quinta-feira, 30 de abril de 2015




                     Simião Martiniano


Quando Clara Angélica chegou até mim, com um roteiro que havia ganho o edital de curtas sobre um homem chamado Simião, eu nunca havia ouvido falar em Simião Martiniano.
A história de um camelô que produzia seus filmes em VHS com atores que eram ambulantes ou vindo de outras profissões como porteiros, lixeiros, policiais, era mesmo uma história incrível.

O Curta feito na época em 16 mm , foi pioneiro em ampliação para 35 e kinescospagem – era muito numa época em que a moviola e o 35 eram a regra única confiável. Poucos acreditavam que isso daria certo. Mas deu.
Recebi do melhor Engenheiro de som de SP, o prognóstico de que aquilo nunca daria certo. Quando deu, ele me ligou dizendo: seu filho nasceu muito saudável. Parabéns!
Durante muito tempo o Brasil inteiro me procurou para saber como usar essas técnicas. Respondia que com atrevimento e loucura, mas aconselhava procurar um laboratório em NY. O dólar nessa época era 1para 1 com o real. E no Brasil não existia ainda esse trabalho. Era isso que havíamos feito.
Nos atrevemos todos: Eu, Clara, Hilton e Mair Tavares deu a maior força. Ele gosta de pessoas atrevidas. E não havia atrevimento maior que o do nosso personagem. Nós fizemos jus a ele.
Esse foi o curta em que Hilton Lacerda estreou na direção e que há pouco dirigiu seu primeiro longa: o aclamado e belíssimo “Tatuagem”. Clara dividiu sua função, numa direção a quatro mãos, que deu no que deu.
Simião ganhou o mundo. E muitos e muitos prêmios nacionais e internacionais. Foi ao programo do Jô, na época em que o programa era “cult”. Tornou-se conhecido no Brasil e no mundo.

 Monica Lapa Moreira
O camelô e cineasta “super independente”, virou uma estrela com esse curta que nos deu muito orgulho de produzir.
Hoje, essa estrela foi brilhar no céu. Foi um prazer conhecê-lo, Sr Simião Martiniano.

quarta-feira, 29 de abril de 2015



             Mestre Nado lança CD nesta quarta (29)

Ele mistura a terra, a água, o fogo ao sopro de inspiração que Deus lhe deu. Dessa alquimia se traduz o som criado por Mestre Nado, ceramista, poeta e músico olindense que faz seus instrumentos com a argila. “Mestre Nado e o Som do Barro” é o nome do disco que ele lança nesta quarta (29), às 16h30, no Museu do Homem do Nordeste (Casa Forte), no ‪#‎Recife‬

                     Zona da Mata Norte

Em ‪#‎Goiana‬, a 1ª edição da Caminhada dos Terreiros inicia suas atividades hoje (29), com exibição de filmes no Cine Teatro Polytheama. Na quinta-feira (30), a programação inclui palestra, mostra da gastronomia de terreiro e audiência pública. Todas as atividades são abertas ao público interessado em participar.



