sábado, 31 de agosto de 2013



Morre, aos 64 anos, o sanfoneiro pernambucano Duda da Passira

O cantor e compositor vencedor de um Grammy Latino era um dos maiores expoentes da sanfona pernanbucana
Beto Figueiroa
Descrição da imagem
Duda da Passira era um dos sanfoneiros mais ilustres de Pernambuco
Pernambuco perdeu, na madrugada desta sexta-feira (30/8), o cantor, compositor e sanfoneiro, Duda da Passira, aos 64 anos. Ele estava internado no Hospital da Restauração há nove dias e faleceu após o agravamento da uma hemorragia hepática.

Duda da Passira tinha mais de duas mil músicas gravadas em estúdio. Além de ter gravado com Jorge de Altinho, acompanhou Luiz Gonzaga na turnê “Danado de bom”. Sua carreira tomou impulso quando, na década de 1980, conheceu, juntamente com o sanfoneiro Toinho de alagoas, o produtor e flautista, Zé da Flauta, que resolveu gravar algumas músicas com eles e mais Heleno dos Oito Baixos e Zé Orlando, o que resultou no disco "Forró Brasil", que venceu o Grammy Latino em 1991.

Duda também tocou em Berlim, na Casa da Cultura Mundial, em 1993. O último show de Duda de Passira foi em 17 de agosto, uma homenagem ao mestre Dominguinhos.

O velório será realizado no sábado (31/8) a partir das 9h, em Vitória de Santo Antão, terra do artista.  O local do enterro ainda não foi confirmado.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013




Atenção RECIFE !!!!!! Nosso filme entra em cartaz no cinema APOLO no Recife antigo !! Não deixem de ver esse longa metragem inovador que traz apenas um ator e não tem diálogos. Matheus Nachtergaele vive um caatingueiro que contracena com a fauna e a flora deste inóspito habitat. E a trilha sonora ? quase toda 
dos Matingueiros !!!!! Contamos com vocês !!!!!


Wagner Miranda/Matingueiro-Petrolina-PE


MESTRE BIA DO ISQUENTA MUIÉ DE ALAGOAS



 João Galdino da Silva,assim foi registrado o Mestre Bia,
no cartório de Viçosa,município situado no vale do Mundau,
no estado de Alagoas.O mestre dos pífanos da terra dos
 marechais ,nasceu no dia 8 de maio de 1932. Galdino
 logo cedo assumiu seu amor pela cultura popular e fundou
 com vizinhos o  isquenta muié (nome das bandas de pifanos
 em Alagoas),e andou pelos sertões do seu estado,
tocando
 em renovações
 religiosas  e festas de padroeira em cidades e pequenos
 povoados. Aos 81 anos de idade,ele continua incansável 
soprando 
os pífanos para alegria do seu povo. No ano de 2010,
ainda que tarde,veio o reconhecimento,recebeu da Secretaria
 de Cultura do seu estado o título de Patrimônio Vivo 
da Cultura Popular. 





quinta-feira, 29 de agosto de 2013

quarta-feira, 28 de agosto de 2013


Canta América

Não o canto de mentira e falsidade
que a ilusão ariana
cantou para o mundo
na conquista do ouro
nem o canto da supremacia dos derramadores de sangue
das utópicas novas ordens
de napoleônicas conquistas
mas o canto da liberdade dos povos
e do direito do trabalhador...



                                    SOLANO  TRINDADE

 Solano Trindade,foi um poeta brasileirofolcloristapintor,atorteatrólogo e cineasta. Nasceu no Recife, em 24 de julho de 1908 —Filho do sapateiro Manuel Abílio Trindade, foi operáriocomerciário e colaborou na imprensa. 
No ano de 1934 idealizou o I Congresso Afro-Brasileiro no RecifePernambuco, e participou em 1936 do II Congresso Afro-Brasileiro em SalvadorBahia.

Mudou-se para o Rio de Janeiro, nos anos 40 e logo depois para a São Paulo, onde passou a maior parte de sua vida no convívio de artistas e intelectuais. Participou de um grupo de artistas plásticos com Sakai de Embu onde integrou na produção artística a cultura negra e tradições afro-descendentes. O poeta foi homenageado com o nome em uma escola e uma rua na região central do município.Faleceu na cidade do Rio de Janeiro,em 19 de fevereiro de 1974

Livros

  • Os Pintos de Uma Vida Simples, Rio de Janeiro, 1944,
  • Cantares ao Meu Povo, São Paulo, 1963.


