sexta-feira, 26 de julho de 2013




FESTA DOS ESTUDANTES DE TRIUNFO


Com uma programação que valoriza tradições culturais do Sertão do Pajeú como o pífano, o reisado e os caretas, o Festival Pernambuco Nação Cultural retorna a Triunfo em formato especial, celebrando com a população a 55ª Festa dos Estudantes.
Oficinas gratuitas, polo de cultura nordestina, mostra de artes cênicas e shows de Targino Gondim, Adilson Ramos, Quinteto Violado e Fafá de Belém são destaques do festival.
Marcada pelo envolvimento dos moradores em sua organização, a Festa é resultado da parceria entre o Governo do Estado, através da Secult-PE e Fundarpe, Prefeitura Municipal de Triunfo e o Grupo Amigos Estudantes Triunfenses.
De 27 de julho a 04 de agosto, a cidade, que é importante polo cultural da região, será inteiramente ocupada por ações gratuitas de formação cultural, entre oficinas e debates, grandes shows, cortejos de cultura popular, mostra de teatro e dança, encontro de poetas e declamadores, sanfoneiros, repentistas e forrozeiros de todo o Pajeú.
De acordo com Leo Antunes, coordenador do FPNC, “o norte deste festival é a valorização do rico repertório cultural do Pajeú e da bela cidade de Triunfo, atividades culturais durante o dia complementam a programação este ano”. Ainda segundo o coordenador do festival, “iluminar as tradições culturais de todo o estado e permitir a circulação dos nossos artistas são alguns compromissos que o FPNC assume com a população e reforça neste festival”.
POLO CULTURA NORDESTINA
Espaço para as diversas manifestações populares, shows e recitais poéticos, o Polo Cultura Nordestina do FPNC vai oferecer uma vasta programação diurna aos moradores e turistas. Robério Vasconcelos, do Grupo Amigos Estudantes Triunfenses, responsável pelo Polo, também ressalta o caráter de valorização da cultura regional que o FPNC cada vez mais assume: “A nossa festa dos estudantes começou com apenas um dia, ganhou um fim de semana e agora dura nove dias. Os grandes artistas no palco são importantes, mas também sentimos necessidade de divulgar a cultura local. Por isso, 60% das atrações do Polo Cultura Nordestina são artistas de Triunfo, 20% são de outras cidades da região do Pajeú e outros 20% de outros municípios e estados”, comenta.
SHOWS
Todos os estilos sonoros cabem na programação musical desta edição especial do FPNC. No sábado, 27 de julho, Targino Gondim é o grande nome da noite no Pátio de Eventos, que começa com as apresentações de Só Triscando e As Severinas.
Na quinta-feira, 1º de agosto, Ambrosino Martins, Combo X e Quinteto Violado sobem ao palco Nação Cultural. Abrindo o fim de semana, a noite de sexta-feira (02/08), será comandada por Edição Extra, Liv Moraes (filha do mestre Dominguinhos) e pelo romantismo de Adilson Ramos.
No sábado (03/08), moradores e turistas vão poder conferir as texturas musicais e a poesia da banda recifense Rua, que vai apresentar as composições do CD “Rua do Absurdo”, incentivado pelo Funcultura. A última noite de shows no Palco Nação Cultural leva ainda a Triunfo o desacerto de marcha da Orquestra do Sucesso, liderada pelos músicos Zé Cafofinho, Cláudio Negão e Parrô. E encerrando a noite, Fafá de Belém sobe ao palco para arrebatar o público com os diversos hits românticos que marcam a trajetória desta que é uma das maiores vozes da música popular brasileira.
MOSTRA DE ARTES CÊNICAS
Movimentando o Cine Teatro Guarany, o FPNC aporta em Triunfo também com uma rica programação de teatro e dança. Companhias cênicas de Triunfo, Recife, São Paulo e Olinda farão apresentações gratuitas em um dos mais belos equipamentos culturais do Estado. O público infantil é convidado especial do espetáculo “As Sete Saias da Lua”, uma livre adaptação do livro de Joana Cavalcanti por Adriano Cabral e Hilda Torres, que será encenado às 16h do sábado, 03 de agosto.
CULTURA POPULAR
Terra de manifestações populares que dignificam a cultura pernambucana, Triunfo vai ser palco mais uma vez para apresentação das bandas de pífanos da região e do cortejo dos Caretas com participação da Orquestra de Frevo Isaías Lima, que acontece às 19h do sábado (03/08). No dia anterior, sexta-feira, a cidade vai abrigar ainda um encontro de reisado e dança de São Gonçalo.
Repentistas, declamadores, sanfoneiros e forrozeiros também ilustram a programação do Polo de Cultura Nordestina, que começa neste sábado (27/07) e segue até o domingo, 04 de agosto.


