sexta-feira, 19 de julho de 2013




Sábado, 20/07

Palco Cultura Popular

11h – Reisado Os Três Reis do Oriente
12h – Tribo Indígena de Tapirapé
13h – Clube Carnavalesco Marim dos Caetés
14h – Maracatu de Baque Solto Leão Formoso de Tracunhaém
15h – O Bonde Bloco Carnavalesco Lírico
16h – Pastoril do Velho Dengoso

Palco Instrumental

17h – Estação Brasil - Jazz
18h – A Trombonada
19h – Paulo Rafael
20h – Banda Estuário

Palco Pop

18h – Tigre Dente de Sabre
19h10 – Plugins
20h30 – Querosene Jacaré
Intervalos e Encerramento – DJ Patrick Tor4

Palco Guadalajara

- Hercinho
- Zé Brown e convidados
- Mundo Livre S/A
- Orquestra Contemporânea de Olinda e Arto Lindsay
- Caetano Veloso

Palco Forró

0h – Forró Pesado
1h10 – Dudu do Acordeon
2h30 – Joquinha Gonzaga

quarta-feira, 17 de julho de 2013




A ideia surgiu em 1983, na cabeça do escritor e pesquisador do Cangaço, Anildomá Willans de Souza. Em 1987 ela foi concluída. Mas somente em 2012 é que o projeto “O Massacre de Angico – A Morte de Lampião” ganhou vida.

Encenado na Estação do Forró, em Serra Talhada, o maior espetáculo de teatro ao ar livre do Sertão, retrata o último dia de vida de Lampião ao lado de seu bando e de sua mulher, Maria Bonita.

“O Massacre de Angico – A Morte de Lampião” reconstitui os últimos momentos dos cangaceiros chefiados por  Lampião, arranchados no leito de um riacho seco, na fazenda em Angico, Sertão de Sergipe, onde foram massacrados juntamente mais dez companheiros, entre eles, sua mulher, Maria Bonita,  no dia 28 de julho de 1938.

Mas, na construção do enredo, são mostradas cenas do passado marcante da história do Rei do Cangaço, como suas desavenças com o primeiro inimigo José Saturnino, seu encontro com Padre Cícero para receber a patente de capitão do Exercito Patriótico e ainda uma cena no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, sede presidencial da época,  onde o presidente Getúlio Vargas determina o fim do Cangaço.
Várias outras cenas ligadas ao imaginário popular, como a cabroeira dançando Xaxado, a traição de Pedro de Cândida também são mostradas, até culminar com a morte do casal mais famoso do Cangaço, fazendo o expectador mergulhar na história, com uma arrojada trilha sonora, efeitos de luz e muitos efeitos especiais, assinados pelo mago da cenografia pernambucana Octávio Catanho e sob a direção de José Pimentel.
      
    Jose Pimentel- Diretor         Anildomar-Autor

terça-feira, 16 de julho de 2013




                                                       Luciano Carneiro Lima



Cordelista,tipografo,agricultor, carroceiro e vigilante, Luciano Carneiro é uma das mais respeitadas e reconhecidas expressões do verso popular caririense. Nasceu em 7 de janeiro de 1942 na cidade do Crato,nos verdes vales do Cariri Cearense. Iniciou no cordel em 1975, divulgando suas poesias no rádio. Foi fundador da Academia dos Cordelistas do Crato, sendo hoje seu presidente, tem mais de 40 cordéis publicados e participa ativamente da vida cultural da Cidade.

domingo, 14 de julho de 2013







Neste sábado 13/07/2013. Os cordelistas que fazem a ACADEMIA CARUARUENSE DE CORDEL, se reuniram nas dependências do Museu do Cordel, localizado no Parque 13 de Maio (Feira Livre de Caruaru) a reunião contou com a presenças de poetas ligado a Academia e colaboradores. Na ocasião foram tratados de assuntos de relevantes interesse da citada autarquia e dos mesmos.


QUINTETO VIOLADO MISSA DO VAQUEIRO

Em 1976 Luís Gonzaga dividiu o palco da Missa do Vaqueiro com o Quinteto Violado. A partir daquele ano, o grupo passou a se apresentar em todas as edições do evento.
Também em 1976 o grupo levou ao palco e gravou em disco, pela primeira vez, a trilha musical da Missa, composta por Janduhy Finizola para a cerimônia litúrgica. O espetáculo teve cenografia inspirada na literatura de cordel. O palco, em forma de ferradura, simbolizava o espaço original da Missa - o Parque Estadual do Vaqueiro.

