sábado, 13 de abril de 2019


                                 DIEGO MASCATE

O goiano Diego de Moraes, conhecido também pelo pseudônimo Diego Mascate, é um artista completo. Com diversos projetos em sua prolífica carreira, o artista trabalha agora com o arquétipo do “Mascate”, mesmo, um tipo de vendedor-andarilho que passa por vários caminhos, levando diferentes “produtos” e integrando as regiões. É praticamente o que Diego faz, andando por diversas regiões divulgando a arte com suas músicas e outros trabalhos.




Diego de Moraes integrou a banda Diego e O Sindicato e, atualmente, além de sua carreira solo como 
Diego Mascate, também participa da banda Pó de Ser e da dupla Waldi & Redson.

Também é professor e clown.

No segundo semestre de 2014 Diego lançou seu segundo disco, que foi gravado “A.C.” –  “Antes do Coágulo” (que Diego teve devido a um acidente na Rua Augusta em São Paulo no fim de 2013 em “uma história tipo Laranja Mecânica”). O material foi registrado de uma forma itinerante, assim como o próprio “mascate”, em Senador Canedo, Goiânia, Anápolis (GO) e Uberlândia (MG).



O estilo musical de Diego Mascate é uma mistura de tudo um pouco. É possível perceber blues, punk, valsa, tropicália, reggae e até brega. É música, que pode agradar aos mais variados gostos.

Diego Mascate - "A.C." (2014, Álbum Completo)

52ª edição da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém começa sábado (13)

Com Juliano Cazarré no papel de Jesus, espetáculo mantém tradição

Juliano Cazarré e Priscila Fantin em cena / Felipe Souto Maior/Divulgação
Juliano Cazarré e Prescila Fantim em cena. Felipe Souto Maior/Divulgação.
Márcio Bastos


A Paixão de Cristo de Nova Jerusalém , chega à sua 52ª edição hoje,sábado(13),às 18h, consolidada como um dos mais importantes espetáculos ao ar livre do mundo.
 Na sexta-feira(12),porém, a superprodução,que desde sua primeira edição já foi vista  por mais de 3,8 milhões de pessoas ,ganha uma pré-estréia para convidados e, novamente,reúne no elenco principal nomes conhecidos da teledramaturgia nacional,como Juliano Cazarré,que interpretou Jesus. Todos os elementos relacionados à encenação de Nova Jerusalém são superlativos.



 A cidade-teatro idealizada por Plinio Pacheco e Inaugurada em 1968 é o maior teatro ao ar livre do planeta,com cerca de 100 mil metros quadrados. Em seu interior,nove palcos ajudam a reconstruir os últimos momentos de Cristo, Sermão da Montanha à ascensão aos céus.






Fontes: Sociedade Teatral de Fazenda Nova/JC on Line

sexta-feira, 12 de abril de 2019






Cavalo-marinho Estrela de Ouro de Condado mantém a brincadeira há quatro gerações.

Conversamos com Mestre Biu Alexandre, líder do grupo que é um dos mais recentes Patrimônios Vivos de Pernambuco titulados pelo Governo do Estado