Pontos de Cultura


Casarão dos Pontos de Cultura abre suas portas hoje no FIG

O Programa Mais Cultura em Pernambuco participa do 23º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) com o Casarão dos Pontos de Cultura. Este é o terceiro ano da ação que congrega atividades de formação, apresentações artísticas e rodas de debate. Em 2013, o Casarão está instalado na Escola Estadual Henrique Dias, ao lado do Parque Euclides Dourado. O espaço será aberto nesta sexta-feira (26), às 17h, com apresentação de xaxado da Companhia de Arte e Cultura do Renascer do Sertão (Triunfo - PE). O acesso é gratuito.



             Ariano Suassuna falando do forró atual... 


‘Tem rapariga aí? Se tem, levante a mão!’. A maioria, as moças, levanta a mão. Diante de uma plateia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, e todas bandas do gênero). As outras são ‘gaia’, ‘cabaré’, e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.
Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.
Porém o culpado desta ‘desculhambação’ não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando- se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de ‘forró’, parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo est tico. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.
Aqui o que se autodenomina ‘forró estilizado’ continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem ‘rapariga na plateia’, alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é ‘É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!’, alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.

Ariano Suassuna

quinta-feira, 25 de julho de 2013

CANDEEIRO





     Morre Candeeiro, último membro do grupo de Lampião



Morreu, aos 97 anos, o último cangaceiro do grupo de Virgulino Ferreira, o Lampião. Pernambucano de Buíque, no Agreste do Estado, Manoel Dantas Loiola tinha o codinome de Candeeiro e estava internado há cerca de uma semana devido a um derrame cerebral no Hospital Memorial de Arcoverde, no Sertão, onde faleceu na madrugada desta quarta-feira (24).

O ex-cangaceiro, que atualmente era mais conhecido como Seu Né, conviveu diretamente com Maria Bonita, mulher de Lampião. Em entrevista ao NE10, no ano passado, disse lembrar de quando entrou para o bando de Lampião ainda adolescente e que o apelido de "Candeeiro" lhe foi dado pelo rei do cangaço devido à energia e disposição apresentados pelo jovem cangaceiro, no ano de 1937. "Ele esteve em Angicos (AL) e sobreviveu por um golpe do destino: na noite do ataque, Lampião o mandou pegar uma encomenda de armas e munições. Poucas horas depois, acontecia o cerco das volantes", narrou o texto.

Após ser velado em sua residência, na vila Guanumby, zona rural de Buíque, o corpo de Candeeiro foi sepultado na tarde desta quarta-feira, no cemitério da cidade. Candeeiro deixou esposa e seis filhos.

No Facebook, a sobrinha de "Tio Né", Mayanna Dantas, deixou o seguinte comentário: "Existem pessoas que nascem para fazer e ser história. Pessoas que nascem para virar lenda, lenda essa que merece ser seguida, merece ser ouvida e sem dúvida alguma lembrada, seja por histórias, que os outros contem sobre ela, ou ainda melhor, que ela mesma conte sobre marcos de sua vida.
Lembrada, por aquelas gargalhadas marcantes que dava no decorrer das suas conversas, suas danças que demonstravam o quão alegre era sua vida. Sem dúvida alguma são momentos que irão ficar na memória de centenas de pessoas que tiveram a honra de conviver com essa lenda, pessoa que cativava pelo simples sorriso de uma chegada, pelo brilho no olhar de uma pessoa que tinha vivido na juventude histórias que seriam lembradas por todo um País, e porque não?, pelo mundo".
Fonte NE10

