segunda-feira, 31 de março de 2014



Governo realiza Teia em abril e abre inscrições para Pontos de Cultura

A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) promoverá entre 10 e 12 de abril, em Campina Grande, a 3ª Teia Paraíba – Encontro Paraibano dos Pontos de Cultura. Durante oevento, serão realizados debates, mostra artística e as eleições de delegados para o Fórum Nacional dos Pontos de Cultura e para a Comissão Estadual dos Pontos de Cultura. A perspectiva é que o evento reúna cerca de 150 pessoas, entre representantes da sociedade civil e do poder público.

Seguindo o calendário nacional, a 3ª Teia Paraíba é uma ação que compõe a etapa estadual da Teia Nacional, que esse ano acontece de 19 a 24 de maio, em Natal (RN). Na etapa paraibana, os participantes escolherão seus representantes na etapa nacional, bem como os delegados que terão direito à voto na plenária do Fórum Nacional de Pontos de Cultura. Também está prevista a realização de grupos de trabalho, que debaterão temas transversais às atuações dos Pontos de Cultura, relacionados aos direitos culturais, cidadania, sustentabilidade, legislação e comunicação.

De acordo com o gerente de Articulação da Secult, Pedro Santos, “os espaços de debate terão a finalidade de discutir a situação do Programa Cultura Viva nas esferas federal, estadual e municipais”. Ainda segundo o gerente, o objetivo é reunir propostas de aprimoramento, tanto para a gestão do Programa no âmbito do poder público, como na forma de organização dos Pontos de Cultura. Atualmente, a Paraíba conta com 71 Pontos de Cultura, beneficiados com editais lançados conjuntamente pelo Ministério da Cultura (Minc), Governo do Estado e as prefeituras de Campina Grande e João Pessoa.

Inscrições – As inscrições estão abertas até o dia 31 de março e poderão ser realizadas pela internet através do endereço eletrônico http://goo.gl/PWoHs8. Serão aceitas as inscrições de até dois representantes por Ponto de Cultura, que terão as despesas de transporte, alimentação e hospedagem custeadas pela organização do 3ª Teia Paraíba 2014. Poderão também se inscrever representantes de Pontos de Cultura habilitados em edições anteriores do edital.

Programa Cultura Viva – O Programa Cultura Viva é uma política de Estado, criada na gestão do ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, com a finalidade de promover o estímulo às iniciativas culturais da sociedade civil já existentes, por meio da consecução de convênios celebrados após a realização de chamada pública. De 2004 até 2013, o Ministério da Cultura, Estados e municípios parceiros destinaram recursos para o fomento de 3.663 Pontos de Cultura, que somam investimentos na ordem de meio bilhão de reais.

domingo, 30 de março de 2014



FRED MARTINS




Fred Martins é natural do Rio de Janeiro, Niterói e é um dos compositores mais talentosos surgidos na MPB nos últimos tempos. Estudioso de música, foi ele quem fez a maioria das cifras musicais do projeto “Songbook” de Almir Chediak. Além de excelente compositor, Fred é também um desenhista de mão cheia.

Ficou mais conhecido do grande público após a gravação da sua canção “Novamente”-em parceria com outro excelente compositor Alexandre Lemos – por Ney Matogrosso.
Fred é parceiro e amigo de Lucina e também de Zélia Duncan que já gravou canções suas.

Em 2000 Fred fez vários shows com Lucina e em 2002 fez seu show solo no Teatro Rival do Rio de Janeiro para lançar o CD “Janelas”. Lucina e Zélia Duncan foram suas convidadas no espetáculo.

Atualmente Fred está lançando o CD “Guanabara” e já tem em seu currículo 4 CDs lançados e um DVD, gravado em 2007 no “Bourbon Street”, em SP.

Abaixo capas e repertório de seus dois primeiros trabalhos em CD.

