sábado, 6 de abril de 2019


A Fundação do Patrimônio Histórico e artístico de Pernambuco abriu processo de tombamento da igreja de São Felix, localizada no distrito de São Felix, comunidade rural situada numa ilha fluvial do rio São Francisco, em Orocó,Pernambuco. O procedimento de proteção inclui um cemitério anexo e um cruzeiro em madeira.  De acordo com a Secretaría de Cultura de Pernambuco, a iniciativa decorre  em razão do valor histórico e arquitetônico de tipologia religiosa da igreja e de seu chamados haveres integrados.






Contruída em alvenaría de pedra por frades capuchinhos missionário franceses e indios da tribo Cariri Truká,em meados do século 17, o templo vinha sendo alvo ,nos últimos anos,de campanhas populares que visavam arrecadar fundos para preservar sua estrutura.





Na então denominada Ilha dos Cavalos ou ilha da Missão, a igreja de São Felix Tem um estilo considerado eclético. Possui uma nave única e em suas pardes laterais há quatro nichos em dois niveis e dois altares. O acesso à capela-mor se dá por meio de arco pleno  com cercadura e adornos em massa. Trás fachada simples em linhas reta,frontão com laterais em volutas e única porta de acesso em arco pleno,ladeado por dois pequenos nichos em forma secteiras,um óculo cego e uma torre lateral,ao fundo,em alvenaria de tijolo,
que lembra o plano funcional da igreja de Nossa Senhora do Ó,em Sorobabel,município de Itacuruba,também no Sertão do São Francisco.



Em sua tese " Arqueologia no Médio São Francisco: Indigenas,vaqueiros e Missionários", a doutora em história Jacionira Coelho Silva. Coloca a igreja de São Felix como exemplo de " edificações-testemunho". que são templos localizados em sedes missionárias,construidos para a igreja de São Felix como exemplo de "edificações-testemunho",que são templos localizados em sedes missioneiras,construidos para durar todo o sempre,e em torno dos quais se assentaram currais e fazendas que absorveram a população nativa sobrevivente das guerras dando origem a núcleos populacionais que resistiram ao tempo. Dado seu estado de deterioração,em 2013, a União Orocoense e a Paróquia de São Sebastião desenvolveram uma campanha para arrecadação de fundos visando à  recuperação do teto do templo,que havia desabado no ano anterior. A medida surtiu efeito e, no fim de 2014, a igreja já contava com uma nova cobertura. De acordo com a presidente da Fundarpe,Márcia Souto,com o deferimento pelo secretário estadual de cultura, do pedido de tombamento solicitado pela prefeitura de Orocó,tem início a análise do processo. Vamos fazer levantamento do caso e depois enviar o resultado para o Conselho Estadual de cultura para ser distribuído para o relator ", explicou a gestora.



sexta-feira, 5 de abril de 2019




Governo de Pernambuco convoca artistas e grupos do Ciclo Junino

Inscrições para compor a grade artística dos municípios-polo do Estado podem ser feitas até o próximo dia 22 de abril.


Beto Figeiroa/Divulgação

Edital tem como finalidade a contratação de artistas, grupos e agremiações para apoiar os municípios pernambucanos que irão realizar a festa durante o São João
O Governo de Pernambuco, por meio das Secretarias de Cultura/Fundarpe e de Turismo/Empetur, lança a convocatória do ciclo junino 2019. O edital – que tem como finalidade a contratação de artistas, grupos e agremiações para apoiar os municípios pernambucanos que irão realizar a festa durante o São João – é voltado para atrações como quadrilha junina, reisado, repente, banda de pífanos, bumba-meu-boi, cavalo-marinho, ciranda, coco, embolada, grupo de bacamarteiros, mamulengo, mazurca, são gonçalo, viola, xaxado, forró pé-de-serra, MPB e outros gêneros musicais. As inscrições devem ser feitas de 8 a 22 de abril deste ano. Para ver o edital, acesse o portal Cultura.PE através do endereço www.cultura.pe.gov.br/editais.
Para o secretário estadual de Cultura, Gilberto Freyre Neto, a convocatória para a formação da grade de programação artística do ciclo junino é uma importante ferramenta para a classe cultural. “O São João é um momento importante que temos para difundir nossa cultura e valorizar artistas locais. Queremos promover uma festa integrada e contamos com a adesão dos artistas ao edital para fazer um São João rico e tradicionalmente pernambucano”, comenta.
Marcelo Lyra/Divulgação

