domingo, 4 de setembro de 2016


  CHICO CORREA & ELECTRONIC BAND

De João Pessoa, na Paraíba, Mestre Esmeraldo comanda o projeto musical  Chico Correa & Electronic Band, aponta uma trilha saliente na paisagem sônica brasileira e funde referências sertânico-agrestes a aspirações globo-locais. O trabalho da banda impressiona pela liberdade com que  seus músicos encontram parentescos entre gêneros tão diversos quanto rock, funk, bossa nova, baião, samba de coco, jazz, jungle, trip hop, dub e outros.

A banda ganhou visibilidade em 2003, no Festival Abril Pro Rock (Recife/PE) e no TIM Festival (Rio de Janeiro/RJ). Desde 2002, teve diversas formações, capitaneada por Chico Correa (guitarra, programação eletrônica, efeitos digitais) e consolidada a partir de 2004, com Ed (contrabaixo), Larissa Montenegro (vocais), J. Cassiano (percussão), Vitor Ramalho (bateria e percussão) e Stephan Suíço (sax).

Chico Correa narra os primórdios:

"A idéia era simples, eu e computador, só loop e groove, só love. Depois da entrada dos músicos e da cantora, acabou mudando prum lance ambient-regional. Eu gravava em MD: dava play e tocávamos por cima. Hoje usamos samples, groove-box e metrônomo pro baterista, há mais possibilidades de combinar e recriar ao vivo."

No disco a ser lançado ainda no segundo semestre de 2005, as duas tendências se equilibram. Os ritmos vão do berimbau-jungle cru e instigado de "Afrotech" ao agrestewek cangaço-gangsta de "Côco de elevador" e o baião-de-viola sincopado de "Esperando o dia passar". O eletrofunk é a praia em que transita "Eu pisei na pedra", enquanto "Mangangá" junta rock e maracatu, mas com uma fórmula diferente da usada pelo mangue-beat. Outras pistas: "Bossinha", "Baião lo-fi"... A fauna humana local é representada por "Lelê" (toada de saudade interestelar), "Zabé" (tecno-embolada) e "Odete" (drum'n'roots).

Ao vivo, o grupo atua como um live-PA: Chico manipula a parafernália eletrônica e conduz a guitarra, a graciosa voz de Larrisa dispara glissandos mouriscos e o quarteto de jazzistas galopa faixas de áudio que sincronizam o tradicional samba-de-coco-de-engenho paraibano com células de step-funked breakbeat.

Parece noite de drumba-meu-boi: arrasta-scratches, schottische-scratches e xaxado remixado sacudindo retro-retirantes e alto-falantes induzindo à dança o homem-gabiru, genuinamente ao "som do demônio", no sentido de uma mistura de música de black magic com demonstration tape, xangô de batuque e gene de drum machine.

No meio dessa encruzilhada de ruídos, versos de domínio público:

"Olê, olá, o coquista está aqui."

Ou:

"Serena, serená,
serená do amor,
nos braços de quem me ama
morro, mas num sinto a dor."

Ou:

"Eu pisei na pedra,
a pedra tremeu,
a água tem veneno,
oi morena,
quem bebeu, morreu."

Chico desde 1999 produz esse sons. Ele foi pesquisador do Laboratório de Estudos da Oralidade (Universidade Federal da Paraíba) e colabora no grupo paraibano Jaguaribe Carne ("Vem no vento", 2003) e na comunidade transregional Re:combo (www.recombo.art.br). "Toquei com Eleonora Falcone durante um ano, eletrônica sutil com tango, MPB, bossa e coco, fiz shows com Lado 2 Estereo e Gilberto Monte (da banda baiana Tara Code)", martela o músico. Em 2005, Chico Correa &  Electronic Band se apresentou várias vezes em São Paulo e passou também por Salvador/BA, Belém/PA e Brasília/DF.

Que venham mais shows, e que a eles venham caranguejos, caipiras, caiçaras, sertanejos, cangaceiros urbanos, ciber-sacizeiros, clubbers caboclos. Chico Correa & Electronic Band é a música nômade nordestina desta década, a "viver de porta em porta, com a mochila na mão".

sábado, 20 de agosto de 2016

Simone Guimarães-O Cirandeiro




                   SIMONE GUIMARÃES


Neta do maestro e compositor Antônio Guimarães. Criada em um ambiente musical, aos sete anos de idade ganhou de presente um cavaquinho. Inicialmente autodidata, começou a apresentar-se com o instrumento em eventos escolares e no palco do Teatro de Arena de sua cidade natal. Recebeu durante quatro anos aulas particulares de piano. Aos 15 anos, mudou-se para Ribeirão Preto (SP), para cursar o antigo 2º grau, matriculando-se, também, no Conservatório Carlos Gomes. Mais tarde, por intermédio do conterrâneo Chico Alencar, conheceu Milton Nascimento, que a convidou para cursar sua Escola Livre de Música, em Belo Horizonte, onde foi aluna de Juarez Moreira, que viria a ser seu parceiro. Depois de morar um ano naquela cidade, voltou para Ribeirão Preto. Ingressou na universidade, dividindo-se entre a vida acadêmica e as apresentações musicais em casas noturnas. Transitou pelos cursos de História, Jornalismo e Letras, não chegando a graduar-se por ter optado definitivamente pela carreira artística.