Em 1992 Fred Martins gravou um vinil (capa ao lado) pelo selo "Niterói Discos" com as canções: Guanabara, Feito e Dito, Noite de São João, O pulôver, Plano e Travelling. 

sábado, 29 de março de 2014

sexta-feira, 28 de março de 2014


O Museu Regional de Olinda (MUREO) abriga a Mostra "Olinda Patrimônio Cotidiano, Memória Coletiva de seus Moradores", resultado de pesquisa oral das histórias cotidianas dos moradores do Sítio Histórico de Olinda. A exposição é composta de textos, fotografias, vídeos e registros em áudio que trazem a memória coletiva dos bairros de Amaro Branco, Amparo, Bonsucesso, Carmo, Guadalupe, Varadouro. A exposição fica em cartaz até 11 de maio, com entrada gratuita.

Foto de cortejo com a bandeira de São João - Crédito: Acervo pessoal de Ana Lúcia Mendes.

Serviço
Local: Museu Regional de Olinda (MUREO) - Rua do Amparo, 128, Amparo, Olinda
Visitação: Até 11 de maio de 2014 - De terça a sexta-feira, de 09h às 13h e das 14h às 17h. Sábados e domingos, das 14h às 17h.

quinta-feira, 27 de março de 2014




O Dia Mundial do Teatro e o Dia Nacional do Circo vão ser comemorados na próxima quinta-feira (27). Para celebrar a data, o Governo do Estado, por meio da Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc) leva espetáculos a dez municípios paraibanos de diferentes regiões. As apresentações gratuitas acontecem nas cidades de João Pessoa, Campina Grande, Cabedelo, Cuité, Guarabira, Monteiro, Pombal, Santa Luzia, Bayeux e em Frei Martinho (único local onde a programação ocorre na quarta-feira, 26). 

Essa é a terceira edição do evento que tem como característica o intercâmbio de grupos e a abrangência de regiões. Os municípios foram escolhidos de maneira estratégica para que polarizem as macrorregiões do Estado, possibilitando o acesso da população de cidades circunvizinhas aos espetáculos. Grupos de João Pessoa, Cuité, Areia, Sousa, Bananeiras, Pedras de fogo e Cajazeiras participarão da programação.

As apresentações ocuparão teatros, ruas e praças nas cidades contempladas, como forma de popularizar as artes cênicas e fortalecer o teatro de rua. Assim como na edição do ano passado, espetáculos circenses também foram incluídos na programação, já que a data 27 de março marca o dia das duas linguagens artísticas – o teatro e o circo.
O evento também destaca o potencial artístico do Estado e proporciona a circulação de grupos de diferentes cidades, como destaca o coordenador da ação cultural, Humberto Lopes. “Montamos uma programação que faz circular os grupos artísticos dentro do Estado. Um espetáculo de Bananeiras se apresenta em Cabedelo, enquanto Cuité recebe peça de Areia. Essa é uma maneira de mostrar a Paraíba aos paraibanos”, esclarece.
Em João Pessoa, a apresentação será no Ponto de Cem Réis, que receberá, às 17h, o espetáculo “Caminhão de Palhaços”, da família mambembe Los Iranzi. Também no Litoral, Cabedelo terá “Casamento de Branco”, do grupo Flor de Cedro, às 20h, no Teatro Municipal Santa Catarina. Na cidade de Bayeux, que faz parte da Região Metropolitana da Capital, o grupo de mamulengos Riso da Banguela, de Pedras de Fogo, montará seu palco na Praça 6 de Junho, às 20h.
No Agreste, Campina Grande recebe no Teatro Severino Cabral o espetáculo “A Gaivota”, do grupo Piollin. A apresentação será às 20h. Na microrregião do Seridó, o município de Frei Martinho é o único a ter apresentação na quarta-feira, dia 26. A cidade recebe a Cia Áurea Dantas, de Cuité, com o espetáculo “Criado de Dois Sinhô”, às 17h, na Quadra de Esportes Nilton Pereira da Silva. Já Santa Luzia será contemplada com “Torturas de um Coração”, do Grupo Teatro Oficina, de Sousa. A apresentação será na Praça Alcindo Leite, às 20h.
No Cariri paraibano, o Dia do Teatro e do Circo será comemorado em Monteiro, no Teatro Jansen Filho. O espetáculo encenado é “Abismo”, com a Trupe Arlequin. Guarabira, localizada no Brejo, recebe o espetáculo “Quebra-Quilos”, com o Coletivo de Teatro Alfenim. A apresentação será às 20h, no Teatro Municipal Geraldo Alverga. Na microrregião do Curimataú, a cidade de Cuité recebe “Adorável Família”, do grupo Recreio Dramático, de Areia, às 20h, no Teatro Municipal Francisca Emília da Fonseca Santos.
Enquanto isso, o Sertão será representado pela cidade de Pombal, onde haverá apresentação da peça “Trinca mas não quebra”, do grupo Acate, de Cajazeiras, às 19h30, no Cine Teatro Murarte.