O resultado da análise da Comissão de Avaliação será divulgado no dia 2 de maio e ficará disponível no portal Cultura.PE
Presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto reforça a importância do formato de edital público. “A convocatória é a reafirmação de uma conquista importante dos fazedores de cultura. Todo o foco do investimento do Estado para os ciclos pretende atender uma demanda da classe artística, em conjunto com o que foi construído pela política cultural. No nosso São João não seria diferente”.
Renato Spencer/Secult-PE

A convocatória é voltada para atrações como quadrilha junina, reisado, repente, banda de pífanos, bumba-meu-boi, cavalo-marinho, ciranda, coco, embolada, grupo de bacamarteiros, mamulengo, mazurca, são gonçalo, viola, xaxado, forró pé-de-serra, MPB e outros gêneros musicais
Com o objetivo de garantir uma predominância de artistas e grupos ligados ao ciclo junino nas contratações, a grade artística nos municípios-polo reservará 40% da programação para a categoria Música e Dança da Tradição Junina; 30% para a participação de artistas e grupos da categoria Cultura Popular; 15% para artistas da música popular brasileira; 10% para os grupos de forró pé-de-serra; e 5% para a categoria Outros Gêneros Musicais.
O resultado da análise da Comissão de Avaliação será divulgado no dia 2 de maio e ficará disponível no portal Cultura.PE (www.cultura.pe.gov.br/editais).



quinta-feira, 4 de abril de 2019




Museu do Estado de Pernambuco recebe curso de cerâmica

As aulas começam no dia 5 de abril, mas as inscrições já podem ser feitas presencialmente no equipamento cultural.


Divulgação

A arte educadora e ceramista Micaella Alcântara irá ministrar as aulas.
Objetos criados com argila e usados para decorar a casa ou o ambiente de trabalho é bem mais do que uma técnica de artesanato. Seu processo de desenvolvimento, que passa por várias fases até ser finalizado, é opção de terapia e exercita a imaginação e o autoconhecimento. E é de olho nisso que o Museu do Estado de Pernambuco, no bairro das Graças, recebe o curso básico de cerâmica, que terá início em 5 de abril e seguirá até o mês de junho.
As aulas serão ministradas pela arte educadora e ceramista Micaella Alcântara e tem como foco introduzir nessa arte quem nunca teve contato com a argila. As principais técnicas da fabricação da cerâmica serão apresentadas em 13 encontros, sempre as sextas-feiras, das 14h às 17h. Os interessados em participar já podem se inscrever presencialmente no equipamento cultural. “Vamos trabalhar a parte teórica e a prática, além das fases do processo cerâmico, que vai da modelagem em argila até a cerâmica vitrificada”, explica Micaella.
O primeiro módulo vai abordar o pinch, técnica que modifica a forma do barro e desenvolve as experimentações do tato. Ao longo do mês de abril, serão trabalhados prato e bowl, engobes coloridos – usado na peça crua para colorir, decorar e impermeabilizar; e o esgrafido, que ensina o desenho na cerâmica. Em maio, os participantes vão aprender sobre a construção de carimbos para impressão na obra, mandala, baixo e alto relevo, caneca personalizada e máscara com papel. Já em junho, serão abordados baixo esmalte, preparação e aplicação, corda seca e defeitos e correções.
Embora não seja o objetivo principal do curso, aprender a técnica de manuseio da argila e transformá-la em peças originais de cerâmica pode se tornar uma ótima opção de renda. Empreendedora, Micaella Alcântara também ensina como tornar a arte mais rentável. “Comercializar suas próprias peças é uma opção viável para quem quer se tornar um ceramista. Em Pernambuco, há uma demanda grande por essa arte, não apenas por parte dos turistas, mas principalmente de quem é do Estado”, afirma ela.
Serviço:
Curso básico de cerâmica
Local: Museu do Estado de Pernambuco – Avenida Rui Barbosa, nº 960, Graças
Valor: R$ 350 mensalidade (material incluso)
Informações: (81) 3184.3170 / 98797.0237



