terça-feira, 6 de janeiro de 2026

NAS RUAS E NOS PALCOS: SEGUNDA FEIRA (5) NO PELÔ ABRIU A SEMANA COM DIVERSIDADE SONORA PARA TODOS OS PÚBLICOS.
Se o local é o Pelourinho, por que não sambar na rua? Foi assim que baianos e turistas curtiram a noite da última segunda-feira (5), ao som de Gal do Beco e convidados, atrações que abrilhantaram a programação do projeto “Verão na Bahia. Um Estado de Alegria”, realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA). Tocando o projeto “A Rua é o Palco”, a sambista baiana lotou as calçadas da Ladeira do Passo, promovendo um verdadeiro sarau com a colaboração do público quando cantou músicas consagradas do samba da Bahia. Participações especiais em sintonia com o público fizeram a diferença também no show do Cortejo Afro, na Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba, que recebeu o cantor recifense Otto, e o baiano, já conhecido no Pelô, Jau. Como ponto forte dessa interseção promovida pela SecultBA em proporcionar diferentes contexto musicais à população, Otto, fã declarado da Bahia, ressaltou a importância desse investimento para fortificação da cultura baiana, nordestina e brasileira. “Manter essa cultura na rua, no palco e na música é a cara da Bahia. É fundamental, está certíssimo em manter essa tradição de ocupação, pois a Bahia representa muito para o nosso país e para o mundo”, comentou o cantor. A diversidade cultural como grande diferencial da música baiana foi comentada nessa mesma perspectiva pela professora Cristina Sales, de Alagoinhas, e que está curtindo o verão baiano em Salvador. “Já estive aqui no Pelourinho outros dias, e justamente por essa possibilidade de ter música boa, gratuita, em vários locais e para todos os gostos, a gente resolveu voltar hoje”, explicou Sales, que trouxe as amigas da sua cidade natal para conhecer o verão no Pelô. Depois de sambar nas ruas da Ladeira do Passo, a promessa do grupo era subir para o Largo Quincas Berro D’água e acompanhar o show de Rafique Saad. E foi na apresentação do ex-vocalista da Mambolada, Rafique, que o público admirador de uma boa lambada misturada com percussão baiana caiu na dança. Embalando as coreografias ideais para curtir a dois, canções como “Volare” e “Larica” abriram o repertório do músico, que fez questão de parabenizar o Governo do Estado pelos esforços em prol da música e da cultura baiana. “O sentimento é de gratidão. Só tenho a agradecer a SecultBA e ao Governo do Estado por manter esses espaços vivos, nessa estação maravilhosa que é o verão˜, concluiu Saad. PROGRAMAÇÃO DE TERÇA-FEIRA (06/01) Ruas do Pelô 18h - Mamulengo da Bahia e Escola Olodum Gratuito Largo Tereza Batista 19h - Samba pra Rua Ingressos On-line e físicos Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba 19h - Olodum e Convidados Ingressos on-line e físicos Largo Pedro Archanjo 20h - Movimenti o Trio Gratuito
OLEGÁRIO LUCENA FAZ APRESENTAÇÕES MUSICAIS EM FEIRAS PÚBLICAS DA ZONA DA MATA NORTE E DO SERTÃO DE PERNAMBUCO Cantor e compositor pernambucano fortalece arte autoral de rua em Goiana, Tracunhaém, São José do Egito e Arcoverde, acompanhado pelos musicistas João Paulo Rosa e Neguinho Arcoverde, neste mês de janeiro
O cantor, compositor e instrumentista pernambucano Olegário Lucena celebra a chegada do ano de 2026 já com atuações artístico-culturais, ao ar livre. Ele segue espalhando arte autoral nos espaços públicos, realizando apresentações nas feiras livres de municípios do interior de Pernambuco. Neste mês de janeiro, a partir da criação “O que é isso Mainha?”, o artista faz mais quatro intervenções musicais, dessa vez na Zona da Mata Norte e no Sertão do estado. O projeto tem incentivo do Funcultura, por meio do Governo de Pernambuco, Fundarpe e Secretaria de Cultura (Secult-PE). As apresentações têm o recurso da acessibilidade comunicacional de interpretação em Libras para a comunidade surda. Na Mata Norte, o cantor se apresenta em Goiana, neste sábado (10/01), no Complexo Comercial, e em Tracunhaém no domingo (11), na feira livre. Os encontros começam às 9h, com a presença também do artista e musicista João Paulo Rosa, que é natural de Nazaré da Mata. Já no Sertão, também às 9h, chega a São José do Egito, no dia 17/01 (sábado), na feira livre, e a Arcoverde no dia 18/01 (domingo), na Feira do São Cristóvão, trazendo como convidado o artista e musicista Neguinho Arcoverde. “Inspiradas em uma lembrança de infância na feira de Santa Cruz do Capibaribe (Agreste de Pernambuco), as intervenções musicais por espaços públicos valorizam a cultura popular e artistas de rua. A criação do nome ‘O que é isso Mainha?’ veio de uma pergunta que fiz aos seis anos de idade a minha mãe, ao ver violeiros na feira livre. A ideia tem relação com o resgate da memória afetiva, unindo música, poesia e ancestralidade”, declara Olegário Lucena, cria de Santa Cruz do Capibaribe e natural de Taquaritinga do Norte (Agreste). Vale destacar que, de maneira independente, Olegário Lucena toca nas ruas, feiras, praças e terminais há mais de dez anos, reunindo vivências em diversas localidades do interior do estado. Nos espaços públicos, compartilha sua carreira autoral solo. “É necessário fortalecer a cultura local e apoiar artistas de rua, sobretudo do interior pernambucano. Essas apresentações artístico-culturais também são momentos musicais que proporcionam variações e performances ao vivo, ao mesmo tempo com identidade própria de cada artista, o que cria uma identificação e possibilidade de aproximação com o público que por lá caminha, ali na hora”, acrescenta.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

DIVERSIDADE MUSICAL E FAMILIAS NAS RUAS MARCAM O PRIMEIRO DOMINGO DO ANO NO PELÔ.