Balão "Cabra do INPS"

Trinta anos de luta. Agora, é um trabalhador aposentado e doente.

Texto de Cláudio Bojunga para o jornal “O Estado de São Paulo” –  01/08/1973

Guilherme Alves,  o ex-cangaceiro "Balão".
Foto: Josenildo Tenório

No dia 27 de outubro de 1972, o ex-cangaceiro Balão, de cabra de Corisco, Anjo Roque e Lampião, cabra macho, pai de 25 filhos, tendo o corpo fechado por um patuá secreto e inconfessável; Balão, portanto, na verdade Guilherme Alves, mas por direito Balão porque sempre teve o peito estufado, recebia nas costas cem quilos dentro de um poço desbarrancado, perdido na ocasião os dentes, fraturando as costelas, rachando os lábios, cegando os olhos, afundando o peito. A cidade de São Paulo liquidava um cabra que sobrevivera aos tiros de Mané Neto e que durante nove anos de caatinga nunca pisara em farmácia. O declarante tem algo a dizer?

- Sabia que aquele poço ia cair, mas o mestre de obras Guerino começou a me torrar. Entrei para ele ver. Só me lembro de ter enchido um balde de terra.
Aposentado.

O curioso é que, havendo lutado durante os primeiros trinta anos de sua vida e trabalhado durante os outros trinta que também viveu, nunca teve férias. Ouçam a história:
Depois de nascer em Paulo Afonso, Bahia, no ano de 1910 viu com quatro anos de idade o diabo – 

“um neguinho preto botando fogo na roupa”. O bicho desapareceu lá pelo Pilãozinho.
Balão não chegou a ver seus pés de bode, mas diz que “o resto era homem de mesmo”. Foi a única vez que viu o diabo em pessoa. Depois, viu só suas obras. A seca era braba e a criação se acabava de sede. Chegou então a volante, sovou o pai em cima de um saco molhado de sal e cortou o couro cabeludo do irmão. Balão, tipo genioso, decidiu vingar. Nisso passa Corisco.

Briga 

– “recebi um fuzil comprido e seiscentas e sessenta balas. Gastei tudo no primeiro dia”. Comida – “quando achávamos uma rês ninguém ia percurar o dono; passava a do coco. Mas era difícil encontra e as vêis nós abria a boca pro céu e não encontrava nem uma salivinha na ponta da língua”. Ascendência – “minha bisavó foi pegada lá pros lados de Mato Grosso. Era da aldeia Carajá". Lampião - “num queria mudá nada, morreu purque tava cansado – brigar vinte anos num é vida de homi”.

Corpo Aberto

Balão só viu o mar no dia em que se entregou. Foi em 1938, Salvador, na barra do Rio Vermelho. Caiu n’água e gostou. Só que de noite teve a primeira dor nas costas de sua vida. Andaram dizendo que aquilo lhe abrira o corpo. Balão não acreditou, mas nunca pôde tirar a prova, já que a partir daquele dia nunca mais entrou num tiroteio.