Em 1990, gravou um clip para a TV Globo do nordeste paulista, interpretando duas músicas de sua autoria: "Gueto à Califórnia" e "Todas as mulheres do mundo".

Dois anos depois, escreveu, em parceria com Paulo Jobim, a trilha sonora de "O canto da Piracema", programa produzido pela TV Globo, premiado com o troféu Libero Badaró. Participou também das trilhas de "Dioguinho" e do Globo Repórter "A rota do sul", da mesma emissora.

Em 1996, lançou seu primeiro CD solo, "Piracema", disco temático patrocinado pela Prefeitura de Ribeirão Preto, inserido em um projeto para a despoluição do Rio Pardo. Ainda nesse ano, gravou, com os instrumentistas Olmir Stoker (Alemão) e Zezo Ribeiro, o CD "Cordas versos cordas".

Em 1997, morando no Rio de Janeiro, lançou o CD "Cirandeiro", que recebeu duas indicações para o prêmio Sharp, nas categorias Melhor cantora e Melhor Arranjo, e teve três faixas incluídas em trilhas de novelas: "Cirandeiro", em "A Indomada" (TV Globo), além de "Brincadeira de coroar" e "Estrela do meu bem querer" (c/ Cristina Saraiva), ambas em "Serras Azuis" (TV Bandeirantes).

No ano seguinte, lançou o CD "Aguapé", que contou com arranjos e direção musical de Maurício Maestro e participação de Elba Ramalho, Ivan Lins, Danilo Caymmi e Zé Renato. Apresentou-se, também nesse ano, em shows de Ivan Lins, César Camargo Mariano, Leila Pinheiro e Boca Livre, e recebeu em seus shows artistas como Fagner, MPB-4 e Leila Pinheiro. Em uma das apresentações da cantora no Café Teatro de Arena (RJ), Milton Nascimento saiu da platéia para o palco, realizando uma participação não programada. Ainda em 1998, atuou ao lado do quarteto vocal MPB-4, no Projeto Novo Canto, no Terraço do Rio Sul (RJ).

No ano seguinte, apresentou-se nos shows "Crooner", de Milton Nascimento, e "Um novo tempo", de Ivan Lins.

Como cantora, participou da trilha sonora de Iuri Popoff para "Cuenda", peça teatral de Cristina Tolentino, e dos songbooks de Tom Jobim, interpretando com Paulo Jobim a faixa "O pato preto", e de Chico Buarque, interpretando com Hélio Delmiro a canção "Desencontro" (c/ Toquinho).

Como compositora, teve músicas gravadas por Leila Pinheiro, Ivan Lins e Marcelo Lessa.

Em 2001, lançou o CD "Virada pra lua", contendo suas composições "Virada pra lua" (c/ Sérgio Natureza), "Imensidade", "Sertão das águas" (c/ Yuri Popoff), "A fábula do riacho" (c/ Cristina Saraiva), "Night club" (c/ Kiko Continentino), "Convulsionada" e "Marilyn" (c/ Rosana Zaidan). O disco registrou, ainda, a participação especial de Milton Nacimento, na faixa "Imagem e semelhança" (Kiko Continentino, Milton Nascimento e Bena Lobo), e de Guinga, na faixa "Porto de Araújo" (Guinga e Paulo César Pinheiro), e incluiu, também, as canções "Cenários (Julio Moura e Misael da Hora), "Meu coração" (Thomas Roth), "30 anos" (Ivan Lins e Vítor Martins) e "Cumbuca" (José Marcio Castro Alves). Os arranjos foram assinados por Leandro Braga, à exceção da faixa "Porto de Araújo", que contou com arranjo de Guinga. Realizou show de lançamento do disco no Teatro Rival (RJ).

Em 2002, apresentou-se, com Juarez Moreira, no Teatro Café Pequeno (RJ), pelo projeto "MPB Prêt-a porter", e no Paço Imperial (RJ). Nesse mesmo ano, participou do projeto "Cartão Postal da MPB", dividindo o palco do CCJF (RJ) com Guinga.