Jorge Farias
Por Michelle de Assumpção
Ao lado do frevo e do maracatu, o cavalo-marinho é uma das expressões populares mais importantes do Nordeste brasileiro, tendo bastante representatividade em Pernambuco, mais especificamente na Zona da Mata Norte. Alguns estudiosos arriscam dizer que é a mais completa, por se configurar num espetáculo que junta música, dança, poesia e teatro popular.  De todos os grupos existentes hoje no estado, podemos dizer que o Estrela de Ouro de Condado, fundado em 1979, é um dos mais importantes. É lá que está o mestre Severino Alexandre da Silva, ou apenas Biu Alexandre, 75 anos de idade, desde os 12 um brincante nato dessa manifestação. Já são quatro gerações, a partir do Mestre Biu, dentro do Estrela de Ouro, grupo que hoje éPatrimônio Vivo de Pernambuco.
A tradição tem origem ainda na infância de Severino, quando já sabia de cor as toadas e funções dos mais de 70 personagens da brincadeira. “Eu não aprendi com ninguém e, ao mesmo tempo, com todo mundo. Ninguém me ensinou, mas aprendi vendo os outros, fui entoando, gravando na cabeça, só de olhar, pois meu pai Pedro de Quina foi um grande mestre e eu acompanhava ele por todo canto, e aprendi assim”, conta seu Severino, que largou a escola antes de aprender a escrever o próprio nome. Preferiu ir trabalhar e ganhar dinheiro com o pai, cortador de cana-de-açúcar. Cavalo-marinho, assim como maracatu rural, é uma brincadeira praticamente exclusiva dos trabalhadores rurais da Mata Norte pernambucana, que surgiu e se desenvolveu nos intervalos e na entressafra do trabalho com a cana.
Não foi diferente na família de Severino, que cresceu cortando, limpando, cambitando, cavando sulco para plantação da cana, pastorando boi e fazendo tudo quanto era serviço de um engenho. Como diversão, nos finais de semana, ia pelos terreiros da vizinhança entoando e dançando o cavalo-marinho, com outros homens e meninos cortadores de cana. Depois de seu pai, Severino aprendeu mais um pouco de cavalo-marinho com Preá e, depois, com Duda Bilau. “Foi ele que me disse que eu já sabia tudo e me botou para ser mestre”, conta.
Jan Ribeiro

Mestre Biu Alexandre conta que aprendeu tudo que sabe e repassa até hoje com seu pai, Pedro de Quinha
Foi depois de muito tempo após sua existência, que o cavalo-marinho passou a ser registrado como uma brincadeira do ciclo natalino. A relação, feita por estudiosos dessa manifestação, vem do fato de, numa das partes da brincadeira do cavalo-marinho, acontecer uma louvação a Jesus Cristo, com a presença dos 3 Reis Magos do Oriente.  Mas na infância do mestre Biu Alexandre, não tinha isso do cavalo-marinho ser uma festa típica do Natal. Era sábado o dia da brincadeira. No Engenho Paraguaçu, Guarany ou Teixeirinha, todos em Itambé. Noite de Natal era na Usina Aliança, em Aliança. Cavalo-marinho também não tinha nome naquela época. “Depois que vim pra cá para Condado fiz esse cavalo-marinho e botei Estrela de Ouro, achava bonito”. Mestre Biu diz que hoje, ainda que se esforce para manter a brincadeira do jeito que aprendeu com o pai, reconhece que muita coisa se modificou.
Jan Ribeiro

Biu Alexandre é um transmissor de saberes, e tem vontade de fazer grande projeto cultural com as crianças de Condado
“Às vezes o pessoal canta uns negócio que não é de cavalo-marinho e a gente respeita. Mas antes, se a pessoa fizesse errado e o mestre fosse reclamar, o cabra baixava a cabeça. Hoje o galante quer dar no mestre. Tem nego que fica com raiva. Eu digo, isso tá errado. Tudo que eu digo no cavalo-marinho veio do meu pai, eu tenho que respeitar, e eles também. O que mais teve mudança foi a forma de botar as figuras. Tem personagem que é moço, e tem os que são velhos. Não pode querer fazer um velho se balançando todo, andando ligeiro, com fogo. Velho é cansado, é mais devagar”, ensina o mestre sobre a interpretação dos personagens.
Como todo mestre que se preze, Biu Alexandre circula pelas escolas de Condado e por onde mais lhe chamarem para dar aulas sobre o cavalo-marinho.  Ele conta que muito ensinamento já foi retirado da brincadeira, a partir das pesquisas que foram feitas ao longo dos anos. “Chegam para gravar, levar letra, já veio tanta gente que nem lembro mais. Esse pessoal hoje tem mais saber do que a gente aqui, porque pegam da gente”,conta. O que ele quer mais hoje é continuar a repassar seus saberes para os jovens da comunidade mesmo. “Aqui na nossa cidade tem muita criança, queremos trazer eles, livrar das ruas, repassar o que a gente tem”, diz.
Jorge Farias