Ficou um ano no quartel, foi bem tratado pelo capitão Aníbal e depois deu no pé a fim de procurar seu destino. Para quem nunca havia trabalhado aquele seu primeiro emprego na estrada de ferro, de trena e baliza na mão, foi até manso. Puxou com os “ingenhero” uma linha de Contendas a Monte Azul; tomou conta de noite do barracão de lentezinhas, acabou arranjando um caso com o "dotô" que lhe cortejou a namorada. Não bateu nele, não – deu só uns tiros numa porta – o "dotô" pulou uma janela e um abaixo-assinado removeu-o do local. Fugiu correndo para o Sul sem documento. Corpo agora definitivamente aberto.

Passou por um investigador da polícia em Pederneiras, passou por Tupã, encarou uma pensão portuguesa em Marília. Era o tempo da Guerra e do gasogênio, os carros corriam com um caldeirão atrás. Balão plantou um pouco de algodão, mas trabalho mais duro era um suplício – o homem que só tinha empunhado o fuzil criou 17 calos na mão no dia em que cortou sua primeira lenha. Sua época mais feliz foi logo depois, quando arrumou um barzinho à beira da estrada em troca de cem votos municipais. Depois inventaram um negócio de imposto e Balão veio para São Paulo – 30 de outubro de 1960. Foi dando logo uma entrada para comprar a casinha. Itaquaquecetuba. Por ali, perto de São Miguel Paulista, Balão descobria mais gente do que na cidade de Belém, por exemplo. Milhares de nordestinos. Isso aliás nunca o espantou – Balão disse que não se espanta com “panorama”, aliás não se espanta com nada.

E foi aí que começou o inferno. Começava sua carreira como poceiro – poços de 10 a 15 metros, sem ajudantes a não ser seus filhos “de menor” que trabalhavam de graça e não conseguiam alçá-lo do fundo da terra. Os peitos e as costas rebentadas de noite. Recebeu seu primeiro cheque sem fundo no dia 25 de outubro de 1963 – ele se lembra de que era o banco Auxiliar de São Paulo, emitido por dois larápios, o Norberto Tedesco e um outro pilantra vestido com uma falsa farda da Aeronáutica.

À procura dos direitos

Num gesto de absoluta ingenuidade, Balão devolveu não só o primeiro mas o segundo e o terceiro. Depois assinou promissórias que ficaram sem resposta. Quando o prazo esgotou Norberto pediu a Balão que “desse o fora” e fosse procurar seu direito. Que voltasse quando conseguisse encontra-lo. Balão saiu desesperado com a desfaçatez. Nem pegou o elevador: desceu a escada a pé e foi comprar uma garrucha e 25 balas na rua Joaquim Nabuco. Mas “se os maiores estavam criados, os de menor não tinham parentes ou aderentes – estariam perdidos com um pai na cadeia”. Saiu procurando seus direitos – trocou a garrucha por um rádio de pilhas.



Foto: Josenildo Tenório
Depois venceu a sanfona de oitenta baixos, fez galeria na rua Santo Antônio (“o mestre de obras era ruim, quase meto a picareta no gogó dele”) trabalhou no ar comprimido para a Sobraf – nunca tinha visto aquilo –, o português jogou-o lá dentro até o dia em que o médico disse que ele não tinha mais idade para aquele trabalho, bateu estaca na rua Veridiana. Sempre à procura de seus direitos, mas com um ditado à mão: “boi muito amassado dentro do curral se num soltar fica ruim”.
E foi indo até o dia em que o Guerino, o maldito Guerino, resolveu desafiá-lo a entrar naquele poço evidentemente apodrecido. Sabia que ia desabar. Mas ele torrou, e Balão cavou um balde – o último balde bem cavado de sua vida: dentes, costelas, olhos, peito – e a dor na virilha, a sinusite crônica, a urina avermelhada de sangue. E os direitos?

