sexta-feira, 5 de março de 2010















FOI COM MUITA REZA, E O TERÇO ESTÁ DE VOLTA

Na história do grupo O Terço, que originou-se em 1968, estão três bandas da década de 60 - Joint Stock Co., Hot Dog e Os Libertos, por onde iniciaram o guitarrista Sérgio Hinds, o baixista César das Mercês e o baterista Vinícius Cantuária. O grupo Os Libertos, então formado pelos três músicos citados acima, era uma atração que agitava as domingueiras do Rio de Janeiro. A banda ainda se chamaria Santíssima Trindade. Em 1970, César das Mercês foi substituído por Jorge Amiden. O grupo passou então a se chamar O Terço. O conjunto é originário do Rio de Janeiro, mas radicou-se em São Paulo. Antes do primeiro LP lançaram um compacto com a música Velhas Histórias, com a qual ganharam o festival de Juiz de Fora. Aquela era a época do Rock Rural e do Rock Progressivo, e O Terço seguiu estas sonoridades. Acompanhem agora a longa caminhada com muita reza, ou melhor com muito rock desta banda. O primeiro LP, lançado em 1969, intitulado simplesmente O Terço-homônimo, apresentou um rock tipo anos 50, 60, com leves tintas progressivas, que continha também músicas em inglês. Neste primeiro trabalho, o grupo ainda revoltou alguns católicos fanáticos, ao posarem de jeans, camisetas e descalços dentro de uma igreja para a foto da capa. O segundo trabalho, também homônimo e lançado em 1972, traz uma sonoridade mais progressiva conta com a participação de Luiz Paulo Simas (ex-Módulo 1000 e futuro Vímana). Em 1975, foi lançado o LP Criaturas da Noite, que consagrou definitivamente a banda. O Terço seguiu estrada, e lançou, após o estrondoso sucesso de Criaturas da Noite, em 1976 o disco Casa Encantada, que também conseguiu boas vendagens, sendo um trabalho que sempre caracterizou o som da banda: rock com elementos de MPB. Ainda em 1976, O Terço participou do filme Ritmo Alucinante, dirigido por Marcelo França. O grupo ainda participou de um disco de Walter Franco, o qual também contou com as presenças de Sérgio Dias e Arnaldo Baptista (ambos dos Mutantes), entre outros. Importante também a participação de Hinds, Mercês, Venturini e Magrão no disco Nunca (1974), da dupla Sá & Guarabyra. Em 1978, O Terço lança o disco Mudança de Tempo, apresentando muita MPB e um bom trabalho de guitarra de Sérgio Hinds. Neste play aparece pela primeira vez o famoso e premiado logotipo de autoria do artista plástico Guernot. Depois de Mudança de Tempo, o baixista Sérgio Magrão deixa o grupo, para fundar, junto com Flávio Venturini, o 14 Bis. Som mais puro, de 1982, é outro álbum que investe bastante na MPB. Em 1990 o grupo lança o trabalho seguinte, o homônimo O Terço. Em 1993 o Terço sob nova formação Hinds, Franklin Paolillo (bateria), Luiz de Boni (ex-May East, Tom Zé, Zero e Paulo Ricardo-RPM nos (teclados) e Andrei Ivanovic (ex-Metrô, Vultos, Edgard Scandurra -Ira (baixo), lançou o comentado CD Time Travellers, CD de progressivo sinfônico, que também foi lançado na Europa e no Japão. Nos anos seguintes foram lançados: 1994 - Live at Palace, 1996 – Compositores, 1998 - Spiral Words, Outra bela capa, de autoria do também fotógrafo Marcelo Rossi (não é o famoso padre). 1999 - Tributo a Raul Seixas. A volta do Terço com a formação mais festejada da década de 70 (Flávio Venturini, Sérgio Hinds e Sérgio Magrão), traz para o cenário musical a magia dos anos 70 sob olhar dos anos 2000. A experiência aliada à emoção de músicos brilhantes que, assim como o vinho, se tornaram melhores com o tempo, traz a oportunidade de mostrar que quando a química funciona grandes trabalhos são realizados. Luiz Moreno infelizmente faleceu em 2003. O baterista convidado é Sérgio Melo. VAMOS REZAR PRA QUE O GRUPO CONTINUE BOTANDO MUITO ROCK PROGRESSIVO NAS PARADAS.


Rosemary Borges Xavier, 2010-D.C- Cajueiro-Recife-PE / Para o bLoG soL vERmelHO

Um comentário:

  1. DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA...



    "As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
    têm direito inalienável à Verdade, Memória,
    História e Justiça!" Otoniel Ajala Dourado



    O MASSACRE APAGADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA


    No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi o MASSACRE praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato "JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA", paraibano de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.



    O CRIME DE LESA HUMANIDADE


    O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.


    A AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA PELA SOS DIREITOS HUMANOS


    Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é considerado IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, por isto a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos



    A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO


    A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.



    AS RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5


    A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;



    A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA


    A SOS DIREITOS HUMANOS, igualmente aos familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.


    QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA


    A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, e por que não a procuram? Serão os fósseis de peixes do "GEOPARK ARARIPE" mais importantes que os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO?



    A COMISSÃO DA VERDADE


    A SOS DIREITOS HUMANOS busca apoio técnico para encontrar a COVA COLETIVA, e que o internauta divulgue a notícia em seu blog/site, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.


    Paz e Solidariedade,



    Dr. Otoniel Ajala Dourado
    OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
    Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
    Membro da CDAA da OAB/CE
    www.sosdireitoshumanos.org.br
    sosdireitoshumanos@ig.com.br

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