Neves Torres

Neves Torres nasceu na cidade mineira de Conselheiro Pena em 1932. Durante sua infância morou em várias cidades mineiras, mas foi em Mutum, para onde se mudou em 1949, que ele passou boa parte de sua vida. Em Mutum se tornou adulto, trabalhou como mecânico, motorista e tratorista, até comprar um pequeno sítio. Neste sítio plantava café e cultura de subsistência. Lembranças dessa fase de sua vida estão hoje retratadas em sua obra. Em 1963 ficou viúvo, mudou-se outra vez para Mutum e voltou a trabalhar como tratorista. Algum tempo depois mudou-se para Vitoria-ES, onde trabalhou como serralheiro e outra vez como tratorista. Neste último ofício permaneceu até se aposentar.

Foi depois de se aposentar que Torres Neves começou a se dedicar à pintura. Buscou essa atividade para se distrair. Incentivado por alguns amigos que pintava em tecido, experimentou suas primeiras pinceladas pintando panos de prato. Somente em 2007, com a ajuda do filho, começou a pintar em tela. Desde então, não só não parou de pintar, como criou um estilo próprio para sua obra. Paisagens montanhosas, árvores, pedras, bichos, lagos, trabalhadores rurais, plantações; tudo que nos remete ao ambiente rural pode ser encontrado na obra desse artista, representados com traço simples e cores suaves, calmas. São lembranças de sua vida em Mutum, onde cada cena destas era a realidade do dia a dia de trabalho árduo ou da paisagem que o rodeava.


Em 2008, enviou seus trabalhos para a Bienal Naif de Piracicaba e na sua primeira participação foi um dos artistas selecionados, tendo seu trabalho no catálogo da Bienal. Dois anos mais tarde, participou novamente da Bienal Naif e desta vez recebeu o prêmio de aquisição. Em 2012, a Galeria Estação (São Paulo, SP) organizou uma exposição intitulada Neves Torres Pintura, sob a curadoria de Tiago Mesquita.

Fonte:
Neves Torres Pinturas / Vilma Eid, Germana Monte-Mór; curadoria Tiago Mesquita. São Paulo : Lis Gráfica 2012.

terça-feira, 27 de agosto de 2013





 1ª Mostra Cafuringa de Teatro de Rua
SOBRE A MOSTRA

O Grupo Cafuringa estreou o seu primeiro espetáculo no início de 2013. Nesse mesmo ano decidimos realizar mais um projeto: a 1ª Mostra Cafuringa de Teatro de Rua. Desejamos, com isso, promover o encontro dos artistas com o p
ovo através de uma programação gratuita, plural e de qualidade, de maneira a contribuir com a valorização do fazer teatral nos espaços públicos da cidade e, dessa forma, dialogar com os cidadãos, sem nenhuma espécie de discriminação, onde todos possam conviver em suas diferenças.

Temos a honra de ter nessa primeira edição a participação do Velho Dengoso, mestre do Pastoril Profano. Ele irá gravar o seu primeiro DVD e deixará para a história um registro da sua preciosa brincadeira. O Velho Dengoso conheceu Cafuringa, trabalharam juntos nas ruas da cidade e formam, por conseguinte, o nosso panteão de sábios populares, junto com Pinto, Diabolim e Charlito, figuras que também nos prestigiam nessa Mostra.


A Mostra Cafuringa de Teatro de Rua surge com muita alegria, junto com parceiros de São Paulo e Ceará, enfatizando, portanto, o caráter nacional da Mostra. Sabemos que a brincadeira será a nossa principal celebração e, certamente, firmaremos esse trabalho no calendário cultural da cidade do Recife. Com isso, esperamos que todos os artistas de rua do mundo sintam-se reverenciados e que o Mestre Cafuringa continue vivo na memória do povo. Evoé!
Luiz Ruben reuniu todos os planos de..."Como Capturar Lampião" 


Pesquisando os jornais da Bahia, começando do ano de 1928 até o final da década de 30, dentre eles, A Tarde, Diário da Bahia, Diário de Notícias, O imparcial, Nova Era, incluindo também jornais de outros estados, como, A República, de Alagoas, Diário Oficial do Poder Legislativo de Pernambuco, além dos Boletins da Polícia Militar da Bahia, para um trabalho onde parte dele publiquei em outros livros, observei que existia uma preocupação muito grande, não só do estado, mas, uma verdadeira fixação de grande parte da sociedade civil, com o extermínio do grupo de Lampião. 