Balão nunca se separa das muitas carteirinhas ensebadas mas em ordem, dentro do bolso da camisa. Depois de tantos anos de vida sem lei, é quase uma obsessão a lei. Afinal, a cidade grande e o mundo industrial é que são os civilizados. Carteira profissional n° 2502, chapa 1180 da Sobraf, etc... A carteira está presa na Delegacia do Trabalho na rua Martins Fontes, pois Balão finalmente resolveu fazer um processo. Está liquidado, soterrado, o corpo mais que aberto e não recebe o devido. No bolso, cartõezinhos de advogado:

“Na forma combinada apresento-lhe o senhor Guilherme Alves, vítima daquele acidente em que ficou soterrado num poço de fundação”.

Bônus!!!

Balão, em registro de Antônio Amaury
(Obs. Foto não compõe a matéria original)

Um boi amassado dentro de um curral.

Está devendo duzentas pratas na venda, ainda não acabou de pagar a casa. - Se num soltá fica ruim. Ultimamente deixou novamente seus cabelos crescerem.

Encheu os dedos de anéis. Quem sabe, num arranja um papel em filme de cangaceiro. Está procurando seus direitos.
A última filha de Balão tem dez dias. Quem vai dizer a Balão que Corisco fez bem em não se entregar?

Créditos para Antônio Correa Sobrinho/Kiko-Lampiao Aceso 

quarta-feira, 26 de março de 2014



Sai resultado final do VI Edital Pernambuco de Todas as Paixões

Dezessete espetáculos da Paixão de Cristo serão incentivados pelo Governo do Estado

Após análise da comissão julgadora do edital do VI Pernambuco de Todas as Paixões - realizado pela Secult-PE e Fundarpe - foram selecionados 17 propostas que receberão recursos para realização de espetáculos da Paixão de Cristo em todo o Estado. No total, serão distribuídos os R$ 450 mil previstos no edital, entre as categorias e o remanejamento.

Na categoria 1, cujo valor máximo pleiteado é de R$ 45 mil, foram contemplados os espetáculos: A Nossa Paixão, da cidade de Gravatá; Paixão de Cristo de Bom Jardim, no Agreste Setentrional; e A Crucificação, de Petrolina.

Os proponentes que receberão até R$ 35 mil, na Categoria 2, são: Paixão de Cristo de Camaragibe - A Paixão dos Camarás, na Região Metropolitana do Recife; A Paixão da Ponte, do Cabo de Santo Agostinho; a Via Sacra do Bom Jesus, da cidade de Serra Talhada; e O Cristo da Paixão, de Custódia.

A categoria 3 que destinará até R$ 25 mil, teve como espetáculos selecionados: Paixão de Cristo de São Lourenço da Mata e a Paixão de Paulista, ambas da Região Metropolitana do Recife; e Paixão de Cristo: Um Espetáculo de Fé, da cidade de Orobó.

E na categoria 4, cujos recursos chegam até R$ 15 mil, a proposta contemplada foi Paixão de Cristo "Prova de Amor", do grupo Caroá & Cia, da cidade de Floresta.

Como o valor global das propostas selecionadas não atingiu a totalidade dos recursos destinados ao Edital, a comissão julgadora fez o remanejamento para os seguintes espetáculos: Paixão de Cristo de TracunhaémPaixão de Cristo Amigos de São Francisco, de Pesqueira; Paixão de Cristo de LimoeiroA Crucificação, O Espetáculo da Paz em uma História de Amor, Esperança e Fé, de Petrolina e Ouricuri; Paixão de Cristo de Casa Amarela, no Recife; e Paixão de Cristo do São Francisco, de Santa Maria da Boa Vista. Esses, por se tratar de remanejamento, não recebem o valor total pleiteado, mas sim o que foi julgado apropriado pela Comissão de Análise de Mérito.

terça-feira, 25 de março de 2014



A Fundarpe inscreve os interessados em participar do seminário “Movimento de Cultura Popular: um sonho interrompido, uma história recorrente – 50 anos depois do golpe militar de 1964”. O encontro será realizado nos dias 31 de março e 1º de abril, às 19h, no auditório do Museu do Estado de Pernambuco. As mesas de debate sobre o MCP serão compostas por Germano Coelho, Abelardo da Hora, Geraldo Menucci, Silke Weber, Joacir Castro e Letícia Rameh. Os interessados podem ser inscrever gratuitamente enviando email com nome, profissão/ curso, instituição (se houver) e telefone para inscricoes.seminariomcp@gmail.com.

