quarta-feira, 30 de novembro de 2016

                                O cantor Daniel Bento, em recente apresentação na capital francesa


       Daniel Bento espalha cultura            pernambucana pela Europa


Com a bagagem de trinta anos dedicados à música popular nordestina, o cantor, compositor e sanfoneiro pernambucano Daniel Bento está em turnê pela Europa. O espetáculo “30 anos de chão” tem atraído um bom público às apresentações em cidades como Paris, Barcelona e Frankfurt. Muitos brasileiros – que acabam matando um pouco a saudade de casa -, mas também gente de todo lugar apaixonada pelo nosso forró.
“Esta é a quarta vez que pego essa estrada, indo ao encontro das associações que dão aulas de dança, que estimulam e fazem a música brasileira e a pernambucana acontecerem por aqui”, explica o cantor, enquanto se prepara para os dois últimos shows da temporada. “As pessoas de todos os países estão absorvendo muito bem o forró pé de serra e o baião, é impressionante como amam o forró tradicional, com triângulo, sanfona e zabumba”, acrescenta.
Figurando entre os principais nomes da música feita hoje em Pernambuco, Daniel imprime em suas composições o cotidiano, os afetos, as histórias do povo brasileiro, como um bom discípulo do mestre Luiz Gonzaga. A turnê que celebra essas três décadas de muitas conquistas, como prêmios e participações nos maiores festivais internacionais do gênero, encerra no próximo sábado (03/12), em Berlim, capital da Alemanha. No repertório, a raiz da tradição nordestina, também eternizada por nomes como Jackson do Pandeiro e Azulão.
                                Registro da passagem pela Alemanha, com realizadores e artistas locais
“Vai ser um show grandioso, interpretando canções de Gonzaga com a participação de músicos da Filarmônica de Berlim, uma verdadeira fusão da música erudita com a cultura popular”, adianta o artista que, antes de viajar, reuniu materiais turísticos e informativos culturais sobre Pernambuco. Em cada show, monta pequenos estandes de divulgação,com uma forma de incentivar o público estrangeiro a conhecer o estado.


SERVIÇO

Show “30 anos de Chão”, Daniel Bento | Turnê na EuropaQuinta-feira, 1º de dezembro, em Dresden (Alemanha)
Sábado, 3 de dezembro, em Berlim | Horário: 22h
Local: Tanzstudio Dança Frevo (Mehringdamm 33, Hof III EG, 10961 Berlin-Kreuzberg)
Ingresso: 10 euro
Roteiro das apresentações anteriores:
06/11 – Frankfurt (Alemanha)
11/11 – Barcelona (Espanha)
12/11 – Stuttgart (Alemanha)
15 e 16/11 – Paris (França)
19/11 – Zurique (Suíça)
26/11 – Genebra (Suíça)
Cultura PE

quarta-feira, 23 de novembro de 2016



                           MESTRE ANTONIO LUIZ


Antonio Luiz de Souza,nasceu em 21 de setembro de 1951,na cidade de Potengi,município situado na região do Cariri,no sul do estado do Ceará.
O mestre do reisado de caretas,teve por toda sua vida o trabalho dedicado na agricultura de sub-existência,algo pertinente aos moradores do semi-árido nordestino, as condições adversas ao estudo,levou Antonio Luiz e a família a dedicarem ao cultivo da terra.

Mestre Antonio Luiz trás o legado de brincante do avô Raimundo Maximiano(in memória),que trouxe o folguedo para a familia por volta da década de 30,onde brincou reisado nos terreiros da antiga casa da familia,às margens da Lagoa  Sassaré . Os mestres  Muliquim e Chagas deram continuidade ao folguedo popular até o ano de 1975,no dia 6 de janeiro deste ano,até nossos dias, a responsabilidade foi passada para Antonio Luiz que com muito esforço e orgulho comprou parte do material,entre máscaras e figuras e assim deu inicio a um novo tempo no Reisado do Sassaré.




Antonio Luiz passa o que aprendeu como brincante aos agricultores e famíliares do Sassaré,a partir daí começam aparecer convites para eventos,pessoas  de outras regiões visitam o Sassaré para ver o reisado,jornalistas, produtores culturais,pesquisadores,entre eles, o dirigente do filme Romance de terre et d eau que leva imagens da manifestação para outros horizontes.