quarta-feira, 24 de julho de 2013




DOMINGUINHOS

José Domingos de Morais nasceu no interior de Pernambuco, na cidade de Garanhuns, em 12 de fevereiro de 1941. Oriundo de família humilde, seu pai, mestre Chicão, era um conhecido sanfoneiro e afinador de sanfonas. Dominguinhos interessou-se por música desde cedo, começando a aprender sanfona com seis anos de idade, quando ganhou um pequeno acordeão de oito baixos e chegou a se apresentar em feiras livres e portas de hotéis em troca de algum dinheiro junto com seus dois irmãos, com quem formava o trio Os Três Pingüins. Praticava o instrumento por horas a fio, e logo tornou-se proficiente nas sanfonas de 48, 80 e 120 baixos, e acabou por tornar-se músico profissional ainda garoto.
Em 1950, aos nove anos de idade, conheceu Luiz Gonzaga quando tocava na porta do hotel em que este estava hospedado. Luiz Gonzaga se impressionou com a desenvoltura do menino e o convidou a ir ao Rio de Janeiro. Dominguinhos o fez em 1954, então com treze anos de idade, acompanhado do pai e dos dois irmãos, indo morar em Nilópolis. Ao encontrar-se com Luiz Gonzaga no Rio, este deu-lhe de presente uma sanfona e o integrou à sua equipe de músicos, e Dominguinhos passou a fazer shows pelo Brasil e participar de gravações. Em uma dessas viagens, em 1967, conhece a cantora de forró Anastácia (nome artístico de Lucinete Ferreira), com quem se casa e forma uma parceria artística que duraria onze anos. Dominguinhos já tinha um filho, Mauro, nascido em 1960 de seu primeiro casamento. Em 1976, Dominguinhos conhece a também cantora Guadalupe Mendonça, seu terceiro casamento, do qual nasceria uma filha, Liv.
Separaram-se, mas mesmo após a separação, os dois mantiveram a amizade até a morte do cantor.1
A sua integração à equipe de músicos de Luis Gonzaga fez com que ganhasse reputação como músico e arranjador e ele aproximou-se de músicos do movimento bossa nova. Fez trabalhos junto a inúmeros músicos de renome, como Gilberto GilMaria Bethânia,Elba Ramalho e Toquinho, e eventualmente acabou por consolidar uma carreira musical própria, englobando gêneros musicais diversos como bossa novajazz e pop.2 3

Problemas de saúde

No fim de 2012, Dominguinhos teve problemas relacionados à arritmia cardíaca e infecção respiratória e foi internado no Recife, sendo posteriormente transferido para o Hospital Sírio-Libanês em São Paulo. Os médicos informaram que o cantor não deverá mais retornar do coma em que se encontra.4 5
Apesar das declarações feitas por seu filho, Dominguinhos está minimamente consciente e apresenta leve quadro de melhora. 6
Em 13 de julho, o cantor deixou a UTI, mas ainda permaneceu internado, com quadro considerado estável.7

Morte

Dominguinhos estava internado no hospital Sírio-Libanês em São Paulo e morreu às 17h50 do dia 23 de julho de 2013 após sofrer complicações infecciosas e cardíacas. O músico morreu após perder uma batalha que durou seis anos contra um câncer de pulmão 8.

Prêmios

Em 2002, Dominguinhos foi vencedor do Grammy Latino com o CD Chegando de Mansinho.
Após cinco anos sem lançar um trabalho solo, Dominguinhos voltou em 2006 a gravar pela Eldorado na qual Conterrâneos 2006, agraciado no Prêmio TIM (2007) na categoria Melhor Cantor Regional.
Em 2007, Dominguinhos, concorreu ao 8º Grammy Latino com mesmo álbum na categoria melhor disco regional.
Em 2008, Dominguinhos foi o grande homenageado do Prêmio Tim de Música Brasileira.
Em 2010, foi o vencedor do Prêmio Shell de Música 2010.9

