quinta-feira, 27 de maio de 2010

                             AUGUTO JATOBÁ

        Poeta,Escritor,Cantador,Publicitário,Artista Plástico,Design Gráfico,Produtor Artístico e outras coisas mais.Estes são alguns dos oficios do universo do multiartista,Augusto Jatobá,nascido na  minha querida,brejeira e pacata cidade de Campo Formoso,onde a Chapada Diamantina,manda os primeiros sinais naquele brejo de altitude do norte do Estado da Bahia. Jatobá,desde muito cedo,ainda criança,descobriu no verso e na prosa,razão da sua existência: A arte.Esta, em iatu sensu,posto que,em sua trajetória,passeou,com muita propriedade,pela diversas facetas do exercício da sua criatividade.
       Seu talento "sui generis" e genealidade criativa pode ser facilmente reconhecida em sua produção artística. Seu dominio na escrita  transcende a criatividade,sendo ambidestro(curiosamente,escreve de trás prá frente como se fosse natural)conseguindo escrever simultaneamente com as duas mãos.
       Na Música Popular Brasileira,teve músicas interpretadas por Elba Ramalho,Geraldo Azevedo,Elomar Figueira Melo,clever Jatobá,Ton Ton Flores,Edgar Mão Branca,Eugenio Avelino(Xangai) entre outros. Reve grande destaque ao produzir o premiado LP  de Xangai "QUÉ QUI TÚ TEM CANÁRIO", o qual se tornou icone do cancioneiro com sua música " MATANÇA."  Augusto Jatobá ,vive na cidade do Rio de Janeiro.

William Veras de Queiroz  2010  DC Santo Antonio do Salgueiro- PE

terça-feira, 25 de maio de 2010

CANGACEIRO ADOLFO MEIA-NOITE

Conterrâneo  de Antonio Silvino e de Mariano,ambos nasceram em Afogados da Ingazeira,no sertão do Pajéu  no Estado de Pernambuco. Em 1877, Quando Adolfo Meia-Noite aterrorizava no Sertão na companhia dos seus irmãos Manoel e Nobelino, Antonio Silvino Tinha dois anos de idade,e Adolfo comandava toda região. Por uma questão de honra, tiveram que se armar contra o desafeto conhecido como Padre Quaresma( apelido de padre,não se sabe porquê)-um comissário de policia,subdelegado naquela época. A razão dessa animosidade: uma paixão amorosa.  Adolfo,boa pinta que era,foi considerado o galã da vila em que morava com a familia,disputado pelas garotas da comunidade e,por inveja, o subdelegado o prendeu traiçoeiramente no povoado de Varas,enviando-o para Ingazeira,então Distrito de Afogados da Ingazeiras. Como nos dias de hoje, não havia segurança nas cadeias daquela época,ai o subdelegado radicalizou e colocou o distinto num tronco por longos quinze dias,sem que os familiares tomassem conhecimento do fato,Adolfo ficou incomunicavel por esses dias e só através de um conhecido o ocorrido chegou aos parentes,que tiveram a desagradável noticia de que o subdelegado tinha o fichado como ladrão de cavalo e que, se não o libertassem,ele iria morrer. A essa altura Adolfo não sabia o motivo por que estava  preso,até que o tenente responsável por sua prisão o informou que a prisão e a surra que levou com uma vara de espichar couro, foi a mando do Padre Quaresma. Sem nada dever e passando por todo esse sofrimento,o sentimento de vingança tomou conta do homem que foi preso e torturado porque era um galã e conquistador. Daquele dia em diante a ira de Adolfo foi extrema e a primeira vitima foi o comissário e sua familia teve que arribar daquela região. Por mais de cinco anos Adolfo e seus cangaceiros dominaram o pajéu. O trio infernal dos irmãos tinha a participação especial de Oiticica-cangaceiro de destaque -que também era seu parente,e que tombou em combate com os Quicés que moravam no sitio Tamanduá e que foram testemunhas contra Adolfo,quando da sua prisão.Nesse combate os "Quicés" perderam dois membros da familia. Eram parentes de Praxedes José Romeu,muito valente. Sob o comando de Praxedes,cercaram a Fazenda volta,não encontrando Adolfo,assassinaram o irmão Pacifico que alám de criança era doente mental.Dai por diante o granadeiro falou mais alto por aqueles sertões. Adolfo chegou a comandar dez cangaceiros no seu bando e não existe registro de vila e cidade que não foram saqueadas por seu bando.No distrito de Jabitacá, ainda se vê as tradicionais trincheiras de pedras soltas como também na Serra do Brejinho edificadas por seu bando. Pouco se sabe do nome dos seus cangaceiros, ha não ser de "Manoel do Gado",antigo marchante; e de Almeida,filho natural da serra da Colônia,assassino frio que matou um primo  no Sitio Extrema por  uma simples rapadura. Adolfo não estava presente e censurou ação do seu comandado. Almeida era da confiança do chefe,porém  pediu para fazer uma viagem para visitar a familia no retorno tentou matar Adolfo.Mas, foi mal sucedido,ganhando a morte pela infelidade. O cangaceiro era neto do Inglês Richard Breitt,embarcadiço que chegou ao Recife aos 11 anos,no inicio do século XIX,internou-se no interior num povoado por nome Volta e não mais regressou.Ligou seu destino a uma sertaneja,da Familia Siqueira Cavalcante. Foi convidado a regressar a Londres para receber uma fortuna de herança,porém no porto do Recife,recusou deixar a familia no sertão do Pajéu. Chegou a decadência devido a um dos seus netos-o temido Adolfo Rosa Meia-Noite,filho de sua filha Riqueta,que também virou cangaceiro.Adolfo Meia-Noite morreu no Estado  da Paraíba, em confronto com a policia.