A vida nunca foi fácil para esse sertanejo e sua atual realidade não destoa,é notória a pobreza que cerca Antonio Luiz,sobrevivem com 50,00 R$ transferido de um programa social do governo federal e faz alguns "bicos" nos dias de feira livre na cidade de Potengi.



O mestre Antonio mora com a esposa,Rosa,numa casinha de taípa,com sala ,um quarto,cozinha,um pequeno corredor e um depósito onde guarda o material do reisado numa propriedade rural de (6) tarefas. Mestre Antonio Luiz acredita que a felicidade mora naquele grotão e assim, celebra esse sentimento como brincante do folguedo popular.


William Veras de Queiroz - Sitio Riacho do Mel,Sertão do Moxotó- Novembro 2016 d.C

segunda-feira, 21 de novembro de 2016



Ivonaldo Veloso de Melo

Ivonaldo Veloso de Melo é um pintor pernambucano nascido em Caruaru em 1943. Mudou-se com a família em 1962 para São Paulo, onde começou a pintar quatro anos mais tarde, como autodidata. Em 1968 fez sua primeira exposição, que seria seguida pela sua mudança para a Europa, onde permaneceria por cinco anos expondo em varias cidades européias, como Amsterdam, Paris, Colônia e Bruxelas; dentre as exposições mais importantes desta época se destacam a Trienal de Bratislava (1972), a Feira Internacional de Arte de Dusseldorf (1973) e o Salon International d'Art Contemporain de Paris (1973). Hoje Ivonaldo é considerado um dos mais importantes pintores da arte naif brasileira, com trabalhos em importantes museus e galerias espalhados pelo mundo. Antes de se tornar pintor, Ivonaldo trabalhou como vendedor ambulante, balconista e bancário.

Ivonaldo Veloso de MeloBurro e galinhas, acrílica sobre tela.

A arte de Ivonaldo é livre, pura, ambientada nas coisas do Nordeste brasileiro. “Ivonaldo é um pintor bucólico retratando cenas e momentos da vida da gente do campo, dos agricultores, vaqueiros, feirantes, dos homens e mulheres do interior rural. (...) Ivonaldo, um primitivo valioso. Um grande poeta lírico. Um encantador como um músico popular, um violeiro. Um valioso artista" [IVONALDO. Apresentação de Theon Spanudis. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1986].

Ivonaldo Veloso de MeloO acordeonista, acrílica sobre tela.

Ivonaldo Veloso de MeloBananeiras e papagaios, acrílica sobre tela.

Ivonaldo Veloso de MeloCiclista com abacaxis, acrílica sobre tela.

O artista coleciona alguns prêmios na sua carreira, como: o Prêmio Suíço de Pintura Ingênua Internacional, na Galeria Kasper Morges, Suíça (1984); o prêmio máximo do Concurso Internacional de Pintura Primitiva Moderna, em Morges, na Suíça (2008).

Ivonaldo Veloso de MeloAlimentando as galinhas, acrílica sobre tela.

Ivonaldo expôs sua obra em varias galerias pelo mundo, como a Galeria Voltaico, Rio de Janeiro (1969); Galeria Vila Rosa, São Paulo (1969); Galeria dos Serviços Culturais dos Estados Unidos, São Paulo (1970); Museu do Sol Penápolis SP (1972); Galeria Glaube I, Colônia, Alemanha (1973); Galeria D'Arte Arno,Florença, Itália (1974); Galeria Cinecave, Utrecht, Holanda (1974); Galeria La Porte de Jade, Bruxelas, Bélgica (1974); Galeria Debret, Paris (1974); Galeria Hamer, Amsterdã, Holanda (1979), dentre outras.

Ivonaldo Veloso de MeloCavaleiro com bois, acrílica sobre tela.