Festival da Sanfona em Salgueiro. 
Quem gosta de dançar um baião, xote ou forró tradicional ao som de zabumba, triângulo e sanfona já pode se preparar para um dos maiores festivais do gênero realizado no interior do Nordeste. A parada é Salgueiro onde o legado deixado por Luiz Gonzaga é faz a festa de agora até a temporada junina. Esta semana, a partir quarta-feira, o Festival da Sanfona que segue até 1º de maio – como parte das comemorações dos 151 anos de emancipação política de município e que se comemora na sexta-feira (30) abre sua 7ª edição. Este ano, a competição reunirá 29 músicos de várias regiões dos estados de Pernambuco e Ceará. A disputa concede prêmios em troféus e dinheiro nos valores entre de R$ 1 mil e R$ 3 mil.
Desde o ano passado a estudante do centro de Música de Salgueiro Maria Alice Cordeiro, 14, começou aulas da sanfona e já se sente familiarizada com as teclas do instrumento. Com nome artístico Maria Alice do Acordeon, vai mostrar seu talento e paixão pela música na categoria infanto-juvenil dentro do festival criado pela Prefeitura sob coordenação da Secretaria de Cultura e Esportes.
Edgar do Cedro, do município de Serrita, disputa na categoria Sanfona Livre. Antônio da Mutuca, morador da área rural de Salgueiro, entra na categoria Sanfona de 8 baixos. Os dois são participantes fieis todos os anos do festival e não escondem a satisfação em poder mostrar seu trabalho no evento. "O festival é muito bom, conta com talentos e é uma oportunidade de a gente competir trocar ideias com transparência e aprender, ao mesmo tempo em que somos vistos pelo público. É gratificante fazer parte desse elenco de apaixonados pela sanfona", aponta Mutuca.
Na primeira eliminatória que acontece no dia 29, participam 14 concorrentes. Dentro dos critérios da disputa, deverão mostrar no palco até três músicas, sendo duas no gênero forró, baião, xote, xaxado ou quadrilha e a terceira de gênero livre. Após o anúncio dos vencedores do dia, haverá show com o sanfoneiro Epitácio Pessoa. Na segunda eliminatória, outros 15 concorrentes também vão mostrar sua versatilidade musical. Nesta noite o show de encerramento fica à cargo dos músicos Joquinha Gonzaga e do jovem Kinho Callou.
Os três primeiros vencedores da categoria Sanfona Livre, receberão entre R$ 3 mil e R$ 1 mil. Os dois primeiros colados na categoria Sanfona de 8 Baixos levam R$ 3 mil e R$ 2 mil, enquanto que na categoria sanfona infanto juvenil o primeiro lugar leva R$ 1,5 mil e o segundo 1 mil. Na sexta-feira, acontece a final com dez sanfoneiros selecionados nas eliminatórias do festival. Como ocorre desde a primeira edição, na reta final, um encontro especial acontece com um artista de expressão nacional. Este ano o convidado é o cearense Waldonys que terá um encontro às 18 h com os participantes e convidados para falar de sua carreira e criação musical. Após o anúncio dos nomes dos ganhadores, poeira vai subir com o show de Waldonys, consagrado instrumentista que já tocou com nomes do quilate de Dominguinhos, Marisa Monte, Fagner entre outros. Ainda este ano, o festival será tema de um documentário que está sendo produzido com o título 'Eles levam a vida na sanfona". (Blog do Vinícius de Santana)

terça-feira, 28 de abril de 2015



 De braços abertos para abrigar 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 de anfíbios, 241 de peixes e 221 abelhas e cerca de 27 milhões de pessoas, a Caatinga é um bioma com imenso potencial de uso sustentável dos recursos naturais.
O Ministério do Meio Ambiente participa da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD) e leva aos encontros internacionais o resultado de ações, políticas e debates construídos em conjunto com a comunidade científica e o conhecimento dos produtores locais.
Desde 2012, o bioma recebe recursos de diversas origens para serem investidos em projetos de uso sustentável das espécies nativas, manejo florestal e eficiência energética nas indústrias gesseira e cerâmica.
© Todos os direitos reservados. Arte: Will Anderson/MMA

O que vem por aí...

Sérgio Dantas lança em breve “Corisco – A sombra de Lampião”
 Por Rostand Medeiros


No final do próximo mês de maio estará disponível o mais novo livro do pesquisador Sérgio Dantas, um dos mais renomados estudiosos do tema cangaço na atualidade.

Estamos falando da obra “Corisco – A sombra de Lampião”, um trabalho que trás o resultado de onze anos de pesquisa pelos sertões da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba.