Foi publicado na época, além das estratégias do estado, ideias, algumas absurdas e fantasiosas de como fazer isso. Assim, resolvi extrair da minha pesquisa, a parte que encontrei sobre esse assunto e transcrevo as matérias ao longo do livro....

Preço: R$ 30,00 Livro (142 páginas)

segunda-feira, 26 de agosto de 2013



                                               

Adoro andar de bicicleta. Mas neste dia deixei minha eguinha na garagem e resolvi caminhar da minha casa, no Leblon, até o Arpoador e voltar. Enquanto retornava pelo calçadão, ia cantarolando as belezas do Rio: “Eu te procuro no Leblon, Copacabana / vejo velas de umbanda / um buquê jogado ao mar”.

Ao passar em frente ao Posto 9, cantei: “Andar andar / nas ruas do Rio de Janeiro / dezembro abril / a todo mundo eu dou psiu / perguntando por meu bem /ainda resta um assobio / um desejo, nada além”.

Ao me aproximar do Jardim de Alah, lembrei de uma canção que compus há muitos anos, logo que cheguei na Cidade Maravilhosa: “Era verão na cidade de São Sebastião / do meu Rio de Janeiro / fevereiro se rendia / se entregando por inteiro / seu azul seu mormaço a março que é mês do desejo..”.

Parei numa barraca de coco e fiquei contemplando o pôr-do-sol dourado e divino que desmaiava junto ao Morro Dois Irmãos. O sol caiu lentamente enquanto a lua surgia no céu. Em silêncio, quando somente as imagens sem música povoavam a minha mente, caminhei até o final do Leblon. Passei por manifestantes acampados que protestavam contra Cabral.

Sigo em frente e olho para os lados antes de atravessar a pista. No lado esquerdo, carros retidos diante do sinal fechado. Olho para o outro lado, não vejo ninguém. Coloco o pé na ciclovia e, num susto, vejo aproximar-se de mim o vulto de um ciclista todo vestido de preto, numa velocidade inacreditável. Joguei o corpo para trás, mas senti que o guidon se chocara contra minha mão esquerda. Urrei de dor.

Ainda tive tempo de escutar alguém que passava gritar para o desastrado ciclista: “Filho-da-Puta!”, enquanto o sujeito desaparecia a toda velocidade pela infinita ciclovia. Não havia mais som ou imagem. Fui direto para uma clínica e obtive o diagnóstico: fratura na mão esquerda, quatro semanas sem tocar violão. Tive de adiar meu show acústico no Teatro Oi Casagrande, que estava marcado para o fim do mês (e passou para o dia 17 de setembro).

No dia seguinte, desafiando a mim mesmo, saio para caminhar com um braço imobilizado e pendurado na tipoia. Muitos param para me perguntar o que acontecera com minha mão e relato pacientemente o ocorrido. Um gari da prefeitura se aproxima, cantando “Anunciação”. Quando explico o acidente, o gari resume, com sabedoria: “ciclovia não é pista de corrida”. Andar, andar nas ruas do Rio. Desviando dos buracos nas calçadas de pedrinhas portuguesas e de ciclistas inconsequentes. O direito de um termina quando começa o do outro.

ALCEU VALENÇA

Até o domingo (1/9), Pernambuco recebe a 11ª edição do Festival Estudantil de Teatro e Dança, uma vitrine para grupos de teatro e dança de escolas, universidades e cursos de artes cênicas do estado. Em cartaz no Teatro Apolo desde o dia 14/8, o festival homenageia o escritor e diretor de teatro Manoel Constantino e a bailarina, coreógrafa e diretora do Grupo Grial de Dança, Maria Paula Costa Rêgo, são os homenageados. O evento é uma realização do produtor Pedro Portugal, com incentivo do Funcultura, do Governo de Pernambuco e o apoio daPrefeitura do Recife.