O musical “Como a Lua”, do paulistano Vladimir Capella, ganhou uma nova versão com direção de José Manoel Sobrinho. O espetáculo está em cartaz no Teatro Barreto Júnior, com apresentações aos sábados e domingos, sempre às 16h30. Em meio a brincadeiras de crianças, o musical trata de temas delicados como o amor não correspondido entre o índio Paya e a índia Colom, a descoberta da sexualidade, a perda e a morte, mas também a capacidade de mudar, tudo com bom humor.

A trilha sonora tem músicas originais de João Falcão, com direção musical de Samuel Lira. As músicas são executadas ao vivo pelos próprios atores com teclado, violão, cavaquinho, flauta doce e transversa, duduk (instrumento armeniano), sanfona, canuete, surdo e percussão.

“Como a Lua”
Até 27 de abril - sábados e domingos, às 16h30
Teatro Barreto Júnior - Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n, Pina. Telefone: 81 3355-6398
Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada para crianças, estudantes, professores e maiores de 60 anos).



segunda-feira, 24 de março de 2014





  Mestre Luiz Antônio


As mãos são calejadas, o rosto é sério, as palavras são poucas. À primeira vista, o mestre Luiz Antônio aparenta ser durão, fechado. Mas sem muito esforço, no compasso de uma conversa informal, aos poucos, o artesão “filho do Alto do Moura” em Caruaru, PE – como ele mesmo faz questão de se adjetivar – revela sua sensibilidade, diante do dom que o permite transformar barro em vida.



Mulheres negras trabalhadoras, parteiras, pescadores, sertanejos retirantes da seca e peças representativas das manifestações de fé do povo nordestino, marcas de um trabalho que reproduz, minuciosamente, os traços e a cultura do Nordeste. Com mais de 75 anos, sendo 52 deles dedicados à arte do barro, Luiz Antônio da Silva transformou a brincadeira de infância num ofício que hoje lhe dá o sustento e numa herança que já perdura por gerações. “Tenho 10 filhos, todos eles são artesãos também. Isso é um dom dado por Deus. Quem vive de arte, Deus ajuda e é feliz.”


Quando eu era menino, via meus pais trabalhando com o barro e comecei a fazer animais. Era uma brincadeira. Mas terminei crescendo, melhorando meu trabalho e me dediquei”, conta seu Luiz, que hoje é considerado um dos mestres da arte do barro, em Pernambuco, e já expôs suas obras no país todo e até no exterior – inclusive em Nagasaki, no Japão. “Sou discípulo de Vitalino. Todo mundo que trabalha com barro e faz esse trabalho é discípulo dele. Mas cada um segue seu estilo. Eu gosto muito de fazer peças representando as profissões, o nordestino trabalhador. E as pessoas gostam muito disso”.

Luiz Antôniobanda de pífano, cerâmica policromada. Foto autoria desconhecida

Luiz Antônio é um dos nove mestres artesãos – assim reconhecidos pelo Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) – que a Secretaria de Turismo de Pernambuco e a Empresa de Turismo de Pernambuco (EMPETUR) reúnem na Galeria dos Mestres do Guia Artesanato - Projeto Rota 232. O Guia foi lançado pela EMPETUR e cataloga também 42 espaços, entre ateliês, lojas e centros culturais, que permeiam a rodovia BR-232 em Pernambuco.