Lançou, em 2012, o CD "Chão de aquarela", contendo as canções “Desafios”, “É saudade”, “Um canto de amor”, “Relento”, “Estrela da noite”, “Estrela do meu bem querer”, “Fábula do riacho”, “Na trilha do amor”, “Olhos de fogo”, “Fronteira”, “Beijo” e “Canção para um pianista 2”, todas de sua parceria com Cristina Saraiva. O disco contou com a participação de Franklin da Flauta, Julio Santin (viola), Lia Gandelman (corne inglês) e André Mehmari (piano).

Em 2013, foi indicada ao Prêmio da Música Brasileira, na categoria Melhor Cantora Regional, pelo CD “Chão de aquarela”.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

 
                                    Jotacê

Jiovaldo Chaves Araújo, mais conhecido como Jotacê, é um dos mais prestigiados artistas baianos. Ele nasceu no município de Senhor do Bonfim, Bahia, mas há mais de 20 anos mora na cidade de Lençóis, porta de entrada Chapada Diamantina. Hoje aos 77 anos, molda figuras alegóricas em cerâmica, madeira ou vidro que lembram santos, porém com características próprias. Realiza também incisões em placas de ardósia, abundantes na região, retratando a fauna e a flora locais. Jotacê trabalha há mais 50 anos com arte e incentivou os seus quatro filhos a seguir o mesmo caminho.

As obras de Jotacê já foram expostas em várias cidades brasileiras. Dentre as exposições mais importantes que participou destaca-se a Mostra do Redescobrimento, realizada em 2000 no Parque do Ibirapuera em São Paulo.

Contato com Jotacê:
Alto da Estrela, sn, Lençóis, BA.
Tel: 8838-9317, 8822-1387

 Jotacêtítulo desconhecido, escultura em pedra ardósia. Reprodução fotográfica Galeria Brasiliana, São Paulo, SP.

Jotacêtítulo desconhecido, cerâmica policromada. Reprodução fotográfica Galeria Brasiliana, São Paulo, SP.

Jotacêtítulo desconhecido, cerâmica policromada. Reprodução fotográfica Galeria Brasiliana, São Paulo, SP.

Jotacêtítulo desconhecido, cerâmica policromada. Reprodução fotográfica Galeria Pontes, São Paulo, SP. 

Jotacêtítulo desconhecido, cerâmica policromada. Reprodução fotográfica Galeria Brasiliana, São Paulo, SP.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Os maiores repentistas da história do Brasil 

Canção

Grande é a nação dos violeiros e repentistas do nordeste, os estados de Pernambuco e Paraíba são os dois maiores celeiros de cantadores, estados que deixaram nos anais da história, nomes imortalizados, criadores dos perfeitos motes e construtores das amais perfeitas rimas.Dos nomes que conheci não esqueço de Louro do Pajeú, Dimas, tacílio, Cancão, Jó Patriota e Pinto do Monteiro. Cancão veio em 1970, trazido por meu irmão primogênito Zezé, para que ele conseguisse com Pedro Ferreira (proprietário da empresa SACOL), um patrocínio para imprimir um livro de poesias, hoje tenho guardado a sete chaves uma cópia desse livro.


famosa tríade formada pelos irmãos Otacílio, Dimas e Louro, nessa foto estão acompanhados de um dos gigantes do improviso: Pinto do Monteiro.
Estive algumas vezes com Louro, em 1986 tomamos muitas caipirinhas no famoso CALABAR (bar na rua principal de São José do Egito).com Pinto estive três vezes em sua residência em companhia do primo João Piancó e de Pinto ganhei uma fotografia onde ele recebe um prêmio por sua trajetória de sucessos.


Louro, o Rei do Trocadilho
Louro do Pajeú, um dos mais autênticos e grandiosos artistas do improviso e na segunda foto,Louro e Jó Patriota
Otacílio (no centro da foto)
Velho Pinto do Monteiro.



Por  João de Sousa Lima 

segunda-feira, 15 de agosto de 2016




       MESTRE ANDRÉ DO GUERREIRO

André Joaquim dos Santos,nasceu em 29 de outubro de 1947,em São Miguel dos Campos,na Zona da Mata,do estado de Alagoas.ainda criança foi com a familia morar no sertão de Alagoas,na cidade de Olho d Água das Flores.Aos 18 anos, tendo de servir ao Exercito, vindo com seus pais morar em Palmeiras dos Indios onde conheceu o guerreiro da mestra Zefa Bispo e logo começou a dançar como figurante durante um bom tempo. Certo dia substituiu o mateu assumindo este personagem do guerreiro. No ano seguinte, depois das festas natalinas, começou os ensaios como índio Peri e posteriormente como embaixador..
    Em 1969 casou-se e afastou-se por alguns anos do guerreiro devido a distancia em que morava. Vindo trabalhar em Maceió, conheceu José Tenório que acabava de criar o guerreiro Treme Terra no bairro do Jacintinho e o convidou a dançar de contra-mestre.

