domingo, 14 de julho de 2013






Neste sábado 13/07/2013. Os cordelistas que fazem a ACADEMIA CARUARUENSE DE CORDEL, se reuniram nas dependências do Museu do Cordel, localizado no Parque 13 de Maio (Feira Livre de Caruaru) a reunião contou com a presenças de poetas ligado a Academia e colaboradores. Na ocasião foram tratados de assuntos de relevantes interesse da citada autarquia e dos mesmos.


QUINTETO VIOLADO MISSA DO VAQUEIRO

Em 1976 Luís Gonzaga dividiu o palco da Missa do Vaqueiro com o Quinteto Violado. A partir daquele ano, o grupo passou a se apresentar em todas as edições do evento.
Também em 1976 o grupo levou ao palco e gravou em disco, pela primeira vez, a trilha musical da Missa, composta por Janduhy Finizola para a cerimônia litúrgica. O espetáculo teve cenografia inspirada na literatura de cordel. O palco, em forma de ferradura, simbolizava o espaço original da Missa - o Parque Estadual do Vaqueiro.

O Quinteto voltou a trabalhar o tema da Missa do Vaqueiro em 1991, quando regravou a trilha com uma roupagem contemporânea de arranjos e instrumental. Em 1992, realizou o vídeo Missa do Vaqueiro, com direção de Tizuka Yamasaki.
Repertório
1. Toada de Gado(Vavá Machado - Arlindo Marcolino)
A Morte do Vaqueiro
(Nelson Barbalho - Luiz Gonzaga)
2. Jesus Sertanejo
(Janduhy Finizola)
3. Kyrie Eleison
(Janduhy Finizola)
4. Gloria
(Janduhy Finizola)
5. O Credo
(Janduhy Finizola)
6. Ofertório
(Janduhy Finizola)
7. Sanctus Sanctus
(Janduhy Finizola)
8. Pai Nosso
(Janduhy Finizola)
9. Comunhão
(Janduhy Finizola)
10. Canto de Despedida
(Janduhy Finizola)