O artista participou ainda de várias mostras, no Brasil e no exterior, como: 2º Salão de Arte Contemporânea, Museu de Arte de São Paulo, São Paulo (1970); Le Salon 74, Grand Palais, Paris, Prix Louis Dumoulin (1974); 1º Encontro Uruguaio-Brasileño de Arte Naif, Montevidéu, Uruguai (1976); Le Salon 77 e Le Salon 78, Grand Palais, Paris (1977 e 1978);  Les Naifs Fêtent le Carnaval, Museu International d'Art Naif (1984); Connaissance des Naifs. Marselha, França (1985); O Mundo Fascinante dos Pintores Naïfs, Paço Imperial, Rio de Janeiro, RJ (1988); Bienal Naifs do Brasil, Sesc Piracicaba, Piracicaba, SP (1994, 1996, 2002); Arte Naif, Galeria Jacques Ardies, São Paulo (2000, 2001, 2002 e 2004).

Ivonaldo Veloso de MeloForró, acrílica sobre tela.

Ivonaldo possui obras no acervo de vários museus brasileiros como: o Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC), o Museu de Arte de São Paulo (MASP), o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) e o Museu Internacional de Arte Naïf do Rio de Janeiro.

Ivonaldo Veloso de Melotítulo desconhecido, acrílica sobre tela.

Ivonaldo Veloso de Melotítulo desconhecido, acrílica sobre tela.

Ivonaldo Veloso de Melotítulo desconhecido, acrílica sobre tela.

Ivonaldo Veloso de Melotítulo desconhecido, acrílica sobre tela.

Ivonaldo Veloso de Melotítulo desconhecido, acrílica sobre tela.
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sábado, 19 de novembro de 2016



                         JARBAS MARIZ

O cantor e compositor Jarbas Mariz Iniciou carrreira na Paraíba e vem desenvolvndo sua arte desde 1968,primeiro tocando nos conjuntos de baile"Pedras Rolantes " e " Os Selenitas " e depois defendendo músicas de outros compositores em festivais até assumir seu próprio  trabalho. Jarbas gravou seu primeiro disco solo," Transas do Futuro ",em 1977,pela Erla/Rauland.
Em 1990 gravou ,com Lula Cortes, o Álbum Instrumental "Bom Shankar Bolenath "(Acordemo-nos Deuses e Deusas a nossa própria Divindade),produzido pela gravadora Continental;hoje relançado em CD. Em 1995,Jarbas lançou seu CD " Vamos lá prá Casa ", pela Gravadora Camerati;
em 2000 gravou o CD " Forró do Gogó ao Mocotó ",em homenagem a Jackson do Pandeiro,pela " Atração Fonográfica " e em 2006 lançou o CD " Do Cariri pro Japão ", pela gravadora Pôr do Som/Atração.