A ideia deste livro, segundo o autor, surgiu quando ele realizava entrevistas sobre as ações de Lampião e seu bando junto a antigos cangaceiros, policiais, ex-coiteiros e vítimas. Sérgio percebeu que a figura de Cristino Gomes da Silva Cleto, o verdadeiro nome de Corisco, era recorrente e muito presente. Logo veio a ideia de escrever sobre a vida do cangaceiro que, na opinião do autor, foi o mais destacado cangaceiro que andou com Lampião. Corisco também era conhecido como “Diabo Louro” e desde 1930 comandava um dos subgrupos de cangaceiros que atuavam junto ao “Rei do Cangaço”.

Para a conclusão de “Corisco – A sombra de Lampião”, Sérgio Dantas realizou cerca de 120 entrevistas, onde figuram oito ex-cangaceiros e cangaceiras. Mas igualmente o autor pesquisou em jornais antigos existentes em vários arquivos nordestinos, além de utilizar muito material proveniente de boletins e relatórios policiais. Em relação a estes últimos, o autor destaca o relatório do capitão Felipe de Castro, que organizou em maio de 1940 a perseguição que culminou na morte de Corisco.

Ainda sobre a morte deste famoso cangaceiro, Sérgio Dantas comenta que, entre vários relatos, o livro trás interessantes depoimentos de membros da família Pacheco, onde em sua propriedade ocorreu o combate final entre Corisco e a volante comandada pelo tenente Zé Rufino.

Não falta em “Corisco – A sombra de Lampião” o rigor de uma pesquisa histórica realizada com esmero e qualidade, onde os leitores vão desfrutar de muitas informações interessantes, em meio a uma narrativa dinâmica nas suas quase 350 páginas e uma iconografia composta por cerca de 70 fotografias.

A venda será realizada com exclusividade pelo amigo Francisco Pereira, da cidade paraibana de Cajazeiras, pelo valor de R$ 50,00 (com frete incluso). Os pedidos poderão ser feitos através do email franpelima@bol.com.br, ou o telefone (83) 9911 8286.

Vale a pena conferir!

Sobre o autor – Sérgio Augusto Dantas nasceu em Natal, é bacharel em Direito pela UFRN, magistrado desde 1993 e autor dos livros “Lampião e o Rio Grande do Norte  – A História da Grande Jornada” (2005),“Antônio Silvino: O Cangaceiro, O Homem, O Mito” (2006) e “Lampião, entre a Espada e a Lei” (2008).

Publicado originalmente no essencial Tok de História

segunda-feira, 27 de abril de 2015




                 JUSSARA SILVEIRA

Jussara Silveira estreou como cantora em 1989, no Teatro Castro Alves, maior casa de espetáculos da Bahia. No ano seguinte, já ganhava fôlego para mostrar seu trabalho no grande auditório do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MASP). A partir daí, tem cantado nas mais importantes casas de shows de São Paulo, do Rio de Janeiro e muitas outras cidades do Brasil e do exterior.

Jussara não representa. É o que é: uma apaixonada por canções. Sabe ser vigorosa ou cool. Ter leveza ou densidade. Brincar ou ficar séria. Sua voz tem um timbre todo seu, que se molda expressivamente às mais diversas circunstâncias de letra e música.


Ela cresceu ouvindo o repertório erudito, na casa da família em Salvador (Bahia). Depois cursou a prestigiada Academia Música Atual. Estudou canto com Adriana Widmer, no Curso Preparatório de Canto da Universidade Federal da Bahia, e canto coral com o maestro Lindembergue Cardoso.
Mais adiante, viria a estudar técnica vocal com Maria Helena Bezzi, no Rio.

Vencedora do Prêmio Copene de Cultura e Arte (hoje Prêmio Braskem), na Bahia, Jussara lançou seu primeiro disco solo em 1997 (selo Dubas Música/Universal). Participou de várias coletâneas, como o antológico CD Diplomacia - Tributo a Batatinha (EMI) e Cole Porter e George Gershwin – Canções, Versões, de Carlos Rennó (selo Geléia Geral/Warner)

Em 1998, lança seu segundo disco, Canções de Caymmi (selo Dubas Música/Universal), eleito um dos melhores do ano pelos críticos do jornal carioca O Globo.

