sexta-feira, 30 de novembro de 2012


                Mestre Vevel

 VIVA O BUMBA MEU BOI DO MESTRE VEVEL



Seja coordenador,confeccionando elegorias ou criando músicas para acompanhar o Bumba Meu Boi,Everaldo Lins - o mestre Vevel - é pura inspiração na arte de produzir e preservar um dos mais expressivos folguedos de Alagoas e do Nordeste. 
Natural de Maceió,mestre Vevel,produz e coordena a brincadeira de Bumba Meu Boi,no bairro do Poço,há 40 anos. A travessa Paraná,onde o mestre reside,dá nome ao boi que foi um dos primeiros a participar de concursos oficiais no Estado.Everardo Lins,Mestre Vevel,é brincante de Boi  desde os 18 anos de idade.Ele é reconhecido pelo Governo do Estado,por meio do Registro do Patrimônio Vivi de Alagoas,teve  a primeira participação em concursos de Bumba Meu Boi no ano de 1985.Segundo o mestre da cultura,foi responsável em introduzir as canções na brincadeira de Bumba Meu Boi. " Antes os bois se apresentavam somente com a percussão,sem música. Foi então que tive a idéia de fazer uma  música para animar mais a festa".afirmou. Depois deste concurso,Vevel criou suas próprias composições que ficaram conhecidas e passaram a ser solicitadas por outros grupos de Maceió.
 Em suas composições,Alagoas aparece exaltada em letras que mostram as belezas naturais , o povo e a cultura alagoana. "Faço enredos em diversos ritmos",conta.Além de coordenar o grupo de integrantes do boi e fazer as músicas,o mestre também se dedica na ornamentação do boi. Entre os adereços coloridos e brilhantes,que mestre Vevel dá forma - artesanalmente - aos bonecos dos bois. Mestre Vevel  que sempre mostrou a alegria do boi Paraná,atualmente assessora e orienta o grupo Bumbá Alagoano.O mestre preserva as raízes do boi. Como fruto de sua dedicação,jovens da comunidade já seguem o trabalho iniciado por ele na elaboração dos bois.






quinta-feira, 29 de novembro de 2012



 LOURINALDO VITORINO - ÓPERA  DE  CORDEL



Ele vem de uma família de poetas populares,filho do poeta  Joaquim Vitorino,irmão do cantador Diniz Vitorino,desde menino em Venturosa sua terra natal,que Lourinaldo escreve poesia.Começou a escrever aos 7 anos de idade,Depois de iniciar sua carreira artística no Nordeste brasileiro,aos 16 anos,cantando com vários poetas famosos,com o seu irmão,o cantador Diniz Vitorina,e tantos outros,mudou-se para São Paulo,dando sequência à sua profissão.Apresentou-se em vários programas de televisão,dentre eles: Som Brasil,com Rolando Boldrin e depois com Lima Duarte,na Rede Globo;teve participação marcante no programa de Moacir Franco,na Rede Record. Organizou vários festivais e cantorias na CPC-UMES,tem dois CDs solo e um em parceria com o poeta cantador Oliveira de Panelas,várias músicas gravadas por artistas da MPB,como por exemplo,0 cearense Oliveira. Lança agora seu mais recente trabalho, o CD Ópera de Cordel,com direção musical do poeta e cantor Maciel Melo,um belo ajuntamento de poesias e canções autorais.


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

                                      


 

                                              TRANÇA FITAS


 Cachoeira,município baiano,situado às margens do Rio Paraguaçu,região metropolitana de Salvador,tem o tradicional folguedo popular da Dança do Trança Fitas. No alto do mastro,estão presas as extremidades de 12 fitas de cores diferentes,seguras nas outras pontas pelas brincantes,meninas que dançam ao redor e,assim,começam a trançar as fitas,metade circulando num sentido,metade noutro,trançando até o meio do mastro,quando começam a executar o movimento contrário.A música é executada por  um grupo de tocadores de caixa,trompete,saxofone e trombone que acompanham e dão ritmo à manifestação cultural no estado da Bahia.

                                                     


 CAVALHADA DE MURICI



 A Cavalhada consiste em desfiles,corridas de cavalos e jogos de argolinhas.
Tem origem nos torneiros medievais como forma de entretenimento dos cavaleiros na França,principalmente durante o reinado de Luiz XIII. Penetrou no Brasil no século dos descobrimentos. 
Os competidores dividem-se em "cordões" separados por cores,vermelho e azul,e as disputas acontecem aos pares. Os cavaleiros da frente são os chefes de cada cordão e são chamados de Matinadores.Na cidade de Murici,município situado na Zona da Mata  do Estado de Alagoas,a cavalhada é um folguedo realizado no ciclo natalino ou em festejos de santos e padroeiros.
No primeiro momento há uma visita à igreja,ou ao santo que é colocado no pedestal. 
segundo momento eles disputam uma série de corridas em busca de argolas.
Iniciando pelos Matinadores e encerrando pelos cobridores(os demais pares de cavaleiros). Para retirar as argolas,são utilizadas lanças de madeira,entregues ao cavaleiro por seus escudeiros.
Por fim,há a escaramuça que consiste numa série de demostração equestre incluindo as mais diversas marchas e trotes. 
O torneio é animado musicalmente por bandas de pifanos.