 Iniciou seu trabalho em estúdio nas gravações de outros compositores e,já em 1974,participou do LP " Paêbiru ",de Zé Ramalho e Lula Côrtes. Em 1980,além da gravação instrumental,fez todos os arranjos de base de viola de 12 cordas do segundo LP de Cátia de França - " Estilhaços " - CBS. Participou também do álbum coletivo " Música da Paraíba Hoje - Vol. 1 " (1982) com a música de sua autoria " Um certo pessoal ". Jarbas tem importante trabalho como compositor e suas músicas já foram gravadas por artistas como Eliane,Marinês,Gilberto Gil,Marcos Mendes,Gereba(Grupo Alemanha),Lula Cortes,Fuba,M4J,Sabah Moraes,Paulo Vinicius,Eliane Camargo,Chico César,entre outros. Ao longo de sua carreira,Jarbas já dividiu o palco com grandes nomes,tais como Zé Ramalho,João do Vale,Elba Ramalho,Alceu Valença,Pedro Osmar,Vânia Bastos,Vange Millet,Xangai,Lourival Tavares,Demônios da Garôa,Mestre Ambrósio,Orquestra Jovem Tom Jobim e Dominguinhos,Lenine,Chico César e Osvaldinho do Acordeon,entre outros.  
Jarbas atuou,com Cátia de França,em importantes projetos como o " Pixinguinha"/80,primeiro,com Jackson do Pandeiro e Anastacia e,depois,com o Grupo Quinteto Violado e Paulo Diniz. Daí iniciou sua afinidade com Jackson do Pandeiro.  Em 1995,uniu-se ao trombonista Bocato e formou a Orquestra ' forrock and Roll " tocando ritmos como xote,maracatu,Côco,tc,em várias casas noturnas paulistanas. E, 1999 contou com a participação de Elba Ramalho em show no Projeto " Aldeia Brasilis"( SESC/Santo Amaro). Com o grupo M4J esteve no " Free Jazz"/2000,interpretando suas próprias músicas,e participou com Tom Zé do Rock in Rio "/2001 e do Projeto "Afinidades"(SESC Santana/SP) em 2008.
Jarbas,paralelamente ao seu trabalho solo,desde 1990,é integrante da banda do compositor Tom Zé,realizando shows nos Estados Unidos,Canadá e vários países da Europa como Inglaterra,França,Suiça,Itália,Holanda,Áustria e Alemanha,onde tem tido participação cantando e trocando nos espetáculos.
Entre tantos,ressaltam os show no "MOMA " e no Central Parque em Nova Iorque,o " Festival de Jazz de Montreal " e o show no "Barbican Center " em Londres,com a participação da Banda Tortoise,de Chicago. Em 2005,além de seus próprios shows,Jarbas participou,com Tom Zé,de uma tournée pela Europa,onde tocaram no 39º Festival de Jazz de Moutreux,na Suíça;no Festival Eurockness,na França;e no Fandango Festival,em Roma,entre outros.Esta tournée resultou no filme " Fabricando Tom Zé ",lançado em circuito nacional em 2007 e premiado nos Festivais de Cinema do Rio de Janeiro e de São Paulo,hoje encontrado em DVD.
Desenvolveu amplo trabalho como instrumentista,Jarbas participou, entre outras,da gravação dos discos de Tom Zé,onde canta,toca percussão e bandolim. Os Cds The Hips of Tradition e "Com Defeito de fabricação" foram produzidos pela Luaka Bop(Warner Bross),selo do compositor David Byrne,ex integrnte do grupo " Talking Heads " e os Cds e DVDs " Jogos de Amar ", " Estudando o Pagode " e " Danç-Eh-Sá", pela gravadora Trama. Em 2008 p, produzido pela Biscoito Fino.participou da gravação do CD " Estudando Bossa ." Anda com Tom Zé,  Jarbas gravou os CDs de dois espetáculos do Grupo " Corpo" de Dança/MG: " Parabelo "(Tom Zé e Zé Miguel Wisnik) e "Santagustin " (Tom Zé e Gilberto Assis),e de CDs da Banda Tortoise,de Chicago e da Banda Cake,da Califórnia.
 Jarbas mostra seu talento como mostra de trilhas para peças de teatro,assinando a direção musical dos espetáculo " Num lugar de La Mancha,de Mário Garcia-Guillen(que originou um CD,de mesmo título,gravado por Jarbas e sua banda e convidados) e " A guerra mais ou menos santa,de Mário Brasini,ambas dirigidas por Valério de Pietro. Ainda em relação a trilha, a música " Inverno I e II" de Jarbas Mariz e Lula Côrtes,faz parte do filme "
O Rochedo e a Estrela ," de Cátia Mesel. Em 2008,sua música " São Paulo Esquina do Mundo", em parceria com Assis Ângelo,integrou o CD,que levou o nome da música,e que é parte integrante do Livro " São Paulo Minha Cidade.com ", lançado pela SP Turismo,em homenagem à cidade de São Paulo. Neste mesmo ano Zé Ramalho lançou o CD " Zé Ramalho da Paraíba ," que resgata os shows gravados ao vivo,de 1973 a 1976,ainda na Paraíba,onde Jarbas participa de várias músicas. Atualmente,Jarbas Mariz está trabalhando com a divulgação do seu mais recente disco,uma coletânea de seus 5 CDs autorais,que será lançado pela Gravadora " Por do Som/Atração ".
 