Cavalo-marinho Estrela de Ouro, de Condado, fundado em 1979, é Patrimônio Vivo de Pernambuco
É por tentar manter a tradição, que o Estrela de Ouro traz singularidades em relação a outros grupos do estado, tendo bastante influência na formação de brincantes e artistas da cultura popular. Uma das particularidades do Estrela de Ouro é que a figura do Ambrósio é a primeira a entrar na brincadeira, antes mesmo do Mateus e Bastião. Outra figura importante que é apresentada neste grupo é o “Caboclo de Orubá”, que representa a relação com a Jurema, manifestação religiosa de origem indígena bastante presente na região da Zona da Mata Norte pernambucana.
NOVOS TEMPOS – Cláudio Rabeca é o rabequeiro do Estrela de Ouro há 14 anos. Entrou quando o então rabequeiro do grupo, o mestre Antônio Teles, saiu do Estrela de Ouro e foi montar seu próprio grupo, o Estrela Brilhante (depois Antônio Teles faleceu e sua filha, Nice, é quem hoje comanda a hoje o Estrela Brilhante, com mais outro maracatu mirim). “Eu só sabia tocar forró com a rabeca e umas duas toadas apenas de cavalo-marinho, mas eu era muito bom de ouvido. Pedia ao toadeiro que saísse na frente, que eu ia atrás para pegar. E assim fui aprendendo”, conta Cláudio Rabeca.  Hoje ele mesmo é um professor e já deu algumas oficinas de cavalo-marinho, junto com outros integrantes do grupo.
Costa Neto/CulturaPE

Cláudio Rabeca também ministra oficinas pelo Estado
Em acordo com Biu Alexandre, Cláudio também percebe as mudanças que aos poucos vão atingindo a brincadeira. Para começar, diz, “cavalo-marinho não era uma brincadeira paga e acontecia para a diversão dos próprios folgazões. Isso ainda hoje define a forma como os músicos e os figurantes se portam durante a manifestação. Eles brincam como se fosse para eles mesmos.” Para o músico, foi basicamente a entrada do dinheiro que mudou tudo.  “Depois que começaram a tocar por cachês, os grupos mudaram sua agenda de apresentações, que geralmente acontecem em festas de municípios (sobretudo padroeiras) ou no período de Natal”. 
“Quando eu entrei ainda vi o grupo se juntar para tocar na rua, na frente de para algum comercio local, uma venda. O cara pagava R$ 100 e o cavalo-marinho tocava e o lugar enchia de gente e o dono da barraca ganhava com a venda de bebidas. Hoje o cavalo-marinho está preso a uma apresentação paga, raramente a gente se encontra para festas próprias, só quando alguma prefeitura ou o estado contrata”, conta o rabequeiro.
O cavalo-marinho Estrela de Ouro é o único cavalo-marinho a ter gravado um DVD. Fato que, segundo Cláudio Rabeca, passou a influenciar outros grupos. Virou uma referência. Sobretudo porque grupos mais novos tendem a “espetacularizar” ainda mais o cavalo-marinho. Ou seja, transformar a brincadeira – que na sua essência é feita para quem está brincando nela – numa apresentação para o público. “A gente se apresenta e toca sempre do mesmo jeito, mantendo a tradição, mas temos algumas coisas que são vanguarda, como Martelo, que é o nosso Mateus. Talvez por ter feito parte do espetáculo Grial, de ter circulado por outros ambientes, ele pegou um pouco disso e está sempre inventando no figurino, fazendo uma diferença”, conta Cláudio. “Hoje tem cavalo-marinho que, a pedido do contratante, faz cortejo, sai desfilando pelas ruas, quando uma apresentação tradicional sempre foi parada num mesmo lugar. É a mudança dos tempos”, relata.

quinta-feira, 11 de abril de 2019



Governo de Pernambuco lança convocatória para o Festival de Cinema de Triunfo 2019

Cineastas de todo o Brasil podem inscrever curtas e longas-metragens até o dia 6 de maio.


