – coletiva da terra desenvolveu o projeto de pesquisa e criação artística “Caderno Ilustrado de Plantas e Ervas Medicinais das Mulheres da Zona da Mata Norte“. Idealizado por Ana Carvalho e Marília Nepomuceno, o trabalho contou com a colaboração e articulação de Helena Tenderini e Luíza Cavalcante, envolvendo mulheres, mães, agricultoras, parteiras e rezadeiras das comunidades de entorno do Sítio Malokambo e Sítio Ágatha, na área rural de Tracunhaém, e da comunidade de Belém, em Paudalho. O projeto se desenvolveu a partir da partilha das histórias de vida dessas mulheres e do reconhecimento de seus quintais, onde habitam uma coleção de ervas e plantas tradicionalmente utilizadas nos seus fazeres de partejar, curar, benzer e rezar. As ações resultaram na produção coletiva de um de caderno ilustrado, que traz as histórias dessas mulheres e suas plantas de cura e proteção. O projeto foi realizado com o incentivo da Lei Aldir Blanc em Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE). Ficha técnica do projeto: Coordenação geral e organização do caderno: Ana Carvalho Pesquisa: Ana Carvalho e Marília Nepomuceno, em colaboração com mulheres da Mata Norte Assistência de produção: Marília Nepomuceno e Joaquim Carvalho Articulação nos territórios: Helena Tenderini (Sítio Malokambo) e Luiza Cavalcante (Sítio Ágatha) Narradoras/pesquisadoras: Bernadete Belarmino da Silva; Carmelita Maria da Silva; Helena Tenderini; Ivaneide Maria (Pôla); Luiza Cavalcante; Maria José da Silva; Nzinga Cavalcante; Vanuze Carmelita da Silva Oficina de desenho e ilustração: Ana Carvalho Ilustrações: Ana Carvalho; Carmelita Maria da Silva; Helena Tenderini; Ivaneide Maria Ribeiro (Pôla); Joaquim Carvalho; Luiza Cavalcante; Malaika Oniilari Tenderini; Maria José da Silva; Nzinga Cavalcante; Vanuze Carmelita da Silva Projeto gráfico: Fernando Ancil Realização: Chã – coletivo da terra; O Praialta Apoio: SÍtio Ágatha; Sítio Malokambo; Marcenaria Olinda Incentivo: Lei Aldir Blanc em Pernambuco, por meio da Secult-PE

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

ESPETACULO INFANTIL ¨ CORDEL ANIMADO¨ OCUPA O TEATRO FERNANDO SANTA CRUZ EM OLINDA,

A dupla Mari e Milla Bigio, que comanda o espetáculo infantil “Cordel Animado”, está de volta aos palcos da cidade. A primeira apresentação aberta ao público acontece no próximo dia 21 de agosto (sábado), às 17h, no Teatro Fernando Santa Cruz, sediado no Mercado Eufrásio Barbosa, em Olinda. As famílias com crianças vão poder assistir ao show do “Cordel Animado”, trazendo lendas brasileiras, celebrando o folclore e estimulando, por meio das histórias, o cuidado e defesa ao meio ambiente. O espetáculo foi selecionado na convocatória de ocupação da pauta do local, todos os protocolos de segurança contra o Covid-19 serão cumpridos, como a obrigatoriedade do uso de máscaras, álcool em gel disponível na entrada do local, ingressos limitados, restritos a capacidade reduzida do teatro, respeitando as medidas de distanciamento. “Será uma oportunidade maravilhosa de reencontro com nosso público. O Cordel Animado é formado pela cordelista Mari Bigio e sua irmã musicista Milla Bigio. Com nove anos de existência, o projeto mistura as narrativas em cordéis infantis com músicas autorais, sonoplastia, técnicas de fantoches, manipulação de bonecos de pano, teatro de sombras e de objetos cênicos, entre outros recursos para garantir a atmosfera lúdica e atrativa para o público de todas as idades. O Cordel Animado é formado pela cordelista Mari Bigio e sua irmã musicista Milla Bigio. Com nove anos de existência, o projeto mistura as narrativas em cordéis infantis com músicas autorais, sonoplastia, técnicas de fantoches, manipulação de bonecos de pano, teatro de sombras e de objetos cênicos, entre outros recursos para garantir a atmosfera lúdica e atrativa para o público de todas as idades. Espetáculo “Cordel Animado” Quando: 21 de agosto de 2021 (sábado), às 17h Local: Teatro Fernando Santa Cruz – Mercado Eufrásio Barbosa (Olinda) Ingressos: R$20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