quarta-feira, 3 de abril de 2019






Durante a celebrações de Semana Santa,muitos grupos de penitentes se reúnem  saem em procissão pelo Brasil afora orando pelas almas daqueles que estão no purgatório.Segundo a doutrina católica, mesmo para aqueles que morrem fiés aos mandamentos de Deus, geralmente precisam de alguma purificação antes da entrega definitiva no céu. Os registros fotográficos acima são de grupos de penitentes da Irmandade da Cruz,Sitio Cabaceiras,Barbalha,cidade situada na região de Cariri Cearense,sul do estado e de um grupo de penitentes em Juazeiro,no Vale do São Francisco,norte do estado da Bahia.
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segunda-feira, 1 de abril de 2019


"Diário de Pernambuco" edição de 07/01/1927

Júlio de Matos Ibiapina, falava sobre obanditismo nos sertões nordestinos

Transcrito por Antonio Correia Sobrinho

Amigos, leiam a entrevista do jornalista cearense Júlio de Matos Ibiapina, concedida ao jornal "Diário de Pernambuco", sobre o banditismo nos sertões nordestinos, publicada na edição de 07/01/1927, quer dizer, mais de onze anos antes da morte do rei do cangaço Lampião, no momento, por um lado, em que este já considerado o novo rei do cangaço agia mais confiante e serelepe pelos adustos territórios de Alagoas ao Ceará, carregando no ombro a patente de capitão do exército, fortalecido de armas, munições, além de fardamento do batalhão patriótico, dádivas recebidas do governo federal, ainda que de forma ilegal e indireta, pois pelas vias do poderoso chefe religioso e político do Ceará, Padre Cícero Romão, para os fins de combater no Nordeste os rebeldes comunistas chefiados por Luís Carlos Prestes.

Por outro lado, num momento de forte censura contra o prestigioso tratamento dado pelo governo ao sanguinário cangaceiro do Pajeú, na imprensa e nas casas do Congresso Nacional, isso associado à mudança nos comandos dos governos federal e estaduais; Washington Luís substitui Artur Bernardes e as unidades federativas ganham novos governadores, sem mencionar o convênio celebrado entre Estados nordestinos no sentido de as forças militares destes combaterem o banditismo de forma conjugada e com a possibilidade de as volantes atuarem além fronteiras.


Os Governos nordestinos coligam-se para combater o banditismo sertanejo - Falta de camaradagem 




Desde anteontem acha-se nesta capital o Sr. J. de Matos Ibiapina, nosso colega da imprensa do Ceará, onde dirijo um jornal independente, o mais importante do Estado, pela sua ampla circulação e pelo seu bem orientado programa de combate aos partidos políticos e ao governo.

Como se ache, atualmente, em foco, no Nordeste, a questão de repressão do banditismo profissional, agitada pelo Sr. Estácio Coimbra, resolvemos ouvir a opinião do Sr. Matos Ibiapina sobre o assunto.

Começamos por perguntar-lhe se acreditava na eficiência dos governos estaduais para exterminar o bandoleirismo.
 Assim nos respondeu o ilustre jornalista:

- Combate-se uma epidemia sem eliminar as suas causas?
E acrescentou:
- Todos os governos novos, a fim de impressionar bem aos seus governados e aos dirigentes da nação, tomam a iniciativa de guerrear os bandidos dos sertões. Não é a primeira tentativa que se faz nesse sentido. Mais de um entendimento tem sido promovido entre os diferentes estados do Nordeste. Tudo tem sido debalde.