    No ano de 1978, morando no conjunto habitacional Eustáquio Gomes/Tabuleiro dos Martins, mestre Ándre, novamente com José Tenório, formou outro guerreiro – “um pouco fraco, pois faltava um bom mestre e eu estava apenas começando, sem muita experiência”.
Neste período encontrou o conhecido mestre Jorge Ferreira e pediu a ele para ser mestre do seu guerreiro, o que deu um grande impulso ao novo grupo. Porém, com a saúde bastante debilitada, mestre Jorge afastou-se deixando em seu lugar o mestre Juvenal Leonardo e seu amigo Artur Morais, como mateu.


    Porém o grupo não tinha nenhuma ajuda e muitas vezes dançava sem adereços, com chapéus improvisados. Mestre Juvenal Leonardo pediu apoio ao amigo Sargento Wilsom, do bairro do Vergel do Lago que logo se prontificou a ajudá-los. Esta parceria durou seis anos e muitas foram as apresentações e viagens pelo interior do estado.
    “Com o surgimento da ASFOPAL passamos a ter uma boa ajuda, pois na época recebíamos tecidos doados pela LBA. Foi um bom período e eu estava sempre presente as reuniões da Associação”.
      Neste intervalo o guerreiro mudou-se para o bairro do Vergel do Lago, depois para o Jacintinho e finalmente para a Chã da Jaqueira onde recebeu o nome de Vencedor Alagoana tendo como mestre Juvenal Leonardo .
     Mas as coisas não andavam bem e desgostoso fui atender a um convite da Dona Augusta, viúva do finado mestre Paulo Olegário, para continuar com o guerreiro Santa Luzia, o que não deu certo.

 “Desfeito o guerreiro, fui participar do guerreiro Santa Isabel, já como mestre, coordenado pelo Pedro Lins e também dancei no guerreiro do mestre Benon e  no do mestre Juvenal  Domingos
    Durante o período carnavalesco, Andre Joaquim sai pelas ruas do seu bairro vestido de “La Ursa”, entremeio do guerreiro.
    Depois de tantas idas e vindas, mestre Andre hoje é o brilhante mestre do guerreiro Padre Cicero e formado pelo saudoso mestre Manoel Venâncio Amorim, no bairro do Tabuleiro dos Martins, onde comanda,  soltando a voz e o coração:
    
“ Quando eu chegar pra rimar
O meu figurá que de mim tem pena
Açucena do jardim murchar
Que Andre chegou, venha vê morena”

Boa noite guerreiro que eu cheguei
De longe avistei essa luz acesa
Em Princesa eu tenho valor
Mestre Andre chegou em sua defesa”

Fonte: NOVAES, Josefina Maria Medeiros. ASFOPAL - Associação de Folguedos Populares de Alagoas - 25 Anos Brincando Sério. Maceió: Gráfica do Estado/CEPAL, 2010.


sábado, 13 de agosto de 2016


                                    KÁTYA TEIXEIRA

     Cantora. Compositora. Nascida em família de músicos, sua mãe era cantora, o pai era aboiador, o avô era seresteiro, e, ainda, tinha tios e tias cantores. Um de seus tios, Eliezer Teixeira, é folclorista. Sua família criou o grupo Bando Flôr do Mato, que gravou discos e fez inúmeros shows, atuando com nomes como Inezita Barroso, Pena Branca e Xavantinho, João Pacífico e outros. A partir dos oito anos de idade, começou a estudar violão com professor Ari Colares, na ULM - Universidade Livre de Musica de São Paulo. Mais tarde, passou a estudar rabeca. Devido à influência musical de sua família, conviveu com nomes da música regional, como Vidal França, João Bá, Doroty e Dércio Marques, e Inezita Barroso.

Iniciou a carreira artística com apenas 11 anos de idade, quando subiu ao palco pela primeira vez, num festival de colégio, interpretando composições de seu avô. Aos 13 anos, juntamente como o pai Chico Teixeira, Dinho Nascimento e Sofia Mendonça, participou do LP "Fazenda", de Vidal França. Por essa época, fez shows com Vidal França. Em 1988, aos 17 anos, participou do Festival Universitário FIMP, saindo vencedora com a música "Kararaô", de sua autoria. Em 1993, passou a atuar profissionalmente. Em 1997, gravou seu primeiro CD, intitulado "Katxerê" pelo selo CPC-UMES, com direção musical de Vidal França, que ainda tocou violão, bandolim, percussão e participou dos vocais. O CD teve como destaque as composições "Passarinheiro", de Jean Garfunkel e Pratinha; "Aluarados", de Vidal França e Karina França; "Dia de festa", de Irene Portela, e "A lua girou", de domínio público, com adaptação de Zé do Norte. Desse CD, ainda fizeram parte as músicas "Kararaô" e "Fonte motriz", de sua autoria; "Brincando de roda", com Luis Carlos Bahia; "Nas teias da renda", com Cátia de França e Luis Carlos Bahia.; "Alagoando", com Eliezer Teixeira, e "Anauê", com Vidal França, "Mãe Áurea", tema folclórico adaptado por Vidal França; "Chapada dos Guimarães", de Renato Garcia; "Marianinha", de Vidal Franã e João Bá, e "Nove luas", de Ney Couteiro e Ekton Silva.