domingo, 25 de novembro de 2012





CORAL DE ABOIOS, O CANTO GREGORIANO DO SERTÃO



No ano de 1999,durante as celebrações da missa do Vaqueiro,no sitio Lages em Serrita,Sertão Pernambucano,surge o coral de aboios. Seus integrantes Chico Justino e Cicero Mendes,já tinham um histórico de participações no evento como aboiadores nos cantos de reza de sol da missa. Os integrantes do Coral iniciaram suas atividades como artesãos,trabalhando na confecção de objetos de couro da Frente Cultural de Serrita-Associação que capacita artesãos e músicos,sendo esta Fundação uma entidade sem fins lucrativos que oferece oportunidades aos envolvidos,atuando no fortalecimento de ações que anulam o processo de exclusão social e na valorização do homem através da arte. Incentivados a desenvolver suas habilidades musicais,os integrantes do coral foram reunidos pela Frente Cultural sobre a coordenação do saudoso músico Toinho Alves (ex Quinteto Violado), e seguiram adiante pelas trilhas da musicalidade. Não demorou, a cidade de Serrita passou 2 anos de dificuldades junto ao mercado de artesanato,não havia consumidor suficiente para aquisição dos produtos manufaturados na frente cultural, tal fato,não chegou a afetar de todos os integrantes do coral,pois estes já estavam engajados e trilhando os passos que tornaria o coral conhecido Brasil afora. um ano depois o coral foi convidado para participar da peça Além da linha d'agua,que estreiou em Sampa, e que tinha a participação de Marília Pera ,Ivaldo Bertase e Quinteto Violado. em 2001, o coral lança seu primeiro CD,Coral aboios- O Canto Gregoriano do sertão, em 2002 ,lança o segundo CD, também gravado no estúdio móvel matulão do Quinteto Violado. o grupo conta com oito integrantes e já viajou todo país com sua música, e assim leva o canto e o pranto do nosso povo para o vasto mundo " como cantar,versejar e amar o sertão sem estudar no sentimento e realidade do vaqueiro,seu trabalho,sua vida,seu sofrer,seu viver e seu morrer, junta-se os elementos numa quase apoteotica, a natureza ,o homem, seu trabalho,seus cantares e seu amor , unidos numa cultura singular única que continua de geração a geração, o maior celeiro da poesia,costumes e folclore brasileiro".

PS - Publicado em 28 de novembro de 2009

William Veras de Queiroz-2009 D.C - Santo Antonio do Salgueiro-PE.

sábado, 24 de novembro de 2012

gonzagao


GONZAGA - A LENDA


O espetáculo dirigido pelo pernambucano João Falcão foi a atração de abertura do 15º Festival Recife do Teatro Nacional,na noite de quinta-feira(22)no Teatro Santa Isabel,no Recife. Na peça o diretor se absteve da linha biográfica,seguindo cada acontecimento na vida do personagem escolhido,o diretor,levou o tema para o palco através da história de um grupo de teatro que viaja com uma peça sobre o Rei do Baião. Apresentado em duas sessões lotadas, o diretor foi ovacionado pelo público. A peça deu um clima festivo à abertura do festival,pelo "timing" da homenagem a Luiz Gonzaga e por suas qualidades,pela maneira como se comunicou com os presentes. A rápida cerimônia começou com uma homenagem ao ator e diretor Marcus Siqueira(1940-1981).Foi exibido um video,dirigido pela sobrinha dele,Manoela Siqueira,com depoimentos sobre o artista e sua importância para o teatro de Pernambuco.Gonzagão - A lenda conta a vida de Luiz Gonzaga  de uma maneira mais teatral e menos documental. Paralelamente,o espetáculo mostra o que acontece nos bastidores da companhia imaginária da peça.Formado apenas por por homens por causa de confusões que aconteceram no passado,o grupo precisa decidir o que fazer quando descobre que o novo integrante é,na verdade,uma mulher. O humor é um dos elementos marcantes no espetáculo,pela construção dos personagens e de vários momentos como a cena de Samarica Parteira e da chegada de Lampião no inferno. O lúdico é outra caracteristica forte da montagem,que aparece na cenografia e figurino(cheio de detalhes,como em outras obras do diretor),assim como na própria maneira de levar a história. Sem diálogos,é citada a relação conflituosa que Luiz Gonzaga e Gonzaguinha tiveram até se reconciliarem na vida adulta. Outro exemplo destes momentos é quando o grupo retrata o sucesso do artista.Enquanto vários atores cantam Baião trajados como Gonzaga,outros dois passam cantando em inglês e Japonês. Versçoes de mais de 50 sucessos são apresentadas durante o espetáculo.Elas são interpretadas por quatro músicos que aparecem no palco,uma escolha que tem impacto positivo no resultado da montagem. O espetáculo está em cartaz no Rio de Janeiro até fevereiro de 2013.Depois devem percorrer o país.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012