JOÃO DA LAGOA

João Francisco da Silva, mais conhecido como João da Lagoa, nasceu na cidade alagoana de Girau do Ponciano em 1940. Durante toda sua vida morou na zona rural do município vizinho de Lagoa da Canoa, até a sua morte no dia 29 de junho de 2009, vítima de uma parada cardiorrespiratória aos 69 anos de idade. Filho de agricultores, João da Lagoa sempre trabalhou na roça e começou a esculpir de “brincadeira”, como forma de passar o tempo.
Com seu trabalho João da Lagoa se transformou no principal escultor da região onde morava. Trabalhou a madeira de forma longilínea, com um fazer simples e contemporâneo, embora carregasse a marca do artista de impulso, espontâneo, autodidata. Católico, sua obra teve como principal referência os santos mais populares da Igreja Católica, porém sem o rebuscamento dos santeiros tradicionais. João da Lagoa deixou uma importante obra que pode ser encontrada em importantes coleções particulares de Arte Popular e em museus no Brasil, Portugal e França.

terça-feira, 10 de agosto de 2021

Chapéu Estrelado - Os caminhos de Lampião no Oeste Potiguar Ano: 1927. Lampião, aliado ao jagunço potiguar Massilon Benevides e ao poderoso Coronel cearense Isaías Arruda, tramam a invasão da rica cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Este documentário reúne depoimentos de pessoas que conviveram diretamente com Lampião, algumas na casa dos cem anos, e dos descendentes das vítimas dessa campanha do cangaceiro, além de revisitar em 13 dias, 16 cidades que estão nessa jornada, que começou no Ceará, depois Paraíba e finalmente o Rio Grande do Norte. Um filme de Silvio Coutinho com produção de Valério Marinho de Andrade, roteiro de Rostand Medeiros e música de Mario Vivas. Participação especial dos meus amigos Sergio Dantas, Sousa Neto, Rivanildo Alexandrino e José Cícero. Pescado no canal de Elgson Lima Kiko Monteiro às 14:15

QUILOMBO CULTURAL CASA COLETIVO OFERECE OFICINA PARA O 34º PREMIO RODRIGO DE MELO FRANCO

O Quilombo Cultural Casa Coletivo, comandado pela coquista, matrigestora e pesquisadora autônoma Una (Elaine Una), promove neste sábado (7), a partir das 14h, uma leitura comentada on-line do edital do 34º Prêmio Rodrigo de Melo Franco. A ideia do encontro virtual é esclarecer dúvidas e oferecer dicas sobre a premiação que reconhece ações de excelência na preservação e salvaguarda do patrimônio cultural em todo o país. A iniciativa integra o “Funcultura Popular do Quilombo Cultural Casa Coletivo”, incentivada pelo Governo do Estado, por meio dos recursos do Funcultura, e que está em sua segunda edição. “O projeto já realizou diversas aulas sobre o edital do Funcultura neste ano e continuará promovendo o acompanhamento de todos os editais do Estado, cuja temática sejam cultura e patrimônio, incluindo a próxima edição do Funcultura, prevista para lançamento no fim do ano de 2021. Mesmo tendo foco nos Patrimônios Vivos do Estado de Pernambuco, o encontro virtual será aberto ao público, com duas modalidades de participação: ativa (com possibilidade de perguntas e interação) e espectadora (apenas acompanhar sem interação). Ambos acessos estarão disponíveis no site do Quilombo Casa”, diz a idealizadora Una. PREMIAÇÃO - O Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, promovido pelo Iphan desde 1987, chega à sua 34ª edição, em 2021. Considerada como a maior premiação nacional no campo do Patrimônio Cultural, a iniciativa tem como objetivo valorizar aqueles que atuam em favor da preservação dos bens culturais do país. Para participar, os proponentes deverão acessar o formulário de inscrição, disponível no site do Iphan, até o dia 15 de agosto. Saiba mais: www.gov.br/iphan/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/premios/premio-rodrigo-melo-franco-de-andrade-1. Serviço Leitura Comentada, dicas e dúvidas do edital do 34º Prêmio Rodrigo de Melo França Quando: 7 de agosto de 2021 (sábad0), às 14h