Em 2000, gravou duas faixas no álbum do guitarrista português António Chainho, Lisboa – Rio; e foi convidada pelo mestre lusitano e por Maria Bethânia para se apresentar com eles no Rio e em São Paulo.

As participações especiais seguem com a gravação de sete faixas do elogiado CD São Paulo Rio (selo Maianga Discos), do compositor paulista Zé Miguel Wisnik, e, mais tarde, no disco Pérolas aos Poucos (Maianga Discos). Com Zé Miguel, ela tem feito shows regularmente, no Brasil e no exterior, na companhia de artistas como a cantora Ná Ozzetti e do violonista e letrista Arthur Nestrovski.

(Em 2006, estiveram juntos em Berlim, durante a “Copa da Cultura”.) Jussara também dividiu a Concha Acústica do Teatro Castro Alves em shows ao lado de Nana Caymmi, Maria Bethânia e Alcione.

O terceiro CD da cantora, Jussara, foi lançado em 2002 (selo Maianga Discos). Nesse disco, ela interpreta um repertório que navega pelo Oceano Atlântico para estabelecer um elo entre sonoridades do Brasil, de Portugal e de Angola – sempre privilegiando a voz
.

Em 2006, Jussara Silveira lança dois discos (pelo selo Maianga): Nobreza, um duo de voz e violão, em parceria com o violonista Luiz Brasil; e Entre o Amor e o Mar, projeto premiado no programa Petrobras Cultural e que inclui canções de compositores consagrados, lado a lado com novos nomes da música brasileira.

Produzido por Luiz Brasil, o CD tem a participação de nomes como o violonista Arthur Nestrovski, o pianista Leandro Braga e o contrabaixista Jorge Helder, entre outros artistas de ponta da nossa música instrumental.

Também neste ano, teve participação no disco Ode Descontínua e Remota Para Flauta e Oboé - De Ariana para Dionísio, uma seleção de poemas de Hilda Hilst, musicados por Zeca Baleiro.

Em 2008, juntas, Rita Ribeiro, Teresa Cristina e Jussara Silveira formam as Três Meninas do Brasil, uma viagem pela diversidade da música feita nos quatro cantos do país, com direção musical de Jaime Alem, maestro de Maria Bethânia há quase duas décadas. O espetáculo registrado no dia 24 de agosto de 2008, no Teatro Municipal de Niterói, foi lançado em CD e DVD, pela Quitanda, selo de Maria Bethânia.

Ainda em 2008, ao lado de Arthur Nestrovski (violão) e André Mehmari (piano), Jussara Silveira fez o espetáculo “Viagem de Verão: Canções e Versões, de Schubert a Caymmi” em temporada no teatro São Pedro em 2009 e na Virada Cultural de São Paulo.

Em 2011, Jussara Silveira gravou ao lado de Rita Ribeiro e Ná Ozzetti uma canção para o espetáculo "Sem Mim", do Grupo Corpo. A trilha sonora é assinada pelo músico e compositor galego Carlos Núñez em parceria com Zé Miguel Wisnik a partir das canções de Martín Codax, autor do único conjunto de peças do cancioneiro profano medieval galego-portugês.

Em outubro de 2011, Jussara Silveira acaba de lançar seu 6º disco de carreira: "Ame ou se Mande", produzido por Marcelo Costa e Sacha Amback. "Ame ou se Mande" foi lançado pela Joia Moderna, tem direção artística do Dj Zé Pedro.

No início de 2012, Jussara Silveira, Marcelo Costa e Sacha Amback repetem o êxito do formato para lançar "Flor Bailarina- canções de Angola". Em julho de 2012, a DUBAS relança o CD "Ame ou se mande".

Sem fazer concessões ao mainstream, Jussara Silveira segue cantando o que acredita e gosta. Expondo sua verdade sem disfarces, acabou transformando-se em uma artista cultuada, com público garantido onde quer que se apresente. “Uma voz carregada de sentidos, que vão se desnudando aos poucos”, escreveu Arnaldo Antunes. O contrário também vale: são sentidos carregados de voz, que ela traduz e transforma em mil e uma canções.



sábado, 25 de abril de 2015



Bonecos de Madeira 

Estão abertas as inscrições para a oficina Confecção de Bonecos de Madeira (Mulungu), que será promovida no ‪#‎Recife‬ pelo Ponto de Cultura Bonecos de Pernambuco. 
A oficina é gratuita e aberta para maiores de 12 anos!
Saiba como se inscrever: bit.ly/1FgS5UZ 

sexta-feira, 24 de abril de 2015



                Procissão de São Jorge 

A caminhada celebrou ontem (quinta-feira,dia 23) os seus 46 anos de tradição. Evento aconteceu no bairro do Arruda,zona norte da Capital Pernambucana, a partir das 18h, valorizando os festejos da cultura afrobrasileira e levantando a bandeira sobre a importância do combate à intolerância religiosa. 


Um dia histórico. Nesta quarta-feira (22) aconteceu a primeira das três Audiências Públicas sobre a composição do Conselho Estadual de Política Cultural e do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural.
Confira a matéria no Portal Cultura PEhttp://bit.ly/1K9Rx36
E agende aí! Em ‪#‎Caruaru‬ a audiência acontece na próxima terça-feira (28/04), a partir das 10h, no Auditório do Instituto de Tecnologia de Pernambuco – ITEP. E na outra terça-feira (05/05), o encontro é em‪#‎Salgueiro‬, no Auditório do Salgueiro Plaza Hotel, a partir das 15h.

Inscrições para o Festival de Inverno de Garanhuns (FIG)
Artistas e grupos culturais de todo o país podem enviar propostas à Convocatória Nacional do Festival de Inverno de Garanhuns (‪#‎FIG2015‬) até 29 de abril. Consagrado como um dos maiores festivais de arte e cultura brasileira, a edição deste ano será realizada entre os dias 16 a 25 de julho. Acesse o edital e formulários => http://bit.ly/1IKCZWf
www.cultura.pe.gov.br/fig2015

quinta-feira, 23 de abril de 2015



Documentário “Rosa de Sangue” é exibido no Paço do Frevo
Quem poderia imaginar que uma das mais importantes gravadoras do Brasil se localizava no bairro de Afogados, no Recife? Em plena Estrada dos Remédios, a fábrica de discos Rozenblit era o maior parque fonográfico brasileiro fora do eixo Rio-São Paulo e de lá saíram as principais produções em frevo de que já se teve notícia, além de lançar os artistas da geração “udigrudi”, nos anos de 1970. Após perder quase que totalidade do seu acervo, vitimada por enchentes, a Rozenblit fechou suas portas no início dos anos 1980, mas se eternizou, tornando-se uma referência na história da produção fonográfica pernambucana.

Essa trajetória é apresentada no documentário “Rosa de Sangue” (1998), com roteiro e direção da produtora cultural Melina Hickson. O filme, que traz depoimentos de quem viveu essa época, será exibido, nesta quarta (22), no Centro de Documentação e Memória Maestro Guerra-Peixe do Paço do frevo (Bairro do Recife), em dois horários: 11h e 16h. A entrada é gratuita e estará sujeita à lotação do espaço.

quarta-feira, 22 de abril de 2015


A Luneta do Tempo de AlceuValeça

Após estreia no Festival de Cinema de Gramado, onde conquistou os prêmios de melhor trilha musical e melhor direção de arte em agosto do ano passado, e projeções Mostra de Cinema de São Paulo, Festival do Rio e Festival Aruanda (João Pessoa), A luneta do tempo já tem data de exibição em Pernambuco.
A Luneta do Tempo.
A Luneta do Tempo. Foto Antônio Melcop – Divulgação
O filme dirigido por Alceu Valença durante 15 anos será exibido no último dia do Cine PE: Festival do Audiovisual, que será realizado entre os dias 2 e 8 de maio, no Centro de Convenções, cuja programação ainda não foi anunciada. Com falas rimadas e Irandhir Santos e Hermila Guedes no elenco, além de estreantes, o musical mescla cordel, tragédia, humor, traição, cangaço e circo.
No fim de setembro, o longa-metragem entrará em circuito nacional. No mesmo mês, será lançada a trilha sonora em CD e o livro Por trás da luneta, também pela Chiado. A obra se debruça sobre os bastidores da produção e foi escrito por Júlio Moura, com fotografias de Antônio Melcop.

terça-feira, 21 de abril de 2015


                   
                   SANFONA SENTIDA


Camarão nasceu em Fazenda Velha, Brejo da Madre de Deus, no Agreste pernambucano, em 23 de junho de 1940. Radicado no Recife há 25 anos, ele vivia das aulas de sanfona que ministrava na sua Escola Acordeom de Ouro, localizada no bairro de Areias, na Zona Sul do Recife. Ele era casado com Maria da Penha e deixou quatro filhos - Salatiel, Sérgio, Sandro e Tadeu. O artista foi nomeado Patrimônio Vivo de Pernambuco, por meio da Lei estadual nº 12.196, de 2 de maio de 2002.

segunda-feira, 20 de abril de 2015


Há 129 anos, nascia no Recife o poeta Manuel Bandeira!
 
Para celebrar a data, o Espaço Pasárgada, casarão na Boa Vista onde ele viveu parte de sua infância, promove de 22 a 24 de abril uma programação especial e inteiramente gratuita. Com o tema “Cotovia: até onde vai seu pensamento”, a Semana Manuel Bandeira 2015 vai ofertar atividades educativas e culturais para promover a poesia, particularmente a do poeta pernambucano, e a relação da literatura com outras linguagens da arte, como o audiovisual, a música e o teatro.

EDNARDO SARAU RIO DE JANEIRO 2013



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       70 ANOS DE EDNARDO


José Ednardo Soares Costa Sousa,nasceu na capital da terra dos verdes mares,sobre um ceu de abril e a mata em flor,mais precisamente no dia 17,do  ano da graca de 1945 , é um cantor e compositos cearense, compositor da canção Pavao misterioso. Ednardo é pai da atriz Joana Limaverde.Ednardo iniciou a carreira musical em Fortaleza, Ceara, no início da década de 1970, juntamente com outros artistas conterrâneos, como Amelinha,Belchior e Raimundo Fagner. Já no início da carreira, venceu o Festival Nordestino da Música Brasileira, momento a partir do qual passou a ter maior projeção na cena musical cearense. Atualmente possui projeção internacional, sendo suas músicas tocadas em vários países da  Europa,America Latina e EUA. Lançou 14 álbuns musicais e fez várias parcerias, possuindo mais de 300 músicas compostas. Atua também no  teatro e cinema, onde compõe inúmeras trilhas musicais.

Ednardo teve importantíssimo papel no cenário musical cearense, com grande contribuição para a promoção da cultura,musica e artistas do Ceará. Em 1979, em plena Ditadura Militar, foi protagonista do movimento Massafeira, que reuniu vários artistas cearenses, inclusive o poeta sertanejo Patativa do Assare , no Teatro j§ose de Alencar, onde foi gravado o disco homônimo.
Dentre seus maiores sucessos constam: Terral, Ingazeiras, Lagoa de Aluá, Longarinas, Artigo 26, Pavão Mysteriozo, Enquanto Engoma a Calça, Flora, A Manga Rosa, Beiramar, Carneiro, etc. Suas músicas tem sido interpretadas por vários cantores da Musica Popular Brasileira, como  Nonato Luiz,Vania Abreu,Amelinha,Belchior Ney Matogrosso,Elba Ramalho,Raimundo Fagner, dentre muitos outros.