William Veras de Queiroz  2010 D.C -Santo Antonio do Salgueiro-PE.


segunda-feira, 24 de maio de 2010


 POETA CHICO PEDROSA,A VERTENTE PURA  DAS NOSSAS TRADIÇÕES POPULARES

Ele é um dos mais autênticos poetas do nordeste,um poeta errante,vive percorrendo o país mostrando a sua arte,sua poesia matuta,com declamações que faz o público delirar.Chico faz  poesias com a alma,nelas,flui  temáticas sertaneja,  relata o homem e a terra,como tem poesias sobre fatos cômicos do nosso folclore nordestino,ele é a viva poesia nordestina, nela relata o riso e o desastre do Brasil popular. Esse paraíbano de Guarabira,que nasceu no Sitio Pipiri,no dia 14 de Março de 1936(Dia da poesia e aniversário de Castro Alves)  tem poesia no DNA , seu pai  Mestre Avelino, era cantador de coco e agricultor de oficio,Sua Mãe era prima legitima do grande cantador Josué  Alves da Cruz. E assim, como deu prá perceber,a arte tá no sangue de  Francisco Pedrosa Galvão, nome de pia bastismal. O encontro de Chico com as letras,aconteceu muito cedo,na escola do sitio em que nasceu no sertão da Paraíba,por lá estudou até a 3° ano primário, o fatidico motivo da saída esta relatado no poema "  Revolta dum Estudante." Chico Pedroza começou a escrever folhetos de cordel aos 18 anos de idade e vendia-os cantando em feiras livre do sertão nordestino. no seu vasto curriculum consta a função de camelô e  representante comercial. Hoje dedica-se exclusivamente a poesia. As andanças do poeta pelo Brasil lhe renderam um  prestigio de poucos, a ponto de participar de quase  todos os festivais de cantorias e eventos poeticos pelo nordeste. Como os trovadores medievais,Chico anda de cidade em cidades-conhece o nordeste  na palma da mão-recitando e encantando platéias de todas as idades,como seus discos,folhetos e livros. O poeta Chico Pedrosa mora atualmente na Veneza Brasileira,no Recife,onde participa de todo circuito de poesia da cidade.Chico Pedrosa tem alguns livros  entre os quais Sertão Caboclo"-Antologia poética,algunns  CD's  na praça, destaque para os registros fonográficos ,"Sertão Caboclo,"No Meu Sertão é Assim",  "Paisagem Sertaneja ," Raizes do Chão Caboclo " e  " No Meu Sertão " em Duo com o poeta também Paraíbano Zé Laurentino.

William Veras de Queiroz   2010 D.C - Santo Antonio do Salgueiro- PE.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