Jarbas Mariz - Vamos Lá Pra Casa (1995)

"Mulher do Anibal", por Jarbas Mariz

sexta-feira, 18 de novembro de 2016



Sertão e Agreste recebem últimas exibições do Cinema na Estrada



Encerrando um percurso que começou em julho deste ano e já passou por 22 municípios pernambucanos, a caravana do “Cinema na Estrada” chega ao Agreste Meridional e ao Sertão de Itaparica nos próximos dias. Na cidade de Tacaratu, uma sessão especial vai acontecer na Aldeia Central do Território do Povo Pankarararu, a partir das 19h do sábado, 19/11.
Costa Neto/Secult-PE
Costa Neto/Secult-PE
Programação é gratuita e para todas as idades
“O Cinema na Estrada é um projeto simples, mas que contribui de maneira efetiva para a difusão dos filmes e o acesso dos pernambucanos às obras realizadas em Pernambuco. Muitas delas, inclusive, que contaram com recursos públicos estaduais alocados no Funcultura”, destaca Marcelino Granja, Secretário Estadual de Cultura.
Um caminhão adaptado com sistemas de som e projeção digitais estaciona em praças, ruas ou terreiros de comunidades tradicionais para exibir recentes curtas-metragens de cineastas pernambucanos, contemplando gêneros como animação, documentário e ficção. “O processo de escolha dos filmes que vão circular pelo Estado considerou aspectos como eixos temáticos, locais de produção das obras e a classificação indicativa, para que todos os públicos sejam bem-vindos às exibições, desde crianças à população idosa”, destaca Milena Evangelista, coordenadora de Audiovisual da Secult-PE.
Para a Presidente da Fundarpe, Márcia Souto, “o Cinema na Estrada dá mesmo esta importante contribuição à formação cultural da nossa gente, gera reconhecimento e promove, em muitos casos, a primeira vivência cinematográfica, já que ainda são poucas as cidades no Estado que contam com salas de exibição”.
Confira a programação:
Agreste Meridional
16/11 – Saloá
17/11 – Caetés
Sertão Itaparica
18/11 – Tacaratu (Centro)
19/11 – Tacaratu (Povo Pankararu)
PROGRAMAÇÃO
Programa 1
Salu e o Cavalo Marinho (Animação, 2014, 14 minutos, PE), de Cecília da Fonte
A Clave dos Pregões (Documentário, 15 minutos, 2015), de Pablo Nóbrega
Olhos de Botão (Ficção, 18 minutos, 2015) de Marlom Meirelles
Psiu! (Documentário, 20 minutos, 2014), de Antônio Carrilho e Juliana Lima
João Heleno dos Brito (Ficção, 20 minutos, 2014), de Neco Tabosa
Programa 2
Sexta Série (Ficção, Digital, 18 minutos, 2014), de Cecília da Fonte
Exília (documentário, 24 minutos, 2015), Renata Claus
Papo amarelo – o primeiro tiro (ficção, 15 minutos, 2015), de Anildomá Willans de Souza
Lua (Ficção, 17 minutos, 2013) de Paulo Caldas
A promessa (Ficção, 13 minutos, 2013), de Marcos Carvalho e Alisson Souza

quinta-feira, 17 de novembro de 2016


                                                                               ALLAN SALES

Eu me chamo Allan Sales
Menestrel do Cariri
Vim do Crato pra o Recife
Até hoje vivo aqui
Nesta terra hospitaleira
Na Veneza Brasileira
Onde criei-me e cresci.

Estou no Recife desde 1969. Estudei no Colégio da Polícia Militar todo meu ensino médio. Em 1979 servi ao Exército Brasileiro de onde sai como 2º Tenente da Reserva. Estudei Matemática na UFPE e Engenharia Civil na POLI sem concluir os dois cursos.

Estudei violão erudito e componho desde 1982 peças de música popular. Fiz 15 trilhas originais para teatro e recebi 7 prêmios por esse trabalho. Ganhei em 2002, 2003 e 2005 o CONCURSO DE MÚSICAS CARNAVALESCAS DO RECIFE, promovido pela Prefeitura da Cidade do Recife.

Comecei na literatura de cordel em 1997 publicando EPOPÉIA CORDELISTICA DO BRASIL (a História do Brasil em cordel de Cabral a FHC). Em 1999 fiz artesanalmente meu primeiro folheto O TRABALHO DE BRENNAND, hoje sou autor de mais de 300 folhetos publicados pela UNIVERSALES CORDELARIA, a menor editora de cordel do Brasil, tem apenas um diagramador, ilustrador, editor e produtor: Allan Sales.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016



               MESTRA MARIA DO CARMO

Guerreiro. Descrição da palavra onde individuo prova sua valorização em combate identifica perfeitamente para aqueles que perpetuam um dos mais tradicionais folguedo do folclore do estado de alagoas.Dançado no ciclo natalino, o Auto dos Guerreiros,ou simplesmente Guerreiro,tenta evitar cair em esquecimento após quase 100 anos de sua criação. 
É notória a luta dos mestres do Guerreiro para manter a tradição e deixar este legado de cultura popular para as próximas gerações.Muita pedra no caminho, Além da dificuldade para atrair novos brincantes,outros obstáculos existentes como a confecção dos adereços,roupas e ensaios que, para eles,existe um custo considerável. Sem som e sem estrutura minima para os ensaios, a precariedade é grande.



 Aos 78 anos,Dona Maria do Carmo ou Mestra Maria do Carmo ,é um exemplo de persistência. Com seus 22 integrantes,o grupo enfrenta dificuldade para atrair e manter os jovens interessados.Neste folguedo é uma constante a entrada de crianças,mas não ficam por muito tempo. A velha guarda é quem salva os grupos,esses sim têm vontade de brincar e mantem a tradição do Guerreiro.




Nos dias 22 e 27 de dezembro,começa em Maceió o projeto Giro dos Folguedos,no Centro e na orla de Pajuçara,respectivamente. Uma boa oportunidade para a população prestigiar e ver de perto a luta dos mestres para manter o folguedo na praça.

Texto elaborado através de relatos dos mestres na imprensa alagoana.






sábado, 12 de novembro de 2016

Lourival Tavares - Ana e a lua

                                                 


                    LOURIVAL TAVARES

Apesar das influências do pop urbano e da MPB tradicional,este maranhense de cidade de Santa Inês,radicado em São Paulo,desenvolveu um trabalho musical que sofreu muita influência dos ritmos regionais como o maracatu.
Seu primeiro CD foi " Na colheita dos versos ",pelo selo CPC-UMES. Participou na década de 1990 do projeto musical " UMES-Cantarena ", criado para traçar um amplo painel da música popular brasileira,com espetáculos no Teatro Denoy de Oliveira,antigo Teatro UMES. Em 2004,lançou seu primeiro CD,"
No batuque do coração ",gravado em São Paulo,também pelo selo CPC-UMES,trazendo composições " Enluarado"; Procissão das Formigas "; " Solidão das lamparinas "; " Canto Razão" e " O sabor da flor ",de sua autoria; " Matadouro ",parceria com Celso Borges;
" No batuque do coração", com Luiz Carlos Bahia; " Velha calça de xadrez ",com Josias Sobrinho e Éden Bentes e " Pé na estrada", com Toni Ricardo; além de "Ana e Lua ",de Beto Pereira;"Regresso", de Hugo Laão e " Pequeno concerto que virou canção" , de Geraldo Vandré. O disco contou com as participações de Ronaldo Rayol nos violões; Fábio Canella no contra-baixo;Nahame Casseb na bateria e percussão;Thomas Hohrer na rabeca e César do Acordeon, Teve as músicas "Marakezumbe " e "O Terecô/Beradêro ", com Josias Sobrinho e Chico César gravadas pela cantora Daniela Lassalvia.





 Discografia

1984 - Anatoia da razão(compacto)
1987 - Procissão das formigas
1993 - Lobo da lua
1995 - Miragem
1996 - Na colheita dos versos(ao vivo)
2004 - No batuque do coração
2007 - A nudez de um fonograma.


Eternas Estrelas, por Lourival Tavares

Festa do Coco resgata tradições culturais em Igarassu


Leo Caldas/Secult-PE
Leo Caldas/Secult-PE
O Coco Raízes de Arcoverde é uma das atrações culturais do evento no sábado (12)
Com o objetivo de integrar iniciativas destinadas à valorização artística e cultural da cidade, o evento A Festa do Coco de Igarassu começou nesta sexta-feira (11), movimentando durante três dias o Sítio Histórico do município, remetendo ao período do auge do plantio e comercialização do coco e seus derivados, quando acontecia, na década de 1970, a antiga Festa do Coco.
Contando com incentivo do Governo de Pernambuco, por meio do Funcultura, o evento é uma realização do Grupo Ariano Suassuna – GAS Produções, agregando em sua programação apresentações de artistas e grupos culturais de Arcoverde, Camaragibe, Goiana, Abreu e Lima, Paulista e Igarassu, além de concursos bem inusitados como ‘A Rainha do Coco’, ‘O Maior Bebedor de Água de Coco’, ‘O Descascador de Coco’ e ‘Corrida da Tora’.
A expectativa dos organizadores é reunir um público superior a 10 mil pessoas para cada dia do evento, em torno das atrações culturais, competições e exposições de resultados das oficinas de dança, música, gastronomia e artesanato.
Confira a programação:
- Sexta feira, 11 de novembro 19h | Concurso da Rainha do Coco de Igarassu – parte  1
19h30 | Kamisa de Xita (Abreu e Lima/PE)
21h | Concurso da Rainha do Coco de Igarassu – parte  2
21h30 | Coco Raízes da Terra (Igarassu/PE)
22h30 | Concurso da Rainha do Coco de Igarassu – parte  3
23h | Rala Coco Maria (Igarassu/PE)
Sábado, 12 de novembro17h | Concurso do Corredor com a Tora de Coqueiro
18h | Concurso de Descascador de Coco
19h | Coco da Vanda (Goiana/PE)
20h30 | Coco de Catucá (Camaragibe/PE)
22h | Coco de Lia (Igarassu/PE)
23h30 | Coco Raízes de Arcoverde (Arcoverde/PE)
Domingo, 13 de novembro19h | Concurso do Maior Bebedor de Água de Coco
20h | Coco Juremado (Igarassu/PE)
21h30 | Xexéu de Bananeira (Paulista/PE)
23h | Coco de Olga (Igarassu/PE)


                     MESTRE ZÉ ALFAIATE

Hoje é um dia de muito pesar para cultura pernambucana.
Perdemos o mestre Zé Alfaiate,fundador de um Patrimônio Vivo de Pernambuco,o Caboclinho 7 Flexas do Recife
Nascido Em São lourenço da Mata,em 25 de Julho de 1924,José Severino dos Santos Pereira começou a brincar aos dez anos de idade e fundou,em 1969,o grupo que se mantém até hoje exuberante,graças à dedicação integral que sempre dispensou à tradição,dos afazeres mais triviais aos imperceptiveis,como bordar as fantasias e levar comida para o caboclo da mata.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Beto Figueiroa/Santo Lima

