sábado, 11 de fevereiro de 2017


4ª Noite do Formigueiro traz frevo e coco a Tracunhaém

Evento do Ponto de Cultura Andaluza, que valoriza a cultura popular da Zona da Mata Norte, será realizado no sábado 11 de fevereiro, a partir das 21h.


Divulgação
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O Bloco Caravana Andaluza foi fundado em 1963, no Engenho Abreus de Tracunhaém
Neste sábado (11), o município de Tracunhaém, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, recebe mais uma edição do projeto Noite do Formigueiro. O evento traz diversão gratuita para a população local, valorizando a cultura popular e de raiz. A festa começa a partir das 21h, e conta com o incentivo do Governo de Pernambuco, por meio do Funcultura.
A 4ª edição do evento é especialmente dedicada ao carnaval, e o público poderá conferir o bloco rural Caravana Andaluza, que há 53 anos anima os carnavais dos moradores dos engenhos de cana de açúcar, e o coquista Mano de Baé. As duas atrações se apresentam na sede do Ponto de Cultura Andaluza, na Rua Presidente Castelo Branco, nº 64, Centro de Tracunhaém.
Bloco Caravana Andaluza – Fundado há meio século, o bloco começou a fazer história no antigo terreiro do Engenho Abreus, área rural de Tracunhaém. Sua primeira apresentação ocorreu em 03 de setembro de 1963. Atualmente, o grupo conta com 60 brincantes, formado por crianças, adolescentes, jovens e adultos.
Durante as apresentações do Bloco Rural Caravana Andaluza, o grupo divide em dois cordões, cada um deles formado apenas por mulheres, que animadas ao som da orquestra de frevo rural, fazem evoluções em torno do estandarte. Segurando um apito e bengala, o mestre – pessoa responsável para dar as coordenadas do cortejo, ainda improvisa versos nos intervalos de cada apresentação. Os sons instrumentais que ecoam durante as apresentações partem de uma orquestra (terno) que acompanha o grupo, com instrumentos de sopro e percussão.
Leo Caldas
Leo Caldas
O Coco Mano de Baé é comandado pelo poeta e artesão Evilásio Leão Machado
Serviço:
4ª Noite do Formigueiro
Atrações: Bloco Rural Caravana Andaluza e Coco Mano de Baé
Quando: 11 de fevereiro, das 21h às 2h
Local: Ponto de Cultura Andaluza – Rua Presidente Castelo Branco, nº 64, Centro (próximo à Compesa) – Tracunhaem.

Musical ‘Gonzagão – A Lenda’ retorna ao Recife

Espetáculo será apresentado no Teatro RioMar Recife, entre os dias 10 e 12 de fevereiro.


Constituído por uma viagem musical que resgata a trajetória do Rei do Baião, o espetáculo ‘Gonzagão – A Lenda’ está de volta em curta temporada no Recife. Em cartaz entre os dias 10 e 12 de fevereiro, no Teatro RioMar Recife, a montagem de autoria e direção do pernambucano João Falcão, resulta em um tributo ao cantor, compositor e sanfoneiro Luiz Gonzaga, com mais de 40 composições selecionadas, interpretadas por  oito atores e uma atriz que se revezam no palco.
Na montagem, que reúne clássicos como ‘Cintura fina’, ‘O xote das meninas’, ‘Qui nem jiló’, ‘Baião’, ‘Pau-de- arara’ e  ‘Asa branca’, João Falcão apresenta um novo talento ao público: Marcelo Mimoso, que narra boa parte da história de Gonzaga no palco e canta a maioria das músicas. Filho de sanfoneiro, Marcelo era taxista e também cantor de forró. Foi descoberto pelo diretor numa noite em que se apresentava em um bar da Lapa. Hoje está produzindo seu primeiro CD solo.
No Recife, as apresentações acontecem na sexta (10) e no sábado (11), a partir das 21h. Já no domingo (12), às 20h. Os ingressos podem ser retirados na bilheteria do Teatro RioMar Recife, nos valores de R$ 50 (inteira) R$ 25 (meia), para Balcão Nobre; R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia), para Plateia Alta; e R$ 160 (inteira) e R$ 80 (meia), para Plateia Baixa.
O espetáculo teve sua estreia em outubro de 2012, no Rio de Janeiro. De lá pra cá foram 15 Estados percorridos, 27 cidades, 265 apresentações e 240 mil espectadores alcançados. Ao longo dos seus quatro anos circulando pelo Brasil, o musical conquistou as classificações: Prêmio Shell (2012) – Melhor Música; Prêmio APTR (2012) – Melhor Produção; Prêmio FITA (2013) – Melhor Espetáculo (Júri Popular), Melhor Direção e Melhor Figurino; Prêmio Bibi Ferreira (2014) nas categorias: Melhor roteiro original, Melhor Direção, Melhor Direção Musical e Melhor Musical Brasileiro; e Prêmio Reverência (2016) – Melhor Autor (Texto Original ou Adaptação).  ‘Gonzagão – A Lenda’, também foi eleito em 2013 um dos cinco melhores musicais do ano pelos jornais O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo.
Serviço:
‘Gonzagão – A Lenda’
Período: Sexta (10) e sábado (11), às 21h. Domingo (12), às 20h.
Local: Teatro RioMar Recife (Av. República do Líbano, 251 / 4º piso – RioMar Shopping, Pina – Recife)
Ingressos: Balcão Nobre – R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia); Plateia Alta – R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia); Plateia Baixa R$ 160

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017




Centro Bongar abre inscrições para oficinas culturais

Atividades do ‘OCUPE – Oficinas Culturais de Pernambuco’, acontecem de 7 a 19 de fevereiro


Foto: Roberta Guimarães
Foto: Roberta Guimarães
O Mestre Biu Alexandre, do Cavalo Marinho Estrela de Ouro da cidade de Condado, é um dos facilitadores das atividades oferecidas.
Informações da assessoria
Com o intuito de promover oportunidades de aperfeiçoamento nos segmentos de música e cultura popular, tanto para estudantes como ao público em geral, o Centro Cultural Grupo Bongar, em parceria com a Associação Respeita Januário, o Sesc-PE e o Paço do Frevo, inicia nesta terça-feira (7) o evento ‘OCUPE – Oficinas Culturais de Pernambuco’. A iniciativa, composta por atividades de formação em cavalo-marinho, ritmos afro-brasileiros e percussão, conta com a facilitação de mestres e fazedores de cultura.
Nesta primeira edição serão realizadas oficinas de Cavalo Marinho, com o mestre Biu Alexandre, de Condado; Coco da Xambá, com o Grupo Bongar, da Comunidade Xambá; Toques de Candomblé, com o ogan Tãozinho, do terreiro Nanã Burunku, em Olinda; uma vivência do Frevo, no Paço do Frevo; e uma Vicência no Terreiro Xambá, em Olinda. As oficinas serão ministradas no Centro Cultural Grupo Bongar.
A ideia é que o evento seja realizado anualmente, neste período que antecede o Carnaval. Na oficina de Cavalo-Marinho, os participantes terão contato não só com a música, mas também com a dança e o teatro. Mestre Biu Alexandre utilizará alguns personagens, durante a oficina. A oficina do Coco da Xambá abordará a história do Coco, suas mais diversas vertentes e sua dança. Durante a oficina de Toques de Candomblé, os participantes terão contato com os toques dos mais diversos Orixás, cultuados por religiões de matriz africana e ainda terão, no final das oficinas, uma vivência no Toque para Oxum, que será realizado no Terreiro Xambá, no dia 19 deste mês, das 16h às 20h.
O investimento para cada oficina custa o valor de R$ 100. Caso o interessado deseje cursar as três atividades, o valor total fica por R$ 250. Os demais eventos são gratuitos para os participantes das oficinas. As inscrições podem ser realizadas através dos telefones: (81) 99811-1473 (Carlos Sandroni) e (81) 99927-6258 (Marileide Alves).
Confira abaixo a programação:
Oficina de Cavalo Marinho
Período: de 7 a 10 de fevereiro
Horário: das 14h às 17h
A oficina será ministrada pelo Mestre Biu Alexandre, do Cavalo Marinho Estrela de Ouro (Condado – PE), fundado em 1979. Nessa oficina, o mestre irá transmitir saberes e práticas que relacionam a música, a dança e os aspectos cênicos das figuras no brinquedo do Cavalo Marinho, que é uma das mais importantes tradições culturais da Zona da Mata de Pernambuco.
Local: Centro Cultural Bongar Rua Severina Paraíso da Silva, 5330, São Benedito – Olinda/PE (atrás do Terminal Xambá)
Oficinas de Ritmos Afro-Brasileiros
Período: de 13 a 16 de fevereiro
Horário: das 9h às 12h
Ministrada pelo percussionista Iraquitan Gomes, mais conhecido por Tãozinho, ogan do Terreiro Nanã Burunku (Olinda-PE). Na oficina, o mestre irá transmitir conhecimentos musicais através do canto nagô e da sonoridade dos instrumentos percussivos – em especial, os tambores que no candomblé possuem funções sagradas no ritual religioso. Será trabalhado um amplo repertório de ritmos de matriz africana.
Local: Centro Cultural Bongar Rua Severina Paraíso da Silva, 5330, São Benedito – Olinda/PE (atrás do Terminal Xambá)
Oficina de Percussão
Período: de 13 a 16 de fevereiro
Horário: das 14h às 17h
A tradição do Coco da Xambá é reconhecida por sua batida peculiar, uma prática musical encontrada no Terreiro da Nação Xambá. Já reconhecido no cenário musical pernambucano, o grupo Bongar vem realizar oficina que visa à preservação e divulgação deste bem cultural ao ensinar sobre a origem desta manifestação na Nação Xambá, os aspectos rítmicos, a instrumentação percussiva e a relação entre a música, a dança e a religiosidade.
Local: Centro Cultural Bongar Rua Severina Paraíso da Silva, 5330, São Benedito – Olinda/PE (atrás do Terminal Xambá)
Eventos:
Dia 17/02 (sexta-feira)
Manhã | Local: Paço do Frevo – Praça do Arsenal, s/n, Bairro do Recife
9h-10h – Visita guiada
10h-11h – Vivência com a dança do Frevo
11h-12h – A Hora do Frevo TARDE
Tarde | Local: Centro Cultural Bongar – Olinda/PE
14h – Apresentação da Associação Respeita Januário – ARJ
15h-17h – Encerramento das Oficinas
Dia 19/02 (Domingo)
Local: Casa Xambá – Olinda/PE

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017




       9 DE FEVEREIRO: DIA DO FREVO


Independente do estado que você vive ou costuma brincar Carnaval, você já deve ter ouvido falar do frevo. Um dos ritmos musicais mais famosos do Brasil mistura passos de ballet, cossacos e capoeira.
Oficialmente o Dia Nacional do Frevo é comemorado em 14 se setembro. Mas em Pernambuco, grande berço do ritmo, o estilo também recebe grande homenagem no dia 9 de fevereiro, geralmente durante as festas do Carnaval das cidades.

Origem do Frevo

A princípio o ritmo só possuía batida e não tinha letras. Mas entre os anos de 1910 e 1911, o frevo já tirava muita gente do chão em Pernambuco. O ritmo que traz alegria e principalmente muito fervor, acabou inspirando o nome da dança. “Ferver” era popularmente chamada de “frever”. Foi em 1908, que o termo foi adaptado e usado pela primeira vez para indicar a dança.
9 de fevereiro: Dia do Frevo. Entenda a origem dessa data
Foto: depositphotos
A principio essa dança era um grande encontra que tomava conta das ruas da cidade e arrastada multidões. Mas acabava sendo difícil evitar confusões devido à grande quantidade de foliões.
Foi então que os organizadores tiveram a ideia de contratar grupos de capoeiras que ficavam à frente dos blocos. Eles levavam uma espécie de “sombrinha” para tentar controlar e acalmar o “fervor” da multidão. Foi então que o objeto e os passos da capoeira começaram a fazer parte da tradição do frevo.
Apesar de ser uma dança bastante popular pelas cidades de Pernambuco e grande parte do Brasil, o frevo possui alguns passos mais complexos, como agachar, passar a sombrinha por de baixo das pernas, pulos, saltos, rodopios e tudo em um ritmo bastante acelerado.
Mas o grande objetivo do frevo, assim como do Carnaval em geral, é divertir e animar as pessoas. Por isso não pense que a complexidade dos passos afasta o grande público da dança.
Geralmente, os passos mais elaborados e que exigem uma melhor performance são feitos apenas por bailarinos profissionais. Os foliões aceitam e se divertem dançando o ritmo da maneira que acharem mais adequada. O importante é espalhar alegria pela festa.

Cultura celebra aniversário do Frevo com ações nos Terminais Integrados da RMR

Ações no Recife, Paulista, Jaboatão dos Guararapes e em Olinda marcam, nesta quinta-feira (9), os 110 anos do Patrimônio Cultural da Humanidade.

Costa Neto/Fundarpe
Costa Neto/Fundarpe
Orquestras e passistas circularão pelos Terminais Integrados
Uma das manifestações mais apaixonantes do Carnaval de Pernambuco faz aniversário nesta quinta-feira (9). Surgido no Recife há 110 anos, o Frevo já entrou na cabeça, tomou o corpo e acabou no pé de milhões de pessoas ao redor do mundo.
Para celebrar esta tradição, o Governo de Pernambuco, através da Secult-PE e Fundarpe, promoverá ações de fortalecimento e valorização desse gênero, não só no Dia do Frevo, mas durante todo o Carnaval, quando garantirá a presença de artistas e agremiações ligadas ao frevo para animar a festa realizada em diversos municípios do Estado.
No próximo dia 9, a programação se estende aos municípios de Recife, Paulista, Jaboatão dos Guararapes e Olinda. Orquestras de frevo e passistas irão tocar e dançar frevo, instigando os milhares de transeuntes que circulam por terminais de ônibus dessas cidades.
A partir das 6h, os clarins de Momo irão soar nos terminais integrados de Joana Bezerra (Recife) e Pelópidas Silveira (Paulista), com a participação de orquestras e passistas. Ao meio-dia, a Estação Central do Recife e o Terminal Integrado Xambá também receberão a ação. Já no começo da noite, às 18h, os músicos e os passistas passarão pelos terminais de Camaragibe e Prazeres.
Laís Domingues/Fundarpe
Laís Domingues/Fundarpe
A ação acontecerá às 6h da manhã, ao meio-dia e às 18h
A presidente da Fundarpe Márcia Souto celebra a ação, reforçando que cabe ao Governo o papel de reconhecer e valorizar os patrimônios culturais do Estado. “O frevo é um patrimônio cultural da humanidade, mas, antes de tudo, é um orgulho pernambucano, uma das expressões que ainda hoje moldam a identidade do nosso povo. Nesse sentido, merece todas as homenagens e o empenho do poder público em ações e também políticas permanentes de valorização e salvaguarda”, destaca.
O secretário de Cultura Marcelino Granja reforça o compromisso do Governo neste ano em valorizar ainda mais, não só o frevo, mas todas as manifestações mais ligadas à tradição do carnaval. “Fizemos uma convocatória que não aceitará, para o Carnaval, gêneros da música mais pop e comercial. Assim, garantimos que 30% das contratações este ano serão destinadas à artistas que se enquadram na categoria de cultura popular; 40% para representantes da música da tradição carnavalesca; 10% para as orquestras de Frevo; e 20% aos grupos e artistas da Música Popular Brasileira”, ressalta Marcelino.
Confira programação completa:
DIA DO FREVO – 9 de fevereiro (quinta-feira)
6h - Terminais Integrados de Joana Bezerra (Recife), com a Cia. de Passistas de A a Z e a Orquestra Rosemblitz; e Pelópidas Silveira (Paulista), com a Cia. de Passistas Ogum Odé e a Orquestra Freviocando;
12h - Estação Central do Recife, com o Grupo de Passistas e a Orquestra Nelson Ferreira; e Terminal Integrado Xambá, com a Cia. de Passistas Ogum Odé e a Orquestra Freviocando;
18h - Terminais Integrados de Camaragibe, com a Cia. de Passistas de A a Z e a Orquestra Rosemblitz; e Prazeres, com o Grupo de Passistas e a Orquestra Nelson Ferreira.


           DONA DALVA DE  CACHOEIRA

“Dona Dalva”   como é  conhecida na cidade de Cachoeira, Bahia, Brasil e fora daquele território, nasceu em 27 de setembro de 1927 na cidade de Cachoeira. Filha de  uma operária da Fábrica de Charutos Danemman  com um sapateiro e guarda de trânsito,  foi criada pela avó, lavadeira  moradora do  local.  A sua  história já mostra que ela vem de uma família pobre, com isso desde cedo começou a trabalhar também como charuteira da referida fábrica.
Dalva Damiana de Freitas é compositora e cantora,  mas  foi o seu grande projeto para preservar  o samba de roda  do Recôncavo que ela ganhou  notoriedade.  Líder do Samba de Roda Suerdieck  atrai turistas de todas as partes do Brasil para conhecer a “Casa do Samba  Dona Dalva”  , local onde é divulgado a sua história através de vídeos, cordéis e CDs.  Dona Dalva  vai passando  os conhecimentos para  filhos, netos, amigos, visitantes assim, o samba de roda não morre.  E atualmente, imortalizou através  dos abraços recebidos.
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Em 2012 a Universidade Federal do Recôncavo Baiano ( UFRB)  homenageou essa grande mulher com o título  Doutora Honoris Causa.  Um reconhecimento pela  excelente atuação  de Dona Dalva para a cultura do lugar.  Vale lembrar que a UNESCO  já havia em 2005   se rendido ao  projeto de Dalva Damiana, tornando o samba de roda defendido por ela como Patrimônio Cultural  da Humanidade, também tombado pelo IPHAN,  como Patrimônio Imaterial Nacional.  A vida de Dona Dalva poderá ser vista através de  documentários  que enriquecem o acervo  que orgulhosamente  parentes e amigos preservam e atrai o turismo para  Cachoeira.
Quando a visitamos  em caravana com  grupo universitário durante  o Encontro Baiano de Estudos  Culturais ( EBECULT/2012) registramos  as precariedades do local onde  o samba é ensinando, percebemos a falta de estrutura, chegando a comoção e desabafo  da filha de Dona Dalva ao lembrar da luta da mãe para que um espaço físico adequado fosse mantido pelos órgãos públicos.   Pois cada vez mais jovens e adolescentes passam pelo “quintal”  onde o  samba acontece e se encantam com  o samba de roda.  Esperamos que com os títulos que orgulham a cidade,  a situação da ”Casa do Samba Dona Dalva” tenha  sido melhorada. Podendo ser conferido através dos registros fotográficos  que fizemos na época, devidamente autorizados.
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Bem leitor amigo, só queríamos mostrar a força, garra, determinação  de uma mulher que não se acomodou, arregaçou as mangas e foi em frente.  Talvez com um projeto que poucos acreditaram que daria certo. Ensinar o samba de roda, preservar uma cultura, defender uma causa como  essa,  torna a Doutora Dalva uma mulher baiana especial. Uma senhora pobre, negra, que não frequentou  os bancos de uma universidade mas conseguiu nos ensinar com a sua  perseverança que é possível  tornar o sonho em realidade.
E não pense que foi fácil ter o reconhecimento de Ongs. Foram vídeos sendo enviados, exibidos. Registros, mobilização de parentes e amigos   para que os méritos fossem a ela creditados.  Em Dona Dalva,  uma mulher com matriz africana,  vimos a luta, a determinação e a vitória.   Para muitos  a realização reside  em  ter uma carteira cheia de dinheiro e para outras pessoas , como  Doutora Dalva  o respeito pelo seu trabalho  por si só  configura numa grande recompensa.
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Valeu, Dona Dalva!  Mulher baiana  que faz a  diferença.
                                                 Toque Poético



* imagens do Espaço Cultural “Casa do Samba de Dona Dalva” em Cachoeira, Bahia. Onde um grupo de pesquisadores da cultura  foi recebido por Dona Dalva, sua filha e demais amigos e parentes que ajudam a contar a história do Samba de Roda do Grupo SUERDIECK.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017



Claudionor Germano: rei do frevo, patrimônio de Pernambuco

Aos 84 de idade e 70 de carreira, Claudionor Germano é o novo Patrimônio Vivo de Pernambuco. Nesta reportagem especial, o artista conta um pouco da trajetória que fez dele o maior divulgador do frevo no mundo.


Michelle Assumpção
Jan Ribeiro

Patrimônio Vivo de Pernambuco, Claudionor Germano celebra setenta anos de carreira.
Claudionor Germano da Hora nasceu no Recife, no dia 10 de agosto de 1932. Nunca soube o porquê, mas seu aniversário sempre foi comemorado no dia 19 de abril. Não é uma informação que lhe interesse muito hoje, aos 84 anos, reconhecido Patrimônio Vivo de Pernambuco. São mais as memórias de quase setenta anos de atividade musical que ocupam sua narrativa, e seguem lhe dando o suporte para sempre mais um Carnaval. Mesmo tendo anunciado, há alguns anos que, “esse ano é o último”, Claudionor sente-se tão vivo e animado, que basta chegar mais uma época de folia de Momo que os convites já começam a aparecer e ele, pensando em dar conta. Atualmente também acalenta outras vontades, uma delas, que vai sendo estimulada pelas filhas, é gravar um disco com serestas e músicas românticas. “Quando comecei minha carreira na Rádio Jornal do Commercio era assim, então está nos planos gravar as serestas e ainda pretendo fazer”, conta Claudionor.
Irmão de Abelardo da Hora e do temido professor Bianor da Hora, Claudionor dividia a fama dentro de casa. Nas ruas, era o afamado cantor, mas não raro era abordado por desconhecidos: “Não é você o irmão do professor Bianor?”. Mas no Carnaval não tinha pra nenhum irmão. Eram seu nome e sua voz que ecoavam nas rádios e nos bailes da cidade. “O jornalista José Teles me disse que eu fui o único artista a comparecer às cinquenta e duas edições do Baile Municipal do Recife”, diz Claudionor, que até ano passado esteve na programação do tradicional festa de carnaval do estado. Este ano, o Baile comemora sua 57ª edição.