                   MESTRE ZÉ PICANÇO


S.Zé Picanço vive no Quilombo Conceição do Macacoari e também na comunidade Carmo do Macacoari.Tem que se dividir assim porque não existe escola para suas filhas.Assim,mantém duas moradas,e vai sobrevivendo do seu roçado(milho,feijão,mandioca,cupuaçu,banana e do extrativismo do açai,o ouro negro da Amazônia. É um exímio conhecedor do Rio Macacoari,já que nasceu ali e há mais de 70 anos navega em suas águas,não mais claras como no tempo de seu pai,em razão da grande quantidade de búfalos existente na região. Mas,S.Zé Picanço não se deixa abalar por isso. e tenta mostrar  às novas gerações um caminho diferente,de proteção e respeito à mãe natureza. Com uma exemplar consciência ecológica faz questão de mostrar àqueles que o visitam as belas  paisagens do Quilombo,ainda intactas,verdadeiras obras de artes,cenários perfeitos para inspirar os amantes da natureza e da cultura. Com S.Zé picanço vivencia-se a força da natureza que vem das florestas,dos rios e igarapés,dos botos,das aves,dos açaizais,dos peixes.E de quebra,ouve-se muitas histórias desse quilombola que vive em harmonia com a natureza,no meio da floresta amazônica,oferecendo verdadeiras aulas de educação ambiental e, principalmente,de vida,de resistência de um povo que vive com alegria,todas as dificuldades de se morar à beira de um rio,escondido,invisível aos olhos dos governantes de plantão. S. Zé Picanço é um mestre da cultura amazônica,um contador de histórias,um amante da natureza, da vida e da paz.



quinta-feira, 22 de novembro de 2012




CATULO DA PAIXÃO CEARENSE



Catulo cantava e recitava suas composições gerais,acompanhando-se a si próprio,no violão,nos teatros,nos palácios do Catete,de Ruy Barbosa,do Rio Negro e da alta sociedade,mas não se esquecia nunca,dos botequins e das choupanas dos humildes. E à toda parte,na imortalidade dos seus versos acadêmicos,duma suavidade enternecedora,como esses tão queridos no Brasil e em Portugal,da sua divina canção "Luar do Sertão."  Catulo da Paixão Cearense,nasceu em 8 de outubro de 1863,em São Luís ,Maranhão. Mudou-se  para o Rio de Janeiro em  1880,aos 17 anos,com a família. trabalhou como relojoeiro.Conheceu vários chorões da época,como Viriato Figueira da Silva e Anacleto de Medeiros,quando se iniciou na música.Integrado nos meios boêmicos da cidade,associou-se ao livreiro Pedro da Silva Quaresma,proprietário da Livraria do Povo,que passou a editar em folhetos de cordel o repertório de modismo da época.
 Catulo da Paixão CearenseCatulo da Paixão Cearense passou a organizar coletâneas,entre elas O cantor fluminense e O cancioneiro popular,além de obras próprias. Vivia despreocupado,pois era boêmio,e morreu na pobreza. Em algumas composições teve a colaboração de alguns parceiros: Ernesto Naxareth,Chiquinha Gonzaga,Anacleto Medeiros,Francisco Braga e outros. Como interprete, o maior tenos do Brasil,Vicente Celestino. Suas mais famosas composições são Luar do Sertão(em parceria com João Pernambuco),de 1914,que na opinião de Pedro Lessa  é o hino nacional sertanejo brasileiro, a letra para Flor amorosa, que havia sido composta por Joaquim Calado em 1867. Também é o responsável pela reabilitação do violão nos salões da alta sociedade carioca e pela reforma da 'modinha.' Mas na história literária do nosso tempo é principalmente como poeta sertanejo que ele avulta,porque ninguém como ele soube exprimir os sentimentos dos que amam e sofrem no inferno verde,nas terras ubérrimas,mas terríveis da Amazônia e do Ceará. De Catulo,escreveu o mais simples e mais lidos de todos intelectuais do Brasil,em todos os tempos,Humberto de Campos: " Catulo tem sido acusado de exageros e falhas na sua poesia sertaneja.Os que apontam defeitos,não conhecem,entretanto,o sertão: são críticos da cidade,que viajam no dorso dos livros,na garupa de terceiros,e aos quais não sabe,conseguintemente,o direito de objurgatória. Eu me preso de conhecer as sertanias do norte, e admiro em Catulo,exatamente,a veracidade das paisagens,e a maestria com que ele surpreendeu os aspectos heróicos da psicologia do sertanejo.Catulo soube deixar na boca do seu povo uma linguagem altamente bela e imaginosa. O vocabulário que usou e o senso gramatical podem não agradar do ponto de vista dos que são ciosos da unidade do idioma,mas calham,administrativamente,como feitos a propósito para decatar aqueles sentimentos,ora líricos,ora maliciosos,ora argutos dos sertanejos. Suas corruptelas linguisticas possuem unidade,harmonia e articulações de um dialeto. Isso demonstra intuição profunda da índole da língua,de suas leis de abrandamento e plasticidade.Mas Catulo não é somente o cantor prodigiosa dos sertões,embora as suas inspirações e  produções desse gênero,de um conjunto de epopéia,não tenham sido excedidas em outros lugares da sua vasta e variada obra.E que se perceba que Catulo pôs aí todos os enternecimentos da sua alma,como em nenhuma outra parte.Catulo não é apenas o contemplático e paisagista,que se queda diante da serena e augusta beleza dos campos e da natureza,mas o intérprete ágil da sua profunda filosofia. Ele sabe fazer falar o mundo vegetativo e o morto dos troncos velhos com tão própria e admirável sabedoria e sentimento.Em suas poesias,as mais diversas,em suas modinhas,as mais destinadas a seguir os gorgeios da música,há sempre o traço impressionante do belo que cala no espirito e no coração. Catulo da Paixão Cearense pelo nome e pela ascendência materna,mas brasileiro pelo sentimento e de patriotismo e de brasilidade,e universal pelo conteúdo filosófico da sua obra.

Fonte: Guimarães Martins e wikipedia


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Mestre Geraldo / Coco de Zambe - RN em Mestres por





 COCO ZAMBÊ DO MESTRE GERALDO


Cabaceiras é uma comunidade de pescadores do município de Tibau do Sul,cidade litorânea do Rio Grande do Norte.Foi lá que foi criado o Coco Zambê do Mestre Geraldo.Acreditam estudiosos que o coco é de origem africana. Geraldo Cosme é tirador de coco e tocador do tambor zambê, ele mantém vivos o uso dos instrumentos zambê e chama.Mestre Geraldo teve onze filhos com sua companheira Dona Iracema  Barros,dos quais a maioria não é letrada. Além de experiente pescador,ele também é carpinteiro,marceneiro, e desenvolve agricultura familiar. Dentre seus feitios pode-se destacar a construção de canoa e dos  tambores chama e zambê. Seu Geraldo tem várias habilidades musicais,dessas no tocante a gêneros da tradição oral,já brincou boi de reis,pastoril e João redondo; ainda tira coco de roda e permanece brincando zambê,que é um tipo de música coletiva,organizada em círculo,com canto responsorial e acompanhamento percussivo(da lata e dos tambores zambê e chama).O Coco Zambê de Timbau do Sul é praticado sobremaneira por afro-brasileiros no estado do Rio Grande do Norte,sendo particularmente na região sudeste daquele estado.A formação do zambê é de homens que tocam,cantam e dançam.Três deles ficam responsáveis pelos instrumentos percussivos: o zambê ou pau furado,a chama e uma lata.O canto é puxado por quem toca o zambê,e os dançarinos respondem ao coro. Em 1999  o Grupo do Coco Zambê do Mestre Geraldo lançou o primeiro CD,"Zambê cocos", com 18 composições de autoria do grupo,entre as quais," De cangaluê", " O navio de guerra",Boi morto" e Pedra rolando." No ano de 2000 o Grupo de Zambê esteve em Lisboa,Portugal,onde fez apresentações no Shopping Colombo,em comemoração aos 500 anos do descobrimento do Brasil.





WILLI DE CARVALHO

Welivander César de Carvalho, mais conhecido como Willi de Carvalho, é um dos mais importantes e inventivos artistas brasileiros. Ele nasceu em Montes Claros, norte de Minas Gerais, em 1963. Membro de uma família de poucos recursos, Willi cresceu em uma rua de Montes Claros onde passavam muitos viajantes da Bahia e de Minas Gerais. As imagens dessa época, guardadas na memória do artista, agora surgem em forma de pequenas esculturas e alegorias sobre temas urbanos e rurais, espaço de encontro da realidade e da fantasia.
Willi começou no mundo da arte desde muito cedo. Autodidata, deu seus primeiros passos como artista no campo do desenho, tendo feito ainda vários trabalhos com a técnica de nanquim. Seu processo criativo no mundo da escultura começou no quintal de sua casa inventado o que brincar. Os palitos e grampos da mãe se transformavam em outros objetos, no lugar dos brinquedos, que não tinha. Isso o estimulou para a criação, de onde saíam teatrinhos de barro e miniaturas feitas de todos os objetos que o artista encontrava. Apesar de ter sido criado em uma família adventista, Willi desde a adolescência se sentiu atraído pelo mundo da criação popular que envolve a realização das festas católicas. Este fascínio pelas festas e rituais católicos lhe rendeu muitas reprimendas e a inimizade de algumas pessoas de sua família; menos sua mãe que foi sempre grande incentivadora de seu trabalho. Willi sempre gostou de livros e revistas de arte, os quais funcionavam como meios de estímulo e inspiração em seu processo criativo. Até hoje Willi tem na leitura das obras de autores como Guimarães Rosa e Ariano Suassuna, uma de suas maiores fontes de inspiração.
Entre os anos 1993 e 1996 Willi participou em sua cidade natal de um grupo de teatro chamado Fibra, dirigido por Terezinha Lígia. Foi o teatro um dos campos artísticos mais importantes em sua trajetória. O próprio trabalho de elaboração de miniaturas de pequenas cenas e situações, que começa anos mais tarde, surgiu também muito em função da prática e das técnicas que foi desenvolvendo no intuito de construir maquetes e cenários para as produções teatrais.
A primeira exposição individual do artista Willi de Carvalho aconteceu em Montes Claros em 1991; nela ele mostrou seus trabalhos em telas, pinturas e desenhos. Em 1993, participou de uma nova exposição de desenhos e pinturas na Casa de Cultura de Santo Amaro, em São Paulo. Em 1995, morando em João Pessoa, PB, teve a oportunidade de expor seus trabalhos na mostra “Aquarelas de igrejas de João Pessoa”. De volta a Montes Claros, trabalhou novamente com teatro e, por sobrevivência, desenhava também moda. Em 1997 conheceu o artista plástico curitibano Hélio Leites. Willi conta que esse encontro foi fundamental para sua obra e para sua vida de artista, marcando uma mudança de postura frente ao próprio trabalho: Ele é que foi meu mestre para criar um trabalho para mostrar, mesmo, artisticamente. Aí ele falou: 'Ô, Willi, por que você não faz um trabalho para você expor?', conta Willi. Antes de conhecer Hélio Leites, o artista mineiro produzia apenas esculturas muito pequenas, oratórios, presépios e cenas trabalhadas dentro de caixas de fósforo. Após o incentivo, começou a confeccionar peças mais elaboradas, utilizando a técnica das caixas de fósforo para criar e desenvolver os cenários e paisagens que faz hoje. A ampliação do tamanho das peças demandou mais tempo para a elaboração do conjunto de ornamentos que as compunha. A partir daquele encontro Willi começou a produzir suas miniaturas com a preocupação de lhes dar outra dimensão, procurando inseri-las não mais só na condição de ofício complementar às atividades teatrais ou como peças meramente decorativas, mas procurando o circuito de galerias, eventos e concursos, passando a valorizar, divulgar e projetar suas peças como objetos de arte. Ainda em 1998, com a miniaturaExaltação ao folclore de Montes Claros, recebeu o primeiro prêmio do Salão dos Catopés, durante as tradicionais festas folclóricas da cidade. A partir do contato com Hélio Leites, a confecção de miniaturas tornou-se seu carro-chefe, marca de sua individualidade como artista, sendo hoje seu grande diferencial no mercado de arte.

Papel, pano, arame, caixas de fósforos e de remédios, palitos de fósforo, de dentes e de madeira japonesa, miçangas, fitas, bijuterias, serragem e buchas são alguns dos elementos que dão vida as criações do mineiro Willi de Carvalho. Um dos aspectos que mais característicos de sua obra é a maneira como lida com as cores. Na maioria das peças utiliza tintas comerciais, porém, é comum também produzir suas próprias tintas pelo processo de adição de cola e água àquelas usadas para pintar paredes. Além da tinta de parede, usa também anilina para colorir miniaturas de vegetação, árvores, arbustos e gramas, que são feitas com pequenos pedaços de buchas. Depois de ter aprendido a técnica do biscuit, Willi passou a utilizá-la na confecção do revestimento dos animais e personagens, suas vestimentas, em adereços, utensílios e detalhes, bem como partes dos cenários, o que lhe proporcionou maiores produtividade e rapidez. Eventualmente utiliza também a técnica de papier machê em suas peças maiores, já que com essa é mais difícil obter apuro nos detalhes.Willi de Carvalho é hoje, sem dúvida, um dos mais minuciosos e sofisticados miniaturistas do Brasil. Atualmente ele vive só de seu ofício, o que inclui a venda direta de suas obras, os trabalhos realizados sob encomenda, as aulas, oficinas, a participação em diversos projetos, bem como a confecção de suvenires e brindes para instituições, cujas encomendas costumam ocorrer em períodos específicos, como as festas de final de ano, por exemplo. Durante sua trajetória participou de diversas exposições, dentre algumas se destacam:

- Casa de Cultura de Santo Amaro – Desenhos e Pinturas. São Paulo, SP, 1993
- Arte em miniatura – Montes Claros Shopping Center. Montes Claros, MG, 1999
- Salão Nacional de Artesanato Mãos de Minas. Belo Horizonte, MG, 1997, 2001 e 2005
- “Música em Miniatura – 80 Anos do Rádio no Brasil”. Espaço Ariano Suassuna, Rio Scenarium. Rio de Janeiro, RJ, 2002
- “Mini-série” – Shopping Nações Unidas. São Paulo, SP, 2003
- Carnaval em Miniatura – Minas Shopping. Belo Horizonte, MG, 2003
- Exposição de Arte Popular na Sandra e Marcio Objetos de Arte. Belo Horizonte, MG, 2007
- Mineiras Imagens – Galeria Pé de Boi. Rio de Janeiro, RJ, 2007
- Exposição em homenagem a Ariano Suassuna. João Pessoa, PB, 2007
- Willi de Carvalho na Livraria Cultura – São Paulo, 2008
- O Reino Encantado de Ariano Suassuna – Minas Shopping. Belo Horizonte, MG, 2008.
- Willi de Carvalho grandes miniaturas - Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, Rio de Janeiro, RJ, 2009.Sobre sua obra e o seu estilo o artista define: De rótulos referentes à minha obra, como “neo barroco”, “contemporâneo” e “erudito”, prefiro “popular”, mas isso não me interessa tanto. Arte é arte, livre de rótulos e classificações, o que me encanta é o entusiasmo e a emoção que as pessoas expressam frente ao meu trabalho.

Fonte:
MACEDO, E.J. Willi de Carvalho: grandes miniaturas. Catálogo da exposição realizada no período de 7 de maio a 7 de junho de 2009. Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, Rio de Janeiro, RJ.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012


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                        LENDA DA IARA


A Iara é um dos mitos mais conhecidos da região amazônica.É uma linda mulher morena,de cabelos negros e olhos castanhos.
 Exerce grande fascínio nos homens,pois aqueles que  a vêem banhar-se nos rios não conseguem resistir aos seus encantos e atiram-se nas águas.
Os que assim o faz,nem sempre voltam vivos e os que sobrevivem,voltam assombrados,falando em castelos,séquitos e cortes de encantados. 
É preciso muita reza e pajelança para tira-lo do encantamento. Alguns descrevem  Iara como tendo uma cintilante estrela na testa,que funciona como chamariz que atrai e hipnotiza os homens.
 Acredita-se também que ela tem forma de peixe na parte inferior,outros dizem que é apenas um vestido,ou uma espécie de saia,que ela veste por vaidade e para dar a ilusão de ser metade mulher,metade peixe.
Em certos locais,dizem que Iara é um boto-fêmea. Ela também encanta os homens e levá-los para o fundo do rio.Em outros lugares dizem ser a própria boiúna(cobra grande).



sábado, 17 de novembro de 2012

                                                                         

quarta-feira, 14 de abril de 2010



WILSON ARAGÃO,O CANCIONEIRO DO SERTÃO DE PIRITIBA


   Ninguém traduz  melhor a alegria e as agruras do agricultor do que Wilson Aragão. Sua música fala,principalmente,do homem do campo,suas lutas e anseios,seus amores e dissabores. Sua musicalidade passeiam por galopes,martelos,xotes,baladas e canções.  Tem o sertão Baiano,como pátria,inspiração do seu cancioneiro,sempre voltado para dignidade,humildade e sapiência do sertanejo. Wilson Aragão já faz parte do São João e cantorias pelo sertão nordestino,tornando-se parte  da vida poética da Bahia.
    Wilson Oliveira Aragão é o nome de pia(batismal) desse poeta errante,que nasceu no ano da graça de 1950 num dia qualquer de um distante e frio mês de abril da Chapada Diamantina,A verdejante cidade de Piritiba, acolheu no seu berço pobre e frio o menino Wilson,que levou o nome e a inquietação dos tabaréus da chapada vida afora. Com mais de 20 anos de carreira,4 CDs gravados, participou de várias coletâneas,autor de sucessos como "Capim Guiné," gravada por Raul Seixas e Tânia Alves,"Guerra de Facão" gravada por Zé Ramalho,Falcão ,Antonio Rocha e outros artistas brasileiros. Wilson Aragão,começou a cantar na adolescencia,cantando em corais de igreja e de escolas. Cresceu e deu pro mundo foi embora para a capital da provincia(Salvador) ,andou pela terra da garôa,Minas Gerais,Mato Grosso,Paraíba,Pará e Piaui e outros estados,fazendo shows e divulgando o sua arte em rádios e televisões. Em seu vasto trabalho,já teve parceria com grandes nomes da música brasileira,dentre tantos,está o também baiano e saudoso Raul Seixas que fez parcería na música Capim Guiné,titulo do seu primeiro LP ,que hoje foi regravado em formato CD.
      Este poeta-cantador,faz as suas andanças,sempre irreverente,levando consigo vários "causos" que, sempre bem contados,despertam,no povo,o sentido alegre da vida após um dia de batalha e é respeitado por todos cantadores pela grande luta por uma música de qualidade. tornou-se um grande interprete dos "causos" do  poeta Paraíbano José Laurentino. E no seu universo de causos e canções,o poeta de Piritiba segue a vida.

William Veras de Queiroz 2010 D.C -Santo Antonio do Salgueiro-PE.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012




HOJE TEM ORQUESTRA SINFÔNICA JOVEM DO CONSERVATÓRIO PERNAMBUCANO DE MÚSICA,EM SALGUEIRO,ÀS 19:30h ,NA IGREJA DA SANTA CRUZ(BAIRRO PRIMAVERA),SOB REGÊNCIA  DO MAESTRO JOSÉ RENATO ACCIOLY.
Fachada do CPM


ORQUESTRA SINFÔNICA JOVEM  DESEMBARCA NO SERTÃO


 Os músicos da Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório Pernambucano de Música terão uma das semanas mais intensas de todo ano. Os 70 integrantes da OSJ,com idade variando entre os 14 e 28 anos de idade,pegaram a estrada do Sertão,já se apresentaram em Petrolândia,Exu(15),SALGUEIRO(16),Triunfo(17) e Carnaíba(18). O repertório da turnê sertaneja faz uma homenagem aos 100 anos de Luiz Gonzaga. O repertório escolhido inclue Tchaikovsky(marcha eslava),Sivuca(concerto sinfônico para  asa branca),Maestro Duda(Tributo a Luiz Gonzaga,o rei do baião),Adelmo Arcoverde(Concertino Nº 2) para viola de 10 cordas),Paulo Arruda(Cangaço de vida e morte)e Bethoven(Abertura Egmont,op.84). O Circuito Sinfônico 2012 termina em dezembro,após percorrer 18 cidades de Pernambuco. O projeto foi criado em 2006 e desde então fez 150 apresentações,passando por cerca de 40 cidades,em mais de 25 mil quilômetros percorridos.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012






 MORRE  ZÉ NEGUINHO  DO  COCO


José Severino Vicente esse era o nome do cantador de coco Zé Neguinho,nasceu no Morro da Conceição,Zona Norte do Recife.Do morro para o asfalto,das rodas entre amigos para os palcos dos shows e programas de TV,como o Som da Sopa,de Roger ,o coquista passou a ser referência para os novos artístas de música popular:como Lula Queiroga,Silvério Pessoa,Comadre Florzinha entre outros. Zé Neguinho do Coco morre aos 69 anos de idade, era um artista nato,camisas estampadas,correntes no pescoço e o inseparável chapéu,tinha uma voz aveludada,gostosa de ouvir.O pandeiro desempenhava um papel crucial na sua música.