O festival, que já acontece desde 2003, tem o objetivo de revelar talentos para a cena artística pernambucana, e vem dando muito certo. O Grupo Magiluth Teatro, hoje conhecido e reconhecido nacionalmente, foi revelado no festival.

O evento é competitivo e todos os grupos participantes concorrem a troféus. Parte da venda dos ingressos antecipados é revertida para a produção dos grupos.
 

domingo, 25 de agosto de 2013


VICENTE BARRETO


Cantor e compositor  nascido em salgadelha,vilarejo de Conceição do Coité,região produtora de sisal,no sertão da bahia,mas criado no município de Serrinha,começou a tocar na adolescência,integrando a orquestra da cidade de Serrinha. Tornou-se autodidata na arte de tocar violão.Parceiro de grandes nomes da  Música Popular Brasileira,ao longo de sua carreira gravou 10 discos,entre CDs,Compacto e LPs.  O grupo pernambucano Quinteto Violado foi quem primeiro gravou uma música de Vicente Barreto,Baião do Quiji",em 1973,no disco "Berra Boi.  "  A Parceria em Baião do Quinji é com Fábio Paes.Aos 25 anos foi apresentado a Vinicius de Moraes,com quem compôs a música Eterno Retorno,gravada pela cantora Márcia no LP Ronda de 1979,além do próprio Vicente no CD Mão Direita,em 1996... Em 1979,já estabelecido em São Paulo,ele grava seu primeiro LP,contando com a participação de Gonzaguinha na música Abençoado e Santo... No final da década de 70,Vicente Barreto Começa a trabalhar com Tom Zé,apresentando-se no circuito universitário paulistano e participando dos arranjos de base nos discos Estudando o Samba e Correio da Estação do Brás,divulgados internacionalmente por David Byrne e seu selo Luaka Pop. Também compôs com Tom Zé,"Hein!", "Esteticar" e   Outra parceria de a atualissima "Vaia de Bêbado não Vale"...  Outra parceria de grande sucesso foi com Alceu Valença,nas músicas Morena Tropicana,Cabelo no Pente,Pelas Ruas que Andei,Tirana,Dia de Cão,Vou pra Campinas e Pirapora,que projetaram a carreira dos dois artistas no cenário nacional e internacional.A partir daí,Vicente Barreto passou   a ser reconhecido como um grande compositor da Música Popular Brasileira... diversas intérprete da MPB também cantaram as músicas de Barreto. Mônica Salmaso e Vânia Abreu gravaram Na Volta que o mundo Dá,com letra de Paulo César Pinheiro,parceiro em diversas canções e um dos mais importantes da carreira de Vicente.As mais recentes interpretações das músicas de Paulinho e Vicente foram nas vozes de Maria Bethânia,em Capitão do Mato,música gravada no CD Brasileirinho e na voz da cantora Sônia Rosa que       gravou a música Pássaro Solto no CD Depois do nosso Tempo,produzido em Tóquio em 2007... Celso Viáfora,letrista e compositor paulistano,é outro parceiro constante.A composição mais conhecida é A Cara do Brasil,música gravada por Ney Matogrosso no CD  Olhos de Farol,agora regravada por ele em seu novo lançamento.Outros sucessos da dupla são Por um Fio e A Noticia... Outros parceiros importantes para a carreira de Vicente Barreto foram Bechior,Antonio Carlos Carvalho,Walter Queiroz,Chico César Herminio Belo de Carvalho,Jorge Melo,Paulinho Pedra Azul,Luiz Nassif,entre outros... Desde seu último disco gravado "Noites sem fim dos Forrós",no ano de 2002,Vicente Barreto,com a inquietação que movimenta os grandes artistas,vem aprimorando  suas composições e seu modo de cantar na procura por novos caminhos.Essas mudanças  podem ser percebidas em seu novo CD, o de número dez em sua carreira. O álbum que recebe o nome de Vicente,também foi disponibilizado em japonês e pode ser  encontrado na internet no ITUNES...Novas parcerias também trouxeram uma cara nova ao disco.Zeh Rocha,compositor pernambucano,parceiro de Vicente no inicio da carreira,retorna com quatro belas músicas.Carlos Rennó,letrista e jornalista paulistano dá um tom moderno e atual à faixa "Esse Rio"...Gravado em Campinas e produzido por Marco Bosco para Koala Recordes,o álbum conta com arranjos de Paulo Calasans,que também tocou todos os teclados,Marco Bosco na percussão e, pela primeira vez,Rafa Barreto, seu filho,participa da gravação dando um toque especial às músicas com o som tirado de sua guitarra.

sábado, 24 de agosto de 2013




Debaixo de 311 milhões de metros cúbicos de água do rio pajeu, submersas pela barrgem de Serrinha, construída na década de 90,pelo DNOCS.Restou uma fotografia para a historia da capelinha da extinha Vila São Francisco, antigo distrito de Serra Talhada,no sertao pernambucano. A igrejinha foi local de batismo do garoto Virgolino Ferreira da Silva, o cangaceiro Lampião.  A vila São Francisco existiu como um dos distritos mais prósperos da Capital do Xaxado, com grande tino para o comércio. A vila chegou a ter uma feira por semana, onde boa parte dos serra-talhadenses convergia para o lugar para fazer compras.

                



Mote:
"Se o tempo não passasse e a gente não envelhecesse"

Foi na Prata-PB, cantando no beco da bodega de Mariano Morcego, com Lino Pedra Azul, quando começou esta bela sextilha:

Se o tempo não passasse
E a gente não envelhecesse
Se chegasse aos vinte anos
Nem subisse e nem descesse...

Nisso, chegou Pedro Caial - um negro magro, comprido e desengonçado, completamente embriagado, mas grande admirador do cantor. Caial partiu para lhe dar um abraço, caindo por cima dele, quase derrubando-o. Alguém da platéia, de pronto, veio acudir e levou Pedro Caial embora; Pinto se peneirou e retomou a sextilha:

Se o tempo não passasse
E a gente não envelhecesse
Se chegasse aos vinte anos
Nem subisse e nem descesse
Diz agora o que é que eu faço
Com um "fela da puta" desses!

sexta-feira, 23 de agosto de 2013





O grupo Caxangá, quinteto dedicado ao estudo da música instrumental brasileira, se apresenta nesta sexta-feira (23/8), em Petrolina. A apresentação acontece às 19h30, no espaço Instituo Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF Sertão - PE) e integra o projeto “CDU/Circular Caxangá”, que leva música de matrizes brasileiras para circulação entre universidades de vários estados brasileiros.

O projeto, concebido pelo músico Sérgio Godoy, é uma realização da SIM Produções Culturais e Artísticas e conta com o incentivo do Funcultura, programa da Secretaria de Cultura do Estado e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco - Fundarpe.


Audiovisual

Inscrições para a 4ª Mostra Nacional Curta Sertão prorrogadas!

A Mostra Nacional Curta Sertão chega à sua quarta edição este ano, com exibição de filmes em Floresta e Belém de São Francisco, mantendo o caráter competitivo e não-competitivo para curtas-metragens de até 25 minutos de duração. A inscrição é gratuita e teve o prazo prorrogado para o dia 15/9.
Serão aceitos filmes ou vídeos brasileiros, que tenham sido finalizados entre 2011 e 2012, nos gêneros ficção, animação ou documentário, realizados em qualquer formato (35mm, 16mm, DVcam, Betacam, MiniDV etc.), desde que possuam cópia de exibição em DVD.

Fique atento ao novo prazo e faça a sua inscrição!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013



 Ariano Suassuna

O escritor Ariano Vilar Suassuna, 86 anos, está internado no Hospital Português, no Recife, onde chegou às 9h da quarta-feira (21/8), depois de sentir-se indisposto. Por recomendação médica, submeteu-se a exames. Foi diagnosticado um infarto. O escritor, que é secretário da Assessoria Especial do Governo de Pernambuco, está consciente, conversando com a família e bem-humorado. Ele deve permanecer internado, à espera de resultados de alguns exames. Um boletim médico será divulgado até o final do dia pela equipe médica do Hospital Português.