AOS 82 ANOS,MESTRE GALO PRETO 
LANÇA SEU PRIMEIRO DISCO

Tomás de Aquino Leão Cavalcanti,Galo Preto,aos 82 anos de idade, com mais de 70 deles dedicados à tradição do coco, o Mestre Galo Preto se prepara para lançar seu primeiro disco autoral, intitulado Histórias que Andei. Reconhecido como Patrimônio Vivo de Pernambuco, Galo Preto escolheu duas cidades para receber, em primeira mão, o lançamento deste álbum: a agrestina Bom Conselho, sua terra natal e o Recife, onde vive atualmente.
Em Bom Conselho, o evento vai acontecer durante a tradicional Festa da Padroeira de Rainha Isabel, às 19h, no distrito rural Rainha Isabel (onde nasceu o mestre), distante 10 quilômetros do centro da cidade. Já no Recife, o lançamento será realizado no Teatro de Santa Isabel, no dia 1° de dezembro, também às 19h. Os dois shows terão acesso gratuito e contam com apoio do Governo do Estado, por meio da Fundarpe e da Secult-PE.
Foto: Juarez Ventura
Foto: Juarez Ventura
Mestre Galo Preto durante apresentação no Palco Cultura Popular do FIG 2016
Mestre Galo Preto é um dos maiores representantes da tradição do coco, e em Histórias que Andei traz a arte e sabedoria musical que ronda seu trabalho desde a infância, quando fez sua primeira embolada na beira do fogão de sua mãe. “A emoção é grande e não deixa de ser um fato histórico eu, com toda a minha trajetória artística, estar lançando meu primeiro CD, aos 82 anos”, avalia o mestre, que é autor de todas as letras do disco. Já algumas melodias, segundo ele, foram resgatadas da sua família, formada por vários cantadores.
De acordo com Antonieta Trindade, vice-presidente da Fundarpe, outras instituições importantes apoiam este momento. “No Recife, teremos o apoio da Prefeitura do Recife, que nos cedeu o Teatro de Santa Isabel. Já em Bom Conselho, nos reunimos com a prefeitura e com a Universidade de Pernambuco, que também estão juntos nesta proposta”.
Laís Domingues/Secult-PE/Fundarpe
Laís Domingues/Secult-PE/Fundarpe
Mestre Galo Preto é um dos maiores representantes da tradição do coco, e em Histórias que Andei traz a arte e sabedoria musical que ronda seu trabalho desde a infância
‘Histórias que Andei’ teve patrocínio do programa Rumos Itaú Cultural, conta com 12 faixas e foi gravado, masterizado e mixado no Fábrica Estúdios. “O pessoal do Fábrica ficou bastante encantado com minha habilidade no improviso. Eu só pedia pra soltarem o refrão e ligarem os microfones pra eu começar a puxar os versos, que saiam naturalmente. Tudo feito na hora. Quando eu paro pra ouvir as músicas, penso que ninguém vai acreditar que aquilo foi feito na base da improvisação. Estou agora num processo difícil que é aprender as músicas que fiz”, brinca o mestre.
O disco teve a participação de uma nova geração de músicos que acompanham Galo Preto nos palcos. O grupo é formado por nomes como Emerson Santana, Paulinho Ogã, Dinda Salu, Italo Costa, Jaene Pereira, Lucinha Leão, Gabriela Sampaio, Surama Ramos, Valeria Wanda e Mirela Cavalcanti. “Eu fico muito admirado com essa adesão dos músicos da nova geração ao coco, porque eles não vão deixá-lo morrer”, comenta Galo Preto, satisfeito. A produção musical ficou a cargo de Hugo Nascimento e opróprio mestre assina a direção musical.
Daniela Nader/Secult-PE
Daniela Nader/Secult-PE
‘Histórias que Andei’ teve patrocínio do programa Rumos Itaú Cultural, conta com 12 faixas e foi gravado, masterizado e mixado no Fábrica Estúdios
Os arranjos foram feitos apenas com pandeiros, sanfona e o tradicional coco de trava língua, dificilmente executado hoje em dia, mas que possue uma intimidade imensa com a obra do mestre. Após o lançamento do disco, o público poderá encontrá-lo nas principais plataformas de streaming. Depois dos eventos em Pernambuco, Galo Preto embarca para São Paulo, onde também lançará seu disco, no dia 17 de dezembro, no Itaú Cultural.
Projeto Outras Palavras – Ainda em Bom Conselho, o Mestre Galo Preto participará de mais uma edição do Outras Palavras, projeto da Secult-PE/Fundarpe que tem a proposta de levar ações culturais ao cotidiano escolar. A participação está marcada para o próximo domingo (13), às 10h, na Escola Municipal Rainha Isabel.
Tom Cabral/OSanto/Secult-PE
Tom Cabral/OSanto/Secult-PE
Durante sua participação no projeto Outras Palavras, da Secult-PE e Fundarpe, o Mestre Galo Preto falará para as crianças presentes sobre a sua trajetória artística
“Eu achei muito importante esse convite, porque quero dizer pra aquelas crianças que eu nasci naquela cidade, num outro tempo, e hoje conheço o mundo inteiro. E que eles também podem conseguir isso. Na minha época, quem tinha rádio era rico, telefone nem existia, e hoje você tem toda essa facilidade no acesso à informação. Se juntasse a fartura e o respeito de ontem com o progresso de hoje, o mundo estaria perfeito”, opina.
A edição especial do Outras Palavras fará também uma homenagem ao Mês da Consciência Negra, levando à escola contações de histórias baseadas no livro Menina bonita do laço de fita, que trata do preconceito racial.
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