Grupo Coreano Grava Asa Branca de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira

 / Foto: Divulgação



 ASA BRANCA EM COREANO


A toada de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira  ganha nova versão,desta vez em Coreano,no You Tube mais uma versão de asa branca está disponível,e a cada dia é mais acessada. É interpretada  por uma banda folk contemporâneo de Seul,O Coreyah,que mistura sansari(um estilo tradicional da Coreia) com música dos Bálcãs,africana,rock e brasileira,que seus integrantes descobriram há seis anos. Ouviram  asa branca em várias  versões e a que mais gostaram foi a de David Byrne com o grupo de Forró in the Dark de Nova Iorque. Asa Branca da banda Coreyah,com introdução com tempero jazzístico,tem haver com muitas audições de discos do grupo pernambucano Quinteto Violado,grupo que tem como fãs,  vários  integrantes do Coreyah.


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Maviael Melo - Campanha Eleitoral.avi







                                        VIOLA-DE-COCHO



A viola-de-cocho é um instrumento musical encontrado nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul,no centro-oeste brasileiro,recebe este nome por ser confeccionada em tronco de madeira inteiriço,é  do grupo dos alaúdes curtos,produzida por mestres artesãos,violeiros e cururueiros. Esse instrumento é feito da mesma maneira como se faz um cocho,objeto lavrado em um tronco maciço de árvore usado para colocar alimentos para animais na zona rural.Nesse "cocho" é fixado um tampo e as partes que caracterizam o instrumento,como cavalete,o espelho,o rastilho e as cravelas. A viola -de-cocho foi reconhecida como patrimônio nacional,registrada no livros dos saberes do patrimônio imaterial brasileiro em dezembro de 2004.Acompanhada pelo ganzá e o tamburil ou mocho,é tocada nas rodas de cururu e siriri,em homenagem aos santos católicos ou simples divertimento.
A produção da viola-de-cocho é uma atividade que guarda conhecimentos específicos dominados  por esses artesãos. Após a escolha da madeira,Sarã e o ximbuva;para o tempo,raiz de Figueira branca; e para demais peças,o Cedro.Corta-se o tronco em duas partes planas. Com o molde risca-se a madeira na qual será escavada a caixa de ressonância.
Violadecocho.jpg 
Uma vez entalhado o corpo do instrumento,é colado o tampo e, em seguida,são afixados o cavalete,o espelho,as cravelhas e o rastilho para que.então,sejam colocados os trastes e as cordas.As violas armam-se com quatro cordas de tripa e uma revestida de metal.Atualmente,as cordas de tripa estão sendo substituidas por linhas de pescar - segundo os violeiros,bem inferiores às de tripa -devido à proibição da caça no território nacional(Lei 9.605/1998- crimes ambientais).Atualmente existem vários "fazedores" de viola de cocho,como se autointitulam os construtores do instrumento. Os principais pólos de fabricação artesanal do instrunento são: CuiabáMT:ali os principais construtores Vaetano Ribeiro e seu filho Alcides Ribeiro,além de Francisco Sales,Seu Paulino de Varzea Grande,Seu Bugre,o saudoso Manoel Severino e Venceslau de Santo Antônio entre outros.Com forma e sonoridade singulares,a viola-de-cocho possui sempre cinco ordens de cordas,denominadas prima,contra,corda do meio, canotio e resposta. São afinadas de dois modos distintos,canotio solto e canotio preso:de baixo para cima,ré,lá,mi,ré,lá,mi,dó,so. A viola de cocho é fabricada de outras madeiras,como mangueira,cajá manga,imbiruço,consideradas madeiras macias,onde proporciona uma excelente ressonância. As cordas são de tripas normalmente de macacos,ouriços que eram as melhores e sua durabilidade não era tão duravel quanto alinha de pescar. Pois as cordas de tripas de animais logo começava a esfalerar e partia devido o seu ressecamento. A linha  de pescar oferece ressonância melhor acompanhada do canutilho, a quarta corda do violão. De origem portuguesa,a viola-de-cocho abrasileirou-se na madeira,nas cordas e no jeito de tocar e é hoje uma caracteristica marcante da cultura sul-mato-grossense. É endêmico do Pantanal e deu vida aos ritmos pantaneiros: siriri e o cururu,que são usados para celebrar os folguedos populares onde homens,mulheres e crianças se juntam sob a igualdade de uma cultura que já ultrapassa um centenário. É usada também em manifestação populares da região,como dança de São Gonçalo,folião,ladainha,rasqueado limpa branco(ou rasqueado cuiabano),e em festas religiosas tradicionais realizadas por devotos associados em irmandades. existem relatos sobre a viola desde o fim do século XIX,quando o cientista alemão Karl von den Steinen descreveu as festas religiosas do Pantanal,onde se cantava o cururu. No Brasil,as origens são poucos claras: acredita-se que tenha vindo de São Paulo,acompanhando a expansão bandeirante para a região centro-oeste. Com a chegada da televisão e do rádio na região,por volta dos anos 1950,a viola-de-cocho começou a perder a popularidade entre a comunidade local,que a produzia de forma artesanal. Esse processo quase levou à extinção do instrumento. A arte de esculpir e tanger violas de cocho é domínio,em geral,de pessoas de mais idade.  Com a chegada da televisão, por volta da década de 50,seu uso foi ficando cada vez mais restrito às áreas mais distante das cidades. Mas nos últimos  15 anos,a viola-de-cocho voltou a ser  um dos instrumentos mais populares  de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.Parte dessa reviravolta aconteceu por conta de iniciativas pessoais e institucionais,como os trabalhos de Julieta Andrade,do músico e pesquisador Roberto Corrêa e,também,de Abel Santos Anjos Filho,músico e professor da Universidade Federal do Mato Grosso. A pesquisadora Julieta Andrade publicou importante trabalho intitulado " Cocho Matogrossense " no qual daz uma genealogia do instrumento. Roberto Corrêa pesquisou a viola de cocho já na década de 1980,em trabalho publicado pelo,então,Instituto Nacional do Folclore,juntamente com a pesquisadora Elizabeth Travassos. Abel Santos esteve em Brasilia para lançar o livro " Uma Melodia Histórica" no qual explora as raízes da viola-de-cocho e conta a história do instrumento desde antes da chegada ao Brasil.