Contato com o mestre Luiz Antonio:
R. Mestre Vitalino, 285, Alto do Moura, Caruaru-PE
Tel: 81-3722-0417

domingo, 23 de março de 2014

Eu Menti pra Você - Filipe Catto - Sesc Pinheiros



           



Filipe Catto


Cantor,compositor,pianista e violonista.Filipe Catto Alves,apesar de nascido em Lajeado,Cidade situada no centro oriental rio-grandense,em 26 de setembro de 1987, cresceu e foi criado na capital gaúcha Porto Alegre. Ainda menino, cantava em bailes e festas com o pai e, numa de suas primeiras experiências, enfrentou uma plateia de três mil pessoas. Na adolescência, participou de algumas bandas com influências de rock.

    Em 2006 iniciou sua carreira solo e começou a se apresentar em bares e divulgar seu trabalho pela internet. Em 2008 montou com o diretor João Pedro Madureira o show "Ouro e Pétala", composto de voz, violão e palmas e se apresentou em teatros. Quando se viu pronto, lançou pela internet o EP "Saga" em 2009 para download gratuito, o que marcou o início sua carreira profissional . Formou-se em designe pela ESPM-Sul.


    Em 2010 mudou-se para São Paulo e seu trabalho começou a ganhar mais visibilidade. Em 2011 a música "Saga" entrou para a trilha sonora da novela Cordel Encantado. Filipe Catto assinou contrato com a gravadora Universal Music e gravou o seu primeiro álbum: "Fôlego". Em novembro de 2011 estreou a turnê "Fôlego" no Theatro  São Pedro (Porto Alegre ) .


    Filipe Catto é formado em design pela ESPM-RS e foi o autor das capas dos seus álbuns;O EP "Saga" foi gravado nos estúdios da ESPM-RS;A música Johnny, Jack & Jameson em seu disco Fôlego faz uma homenagem à Cantora Amy Winehouse. Tais nomes, fazem alusão aos whiskys Johnny ( Johnnie Walker ), Jack ( Jack Daniel ) e Jameson (Jameson Irish);O assunto de sua monografia para a conclusão de curso foi: A redescoberta editorial da autora Cassandra Rios. A proposta foi relançar a obra da autora trazendo ao mercado três de seus títulos: Volúpia do Pecado,em Delírio  e A Paranoica em uma edição calçada no design editorial;A música Ressaca de seu EP Saga a princípio se chamava: Lua em Escorpião.


    Participou das trilhas sonoros de

    • "Saga" em Cordel do Encantado (2011)
    • "Quem É Você" Sangue Bom (2013)
    • "Adoração" Saramandaia (2013)
    • "Flor da Idade" Jóia Rara (2013)

sábado, 22 de março de 2014



Em Garanhuns, no Agreste pernambucano, aconteceu nesta sexta-feira (21/03), a partir das 15h, um animado Encontro de Reisado. 
O evento, que será realizado no auditório da AESGA – Autarquia do Ensino Superior de Garanhuns, no bairro São José, faz parte das comemorações pelo Inventário Nacional de Referência Cultural (INRC) – Patrimônio Imaterial, o qual se encontra em fase de conclusão e busca incentivar à articulação e ao conhecimento do bem cultural.
No domingo (23/03), é a vez de Santa Maria da Boa Vista, no Sertão, ser contemplada com o Encontro de Reisado, a partir das 15h, no Ponto de Cultura Nação Caripós, centro da cidade.


                   Caravana cultural

A Fundarpe dá continuidade a caravana cultural com o grupo de teatro popular Boi D´Loucos, que apresenta o espetáculo “Movimento de Cultura Popular – o sonho não acabou”. Nesta sexta-feira (21/03), às 19h, a encenação será na Praça da Torre; no sábado (22/03), às 16h, na Praça de Jardim São Paulo; e no domingo (23/03), às 16h, na Praça do Ibura (Academia da Cidade). A montagem une teatro e dança, com direção de Carlos Amorim e coreografia assinada por Simone Santos.

As apresentações itinerantes são inspiradas no Movimento de Cultura Popular (MCP), que marcou a década de 60 com atividades educativas e culturais e teve seu trabalho interrompido há 50 anos, no Golpe Militar de 1964. 