Por quê?

Simplesmente porque as causas geradoras do banditismo persistem em vários Estados.
Não haveria cangaceiros se por toda parte houvesse o respeito à lei. São os administradores que inoculam no espírito do caboclo do sertão essa revolta contra os fundamentos jurídicos da sociedade.

Não compreende ele que o governo de um povo consista no espezinhamento dos direitos alheios, justamente por parte dos que têm a responsabilidade de sua defesa.

É o exemplo das arbitrariedades policiais que transforma o pacífico e obediente homem do sertão na fera que é o chefe de bando.

Os elementos destinados à garantia da ordem assumem o papel no hinterland nordestino, de instrumentos de perseguição manejados pelos amigos políticos dos governos.
São eles que arrastam às prisões, por mero capricho dos reguletes locais, os adversários políticos e seus apaniguados.

São eles que lhes tomam as propriedades, que deixam impunes os atentados à honra das famílias.
São eles, em uma palavra, que incutem na alma dos sertanejos a convicção de que ou se devem deixar escravizar ou reagir pelos mesmos processos de que são vítimas constantes.

Um dos atuais chefes de bandoleiros do Nordeste era um cidadão pacífico, que exerceu o cargo de prefeito de uma vila cearense. Teve de recorrer ao cangaço indignado com a polícia que lhe incendiou as propriedades.

- Mas Lampião, por exemplo, não está nesse caso. É um criminoso perverso.
- Os bandidos dividem-se em duas grandes categorias: a dos revoltados contra as injustiças dos poderosos e os lançados na carreira pelos mandões, que os perseguem quando não mais precisam dos seus serviços.

 Bando de Lampião em Limoeiro do Norte após o ataque a Mossoró em 1927.


No primeiro caso, está Santa Cruz; no segundo, Lampião.
Aquele, que é um bacharel em direito, depois de assistir as mais torpes violências contra a sua família, reagiu, e, de queda em queda, teve, por força das circunstâncias, de chefiar um grupo, em que se alistaram criminosos da pior espécie.
Este serviu, durante muito tempo, às ambições de políticos da Paraíba e vivia na intimidade de elementos de destaque da política cearense.

Quando, no meu Estado, cogitaram de organizar os célebres batalhões patrióticos, Lampião foi convidado pelo “general” legalista para assumir uma posição de comando nas hostes governistas.
Essa declaração foi feita pelo padre Cícero, do Juazeiro, ao meu jornal e pelo próprio Lampião, em entrevista que nos concedeu.

Só ultimamente, é que se verificou o rompimento de relações entre esse famoso bandido e conhecido cangaceiro político da Paraíba. Essa desinteligência foi até registrada pelos vates do sertão.
Lampião, como vê, está ligado à história pátria como um dos baluartes da legalidade. Por mero acaso, ele não é hoje um herói nacional, depois de ter sido, durante muito tempo, um colaborador dos políticos do sertão.

Nessas condições, é evidente que, enquanto perdurar essas semelhanças entre os políticos e os bandidos, os governos que prestigiam àqueles não podem dar combate a estes.
No meu Estado, os amigos do governo – aliás chefiado por um desembargador – para ganharem uma eleição de prefeitos, mandaram a polícia prender um juiz de direito e um promotor.
Não é de admirar que Lampião recorra ao saque para alimentar os seus homens e ao assassinato para se defender dos seus inimigos. O banditismo de Lampião é muito justificável do que o dos políticos governistas.

- Não acredita, pois, na extinção da praga que, de tempos imemoriais, vem infestando o interior nordestino?
- Absolutamente, não.

Acho até que essa iniciativa dos governos é uma falta de camaradagem.
É mais uma classe desunida.

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Júlio de Matos Ibiapina (Aquiraz, 22 de setembro de 1890 - Rio de Janeiro, 1947).