terça-feira, 13 de novembro de 2012

joaquim_de_cota








                        MESTRE JOAQUIM DE COTA



Joaquim Pereira Lima ou Joaquim de Cota como é conhecido na pequenina cidade de Assaré,município situado no sul do estado do Ceará,no Vale do Cariri,onde num dia 19, sobre as águas de março de 1952, viu nasceu o artesã do couro e do curtume daquela região. Mestre Joaquim,mantém viva a arte e o oficio de confeccionar objetos da indumentária do vaqueiro nordestino,como gibão,chicote chapéus,alfojes e alpercatas. Joaquim de Cota é detentor de um saber sertanejo que mantém a identificação da cultura do povo nordestino. Pelo reconhecimento da contribuição que tem dado  a cultura popular através do seu oficio,a secretaria de cultura do seu estado o reconheceu no ano de 2007 como Patrimônio Vivo da cultura popular do Ceará. 





segunda-feira, 12 de novembro de 2012


sábado, 10 de novembro de 2012


 


ANTONIO DA MUTUCA



Bem distante,na virada da serra do cruzeiro,tem uma pequena comunidade rural,de humildes casas separadas,e moradias de taipas,algumas abandonadas,formando uma típica ribeira. A estrada serpenteia pelo chão batido,numa atmosfera ressequida e de poeira,até onde o olhar alcança, segue a estrada.Uma sensação profunda de solidão,uma música ao longe.Uma casa de terreiro bem varrido,baixo teto,porta e janelas se abrindo para uma pobre paisagem de cinza e sequidão. No centro da sala,um jovem queimado do sol do sertão,uma sanfoninha e o legado.Nenhuma placa,nenhum sinal,nenhum aviso.A vida por lá não tem pressa nem horário,as léguas  sucessivas separam a cidade de Salgueiro ao Sitio Mutuca.Esse é o nome do mundo e do céu de Antonio Pedro Silva,22 anos,tocador de fole de oito baixos,ainda bem moço, declara juras de amor pelo pequeno instrumento,que aprendeu a tocar com o  pai,Pedro Manú. Ele revela que foi um verdadeiro alumbramento na infância ver seu pai tocar uma velha sanfoninha pé de bode.Aos oito anos de idade ele teve o primeiro contato com o complexo  instrumento  de origem germânica.Mudaram as estações e quatro anos foram bastantes para ter noções e alguns domínios do instrumento. Aos doze anos ,ele não se fez de rogado,e assim,soltou os bichos no pé de bode pelos sítios da vizinhança.Passou a ser presença constante nos sambas e festividades da região do sitio mutuca. Antonio da Mutuca,é considerado um dos grandes nomes do fole de oito baixos, no Sertão Central de Pernambuco.Com uma modesta agenda,ele é festejado por onde anda.O seu trabalho teve notoriedade,quando da sua participação no 1° Festival da Sanfona do Salgueiro,evento promovido pela Secretaria de Cultura do município,que nesse intuito vem atingindo o objetivo de preservar, resgatar e promover novos talentos desse segmento artístico. Pelo segundo ano consecutivo Antonio da Mutuca e os tocadores de sanfona de oito baixos da cidade do Salgueiro,participam da noite dos oito baixos,no grande evento junino da Estação do Forró.Foi notória a evolução desse músico nos últimos doze meses, prova disso, foi o resultado no 2° Festival da Sanfona do Salgueiro,quando foi ovacionado e classificado em segundo lugar.Antonio acalenta um velho sonho de gravar um CD e DVD com convidados que só toquem pé de bode." Perdemos espaço para o forró eletrônico,mas estamos cada vez mais firmes fazendo boa música nordestina.Não é qualquer um que consegue tocar um pé de bode.É muito difícil,desafia Antonio,ressaltando que jamais trocaria sua sanfona,por um instrumento banhado a ouro." Hoje, Salgueiro,é uma das cidades do interior do estado de Pernambuco,com maior número de sanfoneiro de oito baixos em atividade.Graça a esse trabalho de resgate do poder público municipal.E Antonio da Mutuca,segue a vida,com sua sanfoninha sorridente,pelas festividades do sertão,tocando e encantando com o legado que recebeu de Pedro Manú,seu velho Pai. 

William Veras de Queiroz  2010 D.C - São José de Piranhas-Paraíba.

OBS  -  MATÉRIA PUBLICADA EM 7 DE AGOSTO DE 2010

sexta-feira, 9 de novembro de 2012