Quinteto Violado é um conjunto instrumental-vocal brasileiro formado em 1970, na cidade de Recife, que se caracteriza pela interpretação de músicas nordestinas e a realização de pesquisas sobre o folclore brasileiro.
Inicialmente formado por Toinho (Antônio Alves, Garanhuns PE 1943-2008), canto e baixo acústico; Marcelo (Marcelo de Vasconcelos Cavalcante Melo, Campina Grande PB 1946), canto, viola e violão; Fernando Filizola (Limoeiro PE 1947); Luciano (Luciano Lira Pimentel, Limoeiro PE 1941), percussão, e Sando (Alexandre Johnson dos Anjos, Garanhuns, 1959), flautista, na década de 1990 passou a ser integrado por Toinho, baixo acústico, compositor, cantor e diretor musical do conjunto; Marcelo, violonista, violeiro, cantor e compositor; Ciano (Luciano Alves, Garanhuns PE 1959); Roberto Menescal (Roberto Menescal Alves Medeiros, Garanhuns PE 1964), cantor e percussionista; e o tecladista e arranjador Dudu (Eduardo de Carvalho Alves, Recife PE 1970).
Apresentou-se pela primeira vez, ainda sem a denominação que o tornou famoso, em janeiro de 1970, na Faculdade de Filosofia da Universidade Federal de Pernambuco. Em outubro de 1971, quando se apresentou no Teatro da Nova Jerusalém (Fazenda Nova PE), seus integrantes foram chamados de "os violados", nascendo dai o Quinteto Violado. Gilberto Gil os apresentou ao produtor Roberto Santana, da Phonogram, e o aparecimento do conjunto foi exaltado por Caetano Veloso.
Em 1972 apresentou-se em São Paulo SP e lançou o primeiro LP, Quinteto Violado em concerto, pela Philips, que incluía Asa Branca (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira). O disco foi lançado no Japão, com o título Asa Branca. Ainda em 1972 fez temporada na boate Monsieur Pujol e no restaurante Di Monaco, no Rio de Janeiro, e no Teatro Vila Velha, de Salvador BA, seguindo-se atuação no show O Anjo Guerreiro contra as baronesas, em Recife. Com o produtor Marcus Pereira, participou da pesquisa e posterior gravação da série de quatro discos Música Popular do Nordeste (1973), depois reeditados em CD e que contou com a participação especial da cantora Zélia Barbosa, com quem Toinho, Marcelo e Luciano haviam tocado antes da formação do Quinteto. Por sua participação na pesquisa musical, arranjos e produção da série, recebeu os prêmios Noel Rosa e Estácio de Sá, este do MIS, do Rio de Janeiro. Ainda em 1973 gravou o disco Berra Boi (Philips). No ano seguinte montou o show A feira, que lançou Elba Ramalho e foi gravado em LP pela Philips, iniciando também circuito de concertos de música nordestina nas universidades brasileiras.
Em 1975 montou o espetáculo Folguedo (lançado em disco pela Philips), apresentado no adro do Mosteiro de São Bento, de Olinda PE. O grupo participou ainda do MIDEM, na França, e do Encontro Latino-Americano de Turismo, em Trujillo, Peru. Entre 1977 e 1978 realizou 97 concertos-aula destinados a alunos da rede oficial de ensino de Pernambuco. Realizou varias montagens de grande sucesso: Missa do vaqueiro (1976), Antologia do baião (1977), Até a Amazônia (1978), Pilogamia do baião (1979), o infantil O rei e o jardineiro (1981), Noticias do Brasil (1982), Kuire (1987) e História do Brasil(1987), todos gravados em LPs e depois reeditados em CDs. Alem desses, gravou os LPs Desafio (Independente,1981), Coisas que o Lua canta (Continental, 1983; CD Philips), Ilhas de Cabo Verde (Mato, 1988), Algaroba (RGE, 1993), entre outros. Foi de grande importância sua participação na animação do Carnaval do Recife, com apresentações no Bloco Azul, a partir de 1977, sendo em parte responsável pela volta do "Carnaval Participação" às ruas.
Em 1995 produziu e gravou a trilha sonora do filme Corisco e Dadá, dirigido por Rosemberg Cariry. Ao comemorar 25 anos de atividades, em 1997, o conjunto somou em seu currículo: 30 discos lançados no Brasil e seis outros no exterior; dez viagens internacionais; duas premiações no MPB Shell (1980 e 1981), no Rio de Janeiro e três Prêmios Sharp de Música (1993, 1994 e 1996). Em 1996 o grupo montou o espetáculo 25 anos não são 25 dias, na concha acústica da UFPE, reunindo antigos e novos componentes do cenário musical nordestino e, em 1997, foi criada a Fundação Quinteto Violado, com o objetivo de dar apoio a promoções culturais.Esse grupo canta a música de abertura do Globo Ecologia.
Fonte : Pedro Francisco de Souza



sábado, 13 de julho de 2013



OSMUNDO TEIXEIRA


As obras de Osmundo se destacam pela perfeição e surpreendem pela delicadeza e pela elegância das formas. A técnica usada por ele é chamada de casa de abelha, uma técnica de origem romana que dispensa o uso de fôrmas.
 
 

Osmundo Oliveira Teixeira Junior é dos gênios brasileiros da cerâmica. Ele nasceu em Itabuna-BA em 1954, onde mora até hoje. Ceramista desde os 10 anos de idade, seu trabalho representa o mais autêntico sincretismo religioso da Bahia. Sua obra é composta de santos católicos, no mais puro estilo barroco, oratórios e orixás. Osmundo é formado em artes plásticas pela Escola de Belas Artes da UFBA e tem no currículo vários outros cursos, como o de Xilografia (Bahia, 1972), o Curso de Escultura Barroca Bahiana (Bahia, 1974) e o Curso Artes do Fogo (Portugal, 1983).
Osmundo participou de diversas exposições pelo Brasil e no exterior, dentre elas se destacam: o 1º Salão de Jovens Artistas (Itabuna, 1971), a exposição Santeiros do Brasil (Salvador, 1978); a Mostra de Arte do Nordeste (Salvador, 1981); a exposição Ceramistas Baianos (Brasília, 1985); a exposição Cerâmica Arte da Transformação (Recife 1986); a exposição Rio recebe a Bahia (Rio de Janeiro, 1991), a exposição Milenium (Londrina, 2000) e a exposição O barroco no popular e o popular no barroco (Rio de Janeiro). Suas peças fazem parte do acervo de importantes museus e coleções particulares.