VITAL FARIAS, O CANTADOR DE TAPEROÁ

Quis o destino na sua benevolente grandeza,que a pequena Taperoá,cidade encravada no Cariri Paraíbano,fosse o berço de Ariano Suassuna e Vital Farias.dois grandes expoentes da cultura popular. Foi no sitio Pedra D'agua ,num  23 de janeiro de 1943,num cenário verdejante do brejo do cariri,que Vital Farias deu o ar da graça e encerrou o ciclo produtivo do clã dos Farias, ele, foi o  último da prole de quatorze irmãos. Foi no sitio onde nasceu que Vital fez os primeiros estudos ,alfabetizado pelas irmãs mais velhas,lendo folhetos de cordel.Logo depois, começou seus contatos com a cidade de Taperoá,onde cursou o primário no grupo Escolar Felix Daltro,Fez exame de admissão e parte do Ginásio na Escola Professor Minervino Cavalcante,viveu em Taperoá até a conclusão do ginasial. Aos 18 anos foi para a capital da provincia(João Pessoa),onde sentou praça na infantaria,no 15°  Regimento do Exército. Quando do  término do serviço militar ,ele continuou em JP,e foi estudar no Lyceu Paraibano em plena ditadura militar. Nesse periodo começou a estudar violão por conta própria e logo  estava compondo e se sentia um cantador,pois suas origens reclamavam  da cultura e do seu povo,e trazia na suas memórias desde criança,muitas cenas em Taperoá e nos sertões vizinhos da profunda covardia do sistema capitalista que esmaga e oprime o trabalhador. Mas,por força das circunstâncias "Lei da sobrevivencia" formou um conjunto de Iê-Iê-Iê com Floriano,Cecikio Ramalho e Golinha ao estilo Beatles,que na época incendiou com suas canções o mundo inteiro. Apesar disso,Vital não esqueceu as cantigas do seu povo,das ladainhas,incelenças e cantilenas e paralelamente desenvolvia um trabalho onde contenplava suas origens. Vital foi professor do estado ,na década de 70, no Conservatório de Música de João Pessoa ,onde ministrou aulas e teorias  de violão por música. Participou no Teatro Santa Rosa de vários trabalhos teatrais:ora como músico,ora como ator ,ora criador. Realizou alguns trabalhos de cinemas,  com essa experiência,anos depois  já no eixo Rio-Sampa, participou do premiadissimo filme O HOMEM QUE VIROU SUCO(1° lugar no Festival de Moscou - 1981) atuou como diretor musical e roteirista poético. Em 1975,"partiu prá cidade garantida/proibida, prá arranjar meio de vida,Margarida",e assim, ele aportou na cidade  de São Sebastião do Rio de Janeiro. Onde participou de vários e importantes eventos artísticos, participou da peça do diretor Luiz Mendonça,  A CHEGADA DE LAMPIÃO NO INFERNO  juntamente com  Pedro Osmar companheiro de viagem e ex-aluno,Elba Ramalho,Cátia de França,Tânia Alves,Tonico Pereira,Imara Reis,Madame Satã,Hélio Guerra,Joel Barcellos e outros.A primeira canção gravada de Vital Farias foi É MÃE,em parceria com Livardo Alves e gravada por Ari Toledo.Por outro lado seguia seu sonho de poeta-cantador ,compondo e participando das questões politicas e sociais do seu país,chegando a participar da peça GOTA D'AGUA  de Chico Buarque de Holanda e Paulo Pontes. Foi aprovado no vestiblar da CESGRANRIO,onde foi aprovado para o curso da Faculdade de música,onde se formou em 1981. Teve orientação de arranjos e regencia de Radamés Gnatali.Vital,por ser um cantador bisexto,nunca teve muitas parcerias. a não ser com Liverdo Alves e Jomar Souto, com a obra Eu sabia,sabiá,ainda na Paraíba e depois no Rio de Janeiro com Salgado Maranhão,com que morou na casa do estudante universitário em Botafogo.  Sua obra sofreu censura da ditadura militar,pelo compromisso de suas canções com a verdadeira arte cidadã. Em 1978,grava seu primeiro LP VITAL FARIAS.Laureado por toda critica brasileira,inclusive por a maior autoridade da critica especializada no país José Ramos Tinhorão- historiador e critico do Jornal do Brasil O segundo LP,surgiu dois anos depois,TAPEROÁ.  Vital resolveu parar de gravar por algum tempo para se dedicar aos estudos,durante todo esse tempo,Vital continuou lendo,debatendo,fazendo palestras e cantorias. Em 2002,produziu o disco de estréia de sua filha Giovana,com 15 composições de sua autoria e lançou o disco VITAL FARIAS AO VIVO E AOS MORTOS  VIVOS,nesse  mesmo ano recebeu o titulo de cidadão do Rio de Janeiro,Em 1982,gravou o LP SAGAS BRASILEIRAS,dois anos depois,participou do LP CANTORIA,com Elomar,Geraldo Azevedo  e Xangai,gravado ao vivo no Teatro Castro Alves em Salvador. Em 1985,participou do CANTORIA 2,com os mesmo companheiros de palco do disco anterior,nesse mesmo ano gravou  DO JEITO NATURAL.   O trabalho desse  tipico cantador Caririzeiro ,como é do conhecimento de todos nós é um trabalho polêmico no que concerne ao humano.politico,social , e ecologico

