domingo, 20 de janeiro de 2013

sábado, 19 de janeiro de 2013




                 SAMBA DE VÉIO, DA ILHA DO MASSANGANO

               " Nessa água que não pára ,de longas beiras" como diria Guimarães Rosa. O rio segue seu curso lento e caudaloso,abraça  a ilha e sua terceira margem, lava a copa das folhagens das ingazeiras em seu eterno mergulho,na ponta da proa a carranca emerge sorridente  sob a guia do exausto barqueiro que volta para o descanso dos justos com o cair da tarde. Quando a lua no céu  dá volta e meia, o batuque vai aonde o ouvir se espande, e a dança vai pela madrugada a dentro, celebrando a tradição de um povo que constrói sua história  em cada batida de pé.E assim a história  se repete na ilha do Massangano,banhada pelas águas do Rio São Francisco,  a 15 kms da cidade de Petrolina.Os relatos do folguedo está nos corações e mentes dos ilhéus como um patrimônio,herdado pelos ancestrais, e brotam em constante depoimentos. " Quando eu era criança, papai tomava conta do samba de véio .Meia-noite o pessoal saía de porta em porta,acordavam os moradores de surpresa e de manhã cedo comiam um bode assado.Quando o samba terminava,todo mundo ia raspar mandioca." Eis a primeira lembrança que a memória de Conceição consegue acolher,  em seus 45 anos de vida. Uma vida pacata e tranquila,que contrasta com o ritmo frenético da dança.Todo ritual inicia com a formação de uma roda,ao som dos cantos(com voz solo e em coro),palmas,pandeiros ,triângulos e,como principal instrumento de percurssão e um dos elementos de identidade,tamboretes feitos de couro de bode,que durante o dia têm a função primordial de servir de assento.Quem vai para o meio da roda sempre improvisa o sapateado,contagiando as pessoas ao redor. O bamboleio sereno do corpo,marcado por um pequeno movimento dos pés,da cabeça e dos braços,acompanha o ritmo da música. No centro da roda quando o movimento vai extenuando,entre dez e vinte segundo o brincante é substituído com uma curiosa umbigada. Na roda do samba não existe platéia e a próxima vitima da umbigada pode ser você. A única saída é cair no samba. Aqui, quando vai nascendo vai logo aprendendo a dançar.Eu entrei com dez anos porque,naquele tempo,nossos  pai não nos levava a lugar nenhum.Eles saiam e nos deixavam presos em casa. com dez anos, eu só saia porque era samba de véio. Se fosse um baile os pais não deixavam.Mais os meninos de hoje... Todos são sambistas". Afirma dona das Dores,que nasceu a 72 anos no porto da cruz,onde se brincava o Samba de véio. E assim os depoimentos se multiplicam na retórica de um povo que através da dança  e tradição descobriu onde móra a felicidade.

William Veras de Queiroz  2010 D.C  Santo Antonio do Salgueiro -PE.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013




ESTAÇÃO DE BARRINHA


A estação ferroviária de Barrinha,distrito de Jaguarari,município da região  norte
do estado da Bahia,é um patrimônio histórico que sofre com a ação impiedosa do tempo e com o descaso dos homens.A pequenina e bela estação que possui uma bonita e centenária estrutura de alvenaria e madeira trabalhada, encontra-se em completo estado de abandono,com estruturas  danificadas e exposta a ação de vândalos. A edificação foi inaugurada no dia 2 de junho de 1894,quando o Governo brasileiro,deu a concessão da linha férrea ao fazendeiro,militar e fidalgo cavaleiro da casa imperial Miguel Maria de Teive e Argolo,o Barão de Paramirim.No ano de 1911 a linha sofreu reforma e teve a bitola reduzida e passou a ser explorada   pela  Compagnie de Chemins de Fer Féderáux de I'Est Brésilien(CCFFEB),empresa de capital franco-belga que explorava as principais  linhas férreas do Estado da Bahia, e que foi encampada no ano de 1935,pelo então Presidente da república Getúlio Dorneles Vargas,criando a Viação Férrea Federal Leste Brasileiro.Em 1975,passou a ser incorporada pela  Rede Ferroviária Federal. No ano de 1996,passou pelo processo de privatização e a ser concessão da Ferrovia Centro-Atlântica,que opera nos nossos dias com tráfego de cargueiros.Na história desta bela estação,consta que em maio de 1934,conforme matéria deste blog(1 de setembro de 2010),foi  base de operação para o translado do corpo de Hortêncio Gomes da Silva,o cangaceiro Arvoredo,que foi assassinado na Serra da Conceição ,próximo a comunidade de Barrinha. O corpo do cangaceiro foi transportado até a estação da  sede do município(Jaguarari) a bordo de um auto de linha(troller) ,e de lá para o cemitério  daquela cidade,onde está sepultado.






quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

                


         DONA SI,REPENTISTA E CANTADEIRA POPULAR  DA TERRA INDÍGENA KIRIRI


Dona Sinforosa,ou, simplismente e carinhosamente Dona Si.É cantadeira popular,repentista lá da Aldeia Lagoa Grande e faz parte do povo Kiriri Canta Galo,localizada no norte do estado da Bahia,município de Banzaê.

Dona Sí, repentista e cantadeira popular da Terra Indígena Kiriri(Bahia)

Cine PE





                                                   CINE  PE  2013


Brasil,país do futebol e do cinema : este será o tema do Cine PE 2013,de 26 de abril a 2 de maio. O evento contará com mostras paralelas sobre o esporte - priorizando os países que estarão na Copa das Confederações,mesas redondas e jogo beneficiente no dia 1º de maio,reunindo artistas de cinema e TV e ex -jogadores da Seleção Brasileira. O lançamento do Festival será no dia 10 de abril. Alfredo Bertini ainda define se vai rolar no Rio(como ocorreu em 2011) ou em SP,como foi ano passado.


   Lampião lendo o livro "História de Cristo"


 Histórico registro  fotográfico do Sírio Libanês Benjamim Abrahão Botto,onde Virgulino Ferreira da Silva,Lampião,num  momento de fé e concentração,faz  leitura do livro " A  vida de Cristo do escritor Italiano Giovanni Papini. Lampião ganhou o livro no dia 27 de Novembro de 1929,na cidade de Capela,no estado de Sergipe das mãos do comerciante Jakson Alves de Carvalho,com dedicatória e tudo mais.






quarta-feira, 16 de janeiro de 2013







                                                 VIOLA CAIPIRA



Instrumento encontrado por todo Brasil central,especialmente na região do norte de Minas Gerais,interior de São Paulo,Paraná  ,Goiás e arredores  do Distrito Federal,além do Nordeste brasileiro. Em cada região ganha alguma especificidade.  
É comumente vista também tanto como instrumento solista como acompanhando cantores e duplas sertanejas.
Configura-se em peça fundamental no conjunto orquestral que compõe as festas e formas de expressão ligadas às manifestações do catolicismo popular,como as folias-de-reis, ocorrendo também nas brincadeiras de roda,danças tradicionais e momentos de divertimento de grupos tanto na cidade como nas comunidades rurais do país.