Leia o depoimento do músico Alceu Valença sobre a sua passagem por Pernambuco neste último final de semana, quando tocou em Pesqueira durante o Festival Pernambuco Nacao Cultural!
Decio(pai de Alceu) 
  
Escrevo deitado em minha cama, no Rio de Janeiro, após uma maratona que cumpri neste fim de semana. Saí de casa na quinta para ver minha mãe em Recife. Depois de beijos e muitos afagos, ela me ofereceu um chocolate e declamou um poema de Casimiro de Abreu. Perguntei se eu poderia filmá-la para poder compartilhar com vocês este momento e ela, prontamente, respondeu: “Não, meu filho, não gosto de aparecer. O palco é seu!”. Respeitei seu anonimato, seus cabelinhos brancos e sua firmeza quando se posiciona. Ao me despedir, sempre escondendo minha mão machucada para não preocupa-la, mamãe me fala: “Siga, meu filho, a vida é uma viagem e você é meu disco voador, meu OVNI. Faça seus shows e leve alegria para o povo. Você nasceu para isso. Mas, não se esqueça: Alceu é uma concessão que eu faço a todos, mas, na verdade, você é Al Meu.”
No dia seguinte, pegamos a estrada rumo a Pesqueira, cidade onde meu pai, Décio, nasceu. Antes, demos uma passadinha na minha São Bento para rever os amigos e primos. O retorno `a minha região recarrega minhas baterias, me enche de energia e tranquilidade. O show em Pesqueira foi caloroso, amoroso e fraternal! Aquelas milhares de pessoas pareciam ser minha família, tamanha intimidade e integração entre nós. No café da manhã, no excelente Hotel Cruzeiro, encontro várias pessoas que teceram loas ao meu pai pela sua ética, inteligência, simpatia e humanidade. Senti uma doce saudade!
Retornamos a Recife, diretamente para o aeroporto. Chegando no Rio, fomos direto para Maricá onde o povo cantou e improvisou, destruindo a imaginária fronteira entre o palco e a plateia. Na verdade, nós somos reflexo de tudo. Minha mãe, meu pai e meu público são meus espelhos!

Alceu Valença
Texto escrito numa manhã de domingo na cidade de São Sebastião do meu Rio de Janeiro.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

    CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE - JUAZEIRO DO NORTE- CE.


                           DONA CARMINHA DO PASTORIL


Maria do Carmo Menezes Morais,Nasceu em 11 de março de 1939 ,na cidade de Flecheiras do Mundaú,municipio encravado no oeste do estado do Ceara, teve os primeiros contatos com o pastoril através de sua mãe, com quem foi brincante e aprendeu tudo sobre o folguedo natalino. Ainda criança, mudou-se para Paracuru, onde, depois de adulta, organizou as crianças da vizinhança e passou a ensinar o que sabia, sendo fiel à tradição dos  cânticos, personagens, figurinos e coreografias.

terça-feira, 20 de agosto de 2013



                                                    Zominho Aboiador


Zominho Aboiador é o nome artístico de ManoelFernandes Neto. Ele nasceu em Palmeira dos Índios,bacia leiteira do estado de Alagoas,no Povoado Lagoa do Curral, em 12 de fevereiro de1945. É filho de Maria e Dativo Fernandes da Silva.
 Iniciou em 1992, em dupla, com Givanildo Fernandes da Silva, seu sobrinho, cantando durante três anos Aboio/Toada em diversosbares de nossa Cidade. Depois formou dupla com Antônio Sobrinho ( também seu sobrinho ), durante 14 anos, e em trio a partir de 2009, com Antônio Sobrinho e Nêgo Aboiador. Só a partir deformar dupla com Antônio Sobrinho, foi que ele começou aparticipar como convidado em Pegas de Boi no Mato: umtipo de competição em que os vaqueiros participantesusam um traje, popularmente chamado de “incorados”:usando jibão, chapéu de couro e perneiras, e os cavalos

uma proteção, chamada peitoral.
Zominho gravou em 2001 o seu primeiro CD, em duplacom Antônio Sobrinho e em trio, com Antônio Sobrinho eNêgo Aboiador, já lançou 4 CDs independentes. Suasprincipais composições são: O Sofrimento de UmaMulher, A Batida de Um Caminhão, Moça Namoradeira eEu Nasci no Meu Sertão, todas em parceria com Antônio
Sobrinho.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013



                                         TATUAGEM,O FILME

Na sua estreia, o longa-metragem Tatuagem, de Hilton Lacerda, conquista 4 prêmios no Festival de Gramado. Parabéns para toda a equipe! Viva o cinema pernambucano!
O 41º Festival de Cinema de Gramado chegou ao fim! O Tatuagem recebeu os prêmios de Melhor Longa Brasileiro, Melhor Ator (Irandhir Santos), Melhor Trilha Musical (DJ Dolores) e o Prêmio da Crítica de longas brasileiros.