Discografia

  • 1964 – Fim de Festa
  • 1965 – Cheinho de Molho
  • 1966 – 13 de Dezembro
  • 1973 – Lamento de Caboclo
  • 1973 – Tudo Azul
  • 1973 – Festa no Sertão
  • 1974 – Dominguinhos e Seu Acordeon
  • 1975 – Forró de Dominguinhos
  • 1976 – Domingo, Menino Dominguinhos
  • 1977 – Oi, Lá Vou Eu
  • 1978 – Oxente Dominguinhos
  • 1979 – Após Tá Certo
  • 1980 – Quem me Levará Sou Eu
  • 1981 – Querubim
  • 1982 – A Maravilhosa Música Brasileira
  • 1982 – Simplicidade
  • 1982 – Dominguinhos e Sua Sanfona
  • 1983 – Festejo e Alegria
  • 1985 – Isso Aqui Tá Bom Demais
  • 1986 – Gostoso Demais
  • 1987 – Seu Domingos
  • 1988 – É Isso Aí! Simples Como a Vida
  • 1989 – Veredas Nordestinas
  • 1990 – Aqui Tá Ficando Bom
  • 1991 – Dominguinhos É Brasil
  • 1992 – Garanhuns
  • 1993 – O Trinado do Trovão
  • 1994 – Choro Chorado
  • 1994 – Nas Quebradas do Sertão
  • 1995 – Dominguinhos É Tradição
  • 1996 – Pé de Poeira
  • 1997 – Dominguinhos & Convidados Cantam Luiz Gonzaga
  • 1998 – Nas Costas do Brasil
  • 1999 – Você Vai Ver o Que É Bom
  • 2001 – Dominguinhos Ao Vivo
  • 2001 – Lembrando de Você
  • 2002 – Chegando de Mansinho
  • 2004 – Cada um Belisca um Pouco(com Sivuca e Oswaldinho do AcordeonBiscoito Fino)
  • 2005 – Elba Ramalho & Dominguinhos
  • 2006 – Conterrâneos
  • 2007 – Canteiro (participação especial no CD de Margareth Darezzo)
  • 2008 – Yamandu + Dominguinhos

terça-feira, 23 de julho de 2013


Noemisa
Noemisa Batista dos Santos é uma das mais conhecidas ceramistas do Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. Ela juntamente com outros nomes como, Isabel Mendes da Cunha e Ulisses Pereira Chaves são responsáveis pela enorme projeção nacional e internacional da arte do Vale do Jequitinhonha, alguns autores chegam a considerá-la uma espécie de mestre Vitalino de Minas Gerais. Noemisa nasceu em 1947 em Ribeirão do Capivara, Município de Caraí, Minas Gerais. Filha de um lavrador e de uma respeitada ceramista, Joana Gomes dos Santos, Noemisa aprendeu sua arte com a mãe, quando tinha apenas sete anos. Apesar de sua mãe trabalhar com cerâmica utilitária, Noemisa nunca gostou de fazer panelas, potes ou jarras; desde muito pequena gostava de criar pequenos animais de barro para suas brincadeiras. Noemisa se tornou um dos mais requisitados nomes da arte figurativa do Vale do Jequitinhonha; ainda na década de 70 seu trabalho já era exposto no Brasil e no exterior e fazia parte do acervo de museus e de importantes coleções particulares.O barro usado por Noemisa é o mesmo utilizado pelos demais ceramistas de Caraí. De coloração rosa, vermelha e branca, o barro é extraído da fazenda Senhor Serafim; sua irmã Santa é a responsável pela extração. O preparo do barro e as técnicas utilizadas foram provavelmente aprendidos com os nativos da região e são os mesmos utilizados pelos demais artesãos. O barro depois de extraído e seco ao sol é triturado e pulverizado. Depois de misturado com água é armazenado em locais escuros e sem ventilação até ser usado na modelagem. Concluída a modelagem, as peças são pintadas e decoradas usando sempre a técnica do engobe nas cores vermelha e branca. Os temas dos decorados são quase sempre motivos florais ou figuras de animais. 
A temática do universo artístico de Noemisa é bastante diversificada: vai das cenas cotidianas à arte religiosa. Ritos religiosos, como casamentos, batizados e funerais, igrejas e santuários são temas sempre presentes na sua obra. As “mulheres de Noemisa” são mostradas em atividades consideradas como respeitosas e necessárias. Elas normalmente usam vestidos estampados e assessórios como brincos, sapatos e bolsas. Os homens, normalmente em poses viris usam chapéu, relógio, botas e esporas. São mostrados como caçadores, soldados ou médicos. Noemisa também cria uma variedade enorme de animais,cachoros,cavalos         
Apesar de os trabalhos de Noemisa terem alcançado um alto preço no mercado, ela continua vivendo precariamente; quem lucra com seus trabalhos são os intermediários. Ela conta que pelo fato de ser analfabeta, não soube administrar com eficiência uma das melhores fases de sua produção, a década de 80, quando vendeu muitas peças para a CODEVALE. Ela continua produzindo, mas não com a mesma intensidade de antes.