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

domingo, 13 de janeiro de 2013






Ulisses Pereira Chaves

Ulisses Pereira Chaves é o ceramista homem mais conhecido do Vale do Jequitinhonha, MG, uma região onde a arte da cerâmica, em sua grande maioria, surge a partir de mãos femininas, como as de Izabel Mendes da CunhaZezinha,Irene Gomes e Noemisa. Ele nasceu em 1924 na localidade de Córrego Santo Antonio, município de Caraí. Ulisses foi um dos primeiros homens a se dedicar à arte da cerâmica no Vale do Jequitinhonha. Ele herdou essa tradição da mãe, Domingas Pereira do Santos, que era filha, neta e bisneta de paneleiras (no Vale do Jequitinhonha as paneleiras são mulheres que se dedicam à cerâmica utilitária). Em seu trabalho Ulisses manteve as mesmas técnicas de modelagem e pintura aprendidas com a mãe. Ele produziu ao longo de sua vida uma obra baseada na cerâmica escultórica antropozoomorfa de grande dimensão. Ulisses faleceu em 2006 aos 84 anos.
A obra de Ulisses foi descrita como expressionista, surrealista, mística, onírica, sobrenatural; dentre outras. Independente da classificação ela é única, original e colocou o nome de Ulisses entre os mais importantes escultores brasileiros do século XX. Suas peças eram confeccionadas com um barro rosa puro e os engobes nas cores vermelho e branco eram usados nos detalhes e grafismos da escultura. Ulisses era analfabeto e assinava suas peças grafando apenas UP. Na maioria delas misturava formas de gente com bichos: Figuras com várias cabeças, estranhos rostos e coisas do gênero, minotauros, lobisomens, pássaros com pés humanos, algumas chegando a medir 1 metro de altura. Os olhos, nas figuras de Ulisses, em forma de grãos de café são únicos entre as peças produzidas no Vale do Jequitinhonha. Segundo a professora e ceramista Lalada Dalglish, estes olhos, que já eram usados na cerâmica mesoamericana pré-colombiana, lembram também esculturas africanas, que é a origem direta da obra de Ulisses.
Os trabalhos de Ulisses integraram várias exposições no Brasil e no exterior, dentre elas a exposição “Brésil, Arts Populaires” (Grand Palais, Paris, 1987) e a Exposição Comemorativa aos 500 anos do Descobrimento do Brasil (São Paulo, 2000). Eles ainda podem ser encontrados em importantes museus e coleções particulares. No Rio de Janeiro, RJ no Museu Casa do Pontal e no Museu do Folclore Edison Carneiro. Em João Pessaa,PB no Centro Cultural de São Francisco.





VÉIO  DO SAMBA DA QUIXABEIRA



Ele nunca deixou o roçado da comunidade de Lagoa da Camisa,pelas terras de "Sun Palo"ou para engolir fumaça no Polo de Camaçari. Francisco (Véio ),sabe que ainda estão rolando os dados,e que seu sonho de ser Pop Star da música popular,ainda não acabou. Véio é um dos vocalistas do Samba da Quixabeira,grupo cultural de Lagoa da Camisa,distrito de Feira de Santana,no interior da Bahia, ele espera pacientemente pelo  dia em que a burrinha da felicidade baterá na sua porta. Enquanto isso não acontece ,cultiva a terra árida,e transforma o sonho da semente em grãos de feijão e milho. Vive numa humilde casa da comunidade com sua prole,tendo em sua volta uma familia e vive na paz. Como tantos da vizinhança,não teve oportunidade de estudar,mas,se contenta com o " talento que Deus lhe deu para cantar".Desde muito cedo  Véio lida no campo com agricultura e com os animais,sua  vida foi toda dedicada as atividades rurais.É nos finais de semana,nas "batas"de Feijão e Milho e nos sambas  de São Cosme,que Francisco vira artista  no samba de roda,nas chulas,nos martelos e outros ritmos executados pelo grupo da Quixabeira. Véio é hiperativo,fala pelos cotovelos,diz que "já apareceu nas televisões do mundo todo",cantou nos palcos de Feira de Santana ,Salvador,cantou com Carlinhos Brown,entrou em estúdio,gravou disco e Cd e perdeu a conta de quantas cidades já se apresentou  com a Quixabeira. Acredita que já era para ter outra condição econômica,mas, apesar de ainda esperançoso e consciente,sabe que amanhã pode acontecer tudo ,inclusive nada. E assim segue a vida cantando para afastar a tristeza que não frequenta a comunidade da Lagoa da Camisa.

William Veras de Queiroz - 2010 D.C - Santo Antonio do Salgueiro-PE.

sábado, 12 de janeiro de 2013


JANEIRO DE GRANDES ESPETÁCULOS

Programação das apresentações em Caruaru
Parceria com o SESC Pernambuco
Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru - Av. Rui Limeira Rosal, s/n, Petrópolis. Tel. 3721.3967)

Bambolenat
Compañía Sombras de Arena – Buenos Aires/Argentina
Dia 10 de janeiro (quinta), às 20h.
Duração: 1h | Indicação: a partir dos 6 anos.
Ingresso: R$ 20,00 e R$ 10,00.
Idioma: não verbal.