Depois dessa experiência, participou de inúmeros CDs:  "Carrancas II"; "Ação dos Bacuraus Cantantes"; "50 anos de carreira de João Bá"; "Sertão e mar", de Vidal França e Mazé; "São Sebastião do Tijuco Preto", de Oswaldinho Vianna; "Concertoria", de Ney Couteiro; "Em cantos brasileiros", de Eliezer Teixeira; "Acústico", de Adalto Bento Leal; "Conterrâneos", de Carlinhos Piauí; "Mexericos da Rabeca", de José Eduardo Gramani; "Monjolear" e "Cantos da mata Atlântica", de Dércio e Doroty Marques; "Espelho D’água", "Cantigas de abraçar" e "Folias do Brasil", de Dércio Marques; e "Vuelvo para vivir - 25 anos - do Grupo Tarancón", entre outros. Em 2004, lançou o segundo CD de sua carreira, "Lira do povo", que foi fruto de ampla pesquisa das cantigas populares e folclóricas dos sertões brasileiro.Viajou pelo interior paulista, mineiro e nordestino, pesquisando cantigas populares. Registrou cantos de congadeiros e cantadeiras de Jequitibá, MG, como Zé da Ernestina, Dona Liça, Zé Paulino, e Irmandade N.S. do Rosário, entre outras. Contou ainda com as participações especiais de artistas populares de cidades como Laranjeiras, em Sergipe; São Paulo; São Gabriel, na Bahia; Paraíba; Maranhão e Pará. Para a realização desse projeto levou cinco anos de pesquisas, entre 1998 e 2003. Esse projeto contou com o apoio cultural da Prefeitura de Paracambi, RJ; Fundação Thobias Barreto, em Sergipe; das secretarias de Cultural e Educacão da cidade de Laranjeiras, em Sergipe; do  Sindicato dos químicos e plásticos de São Paulo; e do Centro Universitário Municipal de São Caetano do Sul, em São Paulo. Nesse trabalho destacaram-se as músicas "Canto de fé", de Celso Machado e Márcia Accioly, e "De kekeke", um canto indígena.
 No mesmo ano, fez a trilha sonora para o DVD "Nas asas de Mercúrio", de Kátia Ripani . Embora componha letra e música, tem parcerias com diferentes compositores, entre os quais, Vidal França, Mazé, Cátia de França, Eliezer Teixeira, Luiz Carlos Bahia, Juh Vieira, Dércio Marques, Daniela Lasalvia, Gildes Bezerra, e Ibis Maceió. Teve ao música "Canto de rua", com  Vidal França, gravada pela cantora Mazé, e a toada  "Anauê", outra parceira com Vidal França, gravada pelo grupo Trem de Minas. Em 2010, entre outros shows apresentou-se no Sesc São Caetano, em São Paulo. Em 2012, lançou o CD "Feito de Corda e Cantiga", de forma independente. O disco foi um resultado de anos pesquisa e de parcerias com compositores.
No repertório, constaram gêneros como choro-boi, fandango, moda de viola, afoxé, tambor de crioula, joropó, cantiga, samba, congo capixaba e congado. No mesmo ano, foi finalista do 23o Prêmio da Música Brasileira, na categoria melhor cantora de música regional, em função do álbum lançado. Em 2013, lançou o CD "2 mares", em parceria com o cantor e compositor mineiro Luiz Salgado. No disco, arranjado por eles, interpretou composições próprias e adaptações de temas populares de Brasil e Portugal. O álbum contou com a participação especial de Lilian Fulô, André Venegas, Cássia Maria, João Arruda e Déa Trancoso, além da portuguesa Susana Travassos e da galiciana Uxia, entre outros convidados.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

quarta-feira, 10 de agosto de 2016


                                                                     Minelvino Francisco Silva 

nasceu no povoado de Palmeiral, Município de Mundo Novo (BA), em 1926. Criado em Jacobina (BA), trabalhou como garimpeiro, radicando-se posteriormente em Itabuna (BA). Seu primeiro contato com a literatura de cordel foi com o clássico Romance do pavão misterioso, de João Melquíades Ferreira da Silva (N.E.: até hoje permanece a dúvida, na verdade, sobre quem foi o real autor dessa obra, se Melquíades ou José Camelo de Melo Resende).
Começou a versejar aos vinte e dois anos de idade e sua primeira sextilha, segundo a professora Edilene Matos, foi improvisada durante o I Congresso Nacional de Trovadores e Violeiros (1955) e dedicada a João Martins de Ataíde: “Até eu cheguei na hora / Como humilde trovador / Abracei ele, dizendo: / Parabéns meu Professor / Por todas as suas obras / de grandioso valor.”