O Quinteto voltou a trabalhar o tema da Missa do Vaqueiro em 1991, quando regravou a trilha com uma roupagem contemporânea de arranjos e instrumental. Em 1992, realizou o vídeo Missa do Vaqueiro, com direção de Tizuka Yamasaki.
Repertório
1. Toada de Gado(Vavá Machado - Arlindo Marcolino)
A Morte do Vaqueiro
(Nelson Barbalho - Luiz Gonzaga)
2. Jesus Sertanejo
(Janduhy Finizola)
3. Kyrie Eleison
(Janduhy Finizola)
4. Gloria
(Janduhy Finizola)
5. O Credo
(Janduhy Finizola)
6. Ofertório
(Janduhy Finizola)
7. Sanctus Sanctus
(Janduhy Finizola)
8. Pai Nosso
(Janduhy Finizola)
9. Comunhão
(Janduhy Finizola)
10. Canto de Despedida
(Janduhy Finizola)



Quinteto Violado é um conjunto instrumental-vocal brasileiro formado em 1970, na cidade de Recife, que se caracteriza pela interpretação de músicas nordestinas e a realização de pesquisas sobre o folclore brasileiro.
Inicialmente formado por Toinho (Antônio Alves, Garanhuns PE 1943-2008), canto e baixo acústico; Marcelo (Marcelo de Vasconcelos Cavalcante Melo, Campina Grande PB 1946), canto, viola e violão; Fernando Filizola (Limoeiro PE 1947); Luciano (Luciano Lira Pimentel, Limoeiro PE 1941), percussão, e Sando (Alexandre Johnson dos Anjos, Garanhuns, 1959), flautista, na década de 1990 passou a ser integrado por Toinho, baixo acústico, compositor, cantor e diretor musical do conjunto; Marcelo, violonista, violeiro, cantor e compositor; Ciano (Luciano Alves, Garanhuns PE 1959); Roberto Menescal (Roberto Menescal Alves Medeiros, Garanhuns PE 1964), cantor e percussionista; e o tecladista e arranjador Dudu (Eduardo de Carvalho Alves, Recife PE 1970).
Apresentou-se pela primeira vez, ainda sem a denominação que o tornou famoso, em janeiro de 1970, na Faculdade de Filosofia da Universidade Federal de Pernambuco. Em outubro de 1971, quando se apresentou no Teatro da Nova Jerusalém (Fazenda Nova PE), seus integrantes foram chamados de "os violados", nascendo dai o Quinteto Violado. Gilberto Gil os apresentou ao produtor Roberto Santana, da Phonogram, e o aparecimento do conjunto foi exaltado por Caetano Veloso.
Em 1972 apresentou-se em São Paulo SP e lançou o primeiro LP, Quinteto Violado em concerto, pela Philips, que incluía Asa Branca (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira). O disco foi lançado no Japão, com o título Asa Branca. Ainda em 1972 fez temporada na boate Monsieur Pujol e no restaurante Di Monaco, no Rio de Janeiro, e no Teatro Vila Velha, de Salvador BA, seguindo-se atuação no show O Anjo Guerreiro contra as baronesas, em Recife. Com o produtor Marcus Pereira, participou da pesquisa e posterior gravação da série de quatro discos Música Popular do Nordeste (1973), depois reeditados em CD e que contou com a participação especial da cantora Zélia Barbosa, com quem Toinho, Marcelo e Luciano haviam tocado antes da formação do Quinteto. Por sua participação na pesquisa musical, arranjos e produção da série, recebeu os prêmios Noel Rosa e Estácio de Sá, este do MIS, do Rio de Janeiro. Ainda em 1973 gravou o disco Berra Boi (Philips). No ano seguinte montou o show A feira, que lançou Elba Ramalho e foi gravado em LP pela Philips, iniciando também circuito de concertos de música nordestina nas universidades brasileiras.
Em 1975 montou o espetáculo Folguedo (lançado em disco pela Philips), apresentado no adro do Mosteiro de São Bento, de Olinda PE. O grupo participou ainda do MIDEM, na França, e do Encontro Latino-Americano de Turismo, em Trujillo, Peru. Entre 1977 e 1978 realizou 97 concertos-aula destinados a alunos da rede oficial de ensino de Pernambuco. Realizou varias montagens de grande sucesso: Missa do vaqueiro (1976), Antologia do baião (1977), Até a Amazônia (1978), Pilogamia do baião (1979), o infantil O rei e o jardineiro (1981), Noticias do Brasil (1982), Kuire (1987) e História do Brasil(1987), todos gravados em LPs e depois reeditados em CDs. Alem desses, gravou os LPs Desafio (Independente,1981), Coisas que o Lua canta (Continental, 1983; CD Philips), Ilhas de Cabo Verde (Mato, 1988), Algaroba (RGE, 1993), entre outros. Foi de grande importância sua participação na animação do Carnaval do Recife, com apresentações no Bloco Azul, a partir de 1977, sendo em parte responsável pela volta do "Carnaval Participação" às ruas.
Em 1995 produziu e gravou a trilha sonora do filme Corisco e Dadá, dirigido por Rosemberg Cariry. Ao comemorar 25 anos de atividades, em 1997, o conjunto somou em seu currículo: 30 discos lançados no Brasil e seis outros no exterior; dez viagens internacionais; duas premiações no MPB Shell (1980 e 1981), no Rio de Janeiro e três Prêmios Sharp de Música (1993, 1994 e 1996). Em 1996 o grupo montou o espetáculo 25 anos não são 25 dias, na concha acústica da UFPE, reunindo antigos e novos componentes do cenário musical nordestino e, em 1997, foi criada a Fundação Quinteto Violado, com o objetivo de dar apoio a promoções culturais.Esse grupo canta a música de abertura do Globo Ecologia.
Fonte : Pedro Francisco de Souza



sábado, 13 de julho de 2013



OSMUNDO TEIXEIRA


As obras de Osmundo se destacam pela perfeição e surpreendem pela delicadeza e pela elegância das formas. A técnica usada por ele é chamada de casa de abelha, uma técnica de origem romana que dispensa o uso de fôrmas.
 
 

Osmundo Oliveira Teixeira Junior é dos gênios brasileiros da cerâmica. Ele nasceu em Itabuna-BA em 1954, onde mora até hoje. Ceramista desde os 10 anos de idade, seu trabalho representa o mais autêntico sincretismo religioso da Bahia. Sua obra é composta de santos católicos, no mais puro estilo barroco, oratórios e orixás. Osmundo é formado em artes plásticas pela Escola de Belas Artes da UFBA e tem no currículo vários outros cursos, como o de Xilografia (Bahia, 1972), o Curso de Escultura Barroca Bahiana (Bahia, 1974) e o Curso Artes do Fogo (Portugal, 1983).
Osmundo participou de diversas exposições pelo Brasil e no exterior, dentre elas se destacam: o 1º Salão de Jovens Artistas (Itabuna, 1971), a exposição Santeiros do Brasil (Salvador, 1978); a Mostra de Arte do Nordeste (Salvador, 1981); a exposição Ceramistas Baianos (Brasília, 1985); a exposição Cerâmica Arte da Transformação (Recife 1986); a exposição Rio recebe a Bahia (Rio de Janeiro, 1991), a exposição Milenium (Londrina, 2000) e a exposição O barroco no popular e o popular no barroco (Rio de Janeiro). Suas peças fazem parte do acervo de importantes museus e coleções particulares.

Fonte: site do artista (www.osmundoteixeira.com.br)

Contato com Osmundo Teixeira:
Tel: (73) 3211-9805

sexta-feira, 12 de julho de 2013


Jesus, meu Jesus sertanejo
presença maior, minha crença
nesta terra sem ninguém
silêncio na terra, nos campos,
desencanto que a gente tem
e o vento sopra ressoa
ai sequidão que traz desolação
Ô Ô Jesus razão
tão sertanejo
que entende até de precisão
De sol vou sofrer e morrer
e as pedras resplandem a dureza,
a pobreza do chão.
João, um menino, um destino
Ai nordestino de arribação
Cenário de dor, de calvário
ai muda a face desta povoação.
Do céu há de vir solução
na terra, a semente agoniza,
preconiza a solidão
e a terra que arde acompanha
ai, tanta sanha de maldição
aqui vou ficar, vou rezar,
ai, vou amar a minha geração.