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O Desejado – Rei D. Sebastião

Centro de Criatividade Póvoa de Lanhoso e Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco (Apacepe) – Póvoa de Lanhoso / Portugal e Recife / PE / Brasil.
Dias 11 e 12 de janeiro (sexta e sábado), às 20h.
Duração: 1h20 | Indicação: a partir dos 12 anos.
Ingresso: R$ 20,00 e R$ 10,00.

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Canastrões

Gracindo JR Produções – Rio de Janeiro/RJ
Dia 13 de janeiro (domingo), às 20h.
Duração: 1h20 | Indicação: a partir dos 12 anos.
Ingresso: R$ 40,00 e R$ 20,00.

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Re-Sintos

Muovere Cia. de Dança – Porto Alegre/RS
Dia 18 de janeiro (sexta), às 20h.
Duração: 50min | Indicação: a partir dos 12 anos.
Ingresso: R$ 20,00 e R$ 10,00.

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Um Inimigo do Povo

Grupo de Teatro Cena Aberta do SESC Caruaru – Caruaru/PE
Dia 19 de janeiro (sábado), às 20h.
Duração: 2h30 | Indicação: a partir dos 14 anos.
Ingresso: R$ 20,00 e R$ 10,00.

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Visão

Cia. Olhares de Dança – Caruaru/PE
Dia 20 de janeiro (domingo), às 20h.
Duração: 45min | Indicação: livre.
Ingresso: R$ 20,00 e R$ 10,00.

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A Árvore dos Mamulengos

Dia 22 de janeiro (terça), às 20h.
Ingresso: gratuito.
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O Sol Feriu a Terra e a Chaga se Alastrou

Dia 23 de janeiro (quarta), às 20h.
Ingresso: gratuito.
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Darkness Poomba e Awake

Modern Table – Seul/Coreia do Sul
Dia 25 de janeiro (sexta), às 20h.
Duração: 53min | Indicação: a partir dos 12 anos.
Ingresso: R$ 20,00 e R$ 10,00.

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O Animal na Sala

Companhia Linhas Aéreas – São Paulo/SP
Dia 26 de janeiro (sábado), às 20h.
Duração: 1h15 | Indicação: a partir dos 12 anos.
Ingresso: R$ 20,00 e R$ 10,00.

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Labirinto de Amor e Morte

Centro de Criatividade Póvoa de Lanhoso – Portugal
Dia 27 de janeiro (domingo), às 20h.
Duração: 55min | Indicação: a partir dos 12 anos.
Ingresso: R$ 20,00 e R$ 10,00

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013


Programação das apresentações em Olinda
Parceria com a Prefeitura Municipal de Olinda/Secretaria de Cultura

Bolero de 4
João Rafael e Luiz de Abreu – Salvador/BA
Dia 12 de janeiro (sábado), às 16h, no Alto da Sé (Olinda/PE).
Duração: 16min | Indicação: livre.
Ingresso: gratuito.

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De Artista e Louco Todo Mundo Tem Um Pouco

Associação de Teatro de Olinda/ATO – Olinda/PE
Dia 12 de janeiro (sábado), às 16h30, no Alto da Sé (Olinda/PE).
Duração: 35min | Indicação: livre.
Ingresso: -

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Luiz Lua Gonzaga

Grupo Magiluth – Recife/PE
Dia 13 de janeiro (domingo), às 16h30, no Pátio do Mosteiro de São Bento (Olinda/PE).
Duração: 1h | Indicação: livre.
Ingresso: -

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Besteiras (As Aventuras de um Giullare Moderno)

Cia. Circo Godot de Teatro – Filottrano/Itália e Recife/PE/Brasil
Dia 19 de janeiro (sábado), às 16h30, no Alto da Sé (Olinda/PE).
Duração: 50min | Indicação: livre.
Ingresso: -

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Sua Incelença, Ricardo III

Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare – Natal/Rio Grande do Norte
Dia 26 de janeiro (sábado), às 18h, no Pátio do Mosteiro de São Bento (Olinda/PE).
Duração: 1h15 | Indicação: livre.
Ingresso: