sexta-feira, 24 de setembro de 2010


                 O  ÚLTIMO SOL DO CANGACEIRO MORENO

                   Ele era um dos últimos cangaceiros remanescente do bando de Lampião,Antonio Inácio da Silva,Pernambucano da cidade de Tacaratú,municipio situado no médio São Francisco,vale ao sul da ribeira do vale do Moxotó. Morreu aos 100 anos,no amanhecer de Belo Horizonte,na capital  Mineira.O corpo de Moreno,como ele era conhecido no cangaço,foi enterrado no cemitério da  saudade,em meio a uma chuva de fogos de artifício,um pedido de Moreno,pois, ele nunca imaginou  que teria o privilégio de ter uma sepultura. Mesmo distante da batalha do cangaço,sempre achou que seria morto, e ter a cabeça cortada e comida por bichos no mato como os outros companheiros. Ele chegou a Minas Gerais no final da década de 1930,na companhia da esposa Jovina Maria da Conceição(Durvinha),que faleceu em 2008,aos 93 anos,também cangaceira do bando de Virgulino,fugindo dos ataques das forças federais que dizimou o bando de Lampião-morto em 1938,na grota do Angico,em Sergipe. Após quatro meses de fuga,margeando o Rio São Francisco,eles se estabeleceram na cidade de Augusto de Lima,na região Central do estado. Adotaram novas identidades e properaram vendendo farinha. No final da década de  1960,o casal se mudou para Belo Horizonte. Moreno viveu por 70 anos em Minas Gerais,onde adotou o nome de  José Antonio Souto. Ele foi descoberto pelo pesquisador João de Souza Lima,que escreveu o livro Moreno e Durvinha,Sangue Amor e fuga no cangaço. Moreno faria 101 anos  em 1° de novembro e morreu de insuficiencia respiratória. Moreno e Durvinha tiveram seis filhos. Na busca pelo irmão mais velho,Inácio Carvalho de Oliveira,atualmente com 72 anos,que havia sido deixado pelo casal de cangaceiros em Tacaratú,foi que Neli(filha do casal) descobriu,em outubro de 2005,os antecedentes e a história dos pais,que guardaram por muitos anos esse segredo com temor de serem descobertos e mortos. A história de Moreno e Durvinha será contada no documentário O Altar do Cangaço,dirigido pelo cineasta Cearense Wolney de Oliveira. Há mais quatro cangaceiros vivos: José Alves de Matos(vinte e Cinco),Manoel Dantas(Candeeiro),Aristela Soares de Lima e Dulce.Todos com 90 anos.

William Veras de Queiroz  2010 D.C - Santo Antonio do Salgueiro -PE

Um comentário:

  1. DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA

    “As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
    têm direito inalienável à Verdade, Memória,
    História e Justiça!” Otoniel Ajala Dourado

    O MASSACRE DELETADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA

    No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi a CHACINA praticada pelo Exército e Polícia Militar em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato “JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA”, paraibano negro de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.

    O CRIME DE LESA HUMANIDADE

    O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.

    A AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROPOSTA PELA SOS DIREITOS HUMANOS

    Como o crime praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL conforme legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza – CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos

    A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO

    A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.

    RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5

    A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;

    A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA

    A SOS DIREITOS HUMANOS, como os familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.

    QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA

    A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, mas não o fazem porque para elas, os fósseis de peixes do “GEOPARK ARARIPE” são mais importantes que as vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

    A COMISSÃO DA VERDADE

    A SOS DIREITOS HUMANOS em julho de 2010 passou a receber apoio da OAB/CE pelo presidente da entidade Dr. Valdetário Monteiro, nas buscas da COVA COLETIVA das vítimas do Sítio Caldeirão, e continua pedindo aos internautas divulguem a notícia, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

    Paz e Solidariedade,

    Dr. Otoniel Ajala Dourado
    OAB/CE 9288 – 85 8613.1197
    Presidente da SOS – DIREITOS HUMANOS
    Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS
    Membro da CDAA da OAB/CE
    www.sosdireitoshumanos.org.br
    sosdireitoshumanos@ig.com.br
    http://revistasosdireitoshumanos.blogspot.com

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