Tradição oral
Poeta popular e xilógrafo dos mais talentosos na poesia e no talhe, compôs, basicamente, em sextilhas e setilhas. Viveu intensamente o universo do cordel, passando por todas as modalidades e deixando a marca da qualidade e do rigor em tudo o que escreveu.

Percorreu uma variedade de temas, como contos de encantamento (trazendo para o folheto popular a tradição oral dos contos de fadas), de amor, de animais e fatos políticos e do cotidiano, dentre outros. Publicou o primeiro folheto em 1949 – A enchente de Miguel Calmon e o desastre do trem de Água Baixa -, editado pelo amigo e companheiro de lutas em prol da causa dos poetas populares, Rodolfo Coelho Cavalcante.
Em 1980, venceu o concurso Prêmio Literatura de Cordel, promovido pelo Núcleo de Pesquisa e Cultura da Literatura de Cordel como parte das comemorações do centenário de João Martins de Ataíde, com o folheto Vida, profissão e morte, de João Martins de Ataíde.
Arte da impressão
Fascinado pela arte da composição e da impressão tipográfica, adquiriu uma impressora manual, onde confeccionava seus folhetos, inclusive as capas, conforme mostra nos versos: “Eu mesmo escrevo a estória / eu mesmo faço o clichê / eu mesmo faço a impressão / Eu mesmo vou vender / e canto na praça pública / para todo mundo ver”.
Seu interesse o fez mudar para uma impressora elétrica, mas em 1979 sofreu um acidente, perdendo três dedos. Este fato não o impediu de continuar no ofício, pelo contrário, sua técnica foi aperfeiçoada, referindo-se ao episódio nos versos: “No dia dez de outubro / Compus uma oração / Botei na máquina impressora / Para fazer a impressão / Em vez de imprimir o papel / Errei e imprimi a mão”.
Editou em várias tipografias e editoras como a Tipografia São Francisco, em Juazeiro do Norte (CE), a Luzeiro e aPrelúdio, em São Paulo (SP). Faleceu no dia do seu aniversário, a 29 de novembro de 1999, na mesma rua em que viveu, em Itabuana (BA).

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Triunfo receberá mais uma edição fo FESTIVAL DE CINEMA  DE TRIUNFO 2016.A programação completa já foi anunciada e contará com 33 longas-metragens e curtas em um dos patrimônios do estado, o Cine Theatro Guarany, que também é um dos mais bem equipados e mais bonitos.
Entre as novidades da sua 9ª edição, o evento resolveu descentralizar a programação e também irá apresentar produções em Afogados da Ingazeira e Serra Talhada.
Além das tradicionais produções que fazem parte da programação, o Festival de Cinema de Triunfo também deve oferecer discussões de temas como representação de gênero na cadeia produtiva e cotas.
Outro tema que também será abordado durante o festival é a requalificação dos Cinemas de Rua, e por este motivo o público também poderá contar com uma programação especial.
Os homenageados da vez são Maeve Jinkings, atriz que já realizou parcerias com o cinema do estado resultando em mais de 10 longas como Boa Sorte Meu Amor (2013), Aquarius (2016), O Som ao Redor (2013) e Boi Neon (2016), e o ator Germano Haiut, que nasceu na cidade do Recife, tem mais de 50 anos de carreira, 20 peças realizadas e já atuou em alguns curtas e longas como Quincas Berro D’Água, Clandestina Felicidade e País do Desejo.
A entrada do festival é gratuita.