Fonte: Lampiao Aceso.

                                   

                      MAURINO ARAÚJO

Maurino Araújo é um caso único da arte brasileira. Considerado por muitos como um expressionista barroco, é um artista emocionalmente contemporâneo dos mestres escultores mineiros do século XVIII.

Maunino nasceu na cidade mineira de Rio Casca no dia 28 de maio de 1943, como membro de uma família que, segundo ele, fazia de tudo: “Nós plantávamos, fazíamos nossas casas, nossos utensílios e tudo o mais necessário”, diz. Autodidata, foi operário, servente de pedreiro, ajudante de balcão e contador em obras. Sob a influência de seus avós, que eram ceramistas, Maurino começou a trabalhar com o barro. Ainda criança, mudou-se para o Paraná. Distante do barro começou a desenhar; na escola que freqüentou no Paraná a professora mandava-o desenhar no quadro-negro, fascinada com o talento precoce do aluno. 



Nos anos 60 o artista descobriu a madeira e logo foi influenciado pelo estilo barroco; no barro não encontrava a firmeza que buscava. Maurino estudou durante seis anos em um seminário franciscano em São João del-Rei-MG e foi ali que conheceu as obras do Aleijadinho. Encantado pela obra do mestre passou a estudá-las minuciosamente. Das expressões ao corte da madeira, nada escapou da sua visão. A impressão foi tanta que ficou gravada em sua mente durante todos esses anos, deixando em suas obras leves resquícios dessa poderosa influência. Em 1965 Maurino se transfere para a capital Belo Horizonte.

 Maurino em Belo Horizonte. Reproduçao fotográfica Portal Uai.

Somente em 1970 Maurino passou a se dedicar exclusivamente à sua arte. Como muitos outros artistas brasileiros, começou mostrando suas obras em uma feira de artesanato na belíssima Praça da Liberdade em Belo Horizonte. Gradativamente foi ganhando notoriedade entre os críticos e apreciadores de arte popular. Sem preocupações com estilos ou classificações acadêmicas seu trabalho começa a “ganhar” o Brasil e o mundo. No final da década de 70 sua obra dá uma reviravolta ao conhecer a África. “... ali parece que algo dentro de mim acorda, se rompe e começo a me entender melhor...”, diz o artista. Hoje é fácil saber o que esse “acordar” fez com a obra de Maurino, basta ver seus trabalhos, neles, a África se expressa em cada corte da madeira.

Maurino Araújo, Cabeça de Rei, madeira policromada. Reproduçao fotográfica Galeria Errol Flynn, Belo Horizonte-MG.


 Maurino Araújo, Cabeça de Rei, madeira policromada. Reproduçao fotográfica Galeria Errol Flynn, Belo Horizonte-MG.

 Maurino Araújo, Cabeça de guerreiro, madeira policromada. Reproduçao fotográfica Galeria Errol Flynn, Belo Horizonte-MG.

Sob a influência do tempo em que passou no seminário, a obra de Maurino é formada em sua maioria por esculturas sacras. Com o desencanto que se apoderou dele, Maurino deixou o seminário e passou a se dedicar somente à sua arte. O tema sacro, segundo ele, não foi escolha, mas imposição do próprio espírito. De enormes blocos de madeira Maurino fazia surgir Santanas, Franciscanos, Cristos e Madonas, esculpidos e encarnados com um processo criado pelo próprio artista: cêra, cola branca, tinta xadrez e até querosene para acentuar o envelhecimento das peças. As cores são escuras e sombrias. Maurino até hoje trabalha preferencialmente com o cedro, utilizando-se do formão e da grosa para retirar da madeira pesados blocos esculturais. Começando como distração, a escultura tornou-se gradativamente a expressão do seu íntimo e uma necessidade do seu espírito. É possível notar em sua obra uma intensa expressão de sofrimento. O corte rápido e preciso confere um tom dramático, aos agrupamentos de figuras. "Não nego que o sofrimento estampado na face dos meus santos seja o sofrimento da própria humanidade. Nas classes humildes, as pessoas são mais próximas, sentem e sofrem juntas uma dor que se torna comum", diz o artista.