Ednardo é autor de várias trilhas musicais de cinema e tv. Repercute até hoje no Brasil e exterior a música Pavão Mysteriozo, trilha de abertura da novela Saramandaia TV Globo, (Dias Gomes com Direção de Walter Avancini), e dos filmes: Luzia Homem, (Fábio Barreto); Tigipió; O Calor da Pele, (Pedro Jorge de Castro); Cauim (Ednardo), onde produz, roteiriza e dirige o filme homônimo ao disco Cauim; Na novela Tocaia Grande - sobre obra de Jorge Amado - TV Manchete, (Walter Avancini), realiza a música de cordel de encerramento do folhetim e participa como ator no personagem Cantador, no capítulo final.

Em "Luzia Homem", além de realizar trilha musical, Ednardo também é ator no personagem Poeta de Cordel, o filme teve bilheteria recorde no Brasil, sucesso na Europa,  Festival de Huelva - Espanha, Festival de Cannes-Paris, e Estados Unidos, em rede coast to coast de TV.
Em "Tigipió" - A trilha musical, é premiada nos festivais de Karlov Vary / Checoslováquia, e em Verona / Itália, o filme foi ao ar em rede de TV na Iugoslávia. Em "O Calor da Pele" - a trilha obteve aplauso e público no Festival Internacional de Cinema da Argentina e nos Festivais - Cine Ceará, em Fortaleza e no Festival de Cinema de Brasília.
Em "Cauim", com Direção, Roteiro e Música de Ednardo, evidencia a proximidade do Artista com o Cinema, foi projetado em todas as apresentações de Shows 78 / 79, junto ao disco de mesmo título.
Aura Edições Musicais produziu Especiais de TV com Ednardo, transmitidos em rede nacional: Ednardo - Ceará Quatro Estações; Ednardo - Especial.  Programas plenos de músicas, em VHS que serão em breve, lançados em DVDs.

sexta-feira, 17 de abril de 2015




Banda Cabaçal de Cajazeiras, Paraíba, anos 1950, passando em frente ao antigo Hotel Oriente, que ficava na esquina da Rua Tenente Arsênio, e na outra esquina aAção Católica era esquina da Rua Padre Rolim.

As bandas cabaçais, também conhecidas como bandas de pífanos, são grupos com repertório de música popular instrumental. De formação variada, compõem-se tradicionalmente de quatro integrantes, com instrumentos de sopro e percussão: pífano, zabumba e caixa, sendo verificados também em alguns grupos tocadores de instrumentos como a sanfona, triângulo e os pratos, que se apresentam nas animações das festas religiosas e outros festejos comemorativos das suas localidades.
A imagem acima, registrada nos anos 50, é um importante documento histórico para se entender como se comportou a formação da Banda Cabaçal de Cajazeiras, uma tradição popular que rompeu preconceitos e adversidades do tempo e que por incrível que pareça, continua viva. A sua aparição ao público, mesmo que acanhada, se deu com mais frequência nos anos 80 com a instalação do antigo Núcleo de Extensão Cultural da UFPB, uma incubadora de promoção de cultura na região de Cajazeiras, que congregava uma Escola de Teatro, Atelier de Artes, Coral Universitário, Central de Artesanato e um extensivo trabalho de resgate de grupos folclóricos adormecidos que trouxe a tona entidades como o Grupo de Reisado, a própria Banda Cabaçal e até Brincantes de Mamulengos da zona sul da cidade - mais precisamente do Bairro de Capoeiras.
Fonte O Nordeste portal.



 Lembrança de Arlindo dos Oito Baixos

O fole encantado do mestre continua embalando o arrasta-pé de Dois Unidos! No seu quintal, ainda se ouve o resfolego dos oito baixos, que tanto fez levantar poeira. O bLoG soL vERmeLHo e Cultura.PE celebra hoje o saudoso Arlindo do Oito Baixos, nosso Patrimônio Vivo que completaria, nesta quinta (16), 73 anos de idade.
Saudades... e muito orgulho do legado de amor à arte que ele nos deixou!
Viva mestre Arlindo!