Programação Festival de Cinema de Triunfo 2016

Confira a programação completa do Festival de Cinema de Triunfo em 2016:
PROGRAMAÇÃO GERAL
Local: Cine Theatro Guarany – Entrada Gratuita
08 de agosto
19:00 – Cerimônia de Abertura
Mostra Competitiva de Curta-metragem Nacional – Classificação: 14 anos
Cumieira (Documentário, 13 minutos, 2015, PB), de Diego Benevides
E o galo cantou (Ficção, 23 minutos, 2016, GO), de Daniel Calil
Em defesa da família (Documentário, 24 minutos, 2016, DF), de Daniella Cronemberger
Retrato de Dora (Documentário, 15 minutos, 2014, SP), de Bruna Callegari
Mostra Competitiva de Longa-metragem Nacional – Classificação: Livre
Danado de Bom (Documentário, 74 minutos, 2015, PE), de Deby Brennand
09 de agosto
10:00 – Mostra Especial Festival Stopmotion – Classificação: Livre
14:00 – Mostra Especial Festival de Cinema de Belo Jardim – Classificação: Livre
19:00 – Mostra Competitiva de Curta-metragem Nacional – Classificação: 16 anos
Abissal (Documentário, 17 minutos, 2016, CE), de Arthur Leite
Sobre Nós (Ficção, 15, 2016, RJ), de Miguel Moura
Quem matou Eloá? (Documentário, 24 minutos, 2015, SP), de Lívia Perez
Cuscuz Peitinho (Ficção, 20 minutos, 2016, RN), de Rodrigo Sena
Mostra Competitiva de Longa-metragem Nacional – Classificação: 16 anos
Clarisse ou alguma coisa sobre nós dois (Ficção, 80 minutos, 2015, CE), de Petrus Cariry
10 de agosto
10:00 – Mostra Especial Dia da Animação – Classificação: Livre
14:00 – Mostra Especial Criancine – Classificação: Livre
19:00 – Mostra Competitiva de Curta-metragem Pernambucano – Classificação: 14 anos
Black Out (Documentário, 13 minutos, 2016), de Felipe Peres, Adalmir da Silva, Francisco Mendes, Jocicleide Oliveira, Sérgio Santos e Paulo Sano.
Clave dos Pregões (Documentário, 15 minutos, 2015), de Pablo Nóbrega
Ainda me sobra eu (Documentário, 15 minutos, 2016), de Taciano Valério
Domingos (Ficção, 11 minutos, 2015), de Jota Bosco
Mostra Competitiva de Longa-metragem Nacional – Classificação: 10 anos
Para minha amada morta (Ficção, 113 minutos, 2015, PR), de Aly Muritiba
11 de agosto
10:00 – Mostra Especial Sesc – Classificação: Livre
O Menino e o mundo (Animação, 2013, 79 minutos, DF), De Alê Abreu
14:00 – Mostra Especial Sesc – Classificação: Livre
As férias do pequeno Nicolau (Ficção, 2014, 117 minutos , França), de Laurent Tirard
19:00 – Mostra Competitiva de Curta-metragem Pernambucano – Classificação: 14 anos
Exília (Documentário, 24 minutos, 2015), de Renata Claus
Um Brinde (Ficção, 16 minutos, 2016), de João Vigo
Tarja Preta (Documentário, 24 minutos, 2015), de Márcio Farias
Elogio do tremor (Ficção, 17 minutos, 2016), de André Valença
Mostra Competitiva de Longa-metragem Nacional – Classificação: 16 anos
Todas as Cores da Noite (Ficção, 70 minutos, 2015, PE), de Pedro Severien
12 de agosto
14:00 – Mostra Competitiva de Curta-metragem Infanto-Juvenil – Classificação: 12 anos
Ana e a Borboleta (Animação, 8 minutos, 2015, GO), de Isabela Veiga
A culpa é do Neymar (Ficção, 11 minutos, 2015, RJ), de João Ademir
DaliVinCasso (Animação, 11 minutos, 2014, SP), de Marcelo Castro e Marlon Tenório
Ilha das crianças (Documentário, 12 minutos, 2016, RJ), de Zeca Ferreira
Coração Azul (Ficção, 25 minutos, 2015, PR), de Wellington Sari
Dente por Dente (Ficção, 8 minutos, 2015, SP), de Nildo Ferreira e Kauê Nunes
19:00 – Mostra Competitiva de Curta-metragem dos Sertões – Classificação: 16 anos
Praça de Guerra (Documentário, 19 minuto, 2015, PB), de Ed. Júnior
Descaminhos (Ficção, 8 minutos, 2015, PE), Coletivo Cinema no Interior
Catimbau (Documentário, 23 minutos, 2015, PE), de Lucas Caminha
Joaquim Bralhador (Ficção, 20 minutos, 2014, CE), de Márcio Câmara
Aroeira (Ficção, 20 minutos, 2016, PB), de Ramon Batista
O Forasteiro (Ficção, 25 minutos, 2014, BH), de Diogo Cronemberger
Mostra Competitiva de Longa-metragem Nacional – Classificação: Livre
Umbigo (Documentário, 70 minutos, 2016, BA), de Cauê Santana
Homenagem ao ator Germano Haiut
13 de agosto
14:00 – Exibição Especial
Bom dia, Poeta (Documentário, 52 minutos, 2016, PE), de Alexandre Alencar
Classificação: Livre
16:00 – Exibição Especial
Big Jato (Ficção, 90 minutos, 2015, PE), de Cláudio Assis
Classificação: 16 anos
20:00 – Cerimônia de Premiação do Festival
Homenagem à atriz Maeve Jinkings
 – ENCONTROS DE CINEMA
Debates com os realizadores do Festival
Todos os dias, sempre às 10h
Com mediação de Tiago Montenegro, jornalista e editor do portal Cultura.PE
Local: Pousada Alpes (Triunfo)
11 de agosto – Seminário: Diálogos da ABPA – a importância dos arquivos regionais
Organizado pela Fundação Joaquim Nabuco
Participantes: Carlos Roberto de Souza – Presidente da Associação Nacional de Preservação Audiovisual (ABPA)
Fabricio Felice – Profissional de Preservação Audiovisual
Fernando Weller – Cineasta e professor da UFPE.
Geraldo Pinho – Gestor do Mispe e Programador do Cinema São Luiz
Mediação: Albertina Lacerda Malta – Historiadora da Fundação Joaquim Nabuco
Horário: 15:30 – Local: Salão Nobre da Prefeitura de Triunfo. – Cidade: Triunfo
12 de agosto – Reunião do Grupo de Trabalho Cinema de Rua com gestores municipais e o especialista Osvaldo Emery, da Representação Regional do MinC/RJ
Horário: 9h às 12h
GT: Kate Saraiva, Luiz Joaquim, Geraldo Pinho, Janaína Guedes e Silvana Meireles.
Cinemas de Arcoverde, Goiana, Afogados da Ingazeira, Jaboatão dos Guararapes , Olinda, Recife, Triunfo.
Local: Salão Nobre da Prefeitura de Triunfo – Cidade: Triunfo
12 de agosto – Cine Educador: A utilização do cinema em sala de aula
Participantes: Andréa Mota, Gilvan Noblat e Silvana Marpoara
Horário: 8h às 12h – Local: CEU das Artes (Bairro Caxixola) – Cidade: Serra Talhada/PE.
12 de agosto – Seminário: A Inclusão no Audiovisual
Parceria com a ABD/PE e a FEPEC.
Participantes: Anna Andrade, Gabriel Muniz, Igor Travassos, Iris Regina Gomes, Juliana Lima, Natália Lopes, Raquel Santana.
Mediação: Milena Evangelista – Secult/PE
Horário: 15h30 – Local: Salão Nobre da Prefeitura de Triunfo. – Cidade: Triunfo
13 de agosto – Master Class – Cinemas de Rua na Era Digital: Desafios e Perspectivas
Realização conjunta SECULT/Fundarpe e Fundaj
Osvaldo Emery – Arquiteto, mestre em Conforto Ambiental e especialista em Acústica Arquitetônica e Audiovisual consultor em projetos voltados à exibição cinematográfica. Vinculado à Representação Regional do MINC/RJ.
Horário: 15h30 – Local: Salão Nobre da Prefeitura de Triunfo. – Cidade: Triunfo
Exibições Itinerantes
Afogados da Ingazeira
Data: 11 e 12 de agosto – Local: Cinema São José – Horário: 20h
Serra Talhada
Data: 09 a 12 de agosto – Local: CEU das Arte