Fonte: site do artista (www.osmundoteixeira.com.br)

Contato com Osmundo Teixeira:
Tel: (73) 3211-9805

sexta-feira, 12 de julho de 2013


Jesus, meu Jesus sertanejo
presença maior, minha crença
nesta terra sem ninguém
silêncio na terra, nos campos,
desencanto que a gente tem
e o vento sopra ressoa
ai sequidão que traz desolação
Ô Ô Jesus razão
tão sertanejo
que entende até de precisão
De sol vou sofrer e morrer
e as pedras resplandem a dureza,
a pobreza do chão.
João, um menino, um destino
Ai nordestino de arribação
Cenário de dor, de calvário
ai muda a face desta povoação.
Do céu há de vir solução
na terra, a semente agoniza,
preconiza a solidão
e a terra que arde acompanha
ai, tanta sanha de maldição
aqui vou ficar, vou rezar,
ai, vou amar a minha geração.


Cantico de entrada - Rezas de sol
(Janduhy Finizola) - Missa do Vaqueiro






                                               MANDUS DE BELMONTE



Na cidade de Belmonte,no litoral sul do estado  da Bahia,existe o folguedo dos Mandus, grupo carnavalesco formado por várias pessoas, a cada uma correspondendo uma peneira, colocada sobre a cabeça e um cabo de vassoura atravessado nas costas e coberto por um lençol branco.
O cabo da vassoura faz alargar os ombros dos foliões, dando-lhes um aspecto fantasmagórico. Escondidos nos lençóis que lhes tapam também o rosto, circulando por toda parte da cidade de Belmonte,durante os festejos de momo,esses mandus provocam alvoroço entre as pessoas, principalmente entre as crianças, que com eles se assustam.

terça-feira, 9 de julho de 2013



             

PALCO GUADALAJARA
Esplanada Guadalajara
A partir das 21h
12/07 - Quinta-feira
- Mourinha do Forró
- Família Gonzaga
- Elba Ramalho
- Dominguinhos
- Projeto Viva Gonzagão

13/07 - Sexta-feira
- Escravo
- Deolinda
- Bixiga 70
- Zélia Duncan    
- Zizi Possi

14/07 - Sábado
- Hercinho
- Orquestra Popular da Bomba do Hemetério
- Academia da Berlinda
- Roberta Miranda
- Alcione

15/07 - Domingo
- La Pietá
- Nei Lisboa
- Siba
- Lira
- Jorge Vercillo

16/07 - Segunda-feira
- Lucas Notaro e os Corajosos
- Di Melo e Madeira de Lay
- Mombojó
- China
- Roberta Sá

17/07 - Terça-feira
- Rogério e os Cabra
- Maciel Salu
- Hebert Lucena
- Lula Queiroga
- Renato Teixeira, Xangai e Maciel Melo

18/07 - Quarta-feira
- Karla Rafaella
- Gerlane Lops
- Karynna Spinelli
- Péricles
- Fundo de Quintal

19/07 - Quinta-feira
- Banda Flash
- Volver
- Ortinho
- Reginaldo Rossi
- Erasmo Carlos

20/07 - Sexta-feira
- Lux Time
- Antúlio Madureira
- Marcelo Jeneci
- Lenine
- Milton Nascimento

21/07 - Sábado
- Andréa Amorim
- N'Zambi, Bugignha Dub e convidados
- Edgard Scandurra
- Jorge Ben Jor
- Lulu Santos




Olegário Algredo da Silva - Mestre Gaio


Poeta de cordel, um dos mais conhecidos autores de literatura de cordel em Minas Gerais, já com mais de 100 folhetos publicados sobre temas diversos, é também conhecido como Mestre Gaio, alcunha que lhe atribuída por ser adepto da capoeira. No livro, Capoeira em cordel, são cantadas as proezas de lendários capoeiristas, como os mestres Bimba e Pastinha, Besouro Mangangá, Manduca da Praia e tantos outros, que, com suas gingas e golpes certeiros, ajudaram a fazer a fama da capoeira. 

segunda-feira, 8 de julho de 2013




                      RODA DA PALMEIRA 


Fundada em junho de 1969,por moradores do bairro humilde da Maravilha,periferia da cidade de Senhor do Bonfim,no piemont norte do estado da Bahia.A Roda da Palmeira foi uma iniciativa das mulheres do bairro para animar a comunidade durante os festejos juninos daquele ano.E assim,a manifestacao se estendeu por longos 44 anos.  O numeroso grupo folclorico formado por cerca de 30 integrantes,todas do sexo feminino,tem na danca, fortes influencias dos sambas de roda do reconcavo e das manifestacoes da comunidade de remanescente de quilombo de Tijuacu, atraves do Samba de Lata.As precursoras da roda,eram quase na sua totalidade,formada por domesticas e lavadeiras, de oficio. As atividades profissionais das integrantes, facilitaram na execucao dos canticos e loas de improvisos que o grupo entoa durante as apresentacoes.Na parte ritmica do grupo tem um conjunto musical de pau e cordas, formado por homens  que tocam violas e atabaques e que tem os vocais das brincantes em coco de resposta. Nas integrantes do grupo existe o compromissos de levar a manifestacao cultural para outras geracoes, e esse trabalho vem acontecendo com a presenca de jovens na danca.O grupo participou de muitos encontros culturais no estado da Bahia. Na cidade de Senhor do Bonfim,existem outros grupos de roda tradicionais como o do bairro do Pernambuquinho. A Roda da Palmeira foi uma das poucas atracoes culturais que participaram da programacao oficial junina da cidade.


VIRGULINO FERREIRA DA SILVA 


 Hoje é dia de lembrar o nascimento de Virgulino Ferreira da Silva, protagonista do Cangaço no Nordeste. Virgulino Ferreira da Silva, conhecido popularmente pelo apelido de Lampião, foi o principal e mais conhecido cangaceiro brasileiro. Nasceu na cidade de Serra Talhada (PE) em 7 de julho de 1898,na fazenda Passagem de Pedra e faleceu na grota do Angico em Poço Redondo (SE) em 28 de julho de 1938. Ficou conhecido como o "rei do Cangaço."

segunda-feira, 1 de julho de 2013


                       EVALDO GOUVEIA

Evaldo Gouveia (Evaldo Gouveia de Oliveira), cantor e compositor, nasceu em Iguatu CE, em 08/08/1930. Neto de cangaceiro, aos seis anos cantava na "radiadora" (sistema de alto-falantes instalados na praça) da cidade natal; mais tarde, aprendeu a tocar violão.
Mudou-se para Fortaleza CE aos 11 anos, para fazer o ginásio, e já nessa época trabalhava na feira, reservando o violão para as horas de folga. Com 19 anos passou a tocar violão num conjunto que se apresentava em bar da Praça do Ferreira, e participou por sete vezes seguidas de programa de calouros da Ceará Rádio Clube, ganhando sempre o primeiro lugar na classificação, por aplausos, o que lhe valeu um contrato


Nessa época, começavam a chegar ao Norte os sucessos de Jair Amorim, de quem se tornaria admirador e, anos mais tarde, parceiro constante. Formou, em 1950, o grupo vocal Trio Nagô, com Mário Alves (naquele tempo, seu alfaiate) e Epaminondas de Sousa (companheiro de boêmia). 
No mesmo ano, o trio foi representar o Ceará num programa em São Paulo SP, seguindo depois para Porto Alegre RS, e Rio de Janeiro RJ, onde se apresentou no programa de César de Alencar. Muito aplaudidos, no final do programa receberam um telefonema de Vadeco, do Bando da Lua, e, na época, diretor artístico da Rádio Jornal do Brasil, contratando-os por três meses. A seguir, fizeram várias temporadas de sucesso: no Rio de Janeiro na boate Vogue, e, em São Paulo, na boate Oásis. Iniciaram, em 1952, programa semanal na Rádio Record, em São Paulo, que durou quase cinco anos.
Começou a compor em 1957, e sua primeira canção, Deixe que ela se vá (com Gilberto Ferraz), foi gravada com sucesso por Nelson Gonçalves. Ainda nesse ano, compôs Eu e Deus (com Pedro Caetano), gravada por Nora Ney, A noite e a prece e Pior pra você (ambas com Almeida Rego).
Conheceu Jair Amorim em julho de 1958, na UBC, e no mesmo dia compuseram Conversa, gravada por Alaíde Costa na Victor em 1959, primeira música da dupla que, em dez anos, faria cerca de 150 composições. Com a saída de Mário Alves, o Trio Nagô desfez-se em 1962, ano em que compôs, com Jair Amorim, Poema do olhar, gravado por Miltinho, e A vida continua, sucesso na voz de Morgana. No ano seguinte, a dupla se destacou com O bilhete, Samba sem pim-pom, Serenata da chuva e Tudo de mim, esta gravada por Altemar Dutra, que se tornou um dos grandes intérpretes da dupla, gravando, em 1964, os boleros Que queres tu de mim, Somos iguais, Sentimental demais, e a marcha-rancho O Trovador. Outros destaques dos dois parceiros foram Garota moderna, gravado por Wilson Simonal, em 1965; O Conde, gravado por Jair Rodrigues, em 1969, e Minha canção para você, valsa lançada em 1970.
Em 1973 o G.R.E.S. da Portela desfilou com o samba-enredo O mundo melhor de Pixinguinha (com Jair Amorim e Velha).
SUA OBRA
Alguém me disse (c/Jair Amorim), samba-canção, 1960; Bloco da solidão (c/Jair Amorim), marcha-rancho, 1971; Cantiga de quem está só (c/Jair Amorim), samba-canção, 1960; O conde (c/Jair Amorim), samba, 1969; Deixe que ela se vá (c/Gilberto Ferraz), samba-canção, 1957; E a vida continua (c/Jair Amorim), bolero, 1962; Garota moderna (c/Jair Amorim), samba, 1965; O mundo melhor de Pixinguinha (c/Jair Amorim e Velha), samba-enredo, 1973; Pior pra você (c/Almeida Rego), samba, 1960; Poema do olhar (c/Jair Amorim), samba-canção, 1962; Que queres tu de mim (c/Jair Amorim), bolero, 1964; Samba sem pim-pom (c/Jair Amorim), 1963;Sentimental demais (c/Jair Amorim), bolero, 1964; Serenata da chuva (c/Jair Amorim), samba-canção, 1963; O trovador (c/Jair Amorim), marcha-rancho, 1965; Tudo de mim (c/Jair Amorim), samba-canção, 1963. 

sábado, 29 de junho de 2013


        CANARINHO DE ALAGOAS

Antonio Salvador de Souza,Canarinho de Alagoas,nasceu em Limoeiro de Anadia,Alagoas ,no dia
 26 de fevereiro de 1946. Trovador, Embolador  e  Repentista.   Comecou  cantando embolada nas
 feiras  das  cidades  vizinha. Com  jeito  simples, no  dedilhar  das  cordas do violão ou no ritmo do
 pandeiro,  o violeiro e cantador Canarinho mostra com sabedoria suas rimas e  versos. Na   poesia
 do  repente  ou  na  embolada que improvisa, ele  canta a  vida do  homem do interior de   Alagoas.
Por  causa  da  cantoria  de  viola,  ele  ganhou,  ainda  em  Limoeiro  de  Anadia,  onde     nasceu, o 
carinhoso  apelido  de  Canarinho  das  Alagoas.  E   assim  foi  nos  últimos 50 anos, nas   praças e 
feiras  onde  se  tornou  atração.  Eu  me sinto bem em cantar;  esse  sempre  foi o meu ofício. Nasci 
para cantar”, afirmou o mestre, que desde ontem, integra o Livro do Registro do Patrimônio Vivo de
Alagoas.
Ele  iniciou  sua  carreira  com  o  ritmo  do pandeiro, incentivado pelo pai, que lhe deu também  um 

cavaquinho,  mas  foi  com  a  viola  que  se  identificou.  Aprendeu  a cantar, observando  os outros 
cantadores,  quando  era  criança,  e  com  o  talento  de  improvisar  e  a  voz  poderosa,  passou  a
 cantar   desafios,   martelos ,   galopes   à   beira-mar   e   todos   os     tipos   de   cantoria    de  viola.
“Não  tem   cantador   que   canta  no  meu  rojão”,  desafia  o  violeiro,   em   um   de   seus      versos 

improvisados. “Faço de cabeça, qualquer tema”, disse, com entusiasmo.
Mas  não  foi  só  com  cantoria  de  viola  e  emboladas  tiradas  ao  som  do pandeiro, que   ele ficou 

conhecido. Por mais de 20 anos, participou, na figura do palhaço, de  vários   grupos   de  guerreiros 
no   Estado,   entre    eles  o  de  Joana Gajuru,  ( Maribondo ),  de João  Inácio  ( Boca  da  Mata ), 
Zé  Pequeno  ( Capela ),  Zé  Anjo  ( Pilar )  e  mestre  Eduardo  ( Coruripe ).

“Sempre   recebi   convites   para   participar,  era  um  divertimento  muito bom. Chegamos a viajar   o 

Sertão inteiro, até a pé”, relembra o mestre.
A  tradição  do  improviso  ultrapassou  o  tempo e a nova geração da família segue os passos  do pai.

 Três  filhos  do  mestre  Canarinho  das Alagoas reproduzem o que aprenderam com ele e seguem  a
 profissão.  “Fico  orgulhoso  em  poder  ver  que  meus  filhos  continuam   essa  tradição  da  cantoria.
 Espero que isso ajude a nunca se acabar”.

Segundo  o  mestre, o  povo  gosta  de  poesia  e ela  sempre há de existir, na voz e nos versos de um 

Canário das Alagoas.
Texto de Valéria Guimarães




Cultura Livre nas Feiras

Entre a véspera de São Pedro (28/6) e a próxima segunda-feira (1/7), muito forró vai rolar na Zona da Mata, Agreste e no Sertão. O projeto Cultura Livre nas Feiras desta semana atrações musicais, de dança e de artesanato para cinco cidades do interior do estado. Quem quiser aproveitar as programações gratuitas pode chegar a Timbaúba, Vitória de Santo Antão, Gravatá, Petrolândia, Floresta, São José do Egito e Serra Talhada que diversão não vai faltar.

Um dos destaques da programação desta semana é a banda As Severinas, originárias de São José do Egito, que se apresentam na cidade neste sábado (29/6). O trio pé de serra tem dois anos e é formado por Isabelly Moreira (triângulo, vocal e declamações), Monique D'Angelo (sanfona, vocal e declamações) e Marília Correia (zabumba). Além de músicas, o show das meninas do Sertão do Pajeú também é marcado por declamações de poetas populares, como Chico Pedrosa, Greg Marinho, Bio de Crisanto e Lourival Batista. Elas também escolhem textos mais livres, como de Fernando Pessoa.

O projeto Cultura Livre nas Feiras é uma iniciativa da Secretaria de Cultura de Pernambuco, em parceria com as prefeituras municipais, que existe desde 2011 democratizando o acesso à cultura no estado. O foco principal é garantir aos artistas uma chance de expor seu trabalho e ao público a portunidade de vivenciar experiências culturais.

Confira a programação completa de 29 de junho a 1° julho, com acesso gratuito:

ZONA DA MATA

Timbaúba
Mercado Público - Sábado (29/6)
8h - Apresentação de Forró. Grupo: Zé Maria e seus Cabras da Peste
10h - Apresentação de Forró. Grupo: Sanfoneiro José Roberto

Vitória de Santo Antão
Feira Livre (Maués) - Domingo (30/6)
7h - Apresentação da Quadrilha Junina Dona Flor
8h - Apresentação de Forró. Artista: Vavá do Acordeon

AGRESTE

Gravatá
Mercado Público - Sábado (29/6)
11h - Apresentação de Forró. Grupo: Forró Fogo no Muturo
14h - Apresentação de Forró. Grupo: Mistura Brasileira

SERTÃO

Petrolândia
Feira Livre - Sexta (28/6)
9h - Exposição de Artesanato. Artista: Sirleide Artesã
9h - Apresentação Dança/Hip Hop. Artista: Romário Hip Hop
10h - Apresentação de Forró. Grupo: Forró de Pé de Serra Hoje Chote
11h - Apresentação de Forró. Grupo: Kinho e os Morenos do Forró

Floresta
Feira Livre (Frutas e Verduras) - Sábado (29/6)
10h - Apresentação Musical. Artista: Bi Moura Voz e Violão
11h - Apresentação de Forró. Grupo: Pé de Serra Olhar Cigano
12h - Apresentação de Forró. Grupo: Forró Futuka

São José do Egito
Praça Antonio Jorge de Souza - Sábado (29/6)
8h30 - Apresentação de Cantoria/Cultura Popular. Artistas: Bio Donato e João Bernardo
9h35 - Apresentação Musical. Grupo: As Severinas
10h35 - Apresentação de Forró. Grupo: Forrozão Aghithus

Serra Talhada
Pátio de Alimentação - Segunda (1/7)
10h - Artesanato/Exposição de Bolsas. Artista: Aparecida de Oliveira
10h - Apresentação Musical/Sertaneja. Artista: Ivo de Oliveira
11h - Apresentação Musical/Brega. Artista: João Carlos

Grupo "As severinas", de São José do Egito.

sexta-feira, 28 de junho de 2013




O CABOCLO MARCOLINO


Ha 83 anos, nascia no Sítio Várzea Paraíba,municipio de Sume,no Cariri paraibano, lugar exuberante de sons, cheiros e cores. Inspirado na paixão pelo Nordeste, suas músicas falavam do Cariri e dos povos que habitam a região. O sertanejo José Marcolino Alves era um homem que valorizava as tradições nordestinas, sendo muito ligado aos cantadores e às prosas sertanejas, que foram profundamente importantes em sua vivência como homem de origem humilde.
Diante do desejo de conhecer Luiz Gonzaga, escreveu-lhe diversas cartas, porém nunca havia obtido resposta. Certo dia, sabendo que Luiz Gonzaga estava em sua cidade, hospedado no Grande Hotel, José Marcolino não se conteve, sabendo que aquele momento poderia ser a grande oportunidade para apresentar suas músicas a Luiz Gonzaga, e foi à sua procura.
O primeiro encontro foi tratado com certo desinteresse percebido por Marcolino, que de cara interrogou Luiz Gonzaga sobre o recebimento de suas cartas. O encontro não durou muito tempo, e o compositor foi embora desanimado com o desenrolar da conversa.
Decorrente de sua persistência, José Marcolino conseguiu com que Gonzaga lhe escutasse. Após a sua apresentação, Luiz Gonzaga perguntou ao compositor quantas canções iria lhe dar. Respondendo, José Marcolino disse: umas três.
Por fim, recebeu um abraço de Luiz Gonzaga, que convidou o novo parceiro para ir com ele para o Rio de Janeiro, dando início a uma importante parceria que originou várias canções de grande sucesso na carreira de Luiz Gonzaga.









                                                                 Xilógrafo e cordelista


Jose Stenio Diniz Silva,nasceu durante a ressaca da festa de um natal de Juazeiro do Norte,no Vale do Cariri Cearense,no distante 25 de dezembro do ano da graca de 1953 .Artista múltiplo, já atuou como ator e cantor, sobressaindo-se, entretanto por seu talento na arte da madeira, como Xilógrafo. Herdeiro da tradição da Lira Nordestina, em Juazeiro do Norte, tem suas obras espalhadas nos principais museus de gravura do país, como também no exterior, notabilizando-se também pela sua luta em prol do artesanato de Juazeiro.