     Paixão de Cristo de Nova Jerusalém.


“Estou muito feliz por ter sido convidada para participar da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. Esta será a primeira vez que irei trabalhar como atriz. Vou dar o melhor de mim em mais esse grande desafio que será interpretar Herodíades, mulher do rei Herodes, personagem que em 2012, foi vivido por Ellen Roche”. Contou a modelo que foi capa da revista Playboy de novembro.

quinta-feira, 20 de março de 2014



                                             Vitrines Culturais


Artesãos de Pernambuco, confiram esta dica!
Até o dia 06 de abril, estão abertas as inscrições para o projeto Vitrines Culturais, que selecionará 60 mil peças em todo o Brasil, objetivando a divulgação da grande diversidade do artesanato durante a Copa do Mundo da FIFA 2014.
O projeto fará exposições em diversos espaços culturais de cada cidade-sede da Copa, no período de 12 de junho a 13 de julho.
Para participar, o artesão precisa está cadastrado no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (Sicab), do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB).
As inscrições devem ser feitas através do site: sistemas.cultura.gov.br/propostaweb
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail: vitrinesculturais2014@cultura.gov.br ou pelos telefones: (61) 2024-2987 e (61) 2024-2773, que atendem de segunda à sexta-feira, das 9h às 17h.

quarta-feira, 19 de março de 2014



                                 Meu divino São José
                            Aqui estou a vossos pés
                            Dai-nos chuva com abundância
                         
 
 Meu divino São José...

                                                19 de marco dia de São José,o santo do sertanejo                                        

                                                   

"A semana começa com a triste notícia da partida do cineasta e jornalista recifense Fernando Spencer. Eleito patrimônio vivo de Pernambuco em 2007, Spencer estava hospitalizado e veio a falecer na madrugada do dia 18, vítima de câncer.

Que o luto deste dia não nos impeça de lembrar sua trajetória de dedicação ao cinema pernambucano, expressa em obras como Memorando Ciclo do Recife (1982) e outros importantes documentários que guardam a memória da nossa produção audiovisual.

Que sua paixão pelo cinema siga inspirando as novas gerações e o trabalho de todos que lutam pelo fortalecimento da cultura pernambucana.”

Lançada Convocatória do 7º Festival de Cinema de Triunfo

Troféu Fernando Spencer é novidade da edição 2014. Serão R$ 50 mil em prêmios para diversas categorias.
Ricardo Moura
Descrição da imagem
Consolidado no circuito nacional e importante vitrine para as obras audiovisuais pernambucanas, o Festival de Cinema de Triunfo deste ano já tem data certa. Vai ocupar o Cineteatro Guarany entre os dias 4 e 9 de agosto.

Nesta terça-feira (18), a Secretaria de Cultura e a Fundarpe lançaram a Convocatória para a 7º edição do único festival nacional de cinema realizado em Pernambuco exclusivamente com recursos do Governo do Estado. Cineastas de todo o Brasil poderão se inscrever nas categorias longa-metragem nacional, curta-metragem nacional, curta-metragem pernambucano, curta-metragem infanto-juvenil e curta-metragem dos sertões.

Novidade desta edição, o Troféu Fernando Spencer para o melhor curta-metragem filmado em Pernambuco é "mais um reconhecimento à valorosa contribuição que este pioneiro do audiovisual deu à cultura pernambucana", comenta Marcelo Canuto, secretário de Cultura. O presidente da Fundarpe, Severino Pessoa, recorda que "o legado inquestionável de Spencer, que o fez ser eleito Patrimônio Vivo em 2007, será agora lembrado anualmente, a cada edição do Festival", destaca.

Para Carla Francine, coordenadora do evento, o eixo de formação também será fortalecido: “oficinas e debates sobre a produção audiovisual vão reunir produtores, cineclubistas e profissionais da área em momentos de reflexão, não apenas sobre o bom momento do nosso cinema, mas também para apontar caminhos que fortaleçam cada vez mais o setor em todo o estado”.