segunda-feira, 8 de agosto de 2016


Cortejo do Aldeia do Velho Chico leva arte pelas ruas do Centro de Petrolina


Ocortejo “Abre Alas Pro Velho Chico", que integra a programação do Aldeia do Velho Chico 2016aconteceu na tarde desta sexta-feira (5) pelas ruas do Centro de Petrolina, no Sertão pernambucano. Ele saiu do Sesc, por volta das 17h.  À frente, estava a Fanfarra da Escola Eduardo Coelho.

Dividos em blocos, grupos culturais como reizado, quadrilhas juninas e capoeira, também ganharam as ruas. A movimentação cultural chamou a atenção de quem passava pelos locais. Os artistas também fantasiaram-se e alegraram os olhares curiosos dos moradores.
De acordo com a atriz, Sara Pinheiro, o evento dá destaque para a cultura local. “Muita alegria refletida, multiplicada. É o Aldeia saudando todo lado cultural”, ressaltou Sara.
Após percorrer as principais ruas do centro da cidade, o cortejo foi finalizado na Orla da cidade. “Afoxé Filhos de Zaze”, “Capoeira Brasil e Vivência de Angola”, Baque Opará, Reisado da Comunidade do Lambedor, “Samba de Veio” e “Samba de Coco Trupé” animaram o final da festa. “A energia não acaba nunca. É muito bom, muito legal”, disse a estudante, Maria Cleicione Pereira da Paz.
“Quem quiser participar deve procurar a programação do Sesc. A maioria das apresentações é gratuita e o evento vai até o dia 20 de agosto”, lembrou o  gerente do Sesc de Petrolina, Hednilson Bezerra.