Independente da preferência musical ou da idade, quem foi ao Pelourinho neste domingo (4) pôde desfrutar de muita animação nos diversos palcos e largos do Centro Histórico. Foi mais um dia repleto de atrações na programação do projeto “Verão na Bahia. Um Estado de Alegria”, realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA), que leva cultura, arte e entretenimento para baianos e turistas. No comando da folia, nada menos do que Banda Didá, Viola de Doze, Tio Paulinho e VP in Samba para fazer dançar as centenas de adultos e crianças presentes nas ruas do Pelô. Natural de Guaratinguetá (SP), mas frequentadora do verão baiano desde “outros carnavais”, a turista e educadora social Rosemara Santos ficou impressionada com a riqueza musical exposta pelas ruas do Pelô e também pela estrutura montada para receber os eventos. “Adorei que as barracas estão bem organizadas, ouvi muita música boa em diversas praças que passei, inclusive os banheiros públicos que precisei usar, estavam todos muito bem cuidados˜, comemora ela, que anualmente vem visitar a filha que mora em Salvador e que caiu no samba ao som do projeto Samba VP no Pelô, do sambista VP.
Outros artistas de renome na música baiana também enalteceram a existência do projeto para o fortalecimento da cadeia cultural dos trabalhadores da música, a exemplo do cantor Helon Neves, do grupo Viola de Doze. “Nós só temos a agradecer e a parabenizar por todo empenho dedicado pelo Governo do Estado e pela Secretaria de Cultura, para proporcionar um evento de alto nível, organizado e confortável tanto para o público quanto para nós, artistas”, registrou o músico que, ao lado do seu parceiro Menininho, botou a Praça Pedro Archanjo para cair no samba.
MESTRE ANDERSON MIGUEL SEGUE COM TURNÊ DE LANÇAMENTO EM JANEIRO.
Depois do lançamento oficial do seu novo álbum, Encanto e Poesia, o cirandeiro e mestre de maracatu Anderson Miguel segue em turnê de divulgação, com uma agenda de shows movimentada em Pernambuco e em outros estados. Assim, no dia 10 de janeiro, Mestre Anderson se apresenta no terreiro do Engenho Cumbe, em Nazaré da Mata, como parte da celebração dos 108 anos do Maracatu Cambinda Brasileira, o maracatu rural (de baque solto) mais antigo em atividade no país, do qual, inclusive, ele é mestre. O disco foi lançado pelo selo Terno da Mata e incentivado pelo Funcultura, Lei Paulo Gustavo, Fundarpe, Secretaria de Cultura de Pernambuco, Ministério da Cultura e Governo Federal. Na obra, o artista explora temas que dialogam com experiências humanas, cotidiano e vivências que ultrapassam a Zona da Mata, sempre com a ciranda como linguagem central. A festa também contará com a presença do Cavalo Marinho Boi Estrela, a Ciranda Raiz da Mata Norte e ticiqueiros. A realização é da Terno da Mata Produções, com incentivo do Funcultura, Fundarpe e Ministério da Cultura, por meio do Governo do Estado de Pernambuco. A agenda movimentada vem na esteira de uma circulação que começou no Sudeste e seguiu por Pernambuco. No início de dezembro, Anderson se apresentou no Sesc Vila Mariana (dias 4 e 6) e no Sesc Bauru (dia 7), levando o maracatu rural para o público paulista. De volta ao estado natal, o mestre cirandeiro participou da Festa da Padroeira, em Ferreiros, no dia 8, dos festejos natalinos da Avenida Rio Branco, no dia 12, se apresentou em Murupé, em Vicência, no dia 13, e ainda marcou presença, no dia 14, em shows realizados nos municípios de Nazaré da Mata e Lagoa do Carro. Com apenas 30 anos, Anderson Miguel vive um momento de destaque, reafirmando-se como um dos grandes nomes de sua geração na cultura popular. O novo álbum, Encanto e Poesia, já disponível nas principais plataformas de streaming, reforça essa fase. O trabalho reúne participações de Lia de Itamaracá, Mestre Canarinho e Laís de Assis, com direção musical de Guilherme Otávio e Jorge Klebeson — professores e músicos de sopro da Ciranda Raiz da Mata Norte.