sábado, 7 de agosto de 2021

BRÁULIO TAVARES

Bráulio Tavares é um compositor,letrista,poeta,escritor,dramaturgo e pesquisador de literatura fantástica.Nasceu em 1950 em Campina Grande, no planalto da borborema, Paraíba. Iniciou estudos de Cinema (Universidade Católica de Minas Gerais) e Ciências Sociais (Universidade Federal da Paraíba), mas não concluiu os cursos. Morando em Salvador a partir de 1977, começou a compor e a escrever para o teatro. Mudou-se para o Rio em 1982. Tem músicas gravadas por numerosos artistas, entre eles Lenine, Elba Ramalho, Tim Maia, MPB-4, Dionne Warwick, Ney Matogrosso e Antônio Nóbrega.
Publicou até agora um romance, dois volumes de contos, alguns livros de poesia, além de estudos sobre ficção científica e sobre a poesia popular do Nordeste.
Publica artigos regularmente no ‘Jornal da Tarde’ de São Paulo. Além de romances e contos, publicou também vários folhetos de cordel e livros de poemas, entre eles A Pedra do Meio-Dia, ou Artur e Isadora (Editora 34, São Paulo, 1998), O homem artificial (Sette Letras, Rio de Janeiro, 1999) e Os martelos de Trupizupe (Engenho de Arte, Natal, 2004).
Compositor de música popular e dramaturgo, organizou também a antologia dos folhetos do cordelista Raimundo Santa Helena (Hedra, São Paulo, 2003), entre outras coletâneas, e mantém uma coluna diária sobre cultura no Jornal da Paraíba. Entre seus livros destaca-se Lampião e Lancelote (2006), que ele mesmo escreveu e desenhou, premiado no Salão Internacional de Bolonha de 2007.
OBRAS: As Baladas de Trupizupe (1980) Cabeça Elétrica, Coração Acústico (1981) Balada do Andarilho Ramón e Outros Textos (1980) Sai do Meio, que lá Vem o Filósofo (1982) O Homem Artificial (1999) ensaios Cantoria: Regras e Estilos (1979) O que é Ficção Científica(1986) contos A Espinha Dorsal da Memória (1989, 1996) Mundo Fantasmo (1996, 1997) bibliografia (organizador) Fantastic, Fantasy and Science Fiction Literature Catalog (1992) humor Como Enlouquecer um Homem: as Mulheres Contra-Atacam (1994, 1997) romance A Máquina Voadora (1994, 1997)

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

ARCOVERDE INAUGURA O MUSEU DO BOI

A cidade de Arcoverde, situada no Vale do Rio Ipanema, porta de entrada do Sertão de Pernambuco e de muita tradição do folguedo do boi, reinaugura no próximo dia 14 de agosto (sábado), a partir das 19h, o Museu do Boi, primeiro do Estado a dedicar-se a preservar as memórias e acervos de bois e mestres da cultura de bois.
Na mostra de reabertura, o público poderá conferir documentos, imagens e fotografias do Boi Faceiro, mestre Aelson da Hora, Boi Arcoverde, Boi Diamante e Boi Maracatu.
Além disso, haverá apresentações artísticas dos grupos culturais do Boi Cafuné, Urso da Cara Preta, Boi Arcoverde e do Boi Diamante. A organização do evento observará as regras de distanciamento social e todos os convidados só poderão circular com máscara. Haverá distribuição de álcool em gel. O Museu do Boi fica localizado na Praça da Bandeira, 17 – Centro – Arcoverde/PE (ao lado do Restaurante JOY).