Jan Ribeiro

A inscrições devem ser feitas através da plataforma do Mapa Cultural
O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), lança o edital(disponível aqui) do 12º Festival de Cinema de Triunfo, que acontece entre os dias 29 de julho e 10 de agosto, no município de Triunfo, no Sertão do Pajeú. Cineastas de todo o Brasil podem inscrever curtas e longas-metragens até o dia 6 de maiopara concorrer à Mostra Competitiva do evento, que acontece no Cineteatro Guarany, às margens do lago João Batista e um dos cartões postais de Pernambuco.
Este ano, pela primeira vez, as inscrições serão completamente on-line, por meio da plataforma do Mapa Cultural de Pernambuco. Os realizadores deverão acessar o link www.mapacultural.pe.gov.br/projeto/191 para se cadastrarem como agentes culturais e preencher o formulário eletrônico disponível no endereço citado. Em anexo, deverão ser enviadas três fotos de divulgação do filme. No formulário de inscrição, também deverá ser informado o link para acesso ao filme e a sua senha de exibição, quando for necessário.
Vale destacar que serão aceitas inscrições de filmes brasileiros de quaisquer formatos, desde que tenham sido finalizados entre janeiro de 2017 e os meses vigentes de 2019 e que possuam cópia de exibição em formato digital FullHD (resolução 1.920 x 1.080).
Desde a sua primeira edição, em 2008, o Festival já exibiu mais de 650 filmes, contribuindo para a formação de público e de profissionais da área no Sertão do Pajeú. “A consolidação do Festival de Cinema de Triunfo no calendário nacional é notável quando vemos que a cada ano recebemos cada vez mais inscrições para a mostra competitiva e contamos com uma plateia maior. Além de apresentar para a região o cinema que vem sendo feito em todo País, o evento também funciona como uma grande vitrine para a produção pernambucana, que tem espaço garantido na programação”, observa o secretário de Cultura do Estado, Gilberto Freyre Neto.
O presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto, destaca a importância das atividades de formação promovidas pelo evento. “Através do Festival de Cinema de Triunfo, também buscamos incentivar a população da região a fazer seu próprio cinema. Através das oficinas e outras atividades formativas, queremos capacitar aqueles que estiverem interessados no setor para que a gente possa ouvir cada vez mais nosso sotaque retratado na tela grande, valorizando nossa cultura”, comenta.
Cerca de 36 filmes serão selecionados. A lista será divulgada no portal Cultura.PE até o dia 21 de junho de 2019. Os títulos serão avaliados por uma Comissão de Mérito, composta por, no mínimo, três pessoas, representantes da Gerência de Política Cultural da Secult-PE e por profissionais da área, de reconhecido saber e competência no campo Audiovisual, indicados pelo Conselho Consultivo do Audiovisual e designadas pela Secretaria Estadual de Cultura. Com um orçamento total de R$ 200 mil, o festival distribui prêmios em dinheiro para os melhores filmes eleitos pelo Júri Oficial e pelo Júri Popular, além do Troféu Caretas.
Esclarecimentos e mais informações podem ser obtidas pelo e-mail audiovisualpe@gmail.com ou pelo telefone (81) 3184-3076.


quarta-feira, 10 de abril de 2019



Contos do além-cangaço

Assombração no poço

por Wanessa Campos


Iniciamos uma pequena série sobre assombrações do Cangaço. Elas foram contadas por duas pessoas respeitadas: João Jurubeba e Amaury Corrêa. O primeiro, falecido, pertenceu as volantes e o segundo, sério pesquisador e escritor do Cangaço. No final, Valter Rosa Borges, respeitado parapsicólogo, explica o fenômeno:

Era uma noite de 1956. A temperatura estava quente numa localidade chamada Pau Ferro, próxima de outra chamada de Serrote Preto, Alagoas. Ali existia um poço conhecido como Avelino com água potável da melhor qualidade. Era costume de os moradores buscarem  água nesse poço, principalmente em época de seca. Assim fez Amália Araújo. Aquela noite, além de quente, havia lua cheia, céu sem nuvens. Pegou o pote, a rodilha e foi caminhando na terra esturricada em direção ao Avelino por volta das 20h.  A lua alta iluminava a estradinha estreita e deserta. Não fazia medo. Encheu o pote e fez o caminho de volta.