Nosso mais caloroso abraço a todos da equipe e elenco, que com ardor e amor construíram esse filme! Viva!


Crédito da foto: Flávio Gusmão



                                                                     Nicola

Jaime Nicola de Oliveira, o Nicola, é um escultor pernambucano nascido no município de Quipapá. Escultor desde os dezessete anos se mudou para Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana do Recife, onde mora atualmente. Nicola talha na madeira e na pedra calcaria vários tipos de figuras, embora os anjos e os santos sejam predominantes. Dono de apuro técnico e de grande sensibilidade artística, suas esculturas se espalharam pelo Brasil e pelo exterior. Atualmente suas peças fazem parte das exportações pernambucanas d

Além da madeira e da pedra calcaria, Nicola também utiliza outros materiais para produzir suas obras, como o granito, a pedra sabão, o concreto e o marfim. As peças do artista apresentam-se com uma forte influência da estética barroca. Para ele, as obras do mestre Aleijadinho representam uma fonte inesgotável de inspiração e admiração, daí sua preferência pela temática religiosa. Os anjos de Nicola são uma unanimidade e os pedidos não param de chegar de varias partes do mundo.

Com seu trabalho Nicola foi premiado em várias exposições em que participou, dentre elas a 1ª Bienal de Artesanato do Nordeste. Suas obras fazem parte  do acervo de importantes museus e coleções particulares pelo mundo.

Contato com Nicola:
Av. Comercial, 8383, Barra de Jangada
Jaboatão dos Guararapes, PE
Tel: (81) 3469-0421

domingo, 18 de agosto de 2013

Foto: Cultura.PE | VI Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco

Ele é Patrimônio Vivo de Pernambuco. Fez sua primeira embolada aos 8 anos, em Garanhuns (PE), onde foi criado. Hoje, tem 79 e inúmeros cocos feitos de improviso. Sua mão, como diz, foi feita pra tocar pandeiro e, nem quando se sentiu injustiçado, usou-as pra fazer justiça ou outra coisa. O Mestre Galo Preto, seu nome de artista, traz a cultura pernambucana no sangue. Uma arte da inventividade feita na adversidade. Já tocou em vários cantos do País e foi parceiro de nomes como Jackson do Pandeiro. Depois de tudo isso, foi ele, com muita honra para nós, quem subiu ao palco do Teatro Arraial, agora há pouco, para encerrar as atividades do Seminário do Patrimônio Cultural e Políticas Públicas: (Des)envolvimento e Desafios. Foi convidado pelo presidente da Fundarpe, Severino Pessoa, para fazer a apresentação e agradeceu o chamado com emoção e simplicidade. Salve o mestre!

                               MESTRE GALO PRETO

Ele é Patrimônio Vivo de Pernambuco. Fez sua primeira embolada aos 8 anos, em Garanhuns (PE), onde foi criado. Hoje, tem 79 e inúmeros cocos feitos de improviso. Sua mão, como diz, foi feita pra tocar pandeiro e, nem quando se sentiu injustiçado, usou-as pra fazer justiça ou outra coisa. O Mestre Galo Preto, seu nome de artista, traz a cultura pernambucana no sangue. Uma arte da inventividade feita na adversidade. Já tocou em vários cantos do País e foi parceiro de nomes como Jackson do Pandeiro. Depois de tudo isso, foi ele, com muita honra para nós, quem subiu ao palco do Teatro Arraial, agora há pouco, para encerrar as atividades do Seminário do Patrimônio Cultural e Políticas Públicas: (Des)envolvimento e Desafios. Foi convidado pelo presidente da Fundarpe, Severino Pessoa, para fazer a apresentação e agradeceu o chamado com emoção e simplicidade. Salve o mestre!