WILLIAM VERAS DE QUEIROZ 2010 D.C- SANTO ANTONIO DO SALGUEIRO-PE.


quarta-feira, 19 de maio de 2010

   J.BORGES , O  CARA DA XILOGRAVURA
 Aos oito anos de idade,o menino Zé Francisco,trabalhava na roça com o pai. Aos dez,já fabricava e  vendia  na feira colheres  de pau. Foi oleiro, e confeccionou brinquedos artesanais e vendeu livros de cordel. aos 29 anos, José Francisco Borges,resolveu que iria escrever cordel,foi  quando fez " O Encontro de dois  Vaqueiros no Sertão de Petrolina" com xilogravada de Mestre Dila,que vendeu mais de cinco mil exemplares em menos de dois meses. Como não tinha dinheiro para pagar um ilustrador,J.Borges foi a luta e resolveu ele mesmo fazer a parte gráfica da obra ,e começou  entalhar a fachada da igreja matriz de Bezerros,sua terra natal na madeira, que usou em " O Verdadeiro aviso de Frei Damião." Desde então,começou a fazer matrizes por encomendas e também para ilustrar os mais de duzentos cordéis que lançou ao longo da vida.  Descoberto por colecionadores e marchands,viu seu trabalho ser elevado nos meios acadêmicos do país. Na década de 1970, J.Borges desenhou a capa de " As Palavras Andantes, de Eduardo Galleano, e gravuras suas foram usadas na abertura da telenovela " Roque Santeiro " da Rede Globo. Nessa época,começou a gravar matrizes dissociadas dos cordeis,de maior tamanho. Isso permitiu expor no exterior: em 1992, na Galeria Stahli,em Zurique, e no Museu Popular de Santa Fé,Novo Mexico. Depois, novas exposições, na Europa e nos Estados Unidos. J.Borges foi condecorado com a  comenda da Ordem ao  Mérito,pelo Presidente da República Fernando Henrique Cardoso, recebeu o prêmio UNESCO  na categoria Ação Educativa/Cultural,em 2002,foi um dos artistas escolhidos para ilustrar o calendário anual das Nações Unidas. Sua xilogravura  " A Vida na Floresta abre o ano no calendário. Em 2006,foi tema de  reportagem no The New York Times. O escritor Ariano Suassuna o considera o melhor gravador popular do nordeste. Suas xilogravuras são impressas,em grande contidades, e em diversos tamanhos, e vendidas a intelectuais,artistas e colecionadores de  arte. Dono de uma técnica própria de colorir as imagens,atende pedidos para representar  o cotidiano do pobre,o cangaço,o amor ,os castigos do céu, os mistérios,os milagres,crimes e corrupção,os foguedos populares,a religiosidade,a picardia,sempre ligado ao povo nordestino. Em Bezerros,sua cidade natal,no Agreste Central Pernambucano,foi inaugurado o Memorial  J.Borges, com exposição de parte de sua obra e objetos pessoais
William Veras de Queiroz.

terça-feira, 18 de maio de 2010

     GRUPO BONGAR,CHÃO BATIDO COCO PISADO

             O Grupo Olindense Bonga lança seu segundo CD "Chão batido coco  pisado",o disco que tem a direção musical de Juliano Holanda(Orquestra Contemporanea de Olinda),o CD conta com 15 faixas autorais e colaboração de diversos músicos convidados. O Grupo Bongar,foi fundado em 2001 ,em Olinda.
 o Grupo Bongar tem um trabalho voltado preservação e divulgar a cultura Pernambucana. A formação dos integrantes tem origem no universo popular,especificamente da Comunidade religiosa Xambá. O Bongar mostra em suas apresentaçõestoda musicalidade do Coco Xambá,uma vertente desse ritmo tão presente no nordeste brasileiro, além de ciranda,camdoblé ,matacatú entre outros ritmos da cultura  de raiz. O Bongar também realiza oficinas de percussão e dança popular,confecção de instrumentos,aulas-espetáculos e palestras. O público ,através do show do Bongar terá a oportunidade de conhecer,não só a música ou a dança deste coco tão peculiar,mas compreender a formação historica e cultural  desta nação. O Bongar tem uma musicalidade muito forte de diversas influências musicais.Vivenciadas nos cultos afro-brasileiros,principalmente da linhagem Xambá. Os integrantes do grupo herdaram toda essa musicalidade desde a infância,ouvindo os mais velhos e aprendendocom eles os toques,as loas e danças,durante as festas da casa Xambá.

William Veras de Queiroz  2010 D.C - Santo Antonio do Salgueiro -PE.