Mal deu alguns passos, ouviu barulho de gente falando alto. Estranhou, porque na ida não escutou nada. Procurou ouvir de onde vinha o barulho. Viu embaixo de uma árvore frondosa uma fogueira grande e ao redor dela, homens e mulheres conversando, rindo alto. Para espanto de Amália, todos vestiam roupas do Cangaço, inclusive bornais. Ela ficou paralisada. Controlou os nervos e os músculos. Não tremeu. O pote na cabeça não derramou uma gota d´água. Observou que alguém do grupo também a olhava sem dizer uma palavra. Ficaram assim se entreolhando por alguns instantes. Até que Amália se deu conta de que a fogueira estalava. Sinal que ia desabar. Não podia ser verdade. Lampião e o bando morreram havia 18 anos. Decidiu ir para casa. Chegando, colocou o pote no chão e foi se deitar. Não conseguiu dormir só pensando na cena. Não contou a ninguém, pois iriam dizer que estava louca. Não pregou o olho, até ouvir o galo cantar. O dia amanhecera. Levantou, fez o café e partiu para o Poço Avelino com pretexto de buscar água.

Foi até a árvore onde os “cangaceiros” estavam. Nenhum rastro, nenhuma brasa, nenhum pau queimado da fogueira. Nenhuma marca de alpercata, nenhum rastro. Nenhuma cinza. Nada…ela jamais esqueceu o que vira.  Sonho, não era possível….  Não teve coragem de contar a ninguém que viu assombração.  Muitos anos depois, resolveu contar. Disseram que foi visão.

Pescado sítio de comadre Wanessa

Fonte: Lampiao aceso

terça-feira, 9 de abril de 2019



A cultura de Pernambuco lamenta a perda do programador,distribuidor e produtor de cinema Arlindo Gusmão. A morte de Seu Gusmão ocorreu na manhã de sexta-feira 05/04, aos 88 anos. Esse pernambucano foi muito importante para difusão da produção cinematográfica a partir da década de 1950 e as gerações de cinéfilos do estado devem muito ao seu trabalho. Seu Gusmão que foi homenageado na última edição do FESTCINE deixou um legado.




segunda-feira, 8 de abril de 2019




                               

                             BETO  PEZÃO

José Roberto Freitas, o Beto Pezão, nasceu em Santana do São Francisco-SE em 11 de dezembro de 1952. O seu pai era escultor e com ele, desde muito cedo aprendeu a arte de esculpir. Com apenas 6 anos de idade ganhou um pequeno torno. Com nove anos já comercializava algumas de suas peças na feira.Dos movimentos suaves das mãos de Beto surgem peças primorosas, modeladas no barro com delicadeza e com uma impressionante riqueza de detalhes. Os seus personagens retratam a vida e a trajetória do povo sertanejo. Seu estilo é inconfundível. Os pés grandes surgiram quando o artista percebeu que algumas imagens não tinham estabilidade, por isso alongou os pés das imagens que fabricava para dar mais sustentação. Seu pai não gostou muito; (...) Papai tinha ido pra feira de Itabaiana, quando chegou que viu disse (...) vixe Nossa Senhora meu filho isso é uma doença (...) disse bem assim, reprovou na hora (...) Rapaz me deu uma tristeza (...) porque eu gostei sabe, conta Beto. Esse fato não fez Beto desistir,  pelo contrário, os pezões deram um novo rumo à sua obra e acabaram se transformando em uma marca registrada. São únicos no país e acabaram conquistando o gosto de colecionadores de vários lugares do mundo. Além dos sertanejos, outra paixão do artista são as imagens sacras, as quais também levam consigo, além dos pezões, um pouco da cultura nordestina.

 Beto Pezão, figuras sertanejas, cerâmica. Reproduçao fotográfica e-Sergipe.

 Beto Pezão, figuras sertanejas, cerâmica. FOTO: Helder Junior.

 Beto Pezão, S. Francisco, cerâmica. Reproduçao fotográfica autoria desconhecida.
Com o seu trabalho Beto participou de inúmeras feiras e exposições no Brasil e no exterior. Suas obras ficaram conhecidas na Argentina, Portugal e Chile. São mais de 50 anos dedicados à arte do barro. Beto atualmente mora em Aracaju, onde mantém seu ateliê.