Amigos a gente encontra
O mundo não é só aqui
Repare naquela estrada
Que distância nos levará
As coisas que eu tenho aqui
Na certa terei por lá...

Fronteiras por desvendar
Não diga que eu me perdi
Não mande me procurar
Cidades que eu nunca vi
São casas de braços a me agasalhar
Passar como passam os dias
Se o calendário acabar
Eu faço contar o tempo outra vez, sim
Tudo outra vez a passar
Não diga que eu fiquei sozinho
Não mande alguém me acompanhar
Repare, a multidão precisa
De alguém mais alto a lhe guiar
Quem me levará sou eu
Quem regressará sou eu
Não diga que eu não levo a guia
De quem souber me amar

segunda-feira, 22 de julho de 2013



                                         CANGACEIRO ZÉ BAIANO


           Pouco ou quase nada existe da biografia deste cangaceiro,conhecido pelos sertões como o "Pantera Negra." Zé Baiano era um negro,forte,nariz achatado,queixo comprido,cabelos ruins e maltratados,que usava óculos e tinha uma voz grossa, era considerado um monstro impiedoso,foi o mais terrivel cangaceiro do bando de Lampião.Nasceu em Chorrochó, municipio não tão distante da nossa provincia, cidade situada na mesorregião do São Francisco da Bahia. O dito-cujo,bancou o "corno brabo"apos ter ficado sabendo da traição amorosa da sua companheira, a qual ele assassinou a pauladas,passou a conduzir um ferro de ferrar gado com as iniciais JB para ferrar as mulheres que encontra-se pela frente,com requintes de crueldade. Com fama de impiedoso,o famigerado "ferrador de mulher" era tido como um dos mais ricos do bando-formado por Damudado,Chico Peste e Acelino,nos vilarejos onde chegavam cometiam estrupos,atrocidades,saqueavam e de uma certa vez,  impôs  sua própria lei no distrito de Alagadiço ,que fica a 8 quilometros da sede do municipio Sergipano de Frei Paulo. Virgulino Ferreira,Lampião, esteve em Alagadiço por quatro vezes e deixou por lá em 1934,o capanga Zé Baiano,destemido cangaceiro que tomou posse das terras compreendidas entre os municipios de Frei Paulo,Ribeiropoles,Carira e Pinhão,em Sergipe e  Paripiranga,na Bahia.Alagadiço era um  pequeno distrito,porém, tinha uma posição privilegiada e, por não ter destacamento reforçado da policia,favorecia o trânsito do cangaço de um lado a outro de Sergipe.Assim,Lampião circulava  sem maiores problemas na região.Em 1932,ele retornou ao povoado.Desta vez não molestou ninguém.apenas levou alguns perteces dos moradores.Um ano depois,Virgulino entrou novamente em Alagadiço e foi diretamente à casa de Antonio de  Chiquinho querendo obter informações da volante que pretendia acabar com seu bando. O ciclo de terror de Zé Baiano,naqueles sertões, estava com os dias contados,quando em 1936,o comerciante Antonio de Chiquinho cansado da persequisão da volante - chegou até a ser preso e da desconfiança dos cangaceiros,tramou um plano para elimimar o bando do impiedoso "ferrador."  E foi numa entrega de alimentos,solicitada pelo Baiano, que o comerciante convidou alguns conterrâneos,para,juntos darem fim ao bando. No dia 7 de julho de 1936,os seis amigos conseguiram dar cabo aos quatro temiveis bandoleiros na Lagoa Nova(localidade de Alagadiço),a cabeça do distinto foi decepada. Os conterranêos mantiveram o feito em sigilo durante cerca de quinze dias,temendo a represália de Lampião contra o povoado. Antonio de Chiquinho, certo de que Lampião voltaría a Alagadiço para se vingar da morte do seu amigo,não escafedeu-se do doce-lar,preveniu-se do embate e perfurou as paredes de sua casa,tendo assim visão melhor da rua para atirar quando ele aparecesse.Porém,escapou fedendo de morrer,para sua sorte, Virgulino deixou para lá o acerto de contas graças a Maria Bonita,que o alertou sobre a presença de um canhão no povoado,onde cabia um menino dentro acocorado - um minicanhão que, inclusive, está guardado no acervo do historiador  Antonio Porfirio.

William Veras de Queiroz

sábado, 20 de julho de 2013




        ABOIADORES CICERO MENDES E CHICO JUSTINO



 Francisco Pessoa Silva,(Chico Justino) nasceu na cidade de Serrita-PE, aos 10 de Julho de 1965,  filho de agricultor, desde cedo aprendeu a gostar da terra, seu Pai é Vaqueiro, um dos melhores desta região, o filho por sua vez seguiu os passos do Pai e escolheu ser Vaqueiro, ama a lida com o Gado, e gosta das tradições, dentre estas as Pega de Boi no Mato, As Vaquejadas, Missas de Vaqueiro, e foi nessas andanças pelas festas que ele descobriu o seu talento Poético, hoje é um dos melhores abioadores do Sertão Central, o mesmo forma dupla com seu amigo Cícero Mendes desde o ano 2000, portadores de vários titulos pelo Brasil afora, ator principal do filme "a morte do vaqueiro" com o papel de assassino de Raimundo Jacó e ato principal do filme "Ave Maria Sertaneja" campeão em bilheteria no Paraguai, tiveram o seu talento reconhecido, trabalham hoje nesta área, realizando shows de ABOIOS, REPENTES e TOADAS, Chico Justino Reside na Cidade de Serrita-PE.
Cícero Carlos Mendes(Cicero Mendes) nasceu na Fazenda Baixio do Ouro na cidade de Cedro-PE, aos 13 de outubro de 1979,  filho de agricultor, iniciou seus estudos primários no ano de 1988, na escola Municipal José de Alencar no sítio Gameleira, ha 03 km do sítio do seu pai que fica na fazenda Baixio do Ouro, na cidade do Cedro - PE. Teve que interroper os seus estudos no ano de 1990 para trabalhar com seu pai na agricultura e na pecuária, uma atividade já exercida desde os seus antepassados familíares, foi vaqueiro do seu pai durante 05 anos, honrando a sua profissão. Serviu ao Exercito brasileiro, terminou o ensino fudamental no ano de 1997, partiu para S. Paulo, onde foi gerente de vendas, conheceu o poeta Chico Justino em Dezembro de 1999, o qual deu a maior contribuição para sua entrada no Coral Aboios. No ano 2000 deram inicio a dupla Chico Justino e Cicero Mendes. Estudou no seminário maior de Monsenhor Gil - PI, fez Filosofia no ISES - Instituto de Educação de Salgueiro e Pós - Graduação em Filosofia. iniciou a sua carreira na educação no ano de 2004, como professor de História da Escola Municipal José Urias Novais em Cedro PE, depois trabalhou na Escola Estadual Prof. Manoel Joaquim Leite e Valdiclewltson ambas em Cedro, foi professor de Educação Fisica da Escola Municipal Barão do Pajeú em Berbardo Vieira em Serra Talhada - PE, foi professor de História da Escola Municipal Francisco Filgueira Sampaio em Serrita - PE, foi Técnico em Gestão Educacional da Escola Estadual Desembargador João Paes em Serrita - PE, no período de Agosto de 2008 a Fevereiro de 2010, sendo que no período de sua gestão a Escola ficou entre as 10 melhores do estado e em 2º lugar no Sertão Central , ator princpal do filme "a morte do vaqueiro", com o papel de Raimundo Jacó, Fundador da feira folclórida do Sítio Feijão Bravo em Cedro - PE,Fundador de um programa de rádio com o poeta Chico Justino " o sertão e o vaqueiro" no ano 2001 que ainda hoje esta no ar, nas manhã de todos os domingos, já participou de vários programas de televisão como: "Ao som da Viola" na TV Diário,"A Bouca da Viola na TV Verde Vale,"Jornal Hoje" TV Globo, "Jornal da Record" TV Record,"Fantástico"TV Globo,"Tudo a Ver" TV Record, "Programa Ação" TV Globo e em outros programas regionais de televisão, Gravou o seu primeiro CD com o Poeta Chico Justino, pela ESCALAMARES em 2008. Atualmente é Professor de Sociologia do Estado do Ceará e de Filosofia e Sociologia do Estado de Pernambuco,Coordenador Pedagógico da Escola Municipal Castro Alves, Músico do Coral Aboios,Poeta e Folclorista e faz dupla comChico Justino.Tiveram o seu talento reconhecido, trabalham hoje nesta área, realizando shows pelo o Brasil a fora de ABOIOS, REPENTES e TOADAS. Atualmente Reside na Cidade do Cedro, Pernambuco.