Cantico de entrada - Rezas de sol
(Janduhy Finizola) - Missa do Vaqueiro






                                               MANDUS DE BELMONTE



Na cidade de Belmonte,no litoral sul do estado  da Bahia,existe o folguedo dos Mandus, grupo carnavalesco formado por várias pessoas, a cada uma correspondendo uma peneira, colocada sobre a cabeça e um cabo de vassoura atravessado nas costas e coberto por um lençol branco.
O cabo da vassoura faz alargar os ombros dos foliões, dando-lhes um aspecto fantasmagórico. Escondidos nos lençóis que lhes tapam também o rosto, circulando por toda parte da cidade de Belmonte,durante os festejos de momo,esses mandus provocam alvoroço entre as pessoas, principalmente entre as crianças, que com eles se assustam.

terça-feira, 9 de julho de 2013



             

PALCO GUADALAJARA
Esplanada Guadalajara
A partir das 21h
12/07 - Quinta-feira
- Mourinha do Forró
- Família Gonzaga
- Elba Ramalho
- Dominguinhos
- Projeto Viva Gonzagão

13/07 - Sexta-feira
- Escravo
- Deolinda
- Bixiga 70
- Zélia Duncan    
- Zizi Possi

14/07 - Sábado
- Hercinho
- Orquestra Popular da Bomba do Hemetério
- Academia da Berlinda
- Roberta Miranda
- Alcione

15/07 - Domingo
- La Pietá
- Nei Lisboa
- Siba
- Lira
- Jorge Vercillo

16/07 - Segunda-feira
- Lucas Notaro e os Corajosos
- Di Melo e Madeira de Lay
- Mombojó
- China
- Roberta Sá

17/07 - Terça-feira
- Rogério e os Cabra
- Maciel Salu
- Hebert Lucena
- Lula Queiroga
- Renato Teixeira, Xangai e Maciel Melo

18/07 - Quarta-feira
- Karla Rafaella
- Gerlane Lops
- Karynna Spinelli
- Péricles
- Fundo de Quintal

19/07 - Quinta-feira
- Banda Flash
- Volver
- Ortinho
- Reginaldo Rossi
- Erasmo Carlos

20/07 - Sexta-feira
- Lux Time
- Antúlio Madureira
- Marcelo Jeneci
- Lenine
- Milton Nascimento

21/07 - Sábado
- Andréa Amorim
- N'Zambi, Bugignha Dub e convidados
- Edgard Scandurra
- Jorge Ben Jor
- Lulu Santos




Olegário Algredo da Silva - Mestre Gaio


Poeta de cordel, um dos mais conhecidos autores de literatura de cordel em Minas Gerais, já com mais de 100 folhetos publicados sobre temas diversos, é também conhecido como Mestre Gaio, alcunha que lhe atribuída por ser adepto da capoeira. No livro, Capoeira em cordel, são cantadas as proezas de lendários capoeiristas, como os mestres Bimba e Pastinha, Besouro Mangangá, Manduca da Praia e tantos outros, que, com suas gingas e golpes certeiros, ajudaram a fazer a fama da capoeira. 

segunda-feira, 8 de julho de 2013




                      RODA DA PALMEIRA 


Fundada em junho de 1969,por moradores do bairro humilde da Maravilha,periferia da cidade de Senhor do Bonfim,no piemont norte do estado da Bahia.A Roda da Palmeira foi uma iniciativa das mulheres do bairro para animar a comunidade durante os festejos juninos daquele ano.E assim,a manifestacao se estendeu por longos 44 anos.  O numeroso grupo folclorico formado por cerca de 30 integrantes,todas do sexo feminino,tem na danca, fortes influencias dos sambas de roda do reconcavo e das manifestacoes da comunidade de remanescente de quilombo de Tijuacu, atraves do Samba de Lata.As precursoras da roda,eram quase na sua totalidade,formada por domesticas e lavadeiras, de oficio. As atividades profissionais das integrantes, facilitaram na execucao dos canticos e loas de improvisos que o grupo entoa durante as apresentacoes.Na parte ritmica do grupo tem um conjunto musical de pau e cordas, formado por homens  que tocam violas e atabaques e que tem os vocais das brincantes em coco de resposta. Nas integrantes do grupo existe o compromissos de levar a manifestacao cultural para outras geracoes, e esse trabalho vem acontecendo com a presenca de jovens na danca.O grupo participou de muitos encontros culturais no estado da Bahia. Na cidade de Senhor do Bonfim,existem outros grupos de roda tradicionais como o do bairro do Pernambuquinho. A Roda da Palmeira foi uma das poucas atracoes culturais que participaram da programacao oficial junina da cidade.


VIRGULINO FERREIRA DA SILVA 


 Hoje é dia de lembrar o nascimento de Virgulino Ferreira da Silva, protagonista do Cangaço no Nordeste. Virgulino Ferreira da Silva, conhecido popularmente pelo apelido de Lampião, foi o principal e mais conhecido cangaceiro brasileiro. Nasceu na cidade de Serra Talhada (PE) em 7 de julho de 1898,na fazenda Passagem de Pedra e faleceu na grota do Angico em Poço Redondo (SE) em 28 de julho de 1938. Ficou conhecido como o "rei do Cangaço."

segunda-feira, 1 de julho de 2013


                       EVALDO GOUVEIA

Evaldo Gouveia (Evaldo Gouveia de Oliveira), cantor e compositor, nasceu em Iguatu CE, em 08/08/1930. Neto de cangaceiro, aos seis anos cantava na "radiadora" (sistema de alto-falantes instalados na praça) da cidade natal; mais tarde, aprendeu a tocar violão.
Mudou-se para Fortaleza CE aos 11 anos, para fazer o ginásio, e já nessa época trabalhava na feira, reservando o violão para as horas de folga. Com 19 anos passou a tocar violão num conjunto que se apresentava em bar da Praça do Ferreira, e participou por sete vezes seguidas de programa de calouros da Ceará Rádio Clube, ganhando sempre o primeiro lugar na classificação, por aplausos, o que lhe valeu um contrato


Nessa época, começavam a chegar ao Norte os sucessos de Jair Amorim, de quem se tornaria admirador e, anos mais tarde, parceiro constante. Formou, em 1950, o grupo vocal Trio Nagô, com Mário Alves (naquele tempo, seu alfaiate) e Epaminondas de Sousa (companheiro de boêmia). 
No mesmo ano, o trio foi representar o Ceará num programa em São Paulo SP, seguindo depois para Porto Alegre RS, e Rio de Janeiro RJ, onde se apresentou no programa de César de Alencar. Muito aplaudidos, no final do programa receberam um telefonema de Vadeco, do Bando da Lua, e, na época, diretor artístico da Rádio Jornal do Brasil, contratando-os por três meses. A seguir, fizeram várias temporadas de sucesso: no Rio de Janeiro na boate Vogue, e, em São Paulo, na boate Oásis. Iniciaram, em 1952, programa semanal na Rádio Record, em São Paulo, que durou quase cinco anos.
Começou a compor em 1957, e sua primeira canção, Deixe que ela se vá (com Gilberto Ferraz), foi gravada com sucesso por Nelson Gonçalves. Ainda nesse ano, compôs Eu e Deus (com Pedro Caetano), gravada por Nora Ney, A noite e a prece e Pior pra você (ambas com Almeida Rego).
Conheceu Jair Amorim em julho de 1958, na UBC, e no mesmo dia compuseram Conversa, gravada por Alaíde Costa na Victor em 1959, primeira música da dupla que, em dez anos, faria cerca de 150 composições. Com a saída de Mário Alves, o Trio Nagô desfez-se em 1962, ano em que compôs, com Jair Amorim, Poema do olhar, gravado por Miltinho, e A vida continua, sucesso na voz de Morgana. No ano seguinte, a dupla se destacou com O bilhete, Samba sem pim-pom, Serenata da chuva e Tudo de mim, esta gravada por Altemar Dutra, que se tornou um dos grandes intérpretes da dupla, gravando, em 1964, os boleros Que queres tu de mim, Somos iguais, Sentimental demais, e a marcha-rancho O Trovador. Outros destaques dos dois parceiros foram Garota moderna, gravado por Wilson Simonal, em 1965; O Conde, gravado por Jair Rodrigues, em 1969, e Minha canção para você, valsa lançada em 1970.
Em 1973 o G.R.E.S. da Portela desfilou com o samba-enredo O mundo melhor de Pixinguinha (com Jair Amorim e Velha).
SUA OBRA
Alguém me disse (c/Jair Amorim), samba-canção, 1960; Bloco da solidão (c/Jair Amorim), marcha-rancho, 1971; Cantiga de quem está só (c/Jair Amorim), samba-canção, 1960; O conde (c/Jair Amorim), samba, 1969; Deixe que ela se vá (c/Gilberto Ferraz), samba-canção, 1957; E a vida continua (c/Jair Amorim), bolero, 1962; Garota moderna (c/Jair Amorim), samba, 1965; O mundo melhor de Pixinguinha (c/Jair Amorim e Velha), samba-enredo, 1973; Pior pra você (c/Almeida Rego), samba, 1960; Poema do olhar (c/Jair Amorim), samba-canção, 1962; Que queres tu de mim (c/Jair Amorim), bolero, 1964; Samba sem pim-pom (c/Jair Amorim), 1963;Sentimental demais (c/Jair Amorim), bolero, 1964; Serenata da chuva (c/Jair Amorim), samba-canção, 1963; O trovador (c/Jair Amorim), marcha-rancho, 1965; Tudo de mim (c/Jair Amorim), samba-canção, 1963.