Claudionor Germano contabiliza 52 Bailes Municipais e 553 músicas gravadas.
Sua trajetória começa na Rádio Clube de Pernambuco, em 1947, depois segue para a Rádio Tamandaré e, por último, Rádio Jornal do Commercio. Dirigido pelo lendário maestro Guerra Peixe, tornou-se cantor da orquestra de Nelson Ferreira e, a partir de 1954, passou a integrar o elenco da Fábrica de discos Rozemblit. Sob o selo Mocambo, desta gravadora, passou a gravar, a partir de 1959, os frevos de Capiba. Foi Capiba quem o procurou dizendo que queria que ele gravasse seus frevos. Segundo o intérprete, Nelson Ferreira, “que era ciumento”, veio logo em seguida, pegando-o pelo braço e cobrando que ele gravasse seus frevos também.
Foi assim que foi gravado, em 1959 para o carnaval de 1960, o disco Capiba, 25 anos de Frevo; e o de Nelson Ferreira, O que eu Fiz e você gostou, com clássicos de frevos canções e marchas que até hoje estão na boca do povo. No ano seguinte, Nelson compôs e Claudionor gravou mais um álbum: O que faltou e você pediu. De Capiba, gravou Carnaval com C de Capiba. E não deixou de brincar com o famoso e conceituado compositor: Carnaval é com C, de Capiba e Claudionor.
Sua fama já era grande e o reconhecimento não faltou. Por seis anos, na década de 60, recebeu o prêmio de Melhor Cantor das rádios de Pernambuco. “Só reconheço os dois hexas, o meu de melhor cantor e do Clube Náutico do Recife”, brinca Claudionor, que apesar da torcida pelo time do timbu, gravou hino pros outros dois maiores times de Pernambuco: Santa Cruz e Sport. Sem falar nas músicas que também eternizou para o Asa de Arapiraca, o CRB de Alagoas, e o ABC de Natal.
Foi Capiba quem forneceu o maior número de composições que Claudionor já gravou. Foram 132 músicas somente deste compositor, num total de 553. O levantamento foi feito pelo amigo e pesquisador Antônio Batista, que mergulhou na trajetória fonográfica de Claudionor. “Ele me deu a relação com os títulos e assinou embaixo. Ele achou que eu não estava acreditando muito e desafiou, ‘pode ir lá na minha casa que eu te mostro’. Foi assim que o frevo me abraçou”, conta Claudionor, que com a popularidade de ser um rei do frevo, já foi representar o ritmo no Japão, Estados Unidos, Cuba e Argentina.
Jan Ribeiro

Ativo e atento ao cenário cultural, Claudionor tem novos projetos em mente
Sobre a amplitude da fama de Claudionor, o crítico musical e historiador José Ramos Tinhorão reconheceu e publicou:
“Embora tenha começado pelas canções de Vicente Celestino, embora não podendo deixar de sofrer, já rapaz, a influência fulminante do seresteiro carioca Orlando Silva… embora pagando o preço da moda, ao iniciar a carreira profissional na Rádio Club de Pernambuco em 1949 como crooner do conjunto Ases do Ritmo, foi como cantor de música tipicamente pernambucana que o estilo de Claudionor Germano se firmou. A ponto de, já em 1967, poder surgir diante dos milhares de brasileiros de todas as regiões que se acotovelavam no Estádio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, durante o II Festival Internacional da Canção, como a úmprestar o indispensável toque à vigorosa canção de Capiba, ‘São os do Norte que vêm’. Atualmente tão identificado com a música de sua região que pode ser considerado o cantor oficial do Recife… Claudionor Germano consegue, no entanto, um privilégio de que poucos artistas podem se orgulhar: sem sair de sua terra pode ser ouvido como uma autêntica voz nacional.”

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017


VIVA O HOMEM DA MEIA NOITE

Dia 2 de fevereiro,dia de Iemanjá,é festa no céu,no mar e nas ladeiras da velha Marim dos Caetés,o boneco mais famoso e elegante do carnaval pernambucano completa 85 anos. O Clube de Alegoria e Critica O Homem da Meia da Noite não vai deixar passar em branco,vai celebrar  seu aniversário com direito a bolo gigante e muito frevo,a partir das 19h na frente da sua sede social,no Largo do Bonsucesso.
Com o tema : "Negro Rei", o Homem da Meia Noite homenageia neste ano o Maracatu Leão Coroado,o Maestro Israel de França e o Dançarino Paulo Cristo,grandes icones da nossa cultura. Além de um percurso novo,anunciado na última segunda-feira(31), o gigante irá ao encontro do Galo da Madrugada na abertura oficial do carnaval do Recife,que acontecerá no dia 24 de fevereiro.