                          COLETIVA DE IMPRENSA ANUNCIA A MISSA DO VAQUEIRO

Nesta sexta-feira (19), em coletiva de imprensa, foi divulgada a programação oficial da 43ª edição da Missa do Vaqueiro que ocorrerá entre os dias 24 e 28 de julho. A dupla nacional Edson e Hudson está entre as principais atrações musicais do evento.
As atividades da Missa do Vaqueiro ocorrerão também no Parque do Vaqueiro, no Sítio Ipueira. A organização do evento lança este ano o livro “Missa do Vaqueiro, 40 anos” e a reedição da trilha sonora “Rezas do Sol” para que o público possa ter conhecimento da história da tradicional festa em homenagem aos vaqueiros. A programação inclui ainda vaquejada e pega de boi, além de exposição de artesanato.
Atrações como as bandas Cheiro de Menina, Raniere, Cesinha e Edson e Hudson, vão fazer parte do cenário musical nos dias 26 e 27. No domingo (28), a Missa do Vaqueiro em homenagem a Raimundo Jacó terá participação de Josildo Sá, Pedro Bandeira, Cesinha, Coral de Aboios e os aboiadores Fernando e Ronaldo.
Todas as medidas preventivas foram tomadas. Representantes da Compesa, Empetur, IPA e Adagro estavam presentes na reunião que definiu a responsabilidade de cada órgão. A segurança do evento contará com o apoio das Polícias Civil e Militar e Corpo de Bombeiros.
O comandante do 3º agrupamento do Corpo de Bombeiros, major André, diz que a atuação dos Corpo de Bombeiros será de forma preventiva no atendimento pré-hospitalar, primeiros socorros. “Teremos duas viaturas de alto resgate e aproximadamente 12 homens estarão presentes nos dias do evento” aponta o comandante.
Segundo a presidente da Fundação Padre João Câncio, Helena Câncio, a Missa do Vaqueiro congrega a cultura local, não só para Serrita, mas para toda região Nordestina.
Confira a programação oficial da 43ª Missa do Vaqueiro

Dia 24/07 – Quarta-feira
Nildo do Acordeon, Vander e Renan, Moleque Doido e Magia do Amor.

Dia 25/07 – Quinta-feira (Ipueira)
Forrozão ALD, Gideão do Forró e Banda Magia do Forró

Dia 26/07 – Sexta-feira
Chico Justino e Cícero Mendes, Flávio Leandro, Cheiro de Menina, Hélio Novaes, Raniere e Forrozão da Antigas

Dia 27/07 – Sábado
Joquinha Gonzaga, Coral Aboios, Cezinha, Edson e Hudson e banda Sem Pareia

Dia 28/07 – Domingo
Missa do Vaqueiro - Josildo Sá, Pedro Bandeira, Cesinha, Coral de Aboios e os aboiadores Fernando e Ronaldo





                                                    MESTRE  DEDECA

José Pereira de Lima,mestre Dedeca,nasceu durante as águas de março,num distante dia 19,do ano
da graça de 1930,no povoado de Serra dos Cavalos,município de Água Branca,no Sertão do estado de Alagoas.Mestre Dedeca é mestre de Reisado. Aprendeu com o saudoso mestre Oséas. Dedeca é brincante desde 1988. Participa do folguedo popular desde  os 13 anos de idade. Aos 83 anos ,Dedeca é mestre do Reisado Nossa Senhora Aparecida de Água Branca. O seu reisado e composto por 22 integrantes,e é um dos tradicionais do estado de Alagoas.No ano de 2008,José Pereira Lima,recebeu da Secretaria de cultura do estado de Alagoas,o titulo de mestre e patrimônio vivo da cultura popular daquele estado.