 Maurino Araújo, Agonia de Sao Francisco, madeira policromada. Reproduçao fotográfica Casa das Artes Galeria, Sao Paulo-SP.
Maurino Araújo, N.S. da Coenceiçao, madeira policromada. Reproduçao fotográfica Sorai Carls/ Evandro Carneiro Leiloes.
  
 Maurino Araújo, Santana, madeira policromada. Reproduçao fotográfica Galeria Errol Flynn, Belo Horizonte-MG.

Maurino Araújo, Santa, madeira policromada. Reproduçao fotográfica Fundaçao Cultural Palmares, Brasília-DF.

Ao longo destes anos, Maurino expôs seus trabalhos em inúmeras exposições individuais e coletivas pelo mundo e recebeu vários prêmios como: Prêmio Legião Brasileira de Assistência; Destaque nas Artes, promoção Diário Associados (1976); Melhor do Ano, no setor de artes, promoção Diário Associados (1981). Participou da XV BISP (1979); V SAP de BH (1982); I Salão de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado, Palácio das Artes, BH (1984).
 Maurino Araújo, Nossa Senhora Auxiliadora, madeira policromada. Reprodução fotográfica Palacio dos Leilões, Belo Horizonte, MG.

Maurino tem suas obras em vários museus e coleções particulares pelo mundo. Suas peças são muito valorizadas no mercado da arte, as quais podem ser adquiridas em diversas galerias brasileiras ou diretamente com o artista.

Contato com Maurino:
Rua Joana Angélica, 931, Bairro 1º de Maio
31810-390, Belo Horizonte-MG
Tel: (31) 3437-7627

Referências Bibliográficas:

- Bahia JA & Arantes MC. Maurino Araújo: expressionista barroco.

- Lima, Beth & Lima, Valfrido. Em Nome do Autor. Proposta Editorial, São Paulo-SP, 2008.

 
Maurino Araújo, A Carola, madeira policromada. Reproduçao fotográfica Rugendas Galeria de Artes, Belo Horizonte-MG.

Maurino Araújo, O mercador, madeira policromada. Reproduçao fotográfica Rugendas Galeria de Artes, Belo Horizonte-MG.

Maurino Araújo, Cabeça, madeira policromada. Reproduçao fotográfica Palácio dos Leiloes, Belo Horizonte-MG.

 Maurino Araújo, título desconhecido, madeira policromada. Acervo Museu AfroBrasil. Reproduçao fotográfica Flickr ARTEXPLORER.

 Maurino Araújo, Família, madeira policromada. Reproduçao fotográfica Aguinaldo Art Gallery, Belo Horizonte-MG.
 Maurino Araújo, título desconhecido, madeira policromada. Reproduçao fotográfica Lordello e Giobbi Leiloes.
Maurino Araújo, Cristo e seus traidores, madeira policromada. Reprodução fotográfica Palacio dos Leilões, Belo Horizonte, MG.


Maurino Araújo, título desconhecido, madeira policromada. Reprodução fotográfica autoria desconhecida.

 Maurino Araújo, Figura, madeira policromada. Reprodução fotográfica Palacio dos Leilões, Belo Horizonte, MG.
Maurino Araújo, Santana, madeira policromada. Reprodução fotográfica Bolsa de Arte Leilões.


 Maurino Araújo, título desconhecido, madeira policromada. Reprodução fotográfica Palacio dos Leilões, Belo Horizonte, MG.

 Maurino Araújo, Cristo crucificado, madeira policromada. Reprodução fotográfica Palacio dos Leilões, Belo Horizonte, MG.
Maurino Araújo, O escriba, madeira policromada. FOTO: autoria desconhecida.


Maurino Araújo, título desconhecido, madeira policromada.


Maurino Araújo, título desconhecido, madeira policromada.