Contato com Beto Pezão:
Rua Carlos Menezes, 152, Cidade Nova.
49072-100 Aracaju-SE
Tel: (79) 3236-1197.

Fonte:
Lima, Beth & Lima, Valfrido. Em Nome do Autor. Proposta Edital, São Paulo-SP, 2008.
 Beto Pezãomenino com balaio na cabeça, cerâmica. Reproduçao fotográfica Blog Fufuquices.
Beto Pezãolenhador, cerâmica. Reproduçao fotográfica Lauriart.

 Beto Pezãotitulo desconhecido, cerâmica. Acervo do Museu do Homem Sergipano. Reproduçao fotográfica Blog EZerberus.

 Beto Pezãotitulo desconhecido, cerâmica. Reproduçao fotográfica autoria desconhecida.

 Beto Pezãotitulo desconhecido, cerâmica. FOTO: Thales Brandao.

domingo, 7 de abril de 2019

A música impressionista com Déa Trancoso

DÉA TRANCOSO

Déa Trancoso, nascida em Almenara, Minas Gerais, é uma cantora, compositora e produtora cultural brasileira. Filha de pais seresteiros, foi influenciada pelos violeiros, cantadores, congadeiros e foliões do Vale do Jequitinhonha, sua terra natal.

Formou-se em jornalismo pela PUC Minas. Estudou também técnica vocal, sem abrir mão da sensibilidade e da emoção em seu canto. Seu trabalho incorpora sonoridades e referências a diversas manifestações da cultura popular nacional, como catimbó, coco, acalanto, lundu, congo dobrado, maracatu, batucão, moda de viola, samba de caboclo e de roda.

    “Sempre que escuto Déa Trancoso me lembro de Guimarães Rosa. Ela tem patente para cantar o sertão.” João Paulo Cunha, editor do Caderno de Cultura do Jornal Estado de Minas.

Depois de vários festivais e shows, participou em 2002 do CD O Violeiro e a Cantora, a convite do compositor e violeiro Chico Lobo.

Seu primeiro CD, TUM TUM TUM, lançado pelo selo TUM TUM TUM Discos em 2006. e posteriormente pelo Biscoito Fino em 2010, foi desenvolvido com recursos do Fundo Municipal de Cultura de Belo Horizonte e do Programa BNB de Cultura.

Serendipity, de 2011, seu primeiro trabalho autoral, trazendo parcerias com Badi Assad, Chico César e Rogério Delayon, teve o show de lançamento em Pontevedra, Espanha, durante a Feira das Indústrias Culturais da Galícia. Três canções desse álbum foram gravadas por outros artistas. Ná Ozzetti e Mônica Salmaso gravaram Minha Voz, Gonzaga Leal gravou Água Serenada e Isabel Nogueira gravou Gismontiana.

    "Fiquei muito encantada com Serendipity, o disco dela, que traz canções de muita singularidade. Déa tem esta característica: suas composições são muito pessoais. Ela é uma mestra da composição.” Ná Ozzetti, que gravou em seu CD Embalar a música de Déa Minha Voz'.'

O álbum Flor do Jequi, de 2012, foi realizado através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, e conta como convidado com o violonista Paulo Bellinatti. Juntos, eles criam e recriam ícones do Vale do Jequitinhonha, região conhecida pelo contraste entre a pobreza material e a riqueza da cultura popular.

    “Uma aula de Brasil profundo. Que coisa é a Déa Trancoso como compositora. A canção Estreleira é uma obra-prima.” Maria Luiza Kfouri, jornalista, sobre o trabalho Flor do Jequi.

Déa é afiliada à UBC (União Brasileira dos Compositores) e ao Projeto Elas de Minas. Foi indicada duas vezes ao Prêmio da Música Brasileira: na primeira, em 2007, em quatro categorias (Disco Regional, Cantora Regional, Projeto Gráfico e Voto Popular), concorrendo com Maria Bethânia, Chico Buarque, Alceu Valença e Daniela Mercury, e em 2013 (na categoria Cantora Regional), concorrendo com Elba Ramalho e Simone Guimarães.

A música